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Ninguém segura mão de ninguém

Nunca estivemos tão separados e tão juntos em um mesmo tempo. Unimos nossa fé, guardamos nossas armas inúteis ao vil de uma guerra que não se enxerga aos olhos nus, tememos e nos unimos. Participamos de uma luta global sem o poder da escolha, não existe cor, etnia, crença ou classe social que classifique a vítima.

Resistimos a saudade e vivemos das memórias dos beijos e abraços, agora ninguém segura a mão de ninguém, mas todos se apoiam moralmente pelo único bem que tanto almejamos: a vida. Limitados do direito de ir e vir, condicionados ao aceno invés do velho aperto de mão e coagidos pela preocupação, pela primeira vez temos todos algo em comum, a chance de mudar a história.

Historicamente doenças efêmeras foram o grande mal da sociedade, inúmeras mortes e sequelas assolaram os mais diferentes povos, dizimaram cidades inteiras, deixaram órfãos e pais sem filhos. Sim, é triste. A desinformação e desestruturação social foram grandes fatores que influenciaram para a rápida disseminação desses vírus, marcados como invisíveis assassinos de nossos antepassados.

Os tempos mudaram e a globalização tornou o mundo menor aos nossos olhos, na tela do celular, da TV e computadores podemos viver o passado, estimar o futuro e ter acesso a infinidades do nosso mundo. Aqueles que lutam na linha de frente estão fadados de máscaras luvas e sua principal arma é a ciência, não param e correm contra o tempo.

Enquanto isso, de dentro de casa temos a chance de lutar através da resiliência e altruísmo, somos chaves principais para que o gatilho seja interrompido, ou ao menos atrasado para que possamos chegar a uma solução.

Essa luta é nossa, de punhos cerrados pela primeira vez podemos praticar nossa fé do conforto de nossas casas e agradecer intimamente a chance de mudar a linha do tempo, é fato que muitos talvez não tenham a mesma oportunidade de luta, estão em campo arriscando suas vidas e é por todos eles que devemos cumprir nosso papel.

Nossas mãos não estão dadas, mas nossos corações sim, juntos somos parte de algo imenso que fará parte dos livros de histórias do mundo todo, não existe privilégios para essa pandemia e as notícias nos mostram essa obviedade. Pela primeira vez somos todos iguais, apoiando uns aos outros para que juntos possamos adaptar-se e emergir em uma nova fase desse nosso mundo. A luta não é limitada, ela é de todos.

Larissa Adrielly Paes

 

Sobre FERNANDO BRUDER TEODORO

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