Segurança

Gaeco desarticula suposto esquema de R$ 10 milhões na Câmara de Catanduva

Uma megaoperação deflagrada pelo Ministério Público do Estado de São Paulo (MPSP), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), colocou a Câmara Municipal de Catanduva no centro de uma investigação sobre um suposto esquema milionário de desvio de recursos públicos. A ação, denominada “Operação Rei do Pix”, cumpriu mandados de prisão e busca e apreensão em diversas cidades paulistas.

Segundo as investigações, entre 2023 e 2024 teriam sido desviados pelo menos R$ 10 milhões dos cofres do Legislativo municipal. O esquema envolveria a criação de dezenas de empresas de fachada registradas em nome de parentes e pessoas ligadas aos investigados. Essas empresas seriam utilizadas para simular a prestação de serviços à Câmara e emitir notas fiscais fraudulentas para justificar pagamentos públicos.

Os investigadores também apontam indícios de fraudes em licitações e contratos superfaturados. De acordo com o Ministério Público, parte significativa dos valores pagos pelo poder público retornava aos integrantes da organização criminosa por meio de transferências financeiras e operações destinadas a ocultar a origem dos recursos. As suspeitas incluem crimes de peculato, lavagem de dinheiro, organização criminosa e fraude em contratos públicos.

Ao todo, foram cumpridos dez mandados de prisão e mais de 50 mandados de busca e apreensão em cidades como Catanduva, Bauru, Adamantina, Jaboticabal e São Paulo. A Justiça também determinou o bloqueio de bens dos investigados, chegando a R$ 20 milhões para alguns dos principais alvos da operação, além da apreensão de veículos e valores em dinheiro. A investigação segue em andamento e os envolvidos terão direito ao contraditório e à ampla defesa durante o processo.

Maioria dos brasileiros apoia classificação de PCC e CV como organizações terroristas, aponta pesquisa

Uma pesquisa divulgada nesta quarta-feira (3) mostra que a maioria dos brasileiros vê de forma positiva a classificação do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas pelos Estados Unidos. Segundo o levantamento, 53% dos entrevistados consideram que a medida é benéfica para o Brasil. Outros 33% avaliam a decisão de forma negativa, enquanto 14% não souberam opinar.

O estudo foi realizado entre os dias 30 de maio e 1º de junho, por meio de entrevistas telefônicas em diversas cidades brasileiras. A pesquisa reflete a repercussão da decisão anunciada pelo governo norte-americano, que determinou a inclusão das duas maiores facções criminosas do país em sua lista de organizações terroristas.

A medida tem provocado intenso debate no Brasil. Defensores da classificação argumentam que PCC e CV exercem influência sobre territórios, promovem ações violentas e desafiam a atuação do Estado, características que, segundo esse entendimento, se aproximam das práticas adotadas por organizações terroristas.

Por outro lado, integrantes do governo federal e especialistas em segurança pública apontam que as facções devem continuar sendo tratadas dentro do arcabouço legal voltado ao combate ao crime organizado. Para esse grupo, a mudança de classificação pode gerar consequências jurídicas e diplomáticas que precisam ser analisadas com cautela.

O tema segue em discussão e deverá continuar mobilizando autoridades, especialistas e a opinião pública, especialmente diante dos possíveis impactos da medida no combate às organizações criminosas e na cooperação internacional em segurança pública.

Foto: O Globo

Homem é preso pela Lei Maria da Penha após agredir companheira durante discussão no Centro de Botucatu

Um caso de violência doméstica terminou com a prisão em flagrante de um homem na noite de terça-feira (2), na região central de Botucatu. A ocorrência foi registrada por volta das 23h43, na Rua General Telles, após acionamento do Centro de Operações da Polícia Militar (COPOM).

Ao chegarem ao endereço, os policiais militares conversaram com a vítima, que relatou ter sido agredida pelo companheiro durante uma discussão dentro da residência. Segundo a mulher, em meio ao desentendimento, o homem arremessou uma bolsa em sua direção, atingindo a região do olho esquerdo e provocando lesões superficiais. Ela informou ainda que reagiu para se defender das agressões, causando escoriações no agressor.

Após o atendimento da ocorrência, os policiais realizaram buscas e conseguiram localizar o suspeito. Tanto o homem quanto a mulher foram encaminhados para atendimento médico, onde foram constatadas lesões compatíveis com as versões apresentadas por ambos.

Na sequência, os envolvidos foram conduzidos ao Plantão Policial de Botucatu para o registro da ocorrência. Após a análise dos fatos, a autoridade policial ratificou a prisão em flagrante do acusado com base na Lei Maria da Penha.

O homem permaneceu detido e ficou à disposição da Justiça para as medidas legais cabíveis.

Mudança no comando do 12º BPM/I: Botucatu terá novo comandante da Polícia Militar

A Polícia Militar do Estado de São Paulo promoveu uma série de alterações em seus comandos regionais, conforme publicação realizada nesta quarta-feira (3) no Diário Oficial do Estado. Entre as mudanças anunciadas está a substituição do comando do 12º Batalhão de Polícia Militar do Interior (BPM/I), unidade sediada em Botucatu e responsável pelo policiamento de diversos municípios da região.

De acordo com a movimentação oficial, o tenente-coronel PM Alexander Cagliari Machado deixará a chefia do 12º BPM/I para assumir o comando do 31º BPM/I, localizado em Ourinhos.

Para ocupar o cargo em Botucatu, a corporação designou o tenente-coronel PM Marlus Guedes, que atualmente está à frente do 32º BPM/I. Apesar da nomeação já ter sido formalizada, ainda não foram divulgadas informações sobre o período em que o oficial permanecerá no comando da unidade.

As mudanças fazem parte de um processo de reestruturação administrativa dentro da Polícia Militar paulista.

A troca no comando do batalhão ocorre pouco tempo após outra mudança importante na estrutura local da corporação. Recentemente, o major PM Ricardo Cunha confirmou sua saída do comando da 1ª Companhia da Polícia Militar de Botucatu, responsável pelo policiamento de grande parte da área urbana da cidade.

Com a vacância do cargo, a expectativa é que a Polícia Militar divulgue nos próximos dias o nome do oficial que assumirá a liderança da 1ª Companhia.

O 12º BPM/I desempenha papel estratégico na segurança pública regional, coordenando ações de policiamento ostensivo, preventivo e de combate à criminalidade em Botucatu e em diversos municípios sob sua área de atuação.

 

Funcionários desviam tintas de empresa e causam prejuízo de R$ 100 mil em Botucatu

A Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Botucatu esclareceu um caso de furto qualificado que causou prejuízo estimado em cerca de R$ 100 mil a uma empresa do ramo de tintas instalada no município. A investigação teve início após a vítima identificar diferenças expressivas entre o estoque físico e os registros internos de mercadorias armazenadas em um depósito localizado na Rua Doutor Guimarães.

Durante as apurações, os policiais civis constataram o envolvimento de dois funcionários da empresa, suspeitos de utilizar um veículo corporativo para retirar e transportar latas e baldes de tinta de forma gradual ao longo de várias semanas. Segundo a investigação, um terceiro indivíduo, irmão de um dos funcionários, seria o responsável pela comercialização dos produtos furtados.

Com base nas provas reunidas, equipes do Grupo de Operações Especiais (GOE) cumpriram um mandado de busca e apreensão expedido pela Justiça. Durante a ação, parte da mercadoria subtraída foi localizada e recuperada. Os produtos recuperados foram avaliados em aproximadamente R$ 15 mil e posteriormente restituídos à empresa lesada.

Os suspeitos foram conduzidos à unidade policial, onde prestaram depoimento e confessaram participação no esquema. A Polícia Civil informou que as investigações prosseguem para a conclusão dos procedimentos de polícia judiciária e adoção das medidas legais cabíveis.

Polícia Civil

Mulher com mandado por pensão alimentícia é presa pela GCM no Jardim Paraíso, em Botucatu

Uma mulher que era procurada pela Justiça foi detida pela Guarda Civil Municipal (GCM) de Botucatu na região do Jardim Paraíso. A prisão ocorreu após uma denúncia recebida por meio do telefone 153, que levou as equipes a verificarem a situação informada.

De acordo com a corporação, a ocorrência foi repassada pelo Centro de Operações Integradas (COI). No local indicado, os agentes realizaram a abordagem da suspeita e, durante consulta aos sistemas de segurança, identificaram um mandado de prisão civil em aberto contra ela, decorrente de débito de pensão alimentícia.

Após a confirmação da ordem judicial, a mulher foi encaminhada ao Plantão Policial. A autoridade de plantão tomou conhecimento da ocorrência e confirmou a prisão, mantendo a capturada à disposição da Justiça.

A Guarda Civil Municipal ressaltou que a participação da população, por meio de denúncias e informações, é fundamental para auxiliar no trabalho de localização e captura de pessoas procuradas pelo Poder Judiciário.

Guarda Civil Municipal

Operação da Polícia Militar reforça fiscalização de trânsito em Botucatu

A Polícia Militar intensificou as ações de fiscalização de trânsito em diferentes regiões de Botucatu com o objetivo de ampliar a segurança viária, prevenir infrações e garantir maior tranquilidade à população.

As operações, conduzidas por equipes da 1ª Companhia do 12º Batalhão de Polícia Militar do Interior, concentram-se em áreas de grande movimentação de veículos e pedestres. Entre os locais que receberam reforço na fiscalização estão a Avenida Rafael Laurindo, no Jardim Paraíso, especialmente nas proximidades da rotatória e de estabelecimentos comerciais, além das avenidas Dante Delmanto e Leonardo Villas Boas.

De acordo com a corporação, as ações buscam coibir práticas que possam comprometer a segurança nas vias públicas, como direção perigosa, perturbação do sossego, condução de veículos por pessoas sem habilitação, modificações irregulares em automóveis e outras infrações previstas no Código de Trânsito Brasileiro.

Durante as operações, os policiais realizam abordagens preventivas, verificação de documentos pessoais e veiculares, inspeções nos veículos e demais procedimentos necessários para identificar possíveis irregularidades e responsabilizar infratores quando constatadas infrações.

A Polícia Militar ressalta que as fiscalizações têm caráter preventivo e fazem parte de uma estratégia voltada à preservação da ordem pública, à redução de riscos no trânsito e à promoção de um ambiente mais seguro para motoristas, passageiros, pedestres e moradores das regiões atendidas.

A corporação também destaca a importância da participação da população, tanto por meio do respeito às normas de trânsito quanto pela comunicação de irregularidades aos órgãos competentes, fortalecendo as ações de segurança no município.

Polícia Militar

Operação policial resulta em prisão e apreensão de armas e produtos agrícolas em área rural

Uma operação conjunta das forças de segurança em um município da região resultou na prisão de um homem procurado pela Justiça e na apreensão de armas de fogo, munições e outros materiais encontrados em uma propriedade rural. A ação ocorreu durante o cumprimento de uma ordem judicial expedida contra o suspeito.

No momento da abordagem, o homem foi informado sobre o mandado e, ao ser questionado, acabou indicando espontaneamente que mantinha armas de fogo em sua propriedade. As equipes se deslocaram até o local, onde foram encontradas diferentes armas, munições de calibres variados e materiais utilizados para recarga artesanal, como pólvora, chumbo e esferas metálicas. O suspeito assumiu a posse dos itens apreendidos.

Durante a mesma ação, também foram localizados produtos agrícolas sem comprovação imediata de origem, que foram recolhidos para investigação sobre possível irregularidade na procedência.

Diante da situação, foi dada voz de prisão em flagrante por posse irregular de arma de fogo, e foi arbitrada fiança, que não foi paga. Após os procedimentos legais, o homem foi encaminhado para atendimento médico de rotina e, em seguida, levado ao centro de custódia, onde permanece à disposição da Justiça.