Brasil

Moraes cita papa Leão XIV ao defender regulamentação das redes sociais

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, defendeu a regulamentação das redes sociais durante participação em um fórum realizado em Lisboa. Em sua fala, o magistrado citou o papa Leão XIV para argumentar que as plataformas digitais e seus algoritmos exercem influência sobre o comportamento dos usuários e, por isso, não podem atuar sem mecanismos de controle e supervisão.

Segundo Moraes, as empresas de tecnologia não são neutras e desempenham papel relevante na circulação de informações e na formação de opiniões. Para o ministro, é necessário estabelecer regras que conciliem a liberdade de expressão com a proteção da democracia e da dignidade humana.

O integrante do STF também afirmou que as plataformas precisam assumir responsabilidades pelos conteúdos divulgados em seus ambientes. Entre os exemplos citados por ele estão casos de incentivo à automutilação, ao suicídio, à prática de crimes e à disseminação de discursos extremistas.

Durante o evento, Moraes declarou que o Brasil tem ocupado posição de destaque nas discussões sobre a regulamentação das plataformas digitais, destacando decisões judiciais, iniciativas da Justiça Eleitoral e debates em andamento no Congresso Nacional.

A discussão sobre a regulação das redes sociais continua dividindo opiniões no país. Enquanto defensores afirmam que a medida é necessária para combater abusos e proteger usuários, críticos alertam para possíveis riscos à liberdade de expressão e ao livre debate de ideias no ambiente digital.

Estudo aponta quase R$ 1 trilhão em custos extras na conta de luz até 2050

Um levantamento da Frente Nacional dos Consumidores de Energia estima que decisões adotadas pelo governo federal e pelo Congresso Nacional podem resultar em cerca de R$ 985 bilhões em custos adicionais nas contas de energia elétrica dos brasileiros até 2050. O valor representa compromissos assumidos pelo setor que deverão ser repassados aos consumidores ao longo das próximas décadas.

De acordo com o estudo, os custos estão relacionados a medidas envolvendo mudanças no acordo de Itaipu, incentivos a determinadas fontes de geração de energia e a contratação de novas usinas para garantir o abastecimento do sistema elétrico nacional. A projeção considera apenas despesas já previstas e contratadas.

Os especialistas responsáveis pelo levantamento destacam que a estimativa não inclui reajustes tarifários anuais, inflação ou outros fatores que tradicionalmente influenciam o preço da energia elétrica. Dessa forma, o montante calculado corresponde apenas aos encargos decorrentes das medidas analisadas.

O tema tem provocado debate entre representantes do setor elétrico, economistas e autoridades públicas. Críticos afirmam que as decisões podem aumentar significativamente o peso da conta de luz no orçamento das famílias e das empresas. Já defensores das medidas argumentam que os investimentos são necessários para ampliar a segurança energética e garantir o fornecimento de energia no futuro.

A discussão ocorre em um momento em que o custo da energia elétrica segue sendo uma das principais preocupações dos consumidores brasileiros, especialmente diante dos impactos que as tarifas exercem sobre a inflação, a atividade econômica e o poder de compra da população.

Maioria dos brasileiros apoia classificação de PCC e CV como organizações terroristas, aponta pesquisa

Uma pesquisa divulgada nesta quarta-feira (3) mostra que a maioria dos brasileiros vê de forma positiva a classificação do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas pelos Estados Unidos. Segundo o levantamento, 53% dos entrevistados consideram que a medida é benéfica para o Brasil. Outros 33% avaliam a decisão de forma negativa, enquanto 14% não souberam opinar.

O estudo foi realizado entre os dias 30 de maio e 1º de junho, por meio de entrevistas telefônicas em diversas cidades brasileiras. A pesquisa reflete a repercussão da decisão anunciada pelo governo norte-americano, que determinou a inclusão das duas maiores facções criminosas do país em sua lista de organizações terroristas.

A medida tem provocado intenso debate no Brasil. Defensores da classificação argumentam que PCC e CV exercem influência sobre territórios, promovem ações violentas e desafiam a atuação do Estado, características que, segundo esse entendimento, se aproximam das práticas adotadas por organizações terroristas.

Por outro lado, integrantes do governo federal e especialistas em segurança pública apontam que as facções devem continuar sendo tratadas dentro do arcabouço legal voltado ao combate ao crime organizado. Para esse grupo, a mudança de classificação pode gerar consequências jurídicas e diplomáticas que precisam ser analisadas com cautela.

O tema segue em discussão e deverá continuar mobilizando autoridades, especialistas e a opinião pública, especialmente diante dos possíveis impactos da medida no combate às organizações criminosas e na cooperação internacional em segurança pública.

Foto: O Globo

Procuradoria de SP desembolsa milhões em benefício por acúmulo de trabalho

Levantamento de dados públicos mostra que a Procuradoria-Geral do Estado de São Paulo (PGE-SP) destinou cerca de R$ 8 milhões ao pagamento de gratificações relacionadas ao chamado “acúmulo de acervo”, benefício concedido a procuradores que assumem volume adicional de processos ou atribuições.

O pagamento ocorre em meio ao debate nacional sobre os chamados “penduricalhos” do serviço público e às recentes decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) que buscam estabelecer limites para verbas extras recebidas por integrantes de carreiras jurídicas.

Especialistas em contas públicas e transparência defendem uma fiscalização mais rigorosa sobre a concessão desses benefícios, argumentando que verbas adicionais podem elevar significativamente os rendimentos de servidores que já recebem salários próximos ao teto constitucional.

A discussão ganhou força após a divulgação de informações sobre pagamentos extras em diferentes órgãos do sistema de Justiça paulista. Dados recentes apontam que benefícios indenizatórios e gratificações continuam representando parcela relevante da remuneração de membros de carreiras jurídicas no Estado.

Em nota, órgãos públicos costumam sustentar que os pagamentos seguem a legislação vigente e atendem a necessidades operacionais, como a compensação pelo aumento da carga de trabalho e pela atuação em demandas extraordinárias.

O tema segue sob acompanhamento de órgãos de controle e faz parte de uma discussão mais ampla sobre transparência, teto salarial e a utilização de recursos públicos em carreiras do sistema de Justiça.

Mulher de 37 anos finge ter 12 e é presa por estelionato após ser adotada em Joinville (SC)

Uma mulher de 37 anos foi presa na terça-feira (2/6) em Joinville (SC), suspeita de fingir ser uma adolescente de 12 anos para ser acolhida por uma família adotiva. Segundo a Polícia Civil, ela viveu por cerca de um ano e dois meses na casa das vítimas usando uma identidade falsa.

De acordo com as investigações, a mulher se apresentava como “Gabriele” e foi detida na casa da família, no distrito de Pirabeiraba. Ela é investigada pelos crimes de estelionato e falsa identidade. O verdadeiro nome da suspeita não foi divulgado.

Em nota, a Polícia Civil de Santa Catarina informou que a mulher criou uma série de histórias para sustentar o disfarce e conquistar a confiança da família. Entre elas, ela alegava ser autista e ter outras condições clínicas. Para justificar a aparência física incompatível com a idade que dizia ter, afirmava que seus traços adultos eram consequência do uso forçado de hormônios durante a infância.

Ainda segundo a corporação, a suspeita mantinha comportamentos infantilizados para reforçar a falsa identidade. Ela utilizava chupetas, mamadeiras e objetos lúdicos com frequência, simulando atitudes típicas de uma criança.

As investigações apontaram ainda que a mulher já tem antecedentes por golpes semelhantes em outros estados do país, incluindo São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Goiás. A polícia afirma que ela é reincidente nesse tipo de crime.

Durante o interrogatório, a suspeita confessou o crime, segundo a Polícia Civil. Após os procedimentos de polícia judiciária, ela foi encaminhada ao Presídio Regional de Joinville, onde permanece à disposição da Justiça.

Fonte: Correio Braziliense

Foto: Reprodução/PCSC

1ª Marcha pelo Lugar da Mulher reuniu manifestantes na Avenida Paulista no último domingo

A Avenida Paulista, em São Paulo, foi palco no último domingo, dia 31 de maio, da “1ª Marcha pelo Lugar da Mulher”, manifestação realizada em frente ao MASP. O ato reuniu participantes com o objetivo de defender o papel da mulher “no corpo, na lei e na vida”, com a presença de mulheres de diferentes perfis ideológicos, além de apoiadores homens e travestis alinhados à pauta do movimento.

A mobilização foi articulada por ativistas e lideranças políticas conservadoras, que afirmam se posicionar contra a cultura woke que prega a ideologia de gênero e classificam mulheres biológicas como subgrupo, denominado cis.

Uma das porta-vozes do evento, a empresária e ativista Bárbara Hannelore, afirmou que a marcha não teve caráter de confronto. “É um ato de mulheres e de homens unidos, de todas as idades, todas as cores, crenças, de todo lugar do Brasil, que ainda acredita que ” ser Mulher não é uma categoria”.

Segundo ela, propostas legislativas em discussão no Congresso Nacional estariam relacionadas a um processo de “redefinição” da palavra mulher em documentos e políticas públicas. “É o apagamento do que foi conquistado por tantas mulheres que sangraram antes de nós”, declarou. Em vídeos publicados nas redes sociais, Bárbara também destacou a maternidade como elemento central da identidade feminina e criticou termos neutros utilizados em registros oficiais, como “pessoa que gesta“.

Outra liderança do movimento, a cientista política Júlia Lucy, também convocou apoiadores durante participação em programa de entrevistas. “A gente tem que colocar de novo o lugar da mãe no lugar onde é mãe, porque só mulher é mãe”, afirmou.

Júlia Lucy também lidera o movimento “Ele Nunca Será Mulher”, que, segundo seus organizadores, busca reforçar a identidade feminina e questionar o que chamam de perda de espaços sociais e institucionais destinados às mulheres.

Durante o evento, a médica Dra. Júlia Bruder, de Botucatu, também participou e relatou sua experiência pessoal ao se posicionar publicamente sobre o tema. Em seu discurso, afirmou ter se sentido “injustiçada” após repercussões de um vídeo seu publicado nas redes sociais sobre um processo judicial que sofreu envolvendo sua manifestação contrária a Érika Hilton ter assumido a comissão da Mulher na Câmara dos Deputados. No entanto, o Ministério Público reconheceu que a Dra Júlia não cometeu nenhum crime e que apenas expôs sua opinião no vídeo, e o processo foi arquivado. Ela afirmou que pretende atuar em defesa das mulheres, destacando que “homem é homem, mulher é mulher e trans é trans”, posição que gerou muitos aplausos da platéia presente na Av. Paulista e nas redes sociais onde o seu discurso foi publicado posteriormente.

Esteve também presente a travesti, Yolanda Panda. Em sua fala, defendeu a separação entre gêneros e que as Mulheres devem ser reconhecidas pelas questões biológicas. Afirmou que travesti não é mulher. E que o fato dessas desavenças públicas, como pelo uso do banheiro feminino por homens biológicos, tem causado mais preconceito aos travestis. “Eu uso banheiro masculino e nunca tive problemas com isso.”

Outro participante do evento foi o senador Magno Malta que se colocou como apoiador das mulheres e que esse ato na Paulista foi o início de um movimento nacional voltado à defesa dos direitos fundamentais das mulheres e à preservação de espaços sociais, jurídicos e institucionais voltados às mulheres.

Turista argentino é preso por racismo contra criança em MG: “Levaria como escravo”

Um turista argentino de 63 anos foi preso em flagrante suspeito de cometer racismo contra uma criança de 7 anos durante um passeio de Maria Fumaça entre São João del-Rei e Tiradentes, na Região Central de Minas Gerais. O caso ocorreu na manhã de domingo (24/5), quando passageiros perceberam que o homem fotografava e filmava o menino negro dentro do trem turístico e enviava as imagens em conversas por aplicativo acompanhadas de mensagens consideradas racistas.

Entre os conteúdos identificados, estava a frase em espanhol “Se lo puedo llevar de esclavo”, traduzida como “Posso levá-lo como escravo”. Segundo o boletim de ocorrência, a criança viajava acompanhada da mãe, da avó, da tia, do padrasto, da mãe e de uma prima para comemorar o aniversário da mulher. Durante o trajeto, uma passageira que estava sentada próxima à família alertou a mãe do garoto sobre a atitude do turista, que ocupava um assento ao lado da avó da criança. A mulher informou que o suspeito registrava imagens do menino e compartilhava o material no celular enquanto fazia comentários ofensivos.

Ao ser confrontado, o argentino negou inicialmente que estivesse fotografando a criança e resistiu em mostrar o aparelho. A mãe do menino relatou dificuldade para compreender as respostas por causa do sotaque do suspeito. Pouco depois, porém, ele desbloqueou voluntariamente o celular, permitindo que a mulher visualizasse as conversas. Nas mensagens, havia referências à intenção de levar um escravo para cuidar das netas da pessoa com quem conversava. A mãe conseguiu fotografar a tela do aparelho para registrar o conteúdo.

Diante da situação, passageiros e funcionários responsáveis pela segurança do passeio turístico contiveram o homem em um compartimento do trem até a chegada da Polícia Militar. O suspeito foi levado, junto com a mãe da criança, para a 3ª Delegacia Regional da Polícia Civil, em São João del-Rei. O celular foi apreendido e será submetido à perícia. Conforme a Polícia Civil de Minas Gerais, o argentino teve a prisão em flagrante ratificada e foi encaminhado ao sistema prisional, onde permanece à disposição da Justiça.

O caso foi registrado com base no artigo 20 da Lei nº 7.716/1989, que trata dos crimes resultantes de preconceito de raça, cor, etnia ou procedência nacional. A ocorrência aponta ainda agravante pelo compartilhamento do conteúdo discriminatório em grupos digitais. A mãe da criança afirmou aos policiais que, após visualizar as mensagens, temeu que algo mais grave pudesse acontecer com o filho durante o passeio.

Em nota, a empresa VLI, responsável pela administração da Maria Fumaça, informou que repudia qualquer forma de discriminação e afirmou que acionou imediatamente a polícia após ser comunicada sobre o episódio. “A VLI repudia o racismo e qualquer forma de discriminação. Tão logo a equipe local foi informada sobre o ato cometido pelo turista, acionou a polícia, que compareceu ao local e efetuou a prisão do acusado. A companhia permanece à disposição das autoridades para contribuir com a investigação do episódio”, declarou a empresa.

Flagrante de racismo em MG

Fonte: Correio Braziliense

Foto: Reprodução/Redes Sociais

Mecânico é atingido por cabine de caminhão durante manutenção em Minas Gerais

Um mecânico ficou ferido após sofrer um acidente enquanto realizava a manutenção de um caminhão na manhã desta quinta-feira (14), às margens da BR-116, no bairro Zacarias, em Caratinga, Minas Gerais.

Imagens registradas por uma câmera de segurança mostram o momento em que a cabine do veículo se desprende repentinamente e cai sobre o trabalhador durante o reparo. O impacto causou desespero no local, e o proprietário do caminhão prestou os primeiros socorros até a chegada das equipes de atendimento.

A vítima foi encaminhada para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Caratinga, onde passou por avaliação médica. Apesar do susto e da gravidade da ocorrência, o mecânico não sofreu ferimentos graves.

Após receber atendimento, o trabalhador retornou ao local para concluir o serviço no caminhão. As circunstâncias do acidente deverão ser apuradas.