O Paraguai tem se consolidado como destino para empresas brasileiras em busca de custos operacionais menores. Dados recentes apontam que 232 empresas do Brasil passaram a produzir no país vizinho desde 2007, aproveitando os benefícios oferecidos pelo chamado regime de maquila, voltado principalmente para a exportação.
O modelo permite que empresas estrangeiras instalem unidades produtivas no Paraguai com uma carga tributária reduzida e custos trabalhistas inferiores aos praticados no Brasil. Além disso, incentivos fiscais, energia mais barata e menos encargos sobre a folha de pagamento têm sido apontados como fatores decisivos para a migração de investimentos.
A maior parte dessas empresas atua em setores como têxtil, autopeças, plásticos, alimentos e bens de consumo. O movimento ganhou força nos últimos anos após o governo paraguaio ampliar incentivos para atrair indústrias estrangeiras e fortalecer sua base produtiva.
Especialistas avaliam que a busca por maior competitividade tem levado empresários brasileiros a considerar operações no Paraguai, especialmente em atividades industriais com alto consumo de energia e mão de obra. Em muitos casos, a produção é realizada no país vizinho e os produtos retornam ao Brasil para comercialização ou etapas finais de fabricação.
O crescimento das maquiladoras tem gerado debates sobre o ambiente de negócios brasileiro. Enquanto empresários destacam a necessidade de reduzir custos e burocracias para manter a competitividade, representantes de trabalhadores alertam para os impactos da transferência de fábricas e empregos para outros países da região.
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