Artigos do Autor: Fernando Bruder

Motorista morre após perder o controle de carreta e cair em ribanceira

Um motorista de 57 anos morreu após perder o controle de uma carreta bitrem na Rodovia Raposo Tavares (SP-270), entre Itaí (SP) e Paranapanema (SP), no início da tarde desta sexta-feira (25).

Segundo a Polícia Rodoviária, o acidente ocorreu por volta das 13h, na altura do km 175. Chovia no momento. A carreta, que estava carregada com açúcar, saiu da pista, caiu em uma ribanceira e tombou logo em seguida.

A equipe de resgate foi acionada, mas a Polícia Científica constatou a morte do motorista no local.

Fonte: A Voz do Vale

Caminhão carregado de laranjas tomba e interdita a SP 255

Um caminhão carregado de laranjas tombou na tarde da sexta-feira (25) na altura do km 219 da rodovia João Mellão (SP-255), no sentido norte, em Pratânia.

Segundo a concessionária responsável pela rodovia, o motorista acessou o acostamento, perdeu o controle da direção e o veículo tombou

O caminhão tombou sobre o acostamento e parte das pistas nos dois sentidos da rodovia, bloqueando totalmente a via.

O motorista teve ferimentos de média gravidade e foi socorrido por uma ambulância até o pronto-socorro da cidade.

Fonte: A Voz do Vale

Três pessoas morrem em grave acidente na Castello Branco

Três pessoas morreram na manhã desta sexta-feira (25), após a caminhonete em que estavam se envolver em um acidente com um caminhão na Rodovia Castello Branco (SP-280), no km 194, sentido oeste.

De acordo com a Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp), a colisão foi uma batida traseira. Duas das vítimas ficaram presas nas ferragens e, embora tenham sido socorridas em estado grave para o HCFMB-UNESP de Botucatu, não resistiram aos ferimentos. A terceira vítima também faleceu no local.

Equipes da Polícia Militar Rodoviária (PMRv) e do Corpo de Bombeiros estiveram no local do acidente até por volta das 9h para atender a ocorrência. A via precisou ser parcialmente interditada nas duas faixas de rolamento para o trabalho das equipes de resgate e perícia. O motorista do caminhão saiu ileso.

Este é o segundo acidente fatal registrado na região nesta sexta-feira. Durante a madrugada, um motorista morreu em Avaré, após uma colisão frontal com uma carreta na SP-255.

Fonte: A Voz do Vale

Estudo da FMB/Unesp aponta maior efetividade da terapia antirretroviral em idosos vivendo com HIV

Pesquisa mostra que pessoas com 50 anos ou mais têm melhor resposta ao tratamento e menos falhas na terapia contra o vírus.

Uma pesquisa desenvolvida pela aluna de mestrado Pietra Vivian Stanicki, do Programa de Pós-Graduação em Doenças Tropicais da Faculdade de Medicina de Botucatu (FMB/Unesp), revela que idosos vivendo com HIV apresentam melhores resultados no tratamento antirretroviral (TARV) em comparação com adultos mais jovens. O trabalho foi orientado pelo Prof. Dr. Alexandre Naime Barbosa e coorientado pela Profa. Dra. Karen Ingrid Tasca, e já foi aceito para publicação em uma revista científica internacional de alto impacto.

Intitulado “Avaliação da Efetividade do Tratamento Antirretroviral em Idosos Vivendo com HIV/Aids”, o estudo analisou, entre 2021 e 2023, 1.018 pacientes acompanhados no Serviço de Ambulatórios Especializados de Infectologia “Domingos Alves Meira” (SAEI-DAM) – unidade da Fundação para o Desenvolvimento Médico e Hospitalar (Famesp). Os participantes foram divididos em dois grupos: idosos (com 50 anos ou mais) e adultos mais jovens (com menos de 50 anos).

Os dados mostraram que as pessoas com 50 anos ou mais tiveram melhores resultados com o tratamento: a maioria conseguiu controlar o vírus no sangue (89,8%, contra 83,3% entre os mais jovens) e apresentou menos casos de falha virológica (2,5% contra 10,1%). Além disso, houve melhor recuperação do sistema imunológico, especialmente entre aqueles que usavam combinações de medicamentos mais simples e modernos, como lamivudina (3TC) com dolutegravir (DTG) ou darunavir com ritonavir (DRV/r).

O professor Alexandre Naime Barbosa, infectologista, diretor de assistência do SAEI-DAM e orientador da pesquisa, afirma que o estudo traz evidências inéditas no Brasil e aponta para uma mudança significativa no perfil das pessoas vivendo com HIV. “Mais de 50% dos pacientes atendidos no nosso serviço de referência já têm 50 anos ou mais”, destaca. Para ele, esse dado, além de surpreendente, é positivo: “Mostra que as pessoas estão vivendo mais com a infecção, o que é fruto da efetividade do tratamento.”

Naime ressalta ainda que os resultados obtidos entre os idosos superaram as expectativas. “Eles não apenas são a maioria, mas também têm apresentado melhores desfechos terapêuticos”, afirmou. Ele defende que esses achados reforçam a importância da adesão ao tratamento e da eficácia dos esquemas antirretrovirais modernos e simplificados. “Precisamos voltar o olhar para o envelhecimento com HIV, um fenômeno crescente no Brasil que exige estratégias de cuidado cada vez mais específicas.”

A mestranda Pietra Vivian Stanicki, primeira autora do trabalho, destaca que o estudo observou uma efetividade superior da TARV nos idosos, mesmo em um contexto de polifarmácia, onde o uso simultâneo de diversos medicamentos poderia representar um desafio adicional. “Os resultados confirmam a segurança e a eficácia dos regimes simplificados, com menores índices de falha terapêutica e uma resposta imunológica consistente”, explicou.

Ela lembra que o envelhecimento das pessoas com HIV traz novos desafios, como a manutenção da qualidade de vida e o manejo de comorbidades. “Nas próximas etapas, pretendemos investigar marcadores inflamatórios, realizar genotipagens e aprofundar o entendimento sobre as necessidades dessa população”, finalizou.

Motorista morre em colisão frontal com carreta na SP-255, em Avaré, na madrugada desta sexta-feira (25)

Um motorista morreu na madrugada desta sexta-feira (25) após uma colisão frontal com uma carreta na Rodovia João Mellão (SP-255), no quilômetro 277, próximo ao Costa Azul, em Avaré.

De acordo com a Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp), por volta das 4 da manhã, o carro invadiu a pista contrária e bateu de frente com uma carreta carregada com 37 toneladas de calcário. Com o impacto, ambos os veículos pararam no gramado lateral da rodovia, no sentido sul.

Uma médica do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) confirmou a morte do motorista do carro ainda no local do acidente. O caminhoneiro, por sua vez, não sofreu ferimentos. Equipes do Corpo de Bombeiros, da perícia e da funerária estiveram presentes para atender à ocorrência.

A Polícia Rodoviária informou que o acidente não causou a interdição da rodovia, e o tráfego seguiu normalmente no local.

Fonte: A Voz do Vale

Foto: Reprodução

FMVZ/Unesp leva a Terapia Assistida por Animais (TAA) para instituições de saúde de Botucatu

Um projeto de extensão desenvolvido pela Faculdade de Medicina Veterinária da Unesp, campus de Botucatu, com a participação de alunos e docentes, está levando a Terapia Assistida por Animais (TAA) para instituições de saúde sediadas no município, oferecendo uma colaboração relevante para suas atividades terapêuticas, a partir da interação entre homens e animais.

Denominado “Patas amigas: Terapia Assistida com Animais como instrumento de bem- estar físico, social, emocional e cognitivo”, o projeto coordenado pelos professores Juliany Gomes Quitzan e Paulo Fernandes Marcusso, promove atividades de terapia assistida por animais na Associação de Pais e Amigos do Excepcionais (APAE) de Botucatu e no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Botucatu (HCFMB) e no Centro de Atenção Integral à Saúde (CAIS) Professor Cantídio de Moura Campos.

A equipe do projeto visita as instituições parceiras, levando cães para ter contato com pacientes e usuários dos serviços oferecidos por essas entidades. O objetivo é utilizar a TAA como instrumento de bem-estar físico, social, emocional e cognitivo para esse público. O projeto foi concebido por médicos veterinários, mas contou com o auxílio de enfermeiros, psicólogos e médicos pediatras e neurologistas. As ações ocorrem em forma de rodízio, beneficiando as instituições parceira. “Dessa forma, estaremos presentes dentro de cada uma dessas instituições, com ações sempre monitoradas e multiprofissionais”, coloca o professor Marcusso.

A Terapia Assistida por Animais (TAA) é uma modalidade de terapia que utiliza animais para promoção do bem-estar humano e animal. “Ela tem sido utilizada como um instrumento auxiliar no tratamento de algumas doenças, mostrando uma série de efeitos benéficos em pacientes psiquiátricos, adultos, crianças hospitalizadas, idosos, entre outros”, comenta a professora Juliany.

Cães de diferentes raças foram avaliados e treinados para se tornarem cães-terapeutas. “O perfil e comportamento dos animais foram avaliados previamente e uma série de exames foram realizados, para garantir que o cão não é portador de nenhuma doença que possa ser transmitida ao ser humano”, explica a professora.

As ações têm entre 20 a 60 minutos no máximo, de acordo com a quantidade de pacientes, nível de interação e objetivos terapêuticos desejados. “Nossa meta é que os pacientes possam se beneficiar com as sessões e que os estudantes possam interagir com a comunidade local em prol do desenvolvimento social, da construção de valores a partir do contato dos acadêmicos e pós-graduandos da área da saúde com a prática do atendimento humanizado”, ressalta o professor Marcusso.

A FMVZ já teve iniciativas semelhantes no passado, que inspiraram a criação do “Patas Amigas”. Em 2001, a FMVZ promoveu um primeiro projeto de extensão com esse enfoque, coordenado pela professora Denise Schwartz, então docente da Faculdade e atualmente na FMVZ/USP. A iniciativa foi retomada em 2018, agora com o nome de “Patas amigas”, sob a coordenação da professora Juliany e do professor José Carlos de Figueiredo Pantoja, com a participação do Grupo PET (Programa de Educação Tutorial) da FMVZ. “Eu também participei do projeto “Mascote Terapia”, que inspirou a criação do “Patas Amigas”. Quando retomamos as atividades, contamos com a ajuda da médica veterinária Luciana Mobricci, coordenadora do programa “Bichos do Bem”, em São José dos Campos. Ela foi aluna na FMVZ e, junto comigo, participou do “Mascote Terapia”.

Depoimentos
– Lucas Reis Alves Mota, coordenador Médico e vice-diretor Clínico do CAIS professor Cantídeo: “A área da Saúde Mental, principalmente nos cenários de internação, ainda enfrenta muitos estigmas, tanto por parte dos usuários quanto dos próprios profissionais da área da saúde.

As duas principais estratégias para a redução desse estigma são o conhecimento teórico e a interação pessoal. Assim, ao meu ver, o projeto tem uma importância fundamental ao servir como uma ferramenta de contato entre as pessoas de fora deste espaço e os pacientes internados.

Vejo os animais que integram o projeto como agentes para a aproximação entre este local de cuidado e os integrantes do projeto, abrindo espaço para que conheçam, na prática, que, mesmo dentro de um espaço de internação, é possível realizar o cuidado de sujeitos humanos, respeitando os preceitos antimanicomiais.

Gosto muito de uma frase que diz “manicômio não é um lugar, é um discurso”, e este discurso quase sempre representa violência, distanciamento e isolamento. Projetos como o Patas, para nós, representam um processo ativo de desconstrução desse discurso, permitindo que pequenos passos sejam dados na direção de uma inserção cada vez maior destes sujeitos na sociedade, e da sociedade nestes sujeitos, mesmo durante os momentos nos quais encontram-se adoecidos”

Joyce dos Santos Neves – diretora Clínica do CAIS
“O Projeto Patas Amigas é uma iniciativa transformadora. Mais do que simples visitas, essas ações representam momentos de afeto, conexão e acolhimento para os pacientes em tratamento de saúde mental.
A presença dos animais no ambiente hospitalar tem um efeito terapêutico profundo. Eles despertam sentimentos de carinho, confiança e segurança, ajudando a aliviar sintomas como ansiedade, tristeza e solidão. Para muitos pacientes, o contato com os animais quebra a rotina da internação e oferece um instante genuíno de alegria e tranquilidade.

Esses encontros também estimulam a comunicação, a interação social e o envolvimento emocional dos pacientes com o mundo ao redor. É comum ver expressões de afeto, sorrisos espontâneos e até relatos de lembranças felizes surgindo durante as atividades. Isso mostra como os animais conseguem acessar áreas delicadas da mente humana que, muitas vezes, os tratamentos convencionais não alcançam com tanta facilidade.

Além de beneficiar diretamente os pacientes, o projeto também fortalece o ambiente terapêutico como um todo. Ele aproxima os profissionais da saúde dos pacientes de maneira mais empática e humanizada, promovendo relações mais afetivas e respeitosas dentro da unidade.

O Patas Amigas prova que cuidar da saúde mental vai além de medicamentos e terapias tradicionais — é também oferecer presença, contato e emoção. Por meio do vínculo com os animais, o projeto devolve um pouco de leveza àqueles que enfrentam dias difíceis, mostrando que o afeto também cura”.

Priscila Lisboa Baptista – Coordenadora de Saúde da APAE
“A Terapia Assistida por Animais tem um impacto muito positivo, tanto no SUS quanto para os usuários da APAE. O contato com os animais contribui para o bem-estar emocional, estimula a socialização e pode até melhorar aspectos motores e cognitivos.

É uma abordagem que complementa os tratamentos que realizamos (fisio, psico, fono) de forma muito humana e sensível. Seria excelente se esse tipo de intervenção pudesse estar disponível de forma contínua, porque os benefícios são realmente visíveis no dia a dia dos atendimentos”.

 

Escola de Inverno em Zoologia, do Instituto de Biociências (IBB), aproxima estudantes da ciência

Durante quatro dias, alunos do ensino médio vivenciaram experiências em zoologia e ecossistemas aquáticos, ampliando os horizontes profissionais.

A Escola de Inverno em Zoologia: a biodiversidade aquática da Cuesta de Botucatu – explorando a vida micro e macroscópica, promovida pelo Instituto de Biociências de Botucatu (IBB) da Unesp, reuniu, ao longo de cinco dias do mês de julho, 25 estudantes do ensino médio com o objetivo de aproximar os jovens da ciência, especialmente, das áreas de zoologia e ecossistemas aquáticos.

Alunos de Bofete, Botucatu, Pratânia e São Manuel participaram de atividades práticas e teóricas em diversos espaços do Instituto e áreas naturais da região, como as escarpas da cuesta e o rio Capivara. Um dos destaques da programação foi a atividade realizada no Jardim Botânico do IBB, onde os estudantes fizeram medições das características físicas e químicas da água e coletaram organismos aquáticos, como o zooplâncton, temas que foram aprofundados posteriormente com análises laboratoriais.

Coordenada pelo professor associado Marcos Gomes Nogueira, do Departamento de Biodiversidade e Bioestatística do IBB, com a colaboração dos docentes do mesmo Departamento, Erika Shimabukuro e Marcello Simões, a Escola de Inverno também contou com o apoio de estudantes de pós-graduação do Instituto.

De acordo com o docente Marcos Gomes Nogueira, a Escola de Inverno agregou não apenas para os estudantes do ensino médio, mas também para os alunos da pós-graduação.

“Ficamos muito felizes em apresentar a fauna de animais vertebrados e invertebrados do meio aquático, que é extremamente diversa, bonita e, em grande parte, até então, desconhecida pelos alunos do ensino médio. Por sua vez, também foi uma oportunidade única para os pós-graduandos, que inovaram experiências bem-sucedidas praticadas no ensino, transferindo-as para um outro público. De maneira geral, as interações foram marcantes, com grupos de pessoas aprendendo mutuamente”, explicou.

Para Rafaela Shizuko Yamashita Kimura, doutoranda em Zoologia pelo IBB, a experiência de compartilhar conhecimento com os alunos é altamente gratificante. “Eles se mostraram atentos e curiosos, o que, para nós, é muito recompensador”, afirmou.

Na visão da estudante Muriel Allen, participante do projeto, a Escola de Inverno contribuiu significativamente para o seu crescimento pessoal e acadêmico.

“Atualmente, estudo no Centro Paula Souza, e participar da Escola de Inverno ampliou meu olhar. Tudo o que foi ensinado partiu de um lugar de estudo, dedicação e carinho por parte dos monitores. Espero, um dia, também estar nesse lugar e ter a oportunidade de ensinar outros jovens”, destacou.

Estupro no Brasil: Dados de 2024 revelam uma vítima a cada seis minutos, atingindo recorde

O Brasil registrou, em 2024, o maior valor da série histórica de casos de estupro, totalizando 87.545 casos — 0,9% a mais do que em 2023 —, equivalente a 41,2 casos para cada 100 mil habitantes, segundo a 19ª edição do Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2025. Crianças de até 13 anos foram as mais violadas, somando 51.677 — 61,3% do total.

Com média de um crime de estupro a cada seis minutos, a maioria das vítimas eram mulheres (87,7%) e negras (55,6%). O Anuário destaca, porém, que a informação de raça está ausente em 30,7% dos boletins de ocorrência registrados, o que sugere que a proporção de vítimas negras possa ser ainda maior.