Coluna Júlia Beatriz Coelho

Abril Verde – Mês de Prevenção de Acidentes de Trabalho

Saiba a diferença entre Doença Ocupacional e Doença do Trabalho
Neste mês de abril temos o Abril Verde onde as equipes de saúde buscam alertar a população acerca de Mês de Prevenção de Acidentes de Trabalho. Acidentes de trabalho não ocorrem por acaso, mas por descaso, chamando atenção sobre as vantagens de prevenir os acidentes de trabalho. Existem uma série de riscos ocupacionais, sendo eles ambientais, ergonômicos e acidentais. Cada tipo de risco é devido a um tipo de exposição. Dessa forma, vamos conhecer um pouco mais sobre o que é a Doença ocupacional e a Doença do Trabalho? Você sabe a diferença?
Doença Ocupacional
A doença ocupacional, também conhecida como doença profissional, é aquela provocada pelo trabalho em si, ou seja, pelas características da atividade que o trabalhador exerce. Quer um exemplo?
Em uma fábrica, Antônio trabalha na equipe de construção civil de uma construtora e diariamente manuseia equipamentos em andaimes. Por conta da profissão, Antônio fica exposto ao risco de quedas. Ele corre o risco cair dos andaimes e adquirir alguma fratura ou até ferimentos mortais. Se isso acontecesse, a doença seria considerada ocupacional.
Doença do Trabalho
Por lei, a doença do trabalho é definida como “a adquirida ou desencadeada em função de condições especiais em que o trabalho é realizado e com ele se relacione diretamente”. Isso quer dizer que é causada pela exposição do funcionário a algum agente presente no seu local de trabalho, mas que não necessariamente faz parte de suas tarefas profissionais. Vamos a mais um exemplo:
Na mesma empresa do Antônio, Ângela trabalha como auxiliar de escritório, e apesar de passar o dia todo dentro de uma sala fechada, ainda é incomodada com os ruídos produzidos pelos soldadores. Depois de alguns anos, a exposição contínua ao barulho fez com que ela perdesse parte da audição.
Note que, nesta situação, o problema foi causado por um fator presente no ambiente de trabalho da Ângela, mas que não tinha nada a ver com as atividades que ela desempenhava no escritório. Então, a perda auditiva é considerada uma doença do trabalho.
Por isso, é muito importante que tanto empregadores, sejam públicos ou privados, promovam a conscientização sobre a importância da segurança no trabalho e crie uma cultura de prevenção de acidentes entre os trabalhadores. Além disso, é obrigatório o fornecimento, por parte dos empregadores; e o uso, por parte dos empregados, de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) adequados para cada atividade, como capacetes, óculos de proteção, luvas, calçados de segurança, entre outros.
Procure saber no seu trabalho sobre o fornecimento de equipamentos de proteção, o uso correto deles e a política de saúde para o trabalhador realizada pela empresa em que você trabalha e exija melhores condições de trabalho.

Dra. Júlia Bruder

A Importância da Saúde Mental – Lições do Janeiro Branco

Num mundo acelerado, onde a vida parece dançar ao ritmo frenético das tecnologias e responsabilidades, a saúde mental emerge como um farol orientador, clamando por atenção. Como fios invisíveis, nossos pensamentos e emoções entrelaçam-se, formando a tapeçaria complexa da mente. Cuidar dessa tessitura mental torna-se, assim, uma jornada crucial.

Em meio aos desafios cotidianos, a importância da saúde mental revela-se em nuances sutis. É como um solo fértil onde a resiliência floresce e a autoestima encontra raízes profundas. Enfrentar as tempestades emocionais torna-se mais viável quando se nutre o terreno interno, cultivando um diálogo compassivo consigo mesmo.

A saúde mental transcende a ausência de doenças psíquicas; ela abraça a promoção do bem-estar emocional. Num mundo marcado pela constante comparação, onde as redes sociais podem ser tanto fontes de conexão quanto de ansiedade, é imperativo cultivar uma relação saudável com as próprias emoções. O autocuidado torna-se o antídoto para as pressões do mundo exterior.

Além disso, a saúde mental é a chave para relacionamentos enraizados na compreensão mútua. A empatia floresce quando compreendemos e cuidamos das nossas próprias complexidades internas. É um ciclo virtuoso, onde indivíduos mentalmente saudáveis contribuem para comunidades resilientes e sociedades mais compassivas.

Entretanto, reconhecer a importância da saúde mental é apenas o primeiro passo. É necessário destinar tempo para autocuidado, valorizar o diálogo sobre questões emocionais e quebrar os estigmas associados à busca de ajuda profissional quando necessário. Em meio aos desafios do século XXI, preservar a saúde mental torna-se não apenas uma escolha, mas uma necessidade urgente.

Assim, em cada suspiro consciente, em cada pausa para reflexão, percebemos que a importância da saúde mental não é apenas um apelo à sobrevivência emocional, mas uma celebração da resiliência humana. Em cuidar da mente, encontramos a capacidade de viver plenamente, desvendando os matizes mais ricos e profundos da existência.

Lições do Janeiro Branco…

Colunista: Dra. Júlia Coelho

 

Fui diagnosticado com Parkinson e agora?

Se você fosse diagnosticado com Doença de Parkinson agora, como reagiria?

Por isso, informar-se sobre essa e outras doenças comuns à sociedade pode ser fundamental para a busca de ajuda médica no tempo adequado e para a realização de um tratamento responsável.

A doença de Parkinson é um distúrbio neurológico degenerativo que afeta os movimentos do corpo da pessoa. Ela pode causar movimentos não intencionais, tremores de membros, rigidez muscular e dificuldade de equilíbrio e coordenação, tornando-se cada vez mais incapacitante.

Estima-se que 1% da população mundial com mais de 65 anos tenha Parkinson.

Entender mais sobre a doença, sintomas e causas é fundamental para identificá-la ainda no início e buscar o tratamento adequado o mais rápido possível.

A doença de Parkinson é causada pela morte ou degeneração de neurônios de uma região do cérebro, conhecida como substância negra. Nessa área, há a produção de um neurotransmissor chamado dopamina, uma substância responsável pela condução das correntes nervosas ao corpo, que auxiliam na realização dos movimentos voluntários do corpo de forma automática. Muitos dos sintomas do Parkinson acontecem devido à diminuição intensa da dopamina e à consequente falha na execução desses movimentos.

As causas exatas da doença de Parkinson são desconhecidas, mas pesquisadores acreditam que alguns fatores de risco podem estar relacionados à doença. São eles:

Fatores genéticos e ambientais; idade; gênero; hereditariedade.

Apesar de se desenvolver de formas diferentes em cada pessoa, é possível apontar certos sinais que os pacientes têm em comum, relacionados ao movimento, como: tremores nas mãos, braços, pernas, queixo ou cabeça; rigidez muscular nos membros; dificuldade de coordenação e de manter o equilíbrio; lentidão nos movimentos. Mas também podem causar: alterações cognitivas; dificuldade para falar e se alimentar; fadiga constante; alucinações; tonturas; perda do olfato ou paladar; transtornos do humor, como depressão e ansiedade; dores corporais; distúrbios do sono e perda de peso.

Embora a doença de Parkinson não seja fatal, é geralmente acompanhada de outras complicações que podem ser consideradas graves e que exigem atenção e acompanhamento de profissionais da saúde.

Por se tratar de uma doença que afeta as funções motoras, a pessoa com Parkinson pode apresentar dificuldades de locomoção, devido à lentidão de seus movimentos, e de manter o equilíbrio que podem provocar quedas graves e aumentar a mortalidade.

A doença de Parkinson não tem cura definitiva, porém ela pode e deve ser tratada, não apenas combatendo os sintomas, como também retardando o seu progresso. O acompanhamento médico tem como objetivo minimizar os efeitos da doença e melhorar o bem-estar do paciente.

Existem diversos e eficientes tratamentos, que podem auxiliar no dia a dia, trazendo mais qualidade de vida ao paciente. Entre os principais procedimentos usados no controle do distúrbio, estão: medicamentos; intervenção cirúrgica; mudanças no estilo de vida – como descansar mais e praticar exercícios físicos, além de terapia ocupacional, fisioterapia e fonoaudiologia. Pesquisas recentes demonstram que a musicoterapia também tem se tornado uma importante aliada no tratamento ao Parkinson e todas essas terapias o Vovô Dia oferece aos nossos pacientes.

Porém, como a causa do Parkinson é desconhecida, as formas comprovadas de prevenir a doença também permanecem um mistério. Porém, de forma geral, a prevenção das doenças degenerativas inclui, necessariamente, um estilo de vida e envelhecimento mais saudável, com ações como: realizar atividade física constante; manter um peso adequado; ter uma alimentação saudável e mais orgânica; ter boas noites de sono, descansando pelo menos oito horas; evitar o tabagismo e sedentarismo.

Trabalhadores com mais de 60 anos

O dia do trabalho me trouxe uma interessante reflexão…

Os idosos são força de trabalho importante para o progresso do país, por que não dizer, do Mundo!

Encontrei alguns dados bastante curiosos a respeito disso.
Segundo o IBGE, com o envelhecimento da população, há cada vez mais idosos em busca de emprego no Brasil. O
país tem 7 milhões de trabalhadores acima de 60 anos, e a força de trabalho no país deverá ficar cada vez mais nas mãos de quem é experiente.

O envelhecimento da população brasileira tem acentuado uma tendência no mercado de trabalho. Há cada vez mais idosos estão ocupando o mercado de trabalho.

“Eu tenho vontade, tenho necessidade e tenho competência para trabalhar. Eu tenho cabeça para isso”, diz César, 68 anos, corretor de seguros, filho de um paciente no Vovô Dia. “E para eu trabalhar, deixo meu pai aqui no Vovô Dia com toda segurança e cuidados que ele merece”.

O Brasil tem hoje 7 milhões de trabalhadores acima de 60 anos. E a força de trabalho no país deverá ficar cada vez mais nas mãos de quem é experiente, de acordo com a projeção da Fundação Getúlio Vargas. E acrescenta, em 2040, 57% dos trabalhadores terão mais de 45 anos. E uma pesquisa de uma plataforma de empregos para quem tem mais de 50 anos, Maturi; indica que 57% das empresas querem contratar essas pessoas.

“Elas entendem a importância, que isso vai afetar o futuro dos negócios em breve, e que elas vão ter que fazer algo a respeito. E para os 60 mais, também entender que tem de se adaptar para o novo mundo do trabalho.

“Toda a minha experiência é muito válida, mas eu não posso ficar muito apegado àquilo. Eu preciso olhar para as novidades e me mexer, me atualizar”, explica Celso que realiza oficina de dança no Vovô Dia, junto com a esposa.

Comprometimento, maturidade emocional, conhecimento, experiência; são inúmeras as qualidades dos profissionais que tem mais idade.

Pensando nisso, uma empresa, em Botucatu, resolveu abrir um processo seletivo específico para contratar quem tem mais de 55 anos. E, nos últimos dois meses, já foram 22 vagas preenchidas.

Quando você mistura as jovens gerações com as gerações mais sênior num ambiente de troca, de compartilhamento de informação, de conhecimento, todo mundo sai ganhando. A empresa sai ganhando porque vai ter um grupo mais apto a ser inovador, a tomar melhores decisões, e as pessoas também saem ganhando porque aprendem umas com as outras. Não é o fato de ser mais sênior que você não vai aprender com quem é mais jovem, e o contrário, também”, diz Célia Matos, gerente de RH do Vovô Dia.

Independentemente da dificuldade que o idoso tenha de se recolocar no mercado, ele precisa se atualizar. Dentro da sua especialidade, do seu perfil, ele tem que estar constantemente se atualizando, mas também dividindo sua expertise e conhecimento com os trabalhadores mais jovens.

Dra. Júlia Beatriz Coelho

Você sabia que a solidão causa doenças em pessoas idosas?

O envelhecimento pode trazer consigo, além de mudanças no organismo e na rotina. Mas a solidão na terceira idade pode agravar e muito a condição de saúde dos idosos.
Com o passar dos anos, aposentadoria e crescimento dos filhos, é comum que os idosos encontrem algumas dificuldades para se adaptar ao novo estilo de vida.

A solidão em si já é algo grave para saúde emocional, mas ela também pode dar origem a problemas de saúde ainda mais graves. Essa condição eleva os níveis de estresse e a dos seus hormônios chamados cortisol, adrenalina e noradrenalina. Eles quando liberados pelo cérebro reduzem o calibre dos vasos e, em longo prazo, potencializa o risco de hipertensão e arritmias cardíacas.

O cortisol faz o organismo armazenar triglicérides, uma gordura que altera a resposta dos receptores de insulina, impedindo que o hormônio se encaixe neles como deveria. Essa condição, chamada de resistência insulínica, pode levar ao diabetes.
Esses hormônios ainda diminuem a função dos leucócitos – células de defesa – deixando o organismo à mercê de vírus e bactérias.

Outros efeitos negativos do excesso de tensão no organismo são a queda do desempenho cognitivo provocando esquecimentos e dificuldade de compreensão de informações e novos conhecimentos; nas disfunções da tireoide como o hipotireoidismo; problemas de pele, como psoríase e micoses; disfunção erétil e menor função reprodutiva; rigidez muscular; problemas gastrointestinais e até a osteoporose (ossos enfraquecidos). Além de deixar o organismo suscetível a doenças cardíacas, hipertensão arterial, diabetes tipo 2, obesidade, artrite, demência, depressão e até o suicídio.

A velhice é um período no qual o idoso convive com perdas sociais e afetivas. Com isso, é de extrema importância que as pessoas ao redor os incentivem a adotar hábitos que possam combater o sentimento de solidão. Confira algumas dicas que podem contribuir para a saúde emocional do idoso:

1. Convívio social: é um dos principais aliados no combate à solidão na terceira idade. Com o passar dos anos, é comum que a família se afaste um pouco do idoso. É um processo natural. As pessoas crescem, começam a seguir suas vidas e, na correria dos dias, acabam encurtando seus laços sociais.Entretanto, é de extrema importância manter o contato com o idoso. O apoio familiar é essencial para a saúde emocional e o bem-estar das pessoas que já alcançaram a terceira idade. Quando os laços familiares são fortes e saudáveis. Outra estratégia é incentivar o convívio com outros idosos através dos Centros Dia para Idosos, como o Vovô Dia, onde o idoso passa apenas o dia realizando várias atividades de estimulação neuro-motora e cognitiva e ainda recebendo cuidados em saúde e alimentação balanceada. Manter laços sociais nessa fase da vida é fundamental para receber apoio emocional.

2. Pratique atividade física: tanto para a saúde emocional quanto para o físico do idoso é manter-se em atividade. A prática de atividades físicas, somada a uma alimentação balanceada, contribuem para que o idoso tenha uma vida saudável. Exercitar-se com regularidade é muito importante para fortalecer os músculos e ossos, além de dar disposição e ânimo para fazer as demais atividades diárias. Uma boa ideia é praticar exercícios em grupo, o que incentiva a conhecer novas pessoas e fortalecer os laços sociais.

3. Ser adepto a uma dieta saudável: é fundamental para a saúde do organismo. Com o tempo, o corpo fica mais suscetível a contrair doenças que podem ser evitadas com uma alimentação saudável. É importante consumir alimentos que reduzem ou controlam os níveis de gordura, sal e açúcar.

Lute contra a solidão na terceira idade
Ainda que reforçar os laços sociais/familiares e manter-se em atividade possam contribuir contra a solidão, o idoso não está totalmente livre desse diagnóstico. É sempre importante visitar constantemente um médico, com o intuito de realizar check-ups e avaliar o estado de saúde.

Dra. Julia Beatriz Coelho
Diretora Técnica do Vovô Dia

Dra. Júlia Coelho

O Primeiro Centro Dia para Idosos de Botucatu
Vovô Dia – Dedicação ao Cuidado Integral da Pessoa Idosa