Esportes

Botucatu faz história no atletismo com convocação inédita para Seleção Brasileira

O atletismo de Botucatu vive um momento histórico. Pela primeira vez, o projeto Futuro da Cuesta Atletismo/Instituto Suman terá três representantes em uma competição internacional com a Seleção Brasileira de Atletismo. Os atletas Jean Augusto e Sara Custódio foram convocados, assim como o treinador Mario Augusto Vasques, para o Campeonato Ibero-Americano Sub-20, que será realizado em Lima, no Peru.

A convocação marca a consolidação de um trabalho iniciado em 2017, que tem como foco a formação esportiva e social de jovens atletas, levando o nome de Botucatu para o cenário nacional e internacional. O projeto tem se destacado pela revelação de talentos e pela continuidade de resultados expressivos em competições de alto nível.

O treinador Mario Augusto Vasques já havia representado o Brasil e o Estado de São Paulo no Teacher Games, realizado na França, há cerca de um ano. Agora, ele retorna à Seleção Brasileira com a missão de auxiliar os jovens atletas na busca por índices e classificação para o Mundial Sub-20, que acontecerá em Eugene, Oregon (EUA), reconhecida como uma das principais referências mundiais do atletismo.

A conquista é celebrada por atletas, comissão técnica, familiares e apoiadores do projeto, além do coordenador Marcelo Diarcardia. O grupo reforça a importância da manutenção e fortalecimento de iniciativas esportivas como ferramenta de transformação social, formação de cidadãos e projeção de Botucatu no cenário esportivo mundial.

Atleta de Botucatu conquista Top 10 brasileiro em Mundial de Maratonas

Após se classificar na Maratona de Chicago, Flávia Moraes representou o Brasil na África do Sul e conquistou o 10º lugar entre as brasileiras no Mundial por Faixa Etária das Majors.

A atleta amadora Flávia Moraes conquistou um feito que poucos corredores no mundo conseguem alcançar: representar o Brasil no AbbottWMM Age Group World Championship 2026, o Campeonato Mundial por Faixa Etária das Majors de Maratona, realizado neste ano na Cidade do Cabo, na África do Sul.

O mundial reúne atletas com mais de 40 anos que se destacam nas principais maratonas do circuito internacional Abbott World Marathon Majors. A cada edição, apenas os melhores corredores do ranking mundial são convidados a participar da competição, considerada uma das mais importantes do calendário internacional da modalidade.

A classificação da atleta botucatuense veio após sua expressiva performance na Maratona de Chicago, em 2025, resultado que garantiu seu convite para integrar a elite mundial da categoria e disputar o campeonato em 2026.

Diante da oportunidade histórica, iniciou-se uma preparação intensa ao lado do técnico e também noivo, Danilo Thomaz, da Assessoria Iron Coach. Foram quatro meses de treinamento específico para maratona, envolvendo longas distâncias, fortalecimento físico, ajustes estratégicos e, principalmente, muito foco mental.

“Uma preparação para maratona exige muitas abdicações. Foram meses de dedicação total, treinos intensos e muita disciplina para chegar bem ao Mundial. Sabia da importância dessa oportunidade e queria aproveitar cada momento dessa experiência”, destaca a atleta.

Mais do que o desempenho esportivo, a experiência foi marcada pelo orgulho de representar o país em um evento de dimensão global. “Valeu cada esforço. Correr uma maratona fora do Brasil já é uma experiência incrível, mas participar de um Mundial e levar o nome do nosso país para uma competição desse nível é algo indescritível. Volto muito feliz por tudo o que vivi e conquistei”, afirma.

Agora, os olhos já estão voltados para o próximo desafio. A expectativa é conquistar uma vaga para o Mundial de 2027, que acontecerá em Tóquio, no Japão, mantendo vivo o sonho de continuar representando Botucatu e o Brasil entre os melhores maratonistas do mundo.

Projeto social denuncia possível irregularidade em competição organizada pela Prefeitura de Botucatu

Uma denúncia envolvendo a organização da Copa Integração de Futsal 2026, promovida pela Prefeitura de Botucatu por meio da Secretaria de Esportes e Qualidade de Vida, está gerando revolta entre pais, atletas e integrantes de um projeto social esportivo da cidade. O caso envolve a aplicação de um W.O. contra a equipe MOF/Gol de Placa na categoria Sub-18, em partida marcada para o dia 16 de maio. Segundo documentos encaminhados à reportagem, a decisão teria sido tomada de forma irregular e baseada em informações contraditórias registradas pela arbitragem.

De acordo com o recurso protocolado junto à Secretaria de Esportes, a equipe afirma que, ao chegar ao local da partida, não havia arbitragem posicionada em quadra e que os árbitros estariam em horário de alimentação. O documento aponta ainda que o placar eletrônico do ginásio, fotografado às 13h34, ainda exibia informações da partida anterior, indicando que sequer havia sido iniciada a contagem oficial de tolerância prevista no regulamento. Mesmo assim, a súmula do árbitro registra que a equipe adversária e a arbitragem estavam prontas às 13h30 e que o W.O. foi decretado às 13h45 após o prazo regulamentar de 15 minutos.

A denúncia também afirma que atletas da equipe já estavam uniformizados e presentes no ginásio, inclusive com jogador em quadra no momento da decisão. O recurso relata ainda que não houve aviso sonoro, apito ou comunicação clara sobre o encerramento do prazo de tolerância, além de acusar a arbitragem de postura “desorganizada, omissa e incompatível com a responsabilidade da função”.

O coordenador do projeto social afirma que a situação prejudica diretamente adolescentes que estão em fim de ciclo na categoria Sub-18 e que muitos deles podem não ter nova oportunidade de disputar a competição devido ao limite de idade. Segundo relatos encaminhados junto ao recurso, familiares e testemunhas presentes também contestam a versão oficial registrada na súmula da partida.

A equipe MOF/Gol de Placa pede a revisão imediata do W.O., a apuração formal da conduta da arbitragem e que a equipe responsável pelo jogo não seja mais escalada para partidas do projeto. Até o momento, a Secretaria de Esportes e a Prefeitura de Botucatu não se pronunciaram oficialmente sobre as denúncias apresentadas.

Ancelotti anuncia convocação da Seleção Brasileira para a Copa do Mundo

O técnico Carlo Ancelotti anunciou nesta segunda-feira (18) a lista oficial dos 26 jogadores convocados para defender a Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2026.

A convocação foi realizada no Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro, e marcou o início da preparação final da equipe para o Mundial, que será disputado nos Estados Unidos, Canadá e México.

Entre os destaques da lista estão o retorno de Neymar, além das presenças de Vinicius Júnior, Raphinha e Endrick.

Confira os convocados:

Goleiros

* Alisson
* Ederson
* Weverton

Defensores

* Marquinhos
* Gabriel Magalhães
* Bremer
* Ibañez
* Léo Pereira
* Alex Sandro
* Danilo
* Douglas Santos
* Wesley

Meio-campistas

* Casemiro
* Bruno Guimarães
* Danilo
* Lucas Paquetá
* Fabinho

Atacantes

* Neymar
* Vinicius Júnior
* Raphinha
* Gabriel Martinelli
* Luiz Henrique
* Endrick
* Matheus Cunha
* Rayan
* Igor Thiago

Antes da estreia na Copa do Mundo, a Seleção Brasileira ainda fará amistosos preparatórios. O Brasil está no Grupo C da competição e buscará o hexacampeonato mundial.

INCAS Botucatu brilha no Troféu Adhemar e conquista medalhas, índices e liderança nacional no atletismo

Neste final de semana, de 24 a 26 de abril, os atletas do INCAS Botucatu (Instituto Suman) participaram do tradicional Troféu Adhemar Ferreira da Silva – Loterias Caixa, uma das competições mais importantes do atletismo brasileiro, organizada pela Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt). Mais do que uma disputa de alto nível, esta edição teve um significado histórico especial: a celebração dos 70 anos do último recorde mundial de Adhemar, conquistado em 1955, reforçando o peso e a grandeza desta competição para o esporte nacional.

O evento reuniu atletas universitários e a elite do atletismo brasileiro, com inscrições recordes, servindo também como período de qualificação para competições. Estar presente neste cenário é valorizar o desenvolvimento do atletismo, fortalecer o nome da cidade e dar aos atletas a oportunidade de competir em um ambiente de alto rendimento, onde cada prova representa aprendizado, experiência e crescimento técnico.

Representando Botucatu, competiram: André Santos (200m e 400m), Lucas Bernardo (100m), Gabriel Abdalla (Decatlo), Caio Mendonça Parreiras (Disco), Calebe Oliveira Silva (400m), Francisco José Del Hierro Chaves (Salto Triplo e 4×400), Pedro Henrique Santos da Silva, João Roberto Rogatto (3000m com obstáculos), Rodrigo Tebet Santos (200m, 400m, 4×100 e 4×400), João Victor Santos (Disco), Sara Custódio (Dardo), Nicole Rodrigues Theodoro (800m), Dulce Fernandes Gonçalves (Altura e 400m), além do revezamento feminino 4×100 com Camila Chiarinelli, Nicolle Rodrigues, Kamilly Castilho e Julia Gabrielly.

Nos resultados, a equipe conquistou grandes conquistas, com destaque para os medalhistas Gabriel Abdalla (Prata no Decatlo), Francisco (medalhas Outo no Salto Triplo e prata 4×400), Rodrigo Tebet (medalhas no ouro 4×100 e prata4x400), além do quarteto feminino que foi Bronze Camila Chiarinelli, Nicolle Rodrigues, Kamilly Castilho e Julia Gabrielly no 4×100. Treinadores Mario Vasques e Marcelo Diarcardia

Entre as marcas individuais, o grande destaque foi Sara Custódio, que terminou em 4º lugar, mas com a excelente marca de 46,89 metros, assumiu a liderança do ranking nacional Sub-23 e Sub-20 no lançamento do dardo. Outro resultado expressivo foi de Pedro Henrique Santos da Silva, que alcançou 21”58 nos 200 metros, garantindo o índice para o Troféu Brasil de Atletismo, um passo importante na evolução do atleta em nível nacional.

Participar do Troféu Adhemar Ferreira da Silva é mais do que competir: é fazer parte da história do atletismo brasileiro, honrar um dos maiores nomes do esporte nacional e mostrar que Botucatu segue firme no caminho do alto rendimento, com atletas preparados, resultados expressivos e uma equipe que cresce a cada grande desafio.

 

Carol Lopes conquista medalha na Corrida em Botucatu e reflete sobre debate da inclusão no esporte municipal

A corredora Carol Souza conquistou o segundo lugar na GBC Trail Run, na categoria 17K, em Botucatu, no último dia 19 de abril, em uma prova marcada não apenas pelo desempenho esportivo, mas também por reflexões importantes sobre inclusão no esporte.

Carol, que é uma mulher trans, destacou após a corrida os desafios que ainda enfrenta para ter seu desempenho reconhecido de forma justa.

Segundo ela, o debate sobre inclusão precisa avançar com responsabilidade, levando em conta princípios de isonomia e equidade, para que todas as atletas possam competir e ser valorizadas.

A atleta reforçou que mulheres trans devem ter seu espaço garantido, assim como todas as mulheres, dentro de um ambiente esportivo respeitoso e justo. Para Carol, o esporte deve ser um lugar de oportunidades, não de exclusão.

Ela também relembrou o episódio ocorrido na corrida de aniversário de Botucatu, quando venceu em primeiro lugar na categoria feminina e passou a receber críticas.

Diante da repercussão, Carol optou por uma postura conciliadora na corrida GBC Trail Run. Ela decidiu aceitar a medalha e o troféu de forma separada das demais atletas, buscando evitar desconforto, tanto entre as competidoras, quanto perante o público em geral.

Mas referência que essa ainda não é a melhor forma de ter seu desempenho reconhecido.

Mesmo assim, ela afirma que ficou agradecida pela premiação que foi entregue ontem, no dia 23 de abril, na Loja Claus.

No entanto, em vez de recuar diante das críticas, Carol afirma que a situação a levou a refletir e buscar caminhos para transformar a polêmica em algo positivo.

“Isso me fez pensar em formas de melhorar o esporte na cidade e valorizar todas as atletas”, destacou.

A corredora defende que o momento atual exige diálogo, construção coletiva e políticas mais claras que garantam tanto a inclusão quanto o equilíbrio nas competições.

A participação e o prêmio da GBC Trail Run reforçam não apenas o desempenho de Carol Lopes nas trilhas, mas também seu papel como voz ativa em um debate cada vez mais presente no cenário esportivo de Botucatu e do Brasil.

Logo após a premiação, Carol veio aos estúdios da Rede Alpha de Comunicação com os prêmios recém recebidos. Ela fez a entrevista nos estúdios da Rede Alpha de Comunicação com a Diretora Artística Júlia Bruder, juntamente com o Jornalista Fernando Bruder. Na oportunidade, eles discutiram formas de melhoria e valorização de todas as atletas nas competições de corrida da cidade e traçaram uma proposta para resolver a questão que possa valorizar todas as mulheres e que será apresentada em uma reunião com autoridades e representantes da modalidade em Botucatu.

Morre Oscar Schmidt, o “Mão Santa”, maior nome da história do basquete brasileiro

Ícone do basquete brasileiro e mundial, Oscar Schmidt, conhecido como “Mão Santa”, morreu nesta sexta-feira (17), aos 68 anos, após anos enfrentando complicações decorrentes de um tumor cerebral diagnosticado há mais de 15 anos. A informação foi confirmada por sua assessoria. Ele chegou a ser socorrido e encaminhado ao Hospital Municipal Santa Ana, em Santana de Parnaíba (SP), mas não resistiu.

Considerado o maior jogador da história do basquete brasileiro, Oscar construiu uma carreira marcada por feitos históricos. Recordista nacional em participações olímpicas, disputou cinco edições consecutivas dos Jogos Olímpicos e tornou-se o único atleta a ultrapassar a marca de mil pontos na competição. Pela seleção brasileira, conquistou títulos sul-americanos, medalha de ouro nos Jogos Pan-Americanos e o bronze no Mundial de 1978, além de reconhecimento internacional com sua inclusão nos Halls da Fama da FIBA e da NBA — distinção rara para um jogador que não atuou na liga norte-americana.

Fora das quadras, também ficou marcado pela personalidade firme e pela forma corajosa com que enfrentou a doença ao longo dos anos, tornando-se referência de superação para diferentes gerações de atletas e admiradores do esporte.

Segundo a assessoria, o velório será realizado de forma reservada, restrito à família. O legado de Oscar Schmidt permanece como um dos mais importantes da história do esporte brasileiro e segue vivo na memória do basquete mundial e no coração dos torcedores.

Polêmica marca corrida Botucatu 171 Anos Luz após resultado no pódio feminino

Uma corrida de rua realizada recentemente em Botucatu, promovida pela Prefeitura, terminou envolta em polêmica após o resultado da categoria feminina. A controvérsia surgiu depois que uma das atletas que conquistou o primeiro lugar no pódio foi identificada como uma mulher trans.

De acordo com relatos de participantes que questionaram o resultado, a discussão gira em torno dos critérios de elegibilidade utilizados na competição. Um grupo de atletas afirma que a participação de uma mulher trans na categoria feminina teria gerado “desvantagem competitiva”, reacendendo o debate sobre regras esportivas e critérios de classificação em provas oficiais no município.

Nas redes sociais e entre algumas competidoras, surgiram críticas à inscrição da atleta na categoria feminina, com questionamentos sobre regulamentos do atletismo e alegações de que a classificação deveria seguir parâmetros biológicos, conforme já revistos, recentemente, inclusive nas provas Olímpicas pelo Comitê Olímpico Internacional (COI). Já outros participantes e apoiadores destacam a importância de respeitar a identidade de gênero e apontam que as regras de inscrição seguem documentos civis e normas adotadas, anteriormente, por organizadores de eventos esportivos amadores e institucionais botucatuenses.

Procurada pela REDE ALPHA, a atleta trans Caroline da Silva Souza, relatou que: “Eu estou feliz por estar lá, estar participando, mostrar o meu interesse, mostrando que eu tenho busca de qualidade de vida. O meu correr é isso. Gosto de correr, gosto de praticar outras atividades físicas. A questão de cuidado com a saúde, cuidado da minha vida. E o pódio feminino eu ganhei, porque hoje, graças a Deus, a nossa sociedade nos dá espaço para isso. Mas nunca como uma disputa, querendo me colocar no público feminino, eu me reconheço, me entendo como trans desde sempre, sou bem resolvida com essa questão. Tive o espaço de estar participando não só dessa, vou participar de outras atividades de corrida que vai ter, no feminino, que é onde eu pude me inscrever, mas em nenhum momento, querendo expor que eu sou mulher também, eu tenho que estar ali junto com elas, não. Eu vou como eu mesmo, como Caroline, mulher trans, mas hoje eu tenho a liberdade de poder estar utilizando o feminino ao meu favor, eu utilizei.”

O tema, que também é debatido em competições esportivas internacionais, envolve discussões mais amplas sobre equidade de desempenho, inclusão e critérios para participantes em categorias femininas.

Entidades esportivas ao redor do mundo vêm revisando diretrizes nos últimos anos, buscando equilibrar regras de elegibilidade de atletas trans em diferentes modalidades. O tema também tem sido alvo de mudanças regulatórias, em competições internacionais.

O Comitê Olímpico Internacional (COI) vem revisando suas diretrizes sobre elegibilidade em categorias femininas, após anos de debates envolvendo federações esportivas de diferentes modalidades ao redor do mundo. Em discussões recentes, a entidade definiu a adoção de critérios biológicos para competições femininas, enquanto algumas federações já implementaram regras próprias baseadas em níveis hormonais, testes biológicos ou restrições específicas por modalidade. Essas decisões refletem um cenário global ainda em transição, no qual cada esporte tem adotado parâmetros distintos enquanto busca equilibrar inclusão, desempenho esportivo e igualdade competitiva.
Até o momento, não há informação oficial pública detalhando se houve contestação formal do resultado da prova em Botucatu ou eventual revisão do regulamento da competição.

A Secretária de Esportes de Botucatu, Clarita Balestrin, foi procurada pela REDE ALPHA para comentar o caso, mas não respondeu até a publicação desta reportagem.

A polêmica segue repercutindo entre atletas e moradores, dividindo opiniões sobre os critérios de participação e a regulamentação de categorias em eventos esportivos locais.