Meio Ambiente

Moradores denunciam entulho, falta de asfalto e abandono em trecho da Vila Ema

O jornalista Fernando Bruder esteve “in loco” após solicitação de moradores para verificar a situação de abandono em um trecho de continuidade da Rua Plácido Rodrigues Venegas, ligação importante entre os bairros Jardim Paraíso e Vila Ema, em Botucatu. O cenário encontrado reforça a indignação da população: acúmulo de entulho, restos de obras públicas, ausência de pavimentação e iluminação precária ao longo da via utilizada diariamente por estudantes e famílias da região.

Segundo relatos dos moradores, o trecho deveria ter recebido melhorias após intervenções no sistema de drenagem de águas pluviais realizadas durante a gestão do ex-prefeito Mário Pardini. No entanto, o que se observa hoje é uma área marcada por sucessivos problemas estruturais e sinais de planejamento incompleto. A promessa de continuidade da via e revitalização do acesso não se concretizou, transformando o local em um corredor improvisado e inseguro.

Durante a vistoria, a reportagem identificou grande quantidade de restos de calçamento, pedaços de asfalto, tubos de PVC, sacos de cimento e materiais de construção espalhados ao longo da passagem. Moradores afirmam que parte desses resíduos seria proveniente das próprias intervenções realizadas anteriormente na via principal, no Jardim Paraíso. Além disso, o mato alto e a inexistência de pavimentação dificultam a circulação, principalmente em dias de chuva.

Outro ponto que chama atenção é a presença de postes instalados no meio do trajeto, sem alinhamento adequado com o traçado da via, o que inviabiliza a continuidade planejada da rua e evidencia falhas de execução. A iluminação pública também é considerada insuficiente, aumentando a sensação de insegurança no período noturno.

O trecho é utilizado diariamente por estudantes de instituições próximas e por moradores que dependem do acesso como caminho alternativo entre os bairros. Apesar da importância da ligação, o local apresenta hoje características de abandono e falta de manutenção básica.

A situação gera ainda mais indignação por ocorrer em uma data simbólica para o município, o aniversário da cidade, momento em que moradores destacam a necessidade de atenção às demandas essenciais de infraestrutura urbana e zeladoria.

A população cobra providências urgentes da Prefeitura de Botucatu, incluindo:

  • retirada do entulho acumulado
  • limpeza e roçada do trecho
  • regularização da pavimentação
  • reorganização da rede de postes
  • melhoria da iluminação pública

Moradores afirmam que intervenções simples podem recuperar a funcionalidade do acesso e devolver segurança a quem utiliza diariamente o trajeto entre Jardim Paraíso e Vila Ema. Enquanto isso, o cenário atual reforça a cobrança por planejamento, manutenção e respeito ao uso do dinheiro público na infraestrutura urbana.

Espuma no Rio Lavapés após erosão danificar rede de esgoto preocupa moradores em Botucatu

Moradores das proximidades do Rio Lavapés ficaram preocupados ao notar, na manhã desta quarta-feira (16), a presença de espuma na água em um trecho próximo ao viaduto da região do bairro 24 de Maio. A alteração chamou a atenção de quem passa diariamente pelo local e levantou questionamentos sobre possível contaminação.

De acordo com informações apuradas, o problema teve início após uma erosão registrada na tarde de terça-feira (15), que acabou atingindo uma tubulação da rede de esgoto nas imediações. O dano provocou o extravasamento e resultou na formação da espuma observada no leito do rio.

A Sabesp informou que equipes técnicas foram mobilizadas assim que a ocorrência foi identificada. Segundo a companhia, os trabalhos de reconstrução da rede começaram ainda durante a madrugada, com o objetivo de conter o vazamento e restabelecer o funcionamento normal do sistema.

Moradores aguardam a conclusão dos reparos e a normalização da situação, enquanto seguem atentos às condições do rio na região.

Imagens: Redes Sociais

Moradores denunciam risco com árvores, formigueiros e abandono em praça no Comerciários 2

Moradores do Comerciários 2 em Botucatu procuraram a reportagem da Rede Alpha para denunciar problemas estruturais e riscos à segurança em uma área de convivência localizada na Avenida Aparecida Blumen Galendi. A principal preocupação é com a situação das árvores de grande porte existentes no local. Segundo relatos, podas realizadas recentemente teriam fragilizado a estrutura das árvores, o que pode ter contribuído para a queda de galhos e até de um tronco registrado durante a presença da equipe de reportagem. Apesar do susto, ninguém ficou ferido.

No ponto onde ocorreu a queda, foi possível observar um corte anterior no tronco e a ausência de resíduos que indicassem quebra natural recente, reforçando a suspeita de fragilidade estrutural causada por intervenções inadequadas. Além disso, moradores relatam que outros galhos continuam se partindo com frequência, aumentando o risco para quem circula pela área.

Outro problema apontado pela população é a grande quantidade de formigueiros espalhados por toda a praça. Segundo os moradores, a infestação dificulta o uso do espaço público, especialmente por crianças e idosos, que ficam expostos ao risco de picadas e acidentes. Bancos instalados na área também estariam comprometidos pela presença de formigas, tornando praticamente impossível a permanência no local.

A situação de abandono também inclui lixeiras sem sacos de acondicionamento e lixo espalhado pela praça, o que reforça a sensação de descuido com o espaço público. Moradores afirmam que a área deveria funcionar como ponto de convivência comunitária, mas hoje apresenta riscos e limitações para uso cotidiano.

Diante do cenário, a população solicita que a Prefeitura de Botucatu, através da Zeladoria Municipal realize uma vistoria urgente, com avaliação técnica das árvores, controle da infestação de formigas e melhorias na limpeza e manutenção da praça. A expectativa é que o setor de zeladoria municipal promova intervenções rápidas para garantir segurança e devolver condições adequadas de uso ao espaço.

Reportagem da Rede Alpha denuncia descarte irregular entre a Vila Real e Santa Eliza

Moradores da região localizada atrás do Shopping Park Botucatu, na divisa entre os bairros Vila Real e Santa Elisa, voltam a denunciar o estado de abandono de um trecho de aproximadamente 200 metros que, segundo relatos, enfrenta problemas antigos e ainda sem solução definitiva por parte do poder público municipal. A reportagem da Rede Alpha esteve novamente no local e constatou mato alto, descarte irregular de lixo, iluminação precária e falta de pavimentação adequada, fatores que colocam em risco a segurança de estudantes, trabalhadores e moradores que utilizam diariamente o trajeto como ligação entre os bairros.

De acordo com o repórter Fernando Bruder, já foram realizados diversos protocolos junto à Prefeitura de Botucatu, solicitando limpeza e aplicação de massa asfáltica para melhorar as condições da via. Embora existam sinais de que máquinas tenham passado pelo local para a retirada de lixo e entulhos recentemente, os serviços não ocorreram de forma contínua nem suficiente para resolver o problema. Nas imagens registradas pela equipe é possível observar restos de móveis, lixo doméstico, materiais de construção e até documentos pessoais descartados irregularmente, que podem ajudar na identificação dos responsáveis.

Durante a produção da reportagem, a equipe acionou a Guarda Civil Municipal após localizar comprovantes de energia, holerites e outros papéis com endereços entre o material abandonado. A situação também preocupa por causa da falta de iluminação pública: postes existentes no trecho não possuem braços de luz, o que transforma o local, principalmente à noite, em área de risco para pedestres e estudantes que utilizam o caminho como acesso alternativo entre os bairros.

A Rede Alpha reforça o pedido para que a Prefeitura de Botucatu avalie com prioridade a revitalização do trecho, com limpeza regular, pavimentação, instalação de iluminação adequada e implantação de câmeras de monitoramento para coibir o descarte irregular de resíduos. Segundo moradores, medidas simples podem transformar o espaço em um corredor seguro e digno para a população que depende diariamente dessa ligação entre os bairros.

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Mortandade de peixes no Rio Lavapés, no Parque Linear, preocupa moradores de Botucatu

Moradores que frequentam a região do Parque Linear, em Botucatu, relataram uma possível mortandade de peixes no rio Lavapés. As imagens registradas por um residente que preferiu não se identificar mostram peixes mortos ou debilitados sendo levados pela correnteza, além da presença de espuma na água, o que aumentou a preocupação de quem vive nas proximidades.

Segundo o relato, a situação foi percebida inicialmente de forma inesperada, durante um momento de lazer às margens do rio. Ainda conforme o depoimento, havia diversidade de espécies no local, como cascudos e tilápias, o que torna o impacto ambiental ainda mais preocupante. “De repente começaram a aparecer vários peixinhos morrendo, descendo pela água, com espuma no rio”, disse.

O morador também afirmou não saber a origem do possível problema, levantando a hipótese de descarte irregular de substâncias no curso d’água ou outra interferência ainda desconhecida. “Não sei se alguém soltou algum produto no rio, mas está matando os peixes”, relatou.

Até o momento, não há confirmação oficial sobre as causas da ocorrência. A situação gera alerta para possível crime ambiental e levanta a necessidade de apuração por parte dos órgãos ambientais competentes e autoridades municipais.

O caso reforça a preocupação de frequentadores com a preservação do Rio Lavapés, um dos pontos conhecidos do Parque Linear de Botucatu, que costuma ser utilizado para lazer e contato com a natureza.

Matogrosso mostra o Tesouro Natural de Pardinho: a nascente do Rio Pardo

Uma nascente do Rio Pardo, localizada no sítio do cantor Matogrosso, da dupla Matogrosso & Mathias, em Pardinho (SP), tem chamado atenção pela beleza e pela importância ambiental. O local, onde a água brota diretamente do solo, reforça a riqueza natural da região e encanta visitantes.

Após uma recente chuva, a nascente ganhou ainda mais vida, com o fluxo de água evidenciando a força e a pureza desse recurso natural. Durante visita ao local, Matogrosso destacou a emoção de acompanhar de perto a origem de um rio tão importante.

“É uma coisa linda, divina. Só Deus para criar algo assim. O Rio Pardo nasce aqui dentro da minha fazenda, e isso é motivo de orgulho não só pra mim, mas para Pardinho e para todos que valorizam a natureza”, afirmou o cantor.

O Rio Pardo percorre diversas cidades e segue seu curso pelo Brasil, sendo essencial para o abastecimento e para o equilíbrio ambiental em várias regiões. Conhecer uma de suas nascentes é, para muitos, uma experiência única e enriquecedora.

Além do valor ecológico, o local também reforça a necessidade de preservação das nascentes e das áreas naturais. Especialistas destacam que proteger esses pontos é fundamental para garantir a qualidade da água e a sustentabilidade dos rios.

Para moradores e visitantes, a nascente no sítio de Matogrosso representa mais do que um ponto geográfico: é um símbolo de vida, renovação e conexão com a natureza.

Concentração de poluentes no ar ultrapassa limites em todo o país

A concentração de diversos poluentes atmosféricos no ar respirado em todo o Brasil ultrapassa frequentemente o limite máximo admitido pela Organização Mundial da Saúde (OMS), aponta o Relatório Anual de Acompanhamento da Qualidade do Ar 2025, divulgado  pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA).

Os dados de 2024 sistematizados no documento consideram, pela primeira vez, os padrões estabelecidos por uma resolução do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), que atualizou os limites admitidos no país e estabeleceu etapas de transição para alcançar os padrões da OMS.

As informações revelam a tendência de aumento ou diminuição da concentração dos poluentes, a sazonalidade e quando ultrapassam os padrões de qualidade do ar a partir da presença de ozônio, monóxido de carbono, dióxido de nitrogênio, dióxido de enxofre, material particulado fino e material particulado inalável. As informações são coletadas nas estações de monitoramento existentes em todo o país.

Na análise da ultrapassagem dos padrões de qualidade do ar, as únicas substâncias que se mantiveram nos limites admissíveis da tabela de transição do Conama, com poucas ultrapassagens, foram o monóxido de carbono (CO) e o dióxido de Nitrogênio (NO₂). As duas substâncias registraram ultrapassagens pontuais no Brasil, como no estado do Maranhão, onde houve ultrapassagem no limite de CO em 18% dos dias registrados pela estação Santa Bárbara.

Todas as demais substâncias ultrapassaram e se mantiveram ao longo do ano acima dos limites intermediários de concentração admissíveis pela resolução do Conama.

“A maioria dos poluentes foi avaliada de acordo com o padrão intermediário 2, que ficou valendo a partir de janeiro deste ano, e ele é estabelecido como um padrão dentro do que os estados já estavam atendendo basicamente”, alerta o gerente de natureza do Instituto Alana e ex-conselheiro do Conama, JP Amaral.

Tendência

De acordo com o relatório, o aumento de concentração de ozônio (O₃) chegou a atingir em média 11% do total de medições em 2024, com maiores magnitudes observadas nas estações de Minas Gerais, mas também observadas em estações dos estados do Rio de Janeiro, Espírito Santo e Bahia.

A tendência de aumento de concentração de monóxido de carbono (CO) chegou a 17%, detectado no Rio Grande do Sul e também observada em localidades no Rio de Janeiro e Pernambuco. Já a tendência de aumento do dióxido de Nitrogênio (NO₂) foi de até 22%, no Rio de Janeiro, com tendência positiva também em estações em São Paulo, Espírito Santo, Minas Gerais e Bahia.

O Espírito Santo detectou aumento de 16% de concentração de dióxido de enxofre (SO₂), que também teve variação positiva detectada no Rio de Janeiro e em Minas Gerais.

O material particulado fino – que reúne micropartículas de poluição com maior penetração nos pulmões e corrente sanguínea – registrou tendência de redução da concentração que chegou a 8,4% em estações de São Paulo.

Já o material particulado inalável – composto por partículas maiores, mas capazes de penetrar no trato respiratório pelo nariz e boca – atingiu a maior tendência de aumento, 8%, em uma estação presente em uma escola, no estado de Minas Gerais.

“Esses resultados reforçam a necessidade de implementação e fortalecimento de planos estaduais de gestão da qualidade do ar, com estratégias integradas de controle de emissões, desenvolvimento de inventários de emissões e expansão das redes de monitoramento”, destaca o relatório produzido pelo MMA.

Rede

Além das informações relativas à qualidade do ar, o relatório reúne ainda dados de governança, como a presença de 570 estações de monitoramento da qualidade do ar em todo o país. O número absoluto representa um aumento de 91 unidades (19%), em relação aos dados de 2023 e de 175 unidades (44%), na comparação com 2022.

Os dados relativos ao tamanho atual da rede de monitoramento existente no país também revelam limitações no envio de informações pelos estados ao Sistema Nacional de Gestão da Qualidade do Ar (MonitorAr), revela o relatório. Da totalidade de estações cadastradas, 21 não tiveram seu status informado e outras 75 constam como inativas.

Desafios

As falhas no envio de informações pelos estados também podem refletir subnotificação em relatórios anteriores, impactando no que foi considerado ampliação da rede, destaca o relatório, de forma que “acréscimos e reduções observados em comparação a 2023 nem sempre correspondem à instalação ou desativação de estações no período”.

Na avaliação de JP Amaral, apesar dos desafios, o relatório representa um grande avanço quanto a governança nacional para o setor, ao ser estruturado com base na Política Nacional de Qualidade do Ar, criada em 2024 e que viabilizou a sistematização das informações incluídas no MonitorAr pelos estados.

Para o gestor, além da plena implementação da resolução do Conama, ainda é preciso avançar no arcabouço legal que dará sustentação à política nacional como a atualização do Programa Nacional de Controle da Qualidade do Ar (Pronar) e o estabelecimento dos parâmetros para os níveis considerados críticos para a poluição no Brasil, além da elaboração de planos de contingência para esses casos.

“É algo que faltou aparecer no relatório e que a gente viveu nos últimos anos muito intensamente, que são esses picos de poluição que acontecem em um único dia. Isso acabou não entrando no capítulo de ultrapassagem dos padrões, que trouxe a média anual”, conclui.

Fonte: Agência Brasil

Foto: Reprodução

Mortandade de peixes acende alerta ambiental no Lago do Silvério, em Jaú

A manhã deste domingo, 15 de fevereiro, foi marcada por um cenário preocupante no Lago do Silvério, em Jaú. O cartão-postal da cidade amanheceu com água turva, forte odor e peixes mortos em diferentes pontos, situação que reforçou a apreensão de frequentadores e moradores da região.

O episódio ocorre em meio a relatos de vazamento de esgoto, problema que já vinha sendo questionado pela população e que, segundo moradores, ainda não teve solução definitiva. Além do lixo acumulado nas margens, a mortandade de peixes agravou a percepção de degradação ambiental e gerou novas cobranças por providências efetivas.

Durante a manhã, equipes realizaram intervenções no local. Uma máquina do Cepron atuou na limpeza do lago, enquanto a concessionária Águas de Jaú iniciou trabalhos técnicos na área afetada. A ocorrência foi acompanhada por um funcionário da agência reguladora Saemja e pelo secretário de Mobilidade Urbana, Márcio PX. Moradores afirmaram não ter visto representantes da área ambiental no período.

A comunidade local voltou a pedir medidas estruturais, argumentando que ações paliativas adotadas anteriormente não resolveram a origem do vazamento. Diante da gravidade do quadro, moradores defendem que o caso seja tratado como prioridade ambiental, com resposta rápida, transparência e soluções duradouras.

Nota da Prefeitura de Jaú

Em comunicado oficial, a Prefeitura de Jahu informou que, por meio da Secretaria de Mobilidade Urbana (Semob), acompanha os trabalhos de desobstrução da rede de esgoto após o entupimento que provocou o vazamento no Lago do Silvério. Segundo a administração, os serviços estão sendo executados pela concessionária Águas de Jahu, que realiza escavações e análises técnicas para identificar o ponto de origem do problema.

Ainda conforme a nota, o prefeito Ivan Cassaro e o secretário Márcio de Almeida estiveram no local na manhã deste domingo para acompanhar as providências. A Prefeitura também declarou ter comunicado a CETESB e a Polícia Militar Ambiental sobre a situação, destacando compromisso com a transparência, a responsabilidade ambiental e a preservação do patrimônio público.