Botucatu, quarta-feira, 16 de Outubro de 2019

Regionais / Brasil
20/09/2019

Diretor de trânsito de São Manuel é acusado de envolvimento em contrabando



Foto - Divulgação

Participação no crime teria sido cometido quando ele era policial militar rodoviário, sendo que outros ex-policiais também foram denunciados e estão sob investigação

 

Reportagem do Portal G1 aponta que o diretor de segurança e trânsito de São Manuel, Paulo Sérgio Camargo da Silva, foi preso na quinta-feira (19) depois de uma determinação da Justiça Militar do Estado, por facilitação de contrabando e descaminho, corrupção passiva e formação de quadrilha.

Os crimes foram cometidos ainda quando ele era policial militar rodoviário. A prefeitura de São Manuel informou, por meio de nota, que na época em que Paulo Sérgio assumiu o cargo foi feito um levantamento no histórico dele e nenhuma irregularidade havia sido encontrada.

Por causa da prisão a administração da prefeitura decidiu desligar o funcionário público. As investigações também resultaram na prisão de outros cinco ex-policiais. Trabalho foi feito pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado - GAECO.

 

O esquema

Segundo a promotoria da Justiça Militar, na época das investigações os suspeitos atuavam no 2º Batalhão de Policiamento Rodoviário e passaram a integrar organização criminosa com outros policiais militares não identificados e com diversos civis envolvidos com o transporte de cigarros irregulares.

A área do Batalhão envolve as divisas dos Estados de São Paulo, Mato Grosso do Sul e Paraná, abrangendo Rodovias que se tornaram rotas de entradas de contrabandistas de cigarros em São Paulo. Os cigarros ilícitos transportados pela organização criminosa tinham origem no Paraguai.

Os denunciados recebiam valores em dinheiro como contrapartida pelo fornecimento de informações sigilosas aos contrabandistas, em especial sobre a existência de equipes de Tático Ostensivo Rodoviário (TOR) de serviço e sobre as melhores rodovias e horários para que os caminhões transitassem sem que fossem fiscalizados.

Os envolvidos são investigados pelos crimes de envolvimento com organização criminosa, facilitação do contrabando ou descaminho e corrupção passiva. Um dos policiais já tinha sido preso por crime de constrangimento.

Fonte G1










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