Botucatu, domingo, 20 de Outubro de 2019

Colunista Antonio Roberto Mauad – Turquinho Tecnólogo em Marketing e MBA em Administração Pública e Gerência de Cidades
19/06/2019

DORIA E SEUS ATOS DESNECESSÁRIOS



             De um governador a população espera no mínimo que este tenha o bom senso de quem ocupa cargo desta envergadura, e, sobretudo um governador que pode vir disputar a cadeira da Presidência da Republica, como por exemplo, o atual governador do estado São o Sr. Paulo João Doria, pessoa que em menos de 6 meses protagonizou de forma deliberada atos desnecessários que nem nos tempos dos militares se viu tanta deselegância com autoridades do Legislativo e Executivo.

            Aqui em Botucatu sua face ressentida se desnudou ao não permitir que o nosso deputado Fernando Cury fala-se na inauguração do novo prédio dos ambulatórios HC lá na UNESP, obra que foi conseguida com ajuda de João Cury a época prefeito de Botucatu, e seu termino deu também com verbas que Fernando Cury no primeiro mandato como deputado estadual alavancou em Brasília.

            No Poder Executivo onde se encontra a Policia Militar Paulista, Doria de forma totalmente desnecessária em ato público no Conselho de Coronéis da Polícia Militar do Estado, quinta-feira 13 de junho, na tribuna chama a atenção do coronel Castilho dizendo algo assim “Se o senhor tiver algo urgente, pode sair da sala e usar o celular. Mas enquanto o governador estiver falando, por favor, preste atenção. O mesmo vale em relação ao seu comando". E Doria guiado possivelmente pela pouca experiência, se quer imaginou que o coronel que é chefe da inteligência da PM, foi incumbido pelo Comandante Geral da PM de fazer a ata da reunião usando o celular para gravar e poder fazer a ata de forma fidedigna.

            A reunião tinha transmissão ao vivo pelas redes sociais, e ganhou repercussão na internet. Mais um, entre outros atos desnecessários e infelizes protagonizado por Doria, e agora dirigido diretamente a um coronel da Polícia Militar, cuja carreia demanda muito tempo, esforço e dedicação para chegar a este posto, que começa no disputado vestibular do Barro Branco escola superior de formação de oficiais, e passando por cada promoção, sendo que duas se faz necessário estudar para uma avaliação teórica, apresentar e defender uma tese dentro do escopo de atuação da PM, e tudo avaliado por seus superiores, e assim até chegar a difícil e com pouca vaga patente de coronel da PM, pois o cargo de Comandante Geral da PM é indicação exclusiva do Poder Executivo.

            A atitude grotesca de Doria, deixa no ar um possível reflexo de sua pouca vivência política, desconsideração as patentes da PM, insensatez, descortesia vinda do maior dignitário do estado paulista para um coronel da PM, que é seu subordinado hierarquicamente. Uma atitude lamentável, que não se espera de governador e que desnecessariamente, macula sua pequena e pobre biografia enquanto homem público, também apequena ainda mais sua carreira política! Pois muito se espera de um governador paulista, que naturalmente é um dos nomes lembrados à disputa da presidencial.

            Governador é um cargo transitório, coronel é para sempre mesmo que aposentado os componentes da PM se refere a eles como coronéis, e tropa será que digeriu tamanha fala arrogante, pois a hierarquia é matéria dada no curso de formação de soldados como na escola de oficiais. Hierarquia que fez com que o coronel se calasse frente ao governador, e pior ficou o vídeo da explicação de Doria ao lado do coronel Castilho, cuja imagem era no mínimo constrangedora.

           

            Tudo isto podia ser evitado com uma simples fala de Doria: Senhores, por favor, desliguem os celulares. Como se faz em qualquer reunião.

 

            Muitos são orgulhosos por causa daquilo que sabem; face ao que não sabem, são arrogantes. - Johann Goeth autor e estadista alemão do Sacro Império Romano-Germânico.

 

Antonio Roberto Mauad – Turquinho. MBA em Administração Pública e Gerência de Cidades, colaborador deste jornal










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