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Paciência

Todo final de aula, quando me despeço dos alunos, além de desejar-lhes boas aulas, uma boa semana e muito cuidado, peço-lhes que tenham paciência, muita paciência, e que cuidem uns dos outros, para que possamos superar essa pandemia. Reitero que devem ter muita paciência, pois, depois de mais de um ano de limitações, preocupações e, principalmente, mortes, é muito difícil para o jovem manter a paciência. E se não a mantiver, fatalmente, não teremos como vencer esse mal que se alastra pelo mundo inteiro.

Além disso, quando tenho a oportunidade, peço aos alunos que não ouçam muito as notícias a respeito da doença.

Digo-lhes que todos devem estar atentos para as mais variadas situações que estão sendo criadas, aos protocolos que estão sendo orientados, às mudanças que estão ocorrendo, mas que devem filtrar muito bem as informações que nos são impostas pelos meios de comunicação. E digo-lhes isso pois tenho notado que raramente a mídia é imparcial. Parece que cada um tem um interesse particular, que nada tem a ver com a solução dos problemas da população.

É mais interessante para alguns alardear o número de mortos e espalhar o pânico do que informar o número de recuperados. Acontece que espalhar o pânico não resolve a situação. Isso só pode criar outros tipos de problemas, que se agravam com os males da pandemia. Já a notícia do crescente número de recuperados poderia criar nas pessoas esperanças de que, tomando os cuidados necessários, é possível livrar-se da doença.

E por que, com raras exceções, os meios de comunicação não fazem isso? É porque muitas empresas de comunicação têm interesses que não se referem a informar ou a esclarecer. É uma pena. Mas alguns meios de comunicação preferem tirar proveito desse problema em benefício próprio ou em prejuízo alheio. Há aqueles que parecem sentir prazer ao dizer que o aumento do número de casos da COVID-19 poderá prejudicar este ou aquele governante.

Li recentemente um comentário, que foi concluído com uma frase mais ou menos assim: se se mantiver essa situação, só faltará colocar as algemas em tal governante. Pode? Para esse jornalista, pode. Ele não está interessado na aceleração da chegada das vacinas, mas na prisão deste ou daquelemandatário.

É preciso separar o joio do trigo. Há muito joio nesse mundo atual. Há tanto joio, que está difícil encontrar o trigo. É preciso, então, muita paciência e cuidado. Podem estar querendo entregar-nos joio no lugar do trigo. O joio, embora seja muito parecido com o trigo, não serve para comer.

No meio da plantação do trigo, o joio é apenas uma erva daninha, que prejudica o crescimento normal do trigo. Que a gente esteja atento, para não ser enganado. Estão oferecendo muito joio como se fosse trigo. Isso, além de não resolver, prejudica.

BAHIGE FADEL

Sobre FERNANDO BRUDER TEODORO

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