Destaques

Familia que teve casa incendiada em Botucatu denuncia vereador Abelardo por invasão para fazer live

Uma situação envolvendo uma família vítima de incêndio no Jardim Santa Mônica, em Botucatu, gerou forte repercussão nas redes sociais nesta semana. O morador da residência destruída pelo fogo publicou um vídeo relatando indignação com a postura do vereador Abelardo, acusando o parlamentar de entrar no imóvel sem autorização para realizar gravações e uma transmissão ao vivo nas redes sociais.

O incêndio, que destruiu a casa da família, mobilizou uma corrente de solidariedade na cidade após a divulgação do caso pela Rede Alpha de Comunicação. Diversos moradores, profissionais e empresários da cidade passaram a colaborar com doações de móveis, alimentos, materiais de construção, elétrica, pintura entre outros serviços para ajudar na reconstrução da residência.

No vídeo divulgado nas redes sociais, o proprietário afirma que tentou contato com o vereador Abelardo logo após o incêndio, no intuito de obter uma ajuda, mas não teria recebido retorno no dia em que ele ligou e também não retornou nos dias seguintes que foram os mais difíceis enfrentados pela família. Segundo ele, somente após a repercussão pública do caso houve resposta.

“O que mais me chateou foi que ele entrou na minha casa sem minha autorização e fez vídeo lá dentro. Ficou parecendo que ele tinha feito tudo aquilo pela gente, mas não foi assim que aconteceu”, declarou o morador.

Ainda segundo o relato, no momento em que o vereador esteve no local, voluntários já realizavam serviços de recuperação da residência, incluindo reparos elétricos e pintura. O proprietário fez questão de agradecer nominalmente as pessoas que ajudaram a família, citando Fernando Bruder, Júlia Bruder, profissionais da área elétrica, pintores e diversos moradores que contribuíram com doações.

A família também afirmou que a reportagem exibida pela Rede Alpha foi fundamental para mobilizar a ajuda da população. “Se não fosse a reportagem mostrando nossa situação, muita coisa não teria acontecido”, afirmou.

A situação levantou debates nas redes sociais sobre limites éticos na atuação política em momentos de tragédia e vulnerabilidade social. Internautas questionaram o uso de imagens e transmissões em residências particulares sem autorização expressa dos moradores.

Até o momento, o vereador citado não havia se pronunciado oficialmente sobre as declarações feitas pela família.

Link do Vídeo:

youtube.com/watch?v=QO88IxTzod0&feature=youtu.be

 

 

 

Tribunal de Contas emite alerta para Prefeitura de Botucatu sobre contas e gastos públicos

O Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP) emitiu uma notificação de alerta para a Prefeitura de Botucatu após análise das contas públicas referentes ao período de novembro de 2025. O documento é direcionado ao prefeito Fabio Vieira de Souza Leite e aponta situações consideradas desfavoráveis na gestão fiscal e na aplicação de recursos da educação.

Entre os pontos destacados pelo TCE está a preocupação com a arrecadação e execução orçamentária do município, indicando tendência de possível descumprimento das metas fiscais previstas na Lei de Responsabilidade Fiscal. O órgão também alertou para a movimentação dos chamados “restos a pagar”, afirmando que os valores quitados ficaram abaixo do esperado e que ajustes devem ser feitos pela administração municipal.

Outro item citado envolve as despesas com pessoal. Segundo o Tribunal, houve aumento nos gastos em relação ao percentual apurado anteriormente, o que exige atenção da Prefeitura para evitar descumprimento das regras da Lei de Responsabilidade Fiscal.

Na área da educação, o TCE apontou irregularidades na aplicação de recursos do FUNDEB. O relatório afirma que o município apresentou percentual desfavorável tanto na utilização dos recursos gerais do fundo quanto nos valores destinados aos profissionais da educação básica. O Tribunal reforçou que a administração deve seguir as exigências legais para evitar possíveis sanções administrativas e até penais.

Possível sabotagem em prédio público gera tensão política em Pratânia no dia de julgamento da vereadora Sandra

A cidade de Pratânia amanheceu nesta segunda-feira (11) diante de um episódio grave, cercado de forte repercussão política e institucional, após a constatação de um possível ato criminoso praticado contra o sistema de energia elétrica do prédio público localizado na Rua Capitão João Batista, nº 254, imóvel pertencente à Prefeitura Municipal e utilizado simultaneamente para atividades culturais, administrativas e legislativas.

No local funcionam, paralelamente, a Biblioteca Municipal, o Museu Municipal e o Plenário da Câmara Municipal de Pratânia, espaço onde estava marcada para ocorrer, às 10h00 desta segunda-feira, sessão de julgamento da vereadora Sandra de Andrade Santos, em procedimento político-administrativo relacionado a acusações envolvendo atos de improbidade administrativa. A parlamentar também é conhecida no município por ser primeira-dama da cidade e esposa do prefeito Osmir José Felix.

Segundo informações preliminares recebidas pela Presidência da Câmara Municipal, o vereador Kendji Takeda Clemente Garcia foi surpreendido logo nas primeiras horas da manhã após ser informado de que os fios do quadro/relógio de energia do prédio teriam sido cortados de maneira aparentemente intencional, comprometendo o fornecimento de energia elétrica e colocando em risco a realização das atividades públicas previstas para a data.

O episódio ultrapassa a esfera de um simples dano material. A coincidência temporal entre o corte da energia e a realização de uma sessão de julgamento de elevada repercussão política inevitavelmente levanta questionamentos relevantes acerca da motivação do ato, especialmente porque a interrupção do fornecimento elétrico possuía potencial concreto para inviabilizar o funcionamento do plenário, prejudicar equipamentos essenciais, comprometer transmissões, sistemas administrativos e impedir o regular desenvolvimento das atividades legislativas.

Embora ainda não exista conclusão oficial das autoridades policiais acerca da autoria ou finalidade do ocorrido, o contexto em que os fatos se inserem torna inevitável a suspeita de que o episódio possa ter sido praticado com o objetivo de criar embaraços institucionais, tumultuar os trabalhos do Poder Legislativo ou até mesmo impedir a realização da sessão de julgamento programada para esta data.

A situação adquire contornos ainda mais delicados diante do fato de que não se trata de um prédio isolado da Câmara Municipal, mas de uma estrutura pública multifuncional pertencente ao Município, utilizada diariamente pela população para atividades culturais, educacionais e administrativas. Assim, eventual ação deliberada contra o sistema elétrico do imóvel não atingiria apenas o Poder Legislativo, mas potencialmente toda a coletividade local, afetando serviços públicos essenciais e o patrimônio público municipal.

Nos bastidores políticos da cidade, o episódio provocou imediata apreensão. A avaliação predominante é de que fatos dessa natureza representam grave ameaça à normalidade institucional, sobretudo quando coincidem com atos oficiais sensíveis e de elevado impacto político. Ainda que qualquer conclusão definitiva dependa de investigação formal, o caso já é tratado com extrema preocupação por agentes públicos e membros da comunidade local.

A Câmara Municipal deverá formalizar comunicação à Polícia Civil do Estado de São Paulo, requerendo a adoção de providências de polícia judiciária para apuração integral dos fatos, inclusive eventual perícia técnica, levantamento de imagens de segurança, identificação de autoria, motivação e circunstâncias da ocorrência.

A Presidência da Câmara também destacou que o episódio não impedirá a adoção das medidas necessárias para preservação da legalidade, continuidade dos trabalhos legislativos e proteção das instituições públicas municipais, ressaltando que qualquer tentativa de intimidação, sabotagem ou interferência no funcionamento regular do Poder Legislativo deve ser rigorosamente apurada dentro dos limites da lei e do devido processo legal.

Até o momento, não houve divulgação oficial de suspeitos ou confirmação pericial acerca da dinâmica exata do ocorrido.

Dramaturgo Alcides Nogueira critica má gestão e lamenta situação do Cine Teatro Nelli em Botucatu

O dramaturgo e autor de novelas Alcides Nogueira falou com exclusividade ao jornalista Fernando Bruder, da Rede Alpha, sobre a situação envolvendo o tradicional Cine Teatro Nelli, em Botucatu. Em seu depoimento, o escritor lamentou o cenário atual do espaço cultural e classificou o problema como consequência de anos de “má gestão”.

Segundo Alcides, o teatro foi criado por Armando Joel Nelli e Dona Alice Nelli, casal que lutou para transformar o local em uma importante referência cultural da cidade. Ele relembrou que, em determinado período, o grupo Pedutti ajudou na conclusão e estruturação do espaço, permitindo a convivência entre cinema e teatro. Com o passar dos anos, porém, o cinema teria assumido maior protagonismo dentro do local, enquanto o setor teatral perdeu espaço.

Durante a entrevista exclusiva concedida à Rede Alpha, o dramaturgo afirmou acreditar que a atual situação do Cine Teatro Nelli é resultado de sucessivas administrações problemáticas.

Não há dúvida de que as últimas diretorias tiveram muita culpa nisso. Má gestão, má gestão”, declarou. Para ele, o patrimônio cultural foi sendo “dilapidado” ao longo do tempo, prejudicando diretamente a cultura botucatuense.

Alcides também destacou a importância histórica do teatro para o circuito cultural paulista. Segundo ele, Botucatu fazia parte do corredor cultural do Estado de São Paulo, recebendo grandes companhias teatrais no palco do Nelli. O dramaturgo relembrou ainda um comentário da atriz Cacilda Becker, que teria classificado o espaço como “uma das salas mais bem equipadas e confortáveis da época, inclusive em comparação com teatros da capital paulista.”

Autor de peças apresentadas no local, Alcides Nogueira recordou sua ligação pessoal com o teatro, citando montagens como “Feliz Ano Velho” e “Gertrude Stein”, que passaram pelo palco botucatuense com grande participação do público.

Ao final da entrevista, o dramaturgo defendeu que a população busque respostas sobre o que aconteceu com o espaço cultural.

“Mais uma vez quem sofre é o ambiente cultural. A cultura sempre é jogada de lado”, concluiu.

Após reportagem da Rede Alpha, Prefeitura está resolvendo problema da lagoa de chorume no Jardim Santa Mônica

Uma antiga reivindicação dos moradores do Jardim Santa Mônica, na região sul de Botucatu, começou a receber atenção após a repercussão de uma reportagem publicada pelo Portal Alpha Notícias em dezembro de 2023. O local sofria há anos com alagamentos, esgoto a céu aberto e acúmulo de resíduos em um córrego próximo à Rua Carlos de Rosa.

Na época, moradores denunciaram que as estruturas improvisadas das pontes existentes no trecho não suportavam o volume de água durante os períodos de chuva. A situação provocava o transbordamento do córrego, formando um verdadeiro “caldeirão” de água da chuva misturada com esgoto e resíduos, gerando forte odor e preocupação com riscos à saúde pública.

Os transtornos se agravavam em dias de chuva intensa, quando a água chegava a cobrir a ponte e dificultava a passagem dos moradores. Segundo relatos da população, o problema persistia há mais de 30 anos sem solução definitiva, apesar de diversas solicitações encaminhadas ao poder público municipal.

Após a divulgação da matéria pelo Portal Alpha Notícias, moradores afirmaram que medidas começaram a ser tomadas para resolver a situação. Um dos moradores agradeceu publicamente a repercussão dada ao caso e destacou a importância da imprensa em dar visibilidade às demandas da comunidade.

“Fernando, muito obrigado! Quero agradecer a você e ao Portal Alpha Notícias por ter feito a matéria. O problema está sendo resolvido. Aqui não vai ter mais dengue, não vai ter mais problema ambiental, esgoto caindo lá no pesqueiro”, declarou um municipe.

O morador também ressaltou que a população da região sul frequentemente se sente esquecida pelo poder público e cobrou mais investimentos e políticas públicas para os bairros do setor.

A expectativa agora é de que as melhorias tragam mais segurança, qualidade de vida e eliminem os riscos ambientais e sanitários enfrentados há décadas pelos moradores do Jardim Santa Mônica.

Reforma do Cine Nelli apaga simbolo cultural e gera revolta em Botucatu

Uma intervenção de reforma qua há mais de um ano acontece em Botucatu, realizada durante as obras no Cine Teatro Nelli está provocando forte repercussão negativa entre moradores e agentes culturais da cidade. Segundo denúncias, a reforma autorizada pela Prefeitura de Botucatu resultou na raspagem do tradicional painel filogenético, uma obra que há décadas integrava a identidade visual do espaço.

De acordo com relatos, o painel — considerado por muitos como um símbolo da conexão entre arte, ciência e cultura local — não estava em estado irreversível e poderia ter passado por um processo de restauração. A decisão de removê-lo, no entanto, foi vista como precipitada e desrespeitosa com a memória cultural da cidade.

Artistas, produtores culturais e moradores se manifestaram nas redes sociais criticando duramente a ação. Para esse grupo, a eliminação do painel representa mais do que uma intervenção estética: seria um apagamento simbólico da história recente do teatro e da própria produção cultural botucatuense.

Era possível recuperar, preservar e valorizar. Optaram por apagar”, comentou um integrante do meio artístico local, refletindo o sentimento de indignação que cresce entre aqueles que acompanham a cena cultural da cidade.

O painel filogenético fazia parte da fase mais recente de ressignificação do teatro, marcando o espaço como um ponto de encontro entre diferentes expressões artísticas e o conhecimento científico — algo especialmente relevante em uma cidade com forte vocação universitária.

Até o momento, não houve detalhamento público por parte da administração municipal sobre os critérios técnicos que levaram à remoção da obra. A ausência de explicações tem intensificado as críticas e levantado questionamentos sobre a falta de transparência e de diálogo com o setor cultural.

A situação reacende um debate importante: qual é o limite entre modernizar e preservar? Para muitos, a reforma poderia ter sido uma oportunidade de valorização do patrimônio artístico local — e não de sua eliminação.

Agora, cresce a pressão para que a Prefeitura de Botucatu se posicione oficialmente sobre o caso e esclareça se houve estudo técnico, consulta a especialistas ou qualquer tentativa de conservação antes da raspagem do painel.

Enquanto isso, fica a pergunta que ecoa entre artistas e cidadãos:
Botucatu está evoluindo culturalmente — ou apagando a própria história?

 

Vereador Abelardo usa Tribuna da Câmara para criticar dirigentes da Rede Alpha de Comunicação

Durante a sessão da Câmara Municipal de Botucatu realizada nesta segunda-feira (4), o vereador Abelardo (Republicanos) voltou a gerar controvérsia ao utilizar a tribuna para difamar e críticar de forma contundentes e de caráter pessoal contra dirigentes da Rede Alpha de Comunicação. A manifestação ocorreu em plenário, com presença de público e transmissão oficial pela TV Câmara, ampliando a repercussão do episódio.

Segundo relatos, o parlamentar reagiu a conteúdos satíricos publicados pelo veículo de comunicação, especialmente ao quadro “Pisada do Saci”, que abordava sua queda de popularidade. Em resposta, o vereador passou a atacar diretamente a emissora e seus representantes, provocando constrangimento entre profissionais que acompanhavam a sessão para cobertura jornalística.

Abelardo utilizou a tribuna da Câmara Municipal durante seu pronunciamento para atacar a Rede Alpha. Disse que teria que falar “cara a cara”, “seja homem, seja mulher”, e não falar por trás, incitando os presentes contra a equipe de jornalismo. Ao sair da tribuna, o vereador foi até o auditório, pegou seu celular e filmou a equipe, dizendo, em tom ameaçador, que estava desmascarando os dirigentes da emissora.

O jornalista Fernando Bruder criticou a postura, apontando recorrência nesse tipo de conduta. De acordo com ele, o uso da tribuna tem sido desvirtuado para a realização de ataques a pessoas e grupos que manifestam opiniões divergentes. Já a diretora da Rede Alpha, Julia Bruder, relatou ter se sentido intimidada após o vereador se aproximar, filmá-la com o celular e afirmar, em tom elevado, que iria “desmascará-la”.

O episódio reacende o debate sobre os limites da atuação parlamentar e o uso adequado da tribuna legislativa, especialmente em relação ao respeito institucional e à liberdade de imprensa.

Possíveis violações legais e institucionais

A conduta descrita pode, em tese, esbarrar em diferentes normas do ordenamento jurídico e do regimento interno legislativo. Entre os principais pontos:

  1. Quebra de decoro parlamentar
    A Constituição Federal (art. 55) e os regimentos internos das câmaras municipais estabelecem que parlamentares devem manter conduta compatível com a dignidade do cargo. O uso da tribuna para ataques pessoais, intimidação ou exposição vexatória pode caracterizar quebra de decoro, sujeitando o vereador a apuração por Comissão de Ética.
  2. Abuso da imunidade parlamentar
    Vereadores possuem imunidade quanto às opiniões, palavras e votos no exercício do mandato (art. 29, VIII, da Constituição). No entanto, essa proteção não é absoluta. A jurisprudência entende que ela não deve ser utilizada para acobertar ofensas pessoais desvinculadas do interesse público ou do debate político relevante.
  3. Possíveis crimes contra a honra (Código Penal)
    Dependendo do teor das falas, podem ser configurados:
  • Calúnia (art. 138): imputar falsamente fato definido como crime;
  • Difamação (art. 139): atribuir fato ofensivo à reputação;
  • Injúria (art. 140): ofender a dignidade ou decoro da pessoa.

Se as declarações ultrapassarem a crítica política e atingirem a esfera pessoal, essas tipificações podem ser discutidas judicialmente.

  1. Intimidação e constrangimento
    A atitude de filmar alguém de forma ostensiva, com falas intimidatórias, pode ser interpretada como constrangimento ilegal (art. 146 do Código Penal), dependendo das circunstâncias e da intenção demonstrada.
  2. Violação a princípios da administração pública
    Ainda que não seja um ato administrativo direto, a postura pode contrariar princípios constitucionais como moralidade, impessoalidade e respeito à função pública (art. 37 da Constituição Federal), que também orientam a conduta de agentes políticos.
  3. Eventuais agravantes em caso de discriminação
    Caso se confirmem falas com teor misógino, como mencionado em relatos anteriores, pode haver enquadramento em legislações específicas que equiparam tais condutas a crimes de discriminação.

Considerações finais

Embora o debate político admita críticas contundentes, há limites legais e institucionais que visam preservar o respeito, a dignidade das pessoas e o bom funcionamento do ambiente legislativo. O uso da tribuna para ataques pessoais e intimidação pode não apenas comprometer a imagem do parlamento, mas também abrir espaço para responsabilização ética e judicial.

Se houver representação formal, o caso pode ser analisado pela Comissão de Ética da Câmara e, eventualmente, pelo Poder Judiciário.

 

Câmara de Botucatu rejeita envio de denúncia contra presidente Cula à Comissão de Ética

 

A Câmara Municipal de Botucatu analisou, em sessão realizada nesta semana, o requerimento protocolado pelo jornalista Fernando Bruder que solicitava a apuração de possíveis irregularidades envolvendo o presidente da Casa, vereador Cula. O documento tem como base apontamentos do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP), que indicam o suposto uso de veículo oficial para fins particulares nos anos de 2023 e 2024.

O requerimento foi rejeitado pelos vereadores e sequer foi lido pela mesa diretora, ato proibido pelo presidente que assumiu a presidencia da sessão, vereador Japa. O vereador Trigo solicitou a leitura do requerimento que não foi acatado pela mesa e os vereadores acabaram votando, sem a mesa ter feito a leitura do mesmo

No texto apresentado, Bruder defendia a instauração de procedimento por possível quebra de decoro parlamentar e uso indevido de bem público, além da solicitação de acesso aos registros de utilização dos veículos oficiais e eventual ressarcimento aos cofres públicos, caso as irregularidades fossem confirmadas. O jornalista também já havia protocolado representação junto ao Ministério Público, pedindo investigação sobre o caso.

Bruder declara que “reapresentará para a proxima sessão, o requerimento para que novamente seja apreciado pelos vereadores”

Com a decisão do plenário, o pedido de apuração interna na Câmara foi arquivado, ao menos por ora. Até o momento, o presidente da Casa, vereador Cula, não se manifestou publicamente sobre as denúncias.