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E depois?

Sabe, caro leitor, às vezes, a gente se cansa de ouvir tanta coisa inútil. Parece que as pessoas, mesmo quando não têm nada para dizer, fazem questão de dizer alguma coisa, só para marcarem território. Não importa o que falam. Têm que falar. E nesse longo período de pandemia ouvimos um turbilhão de inutilidades. Pessoas que queriam falar. E encheram os nossos ouvidos e olhos  de palavras vãs: inania verba. Enquanto isso, a gente que é leigo no assunto, fica esperando que alguma ideia luminosa surja. Espera inútil. Não há luz nas ideias.

E eu queria ouvir como é que o mundo solucionará, após a pandemia, a grave questão econômica. Será que houve alguém que enriqueceu nesse período? Só se for o fabricante de máscaras. Os demais… Foi uma catástrofe. Está sendo uma catástrofe. Falências a rodo. Desespero total. Descrença completa. Os governos se viram. É só aumentarem os impostos, que o caixa governamental vai sendo abastecido. Não é assim mesmo que se faz, senhor Dória? E nos outros estados deve estar ocorrendo a mesma coisa. Não se pensa em otimizar serviços. Não se pensa em reduzir gastos. É muito mais fácil e com resultados mais imediatos aumentar impostos. Principalmente, tirar dinheiro de aposentados. Afinal de contas, aposentado não faz greve, né?

Mas o que eu não ouvi ou li em lugar algum foram os planos de retomada da economia. Acredito que, em primeiro lugar, deve haver um plano de auxílio àqueles que se ferraram, que perderam tudo ou quase tudo nesse período. Sem esse plano de auxílio, será difícil retomar a economia. Não só no Brasil, mas em qualquer parte do mundo. E estou me referindo a grandes empresas que não têm mais como produzir e empregar. Mas eu não vejo plano algum. Só vejo gente dando palpite – palpite é o que não falta – e os oportunistas de plantão, sempre pensando em si mesmos, não no coletivo.

E uma questão crucial, que é a educação? Quais são os planos. Só vejo gente falar que devem ou não devem voltar as aulas presenciais. Só isso. Está certo, um dia as aulas presenciais irão voltar. Hão de voltar. Mas não será pra já. Há muita coisa ainda por se fazer antes. Mas e depois? Vai-se desconhecer, por exemplo, o que é que se conseguiu fazer nas aulas remotas? O que vai acontecer com aquele que não tinha meios de assistir às aulas on-line? Qual é o plano para esse tipo de aluno. E para os outros, que conseguiram assistir às aulas remotas, porque tinham melhores condições? O que se fará com eles? As avaliações que eles tiveram foram eficientes para avaliar as reais condições em que se encontram? Como deverá ser a retomada de conteúdo. Como será a readaptação à nova realidade? O aluno, simplesmente, retornará à sala de aula e, num passe de mágica, tudo voltará ao normal? Vai ser assim? Já não era tempo de se pensar nisso?  Quando o aluno voltar à sala de aula – e ele voltará – esse plano deverá estar completo. Caso contrário, será uma lástima!

Como vai ser?

BAHIGE FADEL

 

imagem: Pinterest

Sobre FERNANDO BRUDER TEODORO

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