Gaeco desarticula suposto esquema de R$ 10 milhões na Câmara de Catanduva

Uma megaoperação deflagrada pelo Ministério Público do Estado de São Paulo (MPSP), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), colocou a Câmara Municipal de Catanduva no centro de uma investigação sobre um suposto esquema milionário de desvio de recursos públicos. A ação, denominada “Operação Rei do Pix”, cumpriu mandados de prisão e busca e apreensão em diversas cidades paulistas.

Segundo as investigações, entre 2023 e 2024 teriam sido desviados pelo menos R$ 10 milhões dos cofres do Legislativo municipal. O esquema envolveria a criação de dezenas de empresas de fachada registradas em nome de parentes e pessoas ligadas aos investigados. Essas empresas seriam utilizadas para simular a prestação de serviços à Câmara e emitir notas fiscais fraudulentas para justificar pagamentos públicos.

Os investigadores também apontam indícios de fraudes em licitações e contratos superfaturados. De acordo com o Ministério Público, parte significativa dos valores pagos pelo poder público retornava aos integrantes da organização criminosa por meio de transferências financeiras e operações destinadas a ocultar a origem dos recursos. As suspeitas incluem crimes de peculato, lavagem de dinheiro, organização criminosa e fraude em contratos públicos.

Ao todo, foram cumpridos dez mandados de prisão e mais de 50 mandados de busca e apreensão em cidades como Catanduva, Bauru, Adamantina, Jaboticabal e São Paulo. A Justiça também determinou o bloqueio de bens dos investigados, chegando a R$ 20 milhões para alguns dos principais alvos da operação, além da apreensão de veículos e valores em dinheiro. A investigação segue em andamento e os envolvidos terão direito ao contraditório e à ampla defesa durante o processo.

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