Botucatu, domingo, 20 de Outubro de 2019

Colunista Antonio Roberto Mauad – Turquinho Tecnólogo em Marketing e MBA em Administração Pública e Gerência de Cidades
04/01/2019

Verão, chuvas e árvores em Botucatu



Como toda estação o verão traz consigo suas peculiaridades as quais estamos novamente vivenciamos, como o calor mais abrasador que nas décadas passadas, onde o verão botucatuense era muito mais suportável, aprazível, e não sendo tão quente como atualmente, e tínhamos sempre a refrescante brisa da Cuesta.

Reflexo das ações antrópicas (alterações geradas pelo homem no planeta), estas tem causado fenômenos como El Niño e La Niña, ocorrências climáticas que aquecem, e o outro resfria as águas do Oceano Pacífico resultando danos como ocorridos em várias partes do planeta, seca em determinadas regiões e chuvas torrenciais em outras, e isto se inverte quando muda um dos fenômenos.

Mas o que isto tem a haver com árvores e Botucatu? Com Botucatu muito haver, pois nosso clima é diretamente influenciado pelo Oceano Atlântico e sentimos os efeitos dos fenômenos. As árvores são por consequência vetores involuntários de muitos estragos gerados pelas chuvas torrenciais e fortes ventos.

O que tenciono atentar é que nossas árvores, sobre tudo, as que se encontram na região central e outras mais antigas da cidade que contam com muitas árvores e muitos destas são frondosas, mas com elevada idade e por consequência várias com doenças e debilidades em enfrentar ventos e chuvas fortes, e assim tombam por terra e causam estragos/prejuízos aos cidadãos como ao Estado.

Nossas árvores têm reconhecido a inquestionável função ao meio ambiente, tal qual sua funcionalidade ao microclima (área relativamente pequena cujas condições atmosféricas diferem das outras áreas ao entorno) da cidade, assim sendo se faz necessário e urge que nossa prefeitura bem gerida pelo eng. Mario Pardini, e que conta na área de Zeladoria a qual responde pelas praças e árvores nas ruas há competente equipe de engenheiros agrônomos e eng. Florestais, assim a Prefeitura poderia fazer um levantamento destas árvores, e ao constatar problemas, que se derrubem e replante outra mais adequada a urbe, ou seja, utilizando espécies que não atinja as redes elétricas, telefônica e lógica, árvores com sistema radicular/raízes que não quebrem calçadas e paredes dos imóveis, enfim, tema para nossos bons profissionais da áreas agronômica Florestal.

Cabe também sugerir de forma despretensiosa por parte deste escriba caipira de Rubião Jr, contamos na fazenda Lageado FCA/Unesp bem gerida pelos caros profs. Drs. Carlos Frederico Wilcken e Dirceu Maximino Fernandes, um dos melhores cursos de Engenharia Florestal, e creio que se bem conversado com o pessoal da FCA, se torne viável um convênio entre município e a Unesp/FCA, para quem sabe, alunos deste curso também ajudem na pesquisa de campo dentro da área urbana da nossa Botucatu.           Nossas árvores precisam ser pesquisadas, identificando as que oferecem perigos, e estas devem ser retiradas independentes de seu valor sentimental o que claro é relevante, mas infelizmente o perigo oferecido pela árvore é eminente, e concomitantemente se faça o plantio de uma nova e adequada espécie, e dando para ela todos os cuidados que estas novas árvores devem ter até atingir sua fase de crescimento na cidade, e ai possa dispensar maiores atenção da população e da prefeitura, sim um é tão importante quanto o outro para que as novas árvores possam vingar em nossas calçadas e praças!

Os estragos provocados pelas chuvas e quedas de árvores já estão ficando corriqueiros em dias de chuva mais forte, e com o fenômeno El Niño a tendência é ficar cada ver mais perigosa, para quem tem árvore com certa idade e altura em frente ao seu imóvel.      

 

                          “Uma pessoa inteligente resolve um problema, um sábio o previne.” 
Albert Einstein.

 

Antonio Roberto Mauad – Turquinho. MBA em Administração Pública e Gerência de Cidades, colaborador deste jornal 










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