Botucatu, quarta-feira, 16 de Outubro de 2019

Cidade / Geral
31/07/2019

Botucatu prepara a primeira edição do Festival de Santa Cruz de Ana Rosa



A festa presta homenagem a uma mulher que no dia 21 de junho de 1885, com vinte anos de idade, foi assassinada e esquartejada pelo marido conhecida como Chicuta

 

Nos dias 13, 14 e 15 de setembro acontece na Praça da Juventude ao lado da Capela de Ana Rosa, região da Cohab I, em Botucatu, o 1ª Festival de Santa Cruz de Ana Rosa, com uma gama de eventos culturais e artísticos.

Entre as atividades programadas estão o Festival de Músicas Raiz e shows com Adriana Farias, do programa Viola Minha Viola, Peão Carreiro & Silvano, Ramiro Viola & Pardini, Poeta & Jacira, Karoline Violeira e desafio no cururu.

Também fazem parte da programação a Cavalgada, exibição do filme e do livro sobre a vida de Ana Rosa, Queima do Alho, com 20 cozinhas, cozinha piloto com a equipe João Thomas, participação do Grupo Papa Trilhas, entrega de diplomas "Mulher Superação",  Dança de São Gonçalo, Orquestra de Violeiros de Pardinho, Café Tropeiro, apresentação da Irmandade do Divino Espírito Santo de Conchas e barracas de comes e bebes.

 

A história

A festa presta homenagem a uma mulher que tem uma história trágica. Ela era casada com Francisco de Carvalho Bastos, conhecido pelo apelido de Chicuta, um carreiro (que transportava gado de um lugar para outro) que tinha poder supremo sobre a companheira.

Temperamental e machista, Chicuta tinha um ciúme doentio pela esposa e começou a tratar mal Ana Rosa, tanto moralmente como fisicamente, transformando a vida daquela mulher num martírio. Cansada de sofrer, ela resolveu fugir de casa, em Avaré, rumo a Botucatu onde pediu ajuda na casa de uma mulher conhecida por Fortunata Jesuína de Melo, proprietária de um cabaré.

Chicuta quando chegou em casa não encontrou Ana Rosa. Como um louco saiu à procura da esposa e armou a vingança. Foi atrás da fugitiva e chegando em Botucatu contratou José Antonio da Silva Costa, o Costinha, e Hermenegildo Vieira do Prado, o Minigirdo, pra matarem Ana Rosa.

Costinha se fez passar por um bom homem e ofereceu cobertura para Ana Rosa deixar o marido. Mal sabia ela que caminhava para uma cilada mortal. Quando Ana Rosa chegou com Costinha nas proximidades do Rio Lavapés, avistou seu marido e se deu conta da emboscada armada contra ela. A moça implorou para que não a matassem e mesmo assim os assassinos sem piedade consumaram o crime, esquartejando-a. Ana Rosa morreu no dia 21 de junho de 1885, com vinte anos de idade. Era nascida no município de Avaré, SP.

Os criminosos foram presos e condenados. Costinha após cumprir pena saiu e morreu esmagado quando cortava uma árvore. Minigirdo morreu na prisão, vítima de varíola. Chicuta, numa tarde de sexta feira, ia voltando da cidade para a fazenda quando sua carroça puxada por bois parou, de forma misteriosa.

Nervoso, batia nos animais, mas o carro não saía do lugar. Ao se deitar no chão para verificar as rodas do carro, os bois seguiram e as rodas separaram sua cabeça do corpo. Para muito foi a vingança de Anna Rosa.

Ainda hoje, como vem acontecendo há vários anos o jazigo mais visitado no Cemitério Portal é o de Ana Rosa. Muitos ramalhetes de flores são deixados no jazigo, todos os anos. Para muitas pessoas, através de orações e promessas feitas a ela, pode-se conseguir milagres. Seu túmulo é considerado um ponto turístico. Sobre seu jazigo estão anexadas dezenas de placas de agradecimentos de pessoas que teriam conseguido seus milagres.

 










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