Denúncia

Parceria Público Privada do Cine Nelli vai custar R$ 7 mil aos cofres públicos só com limpeza

O discurso oficial da Prefeitura de Botucatu sobre o renascimento do antigo Cine Teatro (Cine Neli) acaba de colidir frontalmente com a realidade do Diário Oficial do Município. No início do ano, a promessa da administração municipal foi categórica: a restauração do histórico espaço cultural seria “bancada integralmente pelo Grupo Araújo”, empresa responsável pela rede de cinemas. À época, o Prefeito Fábio Leite celebrou o acordo como um “presente para Botucatu e símbolo de como a cultura pode avançar com apoio privado”, destacando expressamente que a cooperação nasceu de uma “simples conversa” — uma espécie de Parceria Público-Privada (PPP) informal, sem custos para o erário.

No entanto, um ato oficial publicado no Diário Oficial do Município na terça-feira, 26 de maio de 2026, acendeu o alerta sobre a real transparência e os verdadeiros custos dessa operação.

Sob o Ato nº 04470/2026 (decorrente do Processo Administrativo nº 9.663/2026), a Secretária Municipal de Cultura, Maria Cristina Cury Ramos, homologou e autorizou a contratação direta de uma empresa especializada especificamente para a execução da “limpeza final de obra da edificação Cine Neli”.

O valor do contrato é de R$ 7.000,00 (sete mil reais), destinados à contratada Diana Aurora Ramos Manchego (CNPJ: 60.115.653/0001-48), por meio de dispensa de licitação fundamentada na Lei Federal 14.133/2021 (Art. 74, inc. IV).

O Contradito das Versões

A contratação levanta questionamentos jurídicos e éticos incontornáveis: se a obra deveria ser integralmente custeada pelo parceiro privado, por que o cidadão botucatuense está sendo chamado a pagar pela limpeza final dos serviços?

  • O Discurso Político: “A restauração será bancada integralmente pelo Grupo Araújo… numa PPP informal…” — Fábio Leite.

  • O Fato Jurídico: Contratação com dinheiro público de R$ 7.000,00 para serviços pós-obra no mesmo prédio. — Diário Oficial, 26/05/2026.

Especialistas em direito administrativo apontam que o próprio conceito de uma “PPP informal iniciada com uma simples conversa” é uma fragilidade jurídica. Parcerias que envolvem patrimônio público exigem contratos formais, editais, contrapartidas claras e fiscalização rigorosa. Sem um termo de parceria formalizado e público que delimite com precisão onde termina a obrigação da empresa e onde começa a do município, abre-se uma brecha perigosa para aditivos verbais, “puxadinhos” orçamentários e o uso pulverizado do dinheiro do contribuinte.

Detalhes do Gasto Público Revelado:

  • Fundamento Legal: Lei Federal 14.133/2021, Art. 74, inc. IV (Contratação direta).

  • Valor do Gasto: R$ 7.000,00 (Sete mil reais).

  • Objeto do Contrato: Limpeza final de obra da edificação “Cine Neli”.

  • Ordenadora da Despesa: Maria Cristina Cury Ramos (Secretária Municipal de Cultura).

A limpeza final é, por praxe no mercado de engenharia e construção civil, uma etapa intrínseca à entrega de qualquer obra ou restauração. Ao assumir essa despesa com o orçamento da Secretaria de Cultura, a Prefeitura desmente a narrativa de custo zero para o município.

O caso do Cine Teatro de Botucatu deixa de ser, portanto, um exemplo puro de “apoio privado” e passa a figurar como um alerta de falta de transparência, onde o marketing político vende um “presente”, mas as letras miúdas do Diário Oficial cobram a fatura do contribuinte.

Há algumas semanas, o Cine Teatro Nelli já estava no centro das atenções quando do episódio do apagamento do painel filogenético no Cine Teatro Nelli gerou polêmica ao ser interpretado como mais um caso de descaracterização do patrimônio cultural do espaço. A intervenção, realizada durante o processo de reforma, teria removido ou alterado uma das marcas visuais históricas do local, o que provocou críticas de setores ligados à cultura e à memória da cidade, que viram na ação uma perda simbólica importante para a identidade do equipamento cultural de Botucatu.

A sociedade de Botucatu e os órgãos de controle, como a Câmara Municipal e o Ministério Público, exigem esclarecimentos: quais outros custos “informais” dessa restauração serão transferidos para o bolso do cidadão até o fim do ano?

Mãe relata falta de atendimento na UBS do Santa Eliza e diz ter voltado para casa com filha com dor

Uma mãe entrou em contato com a Rede Alpha de Comunicação para expressar indignação após, segundo ela, não conseguir atendimento para a filha em um posto de saúde devido ao horário de fechamento da unidade.

De acordo com o relato, a filha sofre de fortes crises de enxaqueca e precisaria receber medicação intravenosa. A mãe afirma que chegou à unidade por volta das 16h30, mas foi informada de que o procedimento não poderia ser realizado.

“Eu cheguei no posto de saúde às 4h30 da tarde, a resposta que eu tive é não podemos dar medicação porque em meia hora o posto vai fechar”, relatou.

Segundo ela, a justificativa apresentada foi de que não haveria tempo suficiente para concluir o procedimento. A mãe questiona a decisão e afirma que precisou voltar para casa a pé com a filha sentindo dores.

Falou que em meia hora não conseguiria correr a medicação que era para pôr na veia dela. Agora como fica eu como mãe tendo que voltar embora para casa a pé, no sol, com minha filha com dor porque o posto de saúde não quis simplesmente atender a minha filha porque diz que em meia hora não passaria uma medicação”, disse.

Ela também reforçou o sentimento de indignação e afirmou que a situação poderia acontecer com outras famílias.

“Será que se passasse 10 minutos para fechar a porta do posto de saúde iria ser muita coisa? Então assim, é uma indignação minha como mãe, como aconteceu comigo pode acontecer com qualquer uma aqui”, completou.

O caso gerou repercussão nas redes sociais e levanta debate sobre o atendimento em unidades de saúde e a organização dos serviços próximos ao horário de encerramento.

Espuma volta a aparecer em rio de Botucatu e agora preocupa moradores da região central

Moradores de Botucatu voltaram a denunciar um problema ambiental que tem causado preocupação na cidade. Desta vez, a situação foi registrada no Rio Tanquinho, nas proximidades do cruzamento com a Rua Bocaiúva, já na região central do município.

Segundo relato enviado à reportagem, uma grande quantidade de espuma apareceu sobre as águas do rio, chamando a atenção de quem passava pelo local. Um morador registrou imagens e afirmou estar preocupado com a situação.

O caso gera ainda mais indignação porque acontece poucos dias após outro episódio semelhante envolvendo espuma em um rio que corta os bairros Vila Aparecida e Vila Antártica. Na ocasião, moradores também ficaram assustados com a coloração da água e o volume de espuma registrado.

Agora, o problema volta a acontecer, mas desta vez em plena área central de Botucatu, aumentando o alerta da população sobre possíveis casos de poluição e descarte irregular de resíduos na rede hídrica da cidade.

Moradores cobram fiscalização urgente dos órgãos ambientais e da Prefeitura de Botucatu para identificar a origem da espuma e esclarecer se existe algum risco à saúde da população e ao meio ambiente.

A população também pede transparência nas investigações e providências rápidas para evitar que situações como essa continuem se repetindo em diferentes pontos da cidade.

Moradores do California I e II denunciam abandono e falta de iluminação pública

Moradores dos bairros California I e II voltaram a reclamar da falta de estrutura e do abandono enfrentado diariamente pela população. Desta vez, a principal denúncia é a ausência total de iluminação pública em trechos utilizados por famílias e estudantes durante a noite.

Segundo relatos enviados por moradores, a escuridão no local é tão intensa que muitas pessoas evitam andar a pé por medo de acidentes e da violência. Uma moradora afirmou que precisa buscar as crianças de carro todos os dias devido à falta de segurança no trajeto.

“É uma escuridão muito grande, não dá para ver nada. Eu tenho que buscar as crianças de carro porque não tem condições de andar nesse horário. A estrada é de terra, fica perto da pista, e ainda existe o perigo de encontrar cobra e animais silvestres. Já encontrei cobra nesse trecho. Se não tiver carro, fica impossível passar aqui”, relatou.

Os moradores afirmam que o problema afeta diretamente a rotina das famílias, principalmente no período noturno, quando estudantes retornam para casa. Além da falta de iluminação, a população também reclama das condições precárias da estrada de terra e da sensação de abandono por parte do poder público.

“Tá todo mundo abandonado desse lado aqui”, desabafou outra moradora.

A comunidade pede providências urgentes da Prefeitura para instalação de iluminação pública e melhorias na infraestrutura do bairro, garantindo mais segurança para moradores, crianças e trabalhadores que precisam circular pela região diariamente.

 

 

Cena Revoltante: Peixes Agonizam em Rio Suspeito de Contaminação Química

Moradores da região entre a Rua dos Costas e o muro da antiga ferroviária estão denunciando uma grave situação ambiental envolvendo a morte de peixes e o possível despejo irregular de produtos químicos em um trecho do rio que corta a área. Segundo relatos, o problema foi identificado próximo a uma ponte de ferro utilizada como acesso entre um lado e outro do local, justamente na área onde trabalhadores realizavam serviços de roçagem.

De acordo com a denúncia, uma grande quantidade de espuma foi vista na água pouco antes de diversos peixes aparecerem agonizando e até pulando para fora do rio, demonstrando sinais claros de contaminação e falta de oxigenação na água. A cena causou revolta e tristeza entre os moradores e frequentadores da região, que afirmam já terem percebido outros indícios de poluição no local.

O denunciante destaca a contradição existente entre a fiscalização aplicada à população e a aparente falta de controle sobre possíveis descartes de resíduos no rio. “Muitas vezes você não pode pescar, não pode fazer isso ou aquilo porque dá multa, mas ao mesmo tempo tem gente jogando química no rio. É uma judiação”, relata. Segundo ele, se o local estivesse limpo e preservado, seria até possível a prática da pesca para consumo, mas a contaminação da água gera insegurança e preocupação ambiental.

Além do impacto ambiental, a situação levanta alerta sobre riscos à saúde pública e à preservação da fauna aquática da região. Moradores pedem que órgãos ambientais e a Prefeitura realizem fiscalização urgente para identificar a origem da espuma e das possíveis substâncias químicas despejadas no rio, além de promover ações de recuperação e preservação do local.

Projeto social denuncia possível irregularidade em competição organizada pela Prefeitura de Botucatu

Uma denúncia envolvendo a organização da Copa Integração de Futsal 2026, promovida pela Prefeitura de Botucatu por meio da Secretaria de Esportes e Qualidade de Vida, está gerando revolta entre pais, atletas e integrantes de um projeto social esportivo da cidade. O caso envolve a aplicação de um W.O. contra a equipe MOF/Gol de Placa na categoria Sub-18, em partida marcada para o dia 16 de maio. Segundo documentos encaminhados à reportagem, a decisão teria sido tomada de forma irregular e baseada em informações contraditórias registradas pela arbitragem.

De acordo com o recurso protocolado junto à Secretaria de Esportes, a equipe afirma que, ao chegar ao local da partida, não havia arbitragem posicionada em quadra e que os árbitros estariam em horário de alimentação. O documento aponta ainda que o placar eletrônico do ginásio, fotografado às 13h34, ainda exibia informações da partida anterior, indicando que sequer havia sido iniciada a contagem oficial de tolerância prevista no regulamento. Mesmo assim, a súmula do árbitro registra que a equipe adversária e a arbitragem estavam prontas às 13h30 e que o W.O. foi decretado às 13h45 após o prazo regulamentar de 15 minutos.

A denúncia também afirma que atletas da equipe já estavam uniformizados e presentes no ginásio, inclusive com jogador em quadra no momento da decisão. O recurso relata ainda que não houve aviso sonoro, apito ou comunicação clara sobre o encerramento do prazo de tolerância, além de acusar a arbitragem de postura “desorganizada, omissa e incompatível com a responsabilidade da função”.

O coordenador do projeto social afirma que a situação prejudica diretamente adolescentes que estão em fim de ciclo na categoria Sub-18 e que muitos deles podem não ter nova oportunidade de disputar a competição devido ao limite de idade. Segundo relatos encaminhados junto ao recurso, familiares e testemunhas presentes também contestam a versão oficial registrada na súmula da partida.

A equipe MOF/Gol de Placa pede a revisão imediata do W.O., a apuração formal da conduta da arbitragem e que a equipe responsável pelo jogo não seja mais escalada para partidas do projeto. Até o momento, a Secretaria de Esportes e a Prefeitura de Botucatu não se pronunciaram oficialmente sobre as denúncias apresentadas.

Familia que teve casa incendiada em Botucatu denuncia vereador Abelardo por invasão para fazer live

Uma situação envolvendo uma família vítima de incêndio no Jardim Santa Mônica, em Botucatu, gerou forte repercussão nas redes sociais nesta semana. O morador da residência destruída pelo fogo publicou um vídeo relatando indignação com a postura do vereador Abelardo, acusando o parlamentar de entrar no imóvel sem autorização para realizar gravações e uma transmissão ao vivo nas redes sociais.

O incêndio, que destruiu a casa da família, mobilizou uma corrente de solidariedade na cidade após a divulgação do caso pela Rede Alpha de Comunicação. Diversos moradores, profissionais e empresários da cidade passaram a colaborar com doações de móveis, alimentos, materiais de construção, elétrica, pintura entre outros serviços para ajudar na reconstrução da residência.

No vídeo divulgado nas redes sociais, o proprietário afirma que tentou contato com o vereador Abelardo logo após o incêndio, no intuito de obter uma ajuda, mas não teria recebido retorno no dia em que ele ligou e também não retornou nos dias seguintes que foram os mais difíceis enfrentados pela família. Segundo ele, somente após a repercussão pública do caso houve resposta.

“O que mais me chateou foi que ele entrou na minha casa sem minha autorização e fez vídeo lá dentro. Ficou parecendo que ele tinha feito tudo aquilo pela gente, mas não foi assim que aconteceu”, declarou o morador.

Ainda segundo o relato, no momento em que o vereador esteve no local, voluntários já realizavam serviços de recuperação da residência, incluindo reparos elétricos e pintura. O proprietário fez questão de agradecer nominalmente as pessoas que ajudaram a família, citando Fernando Bruder, Júlia Bruder, profissionais da área elétrica, pintores e diversos moradores que contribuíram com doações.

A família também afirmou que a reportagem exibida pela Rede Alpha foi fundamental para mobilizar a ajuda da população. “Se não fosse a reportagem mostrando nossa situação, muita coisa não teria acontecido”, afirmou.

A situação levantou debates nas redes sociais sobre limites éticos na atuação política em momentos de tragédia e vulnerabilidade social. Internautas questionaram o uso de imagens e transmissões em residências particulares sem autorização expressa dos moradores.

Até o momento, o vereador citado não havia se pronunciado oficialmente sobre as declarações feitas pela família.

Link do Vídeo:

youtube.com/watch?v=QO88IxTzod0&feature=youtu.be

 

 

 

 

 

Tribunal de Contas emite alerta para Prefeitura de Botucatu sobre contas e gastos públicos

O Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP) emitiu uma notificação de alerta para a Prefeitura de Botucatu após análise das contas públicas referentes ao período de novembro de 2025. O documento é direcionado ao prefeito Fabio Vieira de Souza Leite e aponta situações consideradas desfavoráveis na gestão fiscal e na aplicação de recursos da educação.

Entre os pontos destacados pelo TCE está a preocupação com a arrecadação e execução orçamentária do município, indicando tendência de possível descumprimento das metas fiscais previstas na Lei de Responsabilidade Fiscal. O órgão também alertou para a movimentação dos chamados “restos a pagar”, afirmando que os valores quitados ficaram abaixo do esperado e que ajustes devem ser feitos pela administração municipal.

Outro item citado envolve as despesas com pessoal. Segundo o Tribunal, houve aumento nos gastos em relação ao percentual apurado anteriormente, o que exige atenção da Prefeitura para evitar descumprimento das regras da Lei de Responsabilidade Fiscal.

Na área da educação, o TCE apontou irregularidades na aplicação de recursos do FUNDEB. O relatório afirma que o município apresentou percentual desfavorável tanto na utilização dos recursos gerais do fundo quanto nos valores destinados aos profissionais da educação básica. O Tribunal reforçou que a administração deve seguir as exigências legais para evitar possíveis sanções administrativas e até penais.