Educação

XXIII Workshop de Genética reúne estudantes e pesquisadores no IBB/Unesp

Evento reuniu cerca de 150 participantes em programação com palestras, minicursos e apresentações de trabalhos científicos

De 9 a 11 de abril, o corpo docente e discente do Programa de Pós-Graduação em Ciências Biológicas (Genética) do Instituto de Biociências da Unesp de Botucatu (IBB/Unesp) promoveu o XXIII Workshop de Genética. Realizado no Espaço IB Eventos, a edição de 2026 reuniu cerca de 150 participantes de graduação e pós-graduaçãoincluindo estudantes de outras universidades do estado de São Paulo e de diferentes regiões do país, em uma programação voltada à disseminação do conhecimento, troca de experiências e integração acadêmica.

Ao longo dos três dias de evento, os participantes acompanharam uma agenda diversificada, composta por minicursos, apresentações de trabalhos científicos, palestras, mesas-redondas e momentos de integração, como música ao vivo e coffee break.

A abertura oficial contou com a presença do professor Danillo Pinhal, coordenador do Programa de Pós-Graduação em Ciências Biológicas (Genética), do professor Rafael Henrique Nóbrega, do Departamento de Biologia Estrutural e Funcional, e da representante da comissão organizadora do evento, Pâmela Ferreira de Nadai.

Após a abertura do evento, os participantes acompanharam a palestra do professor Geysson Javier Fernández García, biólogo molecular, bioinformata e docente de Genética na Universidade de Antioquia, na Colômbia, que abordou o tema “Dos Genes aos Alvos Terapêuticos em Demências: Uma Abordagem Integrativa de Biologia de Sistemas, Sequenciamento de Célula Única e Inteligência Artificial”.

Para Ana Luiza Bonaldo, pós-graduanda do IBB/Unesp e uma das organizadoras do workshop, o evento segue, em mais um ano, cumprindo um papel importante na aproximação de estudantes com o universo da genética, despertando interesse e ampliando o acesso a discussões atuais da área. “Neste ano, tivemos o diferencial de conseguir trazer o palestrante da Colômbia, Geysson Javier Fernández García. Afinal, a região central da Colômbia é conhecida por ter uma das maiores incidências de Alzheimer precoce do mundo, com cerca de 50% dos habitantes possuindo um gene específico da doença. Então, há muito estudo e pesquisa em volta do assunto. Trazer essa bagagem para o IBB foi algo essencial”, afirmou.

Além da atualização científica, o Workshop de Genética também se consolida como um espaço importante de convivência e construção de redes entre os participantes. Para a estudante de Biomedicina do IBB/Unesp, Helena Aoki, o evento também se destaca pelas oportunidades de interação entre os alunos. “Em meu primeiro ano participando, já percebi que o workshop foi uma ótima oportunidade para networking”, concluiu.

Delegacia Seccional de Polícia de Botucatu amplia ciclo de palestras contra bullying escolar

Em alusão ao Dia Internacional de Combate ao Bullying e à Violência na Escola, celebrado em 7 de abril, o Colégio IPE realizou uma palestra educativa voltada aos alunos do Ensino Médio, com o objetivo de reforçar a importância do respeito, da empatia e da convivência saudável no ambiente escolar.

O encontro aconteceu no auditório da instituição, às 9h, e contou com a presença do delegado Lourenço Talamonte, convidado para conduzir a atividade. Durante a palestra, foram abordados temas fundamentais como a identificação do bullying, suas consequências para vítimas e agressores, além de estratégias eficazes de prevenção.

A iniciativa buscou estimular a reflexão entre os estudantes, destacando o papel de cada indivíduo na construção de um ambiente mais seguro, acolhedor e livre de violência. A ação também reforça o compromisso da escola com a formação cidadã e o desenvolvimento de valores essenciais para a convivência em sociedade.

Segundo a equipe do Colégio IPE, a participação dos alunos é fundamental para fortalecer uma cultura de paz dentro e fora da escola, promovendo atitudes baseadas no respeito mútuo e na responsabilidade coletiva.

    

Pé-de-Meia: Beneficiários nascidos em novembro e dezembro recebem hoje

Os estudantes beneficiados pelo programa Pé-de-Meia de 2026, que nasceram nos meses de novembro e dezembro, recebem nesta segunda-feira (30) a primeira parcela referente ao incentivo-matrícula.

O valor de R$ 200 será creditado em conta poupança Caixa Tem, aberta automaticamente pela Caixa Econômica Federal em nome dos estudantes participantes.

A parcela é depositada conforme o mês de nascimento dos estudantes de 14 a 24 anos, que cumprem os requisitos do Pé-de-Meia.

Confira o calendário de pagamentos:

·         Nascidos em janeiro e fevereiro: receberam em 23 de março;

·         em março e abril: receberam em 24 de março;

·         em maio e junho: receberam em 25 de março;

·         em julho e agosto: receberam em 26 de março;

·         em setembro e outubro: receberam em 27 de março;

·         em novembro e dezembro: receberam nesta segunda-feira (30);

O Pé-de-Meia funciona como uma poupança para incentivar a permanência de jovens nos estudos até a conclusão do ensino médio. Cerca de 3,6 milhões de estudantes receberão o incentivo-matrícula de 2026.

Quem tem direito

A participação no Pé-de-Meia ocorre de forma automática para os estudantes matriculados na rede pública de saúde e com inscrições ativas no Cadastro Único (CadÚnico). Em 2026, é preciso ter cadastro ativo até a data-base de 7 de agosto de 2026. Também é preciso ter renda familiar de até meio salário mínimo por pessoa.

O Ministério da Educação (MEC) é o responsável por verificar se o jovem pode participar do programa federal a partir dos dados do CadÚnico.

Outros pagamentos

Neste mês, o MEC também paga o incentivo-conclusão aos participantes do Pé-de-Meia que deixaram de receber na data regular porque as redes de ensino não tinham enviado as informações no prazo anterior estabelecido pelo programa.

O valor de R$ 1 mil do incentivo conclusão é referente à aprovação em cada ano letivo do ensino médio, mas somente pode ser sacado após a aprovação no terceiro ano.

O Ministério da Educação explica que à medida que as redes de ensino repassam ao MEC os dados que informam a conclusão, os estudantes beneficiários podem receber os valores nas próximas datas de pagamento do programa.

Confira o calendário completo de pagamentos do Pé-de-Meia em 2026.

Pé-de-Meia

O Ministério da Educação estima que, desde 2024, o programa alcançou 6 milhões de estudantes em todo o Brasil.

Considerando todas as parcelas de incentivo, os depósitos anuais e o adicional de R$ 200 pela participação no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), os valores do Pé-de-Meia podem chegar a R$ 9.200 por aluno.

O estudante pode consultar os status de pagamentos (rejeitados ou aprovados), informações escolares e regras do programa na página eletrônica do Pé-de-Meia, com login da plataforma digital Gov.br. É preciso digitar a senha da conta do estudante.

Se precisar de ajuda, o estudante ainda conta com outros canais de atendimento, como o Fale Conosco, no telefone 0800-616161.

Agência Brasil

Foto: Reprodução/Agência Brasil

Escolas terão conteúdos de prevenção à violência contra a mulher

Os ministérios da Educação (MEC) e das Mulheres assinaram, nesta quarta-feira (25), em Brasília, a portaria de regulamentação da Lei Maria da Penha Vai à Escola (nº 14.164/2021, para incluir conteúdo sobre a prevenção a todas as formas de violência contra crianças, adolescentes e mulheres nos currículos da educação básica.

A lei determina que a produção de material didático relativo aos direitos humanos e à prevenção da violência contra a mulher deve ser adequada a cada nível de ensino.

O ministro da Educação, Camilo Santana, defendeu que é preciso começar a discussão sobre a prevenção à violência contra as mulheres, com as crianças e jovens estudantes dentro das escolas brasileiras.

Para Santana, a nova geração será formada com base no respeito, na equidade e na justiça. “Estamos afirmando um projeto de país. Um Brasil onde meninas podem estar sem medo, onde mulheres podem ocupar todos os espaços e onde o conhecimento seja instrumento de libertação e não de exclusão.”

“Não há futuro possível sem a garantia plena de direitos para meninas e mulheres. A educação é o caminho mais poderoso para transformar essa realidade”, disse o ministro da Educação, Camilo Santana.

Instituições públicas

Durante a cerimônia Educação pelo Fim da Violência, na Universidade de Brasília, foi assinado o Protocolo de Intenções para Prevenção e Enfrentamento da Violência contra as Mulheres e Acolhimento nas instituições públicas de ensino superior e Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica.

O documento estabelece orientações para que instituições de ensino públicas não sejam omissas em eventuais situações de violência de gênero no ambiente acadêmico.

A ministra das Mulheres, Márcia Lopes, classificou como importantes as medidas de proteção às meninas e mulheres, no âmbito da educação, porque vão do ensino básico ao superior. Ela citou o pedagogo Paulo Freire. “A educação não transforma o mundo. A educação muda as pessoas e as pessoas transformam o mundo.”

A ministra ainda defendeu que os currículos e os planos pedagógicos de cada curso de graduação e de pós-graduação abordem conteúdos de combate e enfrentamento de todo tipo de violência contra as mulheres.

“Imagine daqui a 4, 5, 6 anos, como sairão os profissionais que atuarão em todos os lugares, como unidades básicas de saúde, escolas, Cras [Centro de Referência de Assistência Social], Creas [Centro de Referência Especializado de Assistência Social]. Isso vale para todas as profissões deste país.”

O ministro Camilo Santana explicou que o documento simboliza uma construção coletiva que nasce a partir da escuta, da ciência e da experiência das instituições de ensino.

“Reafirmamos que nossas universidades, institutos federais e redes de ensino são espaços de produção de conhecimento, mas também devem ser espaços seguros, acolhedores e livres de qualquer forma de violência ou discriminação”, enfatizou.

Santana anunciou que lançará, em breve, um edital para apoiar a criação de cuidotecas nas universidades federais. “São espaços de cuidado e acolhimento para crianças que permitirão que mães, estudantes, professoras e trabalhadoras possam estudar, trabalhar e permanecer na universidade com dignidade.”

Mulheres Mil

No conjunto de ações voltadas à prevenção e ao enfrentamento da violência contra as mulheres, os dois ministérios assinaram o acordo de cooperação técnica para a ampliação de vagas do Programa Mulheres Mil, coordenado pelo MEC.

A política pública tem a missão de elevar a escolaridade de mulheres em situação de vulnerabilidade socioeconômica.

O programa também tem o objetivo promover a inclusão socioprodutiva e a autonomia das mulheres por meio de cursos de qualificação profissional.

Os presentes ainda assistiram ao trailer do filme Mulheres Mil, produzido pela pasta. A obra retrata o impacto do programa na vida de cinco mulheres, suas famílias e comunidade.

Fonte: Agência Brasil

Foto: Reprodução

Um quarto das estudantes adolescentes já foi alvo de violência sexual

Um quarto das estudantes adolescentes do Brasil já sofreu alguma situação de violência sexual, incluindo toques, beijos ou exposição de partes íntimas sem consentimento.

O alerta faz parte da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSe), divulgada nesta quarta-feira (25) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Foram entrevistados 118.099 adolescentes de 13 a 17 anos, que frequentavam 4.167 escolas públicas e privadas de todo o Brasil em 2024.

Em relação a 2019, último ano em que a pesquisa foi feita, o percentual de meninas que relataram essas violências nas respostas aumentou 5,9 pontos percentuais.

O IBGE destaca ainda que 11,7% das estudantes entrevistadas contaram que foram forçadas ou intimidadas para se submeterem a relações sexuais. Nesse caso, o aumento em relação a 2019 foi de 2,9 pontos percentuais.

Apesar da proporção de meninas violentadas ser, em média, o dobro da de meninos, estudantes de ambos os gêneros relataram situações de abuso, somando mais de 2,2 milhões de vítimas de assédio e 1,1 milhão de relações forçadas.

Apesar de ações enquadradas nas duas categorias serem tipificadas como estupro pela lei brasileira, o IBGE optou por dividi-las em duas perguntas para facilitar a compreensão dos adolescentes durante as entrevistas.

“Esse tipo de violência nem sempre é identificado pela vítima, seja por falta de conhecimento em razão da idade, no caso de menores, seja por aspectos sociais e culturais. Nesse sentido, a identificação dos diversos atos que caracterizam a violência sexual, por um lado, consiste numa estratégia metodológica que facilita a identificação da violência; por outro, possibilita a caracterização da violência em escalas de gravidade”

Idade

Outro destaque da pesquisa diz respeito à idade das vítimas no momento do crime. Enquanto as situações de assédio sexual foram mais reportadas por adolescentes com 16 e 17 anos, entre aqueles forçados à relação sexual, a maioria (66,2%) tinha 13 anos ou menos quando sofreu a violência.

A violência foi mais frequente entre os estudantes de escola pública: 9,3% dos adolescentes dessas instituições relataram já terem sido intimidados ou forçados a uma relação sexual, contra 5,7% dos alunos da rede privada.

Já nos casos de assédio sexual, a proporção entre as duas redes é semelhante.

Quem foram os agressores

O instituto também pediu aos estudantes que apontassem o autor das violências. No caso daqueles que foram submetidos a uma relação forçada, a grande maioria foi violentada por pessoas do seu círculo íntimo:

  • 8,9% por pai, padrasto, mãe ou madrasta;
  • 26,6% por outros familiares;
  • 22,6% por namorados ou ex-namorados;
  • 16,2% por amigos.

Já nos casos de toque não consentido, beijo forçado ou exposição de partes íntimas, a categoria mais mencionada foi “outro conhecido” (24,6%), seguido por outros familiares (24,4%) e desconhecidos (24%).

Em ambos os casos, os estudantes podiam escolher mais de uma opção, e o somatório das respostas nas duas questões foi superior a 100%, o que indica que muitos estudantes sofreram esse tipo de violência mais de uma vez, ou de pessoas diferentes.

>> IBGE alerta para quadro preocupante na saúde mental de adolescentes

>> Quatro em cada dez adolescentes já sofreram bullying na escola

Gravidez precoce

A pesquisa também identificou que cerca de 121 mil meninas de 13 a 17 anos de idade já engravidaram alguma vez, o que representou 7,3% daquelas que disseram ter iniciado a vida sexual. Desse total, 98,7% eram de escolas da rede pública.

Em cinco estados do Brasil, o índice de gravidez precoce ultrapassa 10% das estudantes: Paraíba, Ceará, Pará, Maranhão e Amazonas, onde a situação chega a 14,2% das estudantes.

Outros dados sobre a iniciação sexual dos adolescentes, de forma consentida, levantam preocupações com a prevenção dessas gestações e contra infecções sexualmente transmissíveis.

Somente 61,7% dos estudantes usaram camisinha na primeira relação sexual, proporção que cai para 57,2% no caso da relação mais recente.

Para o IBGE, isso indica que não só os adolescentes não estão se protegendo desde o começo da vida sexual, como esse uso vai caindo com o passar o tempo.

Já entre aqueles que optaram por outros métodos contraceptivos, 51,1% dos estudantes utilizam pílula anticoncepcional e 11,7% usam pílula do dia seguinte, uma opção de emergência, que só deve ser tomada em situações excepcionais.

Apesar disso, quatro em cada dez meninas já tomou esse tipo de pílula pelo menos uma vez na vida.

Início da vida sexual

Em comparação com a pesquisa anterior, os dados de 2024 também apontam para um início mais tardio da vida sexual: 30,4% dos estudantes de 13 a 17 anos já tinham vivenciado ao menos uma relação, 5 pontos percentuais a menos do que em 2019.

A proporção cai para 20,7% entre os alunos de 13 a 15 anos, e sobe para 47,5% entre aqueles com 16 e 17 anos.

Por outro lado, considerando apenas aqueles que já iniciaram a vida sexual, 36,8% tiveram a primeira relação com 13 anos de idade ou menos.

No Brasil, a idade mínima para o consentimento legal é 14 anos, e qualquer relação com pessoa menor do que essa idade pode configurar estupro de vulnerável. Entretanto, os dados da pesquisa apontam que a idade média da iniciação sexual foi de 13,3 anos, entre os meninos, e de 14,3 anos, entre as meninas.

Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Alunos denunciam possível fim do curso de Enfermagem da ETEC de Botucatu e cobram explicações

Estudantes do curso Técnico em Enfermagem da Etec Industrial de Botucatu denunciaram, em entrevista ao jornalista Fernando Bruder, sinais de possível encerramento da formação na unidade. Segundo relatos das alunas, há mais de um ano e meio não são abertas novas turmas, o que levanta preocupação entre os estudantes sobre o futuro do curso, considerado referência regional na área da saúde.

Atualmente, a turma do terceiro semestre seria a única em andamento. De acordo com as estudantes, desde o início da formação havia expectativa de continuidade do curso com novas turmas, mas isso não ocorreu. Apesar disso, não houve confirmação oficial clara por parte da direção sobre o encerramento definitivo. “Na prática, a gente percebe que não existe interesse em manter o curso técnico de enfermagem aqui”, afirmaram.

As alunas destacam que a ETEC de Botucatu sempre teve papel importante na formação de técnicos que hoje atuam em hospitais e clínicas públicas e privadas de Botucatu e região. Elas alertam que a interrupção da formação pode gerar impactos diretos na área da saúde, especialmente diante da necessidade constante de profissionais técnicos no município, inclusive no Hospital das Clínicas da Unesp, onde os próprios estudantes realizam estágios.

Outro ponto levantado é que, desde o ingresso da atual turma, pelo menos três novas turmas poderiam ter sido formadas, o que representaria cerca de 60 novos estudantes em formação atualmente. Além disso, interessados em ingressar no curso estariam sendo informados informalmente de que a formação não deverá continuar sendo oferecida, aumentando a preocupação entre alunos e futuros candidatos.

Segundo as estudantes, a possível paralisação do curso representa não apenas a perda de uma oportunidade de formação gratuita e de qualidade, mas também um risco para a cadeia de formação de profissionais essenciais ao atendimento hospitalar. Elas pedem transparência sobre a situação e defendem a retomada das turmas, destacando a importância histórica da unidade na qualificação de técnicos de enfermagem em Botucatu.

O espaço segue aberto ao diretor da ETEC de Botucatu, Danilo César Ângelo, para pronunciamento oficial da Instituição, porém o mesmo nos retornou mas não quis comentar oficialmente sobre o caso.

Acompanhem a Reportagem:

 

Alunos denunciam risco de extinção do curso Técnico em Enfermagem da Etec de Botucatu e pedem revisão da decisão

Estudantes do terceiro semestre do curso Técnico em Enfermagem da Centro Paula Souza, na Escola Industrial/Etec de Botucatu, manifestaram preocupação com o que classificam como um “desmonte gradual” da formação oferecida pela unidade. Segundo os alunos, a redução na oferta de vagas semestrais e cortes nos vestibulinhos indicam risco de encerramento do curso, tradicional na cidade e considerado referência regional na formação de profissionais da saúde. A turma ingressante em fevereiro de 2025, com conclusão prevista para dezembro de 2026, pode ser uma das últimas a concluir a formação, caso o cenário não seja revertido.

De acordo com os estudantes, o curso possui forte reconhecimento pela qualidade técnica e pela formação prática, com destaque para estágios realizados em instituições de saúde do município, especialmente no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Botucatu (HCFMB). Eles destacam que a possível extinção ocorre em um momento de crescente demanda por profissionais da área, o que, segundo o grupo, contraria as necessidades do sistema público de saúde e da própria rede hospitalar regional.

Os alunos também ressaltam que Botucatu é considerada referência em serviços de saúde e participação em campanhas públicas ligadas ao Sistema Único de Saúde (SUS), incluindo ações durante a pandemia da COVID-19 e mobilizações no combate à dengue. Para eles, a formação de técnicos em enfermagem é essencial para manter a qualidade do atendimento prestado à população local e regional.

Diante da situação, os estudantes pedem que o Centro Paula Souza e o governo estadual reavaliem a decisão e garantam a continuidade do curso. Eles também solicitam apoio da comunidade e de autoridades locais para fortalecer a mobilização em defesa da permanência da formação técnica em enfermagem na cidade, considerada estratégica para a saúde pública regional.

A Rede Alpha entrou em contato diversas vezes com o diretor da ETEC Botucatu, Danilo César Ângelo, porém o mesmo não retornbou nenhuma das nossas ligações.

Projeto Astralis 2026 abre 15 vagas gratuitas para preparar alunos de Botucatu para o Colégio Embraer e a Colégio Técnico Industrial (ETEC)

O Projeto Astralis 2026 está com inscrições abertas para estudantes de escolas públicas de Botucatu que sonham em conquistar uma vaga no concorrido Colégio Embraer e no Colégio Técnico Industrial (ETEC). A iniciativa oferece preparação totalmente gratuita e inclusiva, com foco em alunos do 9º ano do Ensino Fundamental que apresentem bom desempenho escolar e alta motivação para o estudo. Ao todo, serão disponibilizadas apenas 15 vagas.

O programa tem como objetivo desenvolver competências e habilidades exigidas nos processos seletivos dessas instituições, consideradas referência na formação técnica e acadêmica. O processo seletivo será dividido em três etapas: inscrição online até 6 de março de 2026; prova objetiva no dia 8 de março, com 30 questões (15 de Português e 15 de Matemática); e entrevista individual nos dias 9 e 10 de março. Os 15 candidatos com melhor desempenho geral serão selecionados.

As aulas terão início em 12 de março de 2026 e serão realizadas no Cursinho Fractal, localizado na Rua Domingos Soares de Barros, nº 310, no Centro de Botucatu. O curso será dividido em dois semestres, com encontros às terças e quintas-feiras, das 15h10 às 17h40, totalizando cinco horas semanais de instrução.

A grade curricular contempla Língua Portuguesa e Redação, Matemática, Ciências Humanas e Ciências da Natureza, com conteúdo alinhado aos editais da Embraer (Vunesp) e ETEC. Os estudantes receberão material didático exclusivo, com apostilas, banco de exercícios e questões de provas anteriores. Também serão aplicados simulados bimestrais e haverá acompanhamento pedagógico individualizado.

Entre os diferenciais do Projeto Astralis estão a gratuidade total, corpo docente experiente, infraestrutura adequada e foco em resultados, com estimativa de aprovação entre 30% e 60% dos participantes.

Mais informações e o link para inscrição serão divulgados nos canais oficiais do projeto. Dúvidas podem ser esclarecidas pelo WhatsApp (14) 99735-7066.