Obras

Obra de asfaltamento parada gera reclamações e transtornos a moradores

Moradores das ruas Dr. Guimarães e Darciso Coneglian denunciaram a paralisação de uma obra de asfaltamento que estaria abandonada desde a última sexta-feira, dia 8 de maio. Máquinas e caminhões utilizados no serviço permanecem estacionados nas vias, causando transtornos e preocupação na vizinhança.

Segundo os relatos, parte da Rua Dr. Guimarães recebeu asfalto apenas até próximo de uma lombada, onde uma máquina continua parada, prejudicando a visibilidade durante a noite e aumentando o risco de acidentes. Já na Rua Darciso Coneglian, outros equipamentos e caminhões também seguem estacionados sem movimentação.

Os moradores afirmam ainda que a presença das máquinas acaba dificultando o estacionamento e obrigando motoristas a deixarem veículos sobre as calçadas. A população cobra providências das autoridades responsáveis e a retomada das obras no local.

Após reportagem da Rede Alpha, Prefeitura está resolvendo problema da lagoa de chorume no Jardim Santa Mônica

Uma antiga reivindicação dos moradores do Jardim Santa Mônica, na região sul de Botucatu, começou a receber atenção após a repercussão de uma reportagem publicada pelo Portal Alpha Notícias em dezembro de 2023. O local sofria há anos com alagamentos, esgoto a céu aberto e acúmulo de resíduos em um córrego próximo à Rua Carlos de Rosa.

Na época, moradores denunciaram que as estruturas improvisadas das pontes existentes no trecho não suportavam o volume de água durante os períodos de chuva. A situação provocava o transbordamento do córrego, formando um verdadeiro “caldeirão” de água da chuva misturada com esgoto e resíduos, gerando forte odor e preocupação com riscos à saúde pública.

Os transtornos se agravavam em dias de chuva intensa, quando a água chegava a cobrir a ponte e dificultava a passagem dos moradores. Segundo relatos da população, o problema persistia há mais de 30 anos sem solução definitiva, apesar de diversas solicitações encaminhadas ao poder público municipal.

Após a divulgação da matéria pelo Portal Alpha Notícias, moradores afirmaram que medidas começaram a ser tomadas para resolver a situação. Um dos moradores agradeceu publicamente a repercussão dada ao caso e destacou a importância da imprensa em dar visibilidade às demandas da comunidade.

“Fernando, muito obrigado! Quero agradecer a você e ao Portal Alpha Notícias por ter feito a matéria. O problema está sendo resolvido. Aqui não vai ter mais dengue, não vai ter mais problema ambiental, esgoto caindo lá no pesqueiro”, declarou um municipe.

O morador também ressaltou que a população da região sul frequentemente se sente esquecida pelo poder público e cobrou mais investimentos e políticas públicas para os bairros do setor.

A expectativa agora é de que as melhorias tragam mais segurança, qualidade de vida e eliminem os riscos ambientais e sanitários enfrentados há décadas pelos moradores do Jardim Santa Mônica.

Prefeito Fábio Leite criticou empresa por “serviço porco”, mas mantém contrato de R$ 2,6 milhões com a mesma construtora em Botucatu

Uma contradição envolvendo declarações públicas da administração municipal e contratos vigentes chama atenção em Botucatu. Após afirmar em vídeo divulgado nas redes sociais que não permitiria que empresas responsáveis por serviços “mal feitos e porcos” continuassem trabalhando para a Prefeitura, o prefeito Fábio Leite mantém ativo um contrato milionário com a mesma empresa anteriormente criticada publicamente.

A empresa Dellazari e Borlina Soluções Ltda foi alvo de críticas do próprio prefeito após falhas na pavimentação executada na Rua Veiga Russo e na Rua Carlos Corsi. Segundo a denúncia feita na época, a camada asfáltica apresentou deterioração em menos de dez dias após a conclusão da obra, executada ao custo aproximado de R$ 259 mil aos cofres públicos.

 

Na ocasião, o prefeito declarou:

Não vamos permitir que fornecedores desse tipo continuem prestando serviços à Prefeitura.”

Ele também afirmou que a Procuradoria Municipal havia sido acionada para notificar e responsabilizar a empresa pelos problemas apresentados.

Contrato milionário segue ativo

Apesar da declaração pública, dados do Portal da Transparência mostram que a mesma empresa segue contratada pela Prefeitura por meio do contrato nº 0418/25, no valor de R$ 2.666.022,99, para execução da primeira etapa da canalização do Córrego Tanquinho, dentro do projeto de revitalização viária da Avenida Vital Brasil com a Rua Tiradentes.

O contrato:

  • foi firmado após processo licitatório nº 025493/25
  • possui regime de execução por empreitada global
  • está vigente até novembro de 2026
  • permanece ativo sem registro público de suspensão contratual

A manutenção do vínculo contratual ocorre mesmo após manifestação pública do chefe do Executivo classificando serviços anteriores da empresa como inadequados.

Histórico anterior de problemas em obras públicas

As críticas à empresa não se limitaram à pavimentação recente. Sob o contrato nº 171/2023, no valor de R$ 9.826.467,21, com posteriores aditivos financeiros, a empresa foi responsável pela implantação de estruturas do Parque Linear de Botucatu.

Entre os problemas relatados por usuários e apontados em denúncias públicas estavam:

  • falhas na drenagem da pista de skate
  • água minando na pista de ciclismo
  • canalizações danificadas
  • falta de acabamento em diversos trechos
  • necessidade de correções estruturais após a entrega

Esses apontamentos reforçaram questionamentos sobre a qualidade da execução e a fiscalização contratual das obras.

Declarações políticas e responsabilidade administrativa

Durante a divulgação do vídeo sobre a obra da Rua Veiga Russo, o prefeito destacou que havia determinado providências administrativas contra a empresa responsável e afirmou que fornecedores com esse padrão de execução não permaneceriam atuando no município.

No entanto, a permanência da empresa como executora de obra estratégica de drenagem urbana levanta questionamentos sobre:

  • critérios de responsabilização contratual
  • eventual aplicação de penalidades administrativas
  • atuação da fiscalização técnica municipal
  • coerência entre discurso público e prática administrativa

Relembre a Reportagem:

 

Continuidade de contratos após críticas públicas

Outro ponto que chama atenção é que parte das obras executadas pela empresa ocorreu ainda durante o período em que o atual prefeito integrava o núcleo administrativo da gestão anterior do ex-prefeito Mário Pardini, tendo ocupado secretarias estratégicas como Administração, Fazenda e Governo.

Isso reforça o debate público sobre:

  • continuidade de fornecedores
  • fiscalização histórica dos contratos
  • controle de qualidade das obras públicas
  • responsabilidade compartilhada entre gestões

Questionamentos que permanecem sem resposta

Diante das declarações feitas pelo próprio prefeito e da permanência do contrato vigente com a empresa anteriormente criticada, permanecem questionamentos relevantes:

  • A empresa foi formalmente notificada?
  • Houve aplicação de multa contratual?
  • Existe processo administrativo sancionador aberto?
  • Houve impedimento de contratar com o município?
  • Quais garantias técnicas foram exigidas para continuidade da execução da obra atual?

A população aguarda esclarecimentos sobre quais medidas efetivamente foram adotadas após as críticas públicas feitas pela própria administração municipal e quais mecanismos de fiscalização estão sendo aplicados para garantir a qualidade das obras financiadas com recursos públicos.

Os dados do contrato também indicam quem são os responsáveis pela fiscalização da execução da obra da canalização do Córrego Tanquinho. Conforme registros administrativos, a fiscalização está atribuída ao secretário municipal de Infraestrutura, Rodrigo Colauto Taborda, ao secretário municipal adjunto de Infraestrutura, William de Oliveira e Silva, ao chefe da Divisão de Serviços Topográficos, Guilherme Henrique Gomes Valim, e ao engenheiro Eduardo Wochnik Silva.

A presença de quatro fiscais vinculados à Secretaria de Infraestrutura reforça que a obra possui acompanhamento técnico formal durante sua execução. No entanto, diante das críticas públicas feitas anteriormente pela própria administração municipal à empresa responsável por serviços considerados inadequados, cresce a expectativa sobre qual tem sido o papel efetivo da fiscalização técnica na verificação da qualidade dos serviços atuais e na eventual adoção de medidas administrativas caso irregularidades sejam identificadas.

Essas informações ampliam o debate público sobre a responsabilidade técnica e administrativa no acompanhamento de contratos milionários com recursos públicos, especialmente em situações nas quais já houve registros anteriores de problemas em obras executadas pela mesma empresa, aumentando a cobrança por transparência, controle e prestação de contas à população.

A reportagem da REDE ALPHA DE COMUNICAÇÃO segue acompanhando o caso.

Moradores denunciam entulho, falta de asfalto e abandono em trecho da Vila Ema

O jornalista Fernando Bruder esteve “in loco” após solicitação de moradores para verificar a situação de abandono em um trecho de continuidade da Rua Plácido Rodrigues Venegas, ligação importante entre os bairros Jardim Paraíso e Vila Ema, em Botucatu. O cenário encontrado reforça a indignação da população: acúmulo de entulho, restos de obras públicas, ausência de pavimentação e iluminação precária ao longo da via utilizada diariamente por estudantes e famílias da região.

Segundo relatos dos moradores, o trecho deveria ter recebido melhorias após intervenções no sistema de drenagem de águas pluviais realizadas durante a gestão do ex-prefeito Mário Pardini. No entanto, o que se observa hoje é uma área marcada por sucessivos problemas estruturais e sinais de planejamento incompleto. A promessa de continuidade da via e revitalização do acesso não se concretizou, transformando o local em um corredor improvisado e inseguro.

Durante a vistoria, a reportagem identificou grande quantidade de restos de calçamento, pedaços de asfalto, tubos de PVC, sacos de cimento e materiais de construção espalhados ao longo da passagem. Moradores afirmam que parte desses resíduos seria proveniente das próprias intervenções realizadas anteriormente na via principal, no Jardim Paraíso. Além disso, o mato alto e a inexistência de pavimentação dificultam a circulação, principalmente em dias de chuva.

Outro ponto que chama atenção é a presença de postes instalados no meio do trajeto, sem alinhamento adequado com o traçado da via, o que inviabiliza a continuidade planejada da rua e evidencia falhas de execução. A iluminação pública também é considerada insuficiente, aumentando a sensação de insegurança no período noturno.

O trecho é utilizado diariamente por estudantes de instituições próximas e por moradores que dependem do acesso como caminho alternativo entre os bairros. Apesar da importância da ligação, o local apresenta hoje características de abandono e falta de manutenção básica.

A situação gera ainda mais indignação por ocorrer em uma data simbólica para o município, o aniversário da cidade, momento em que moradores destacam a necessidade de atenção às demandas essenciais de infraestrutura urbana e zeladoria.

A população cobra providências urgentes da Prefeitura de Botucatu, incluindo:

  • retirada do entulho acumulado
  • limpeza e roçada do trecho
  • regularização da pavimentação
  • reorganização da rede de postes
  • melhoria da iluminação pública

Moradores afirmam que intervenções simples podem recuperar a funcionalidade do acesso e devolver segurança a quem utiliza diariamente o trajeto entre Jardim Paraíso e Vila Ema. Enquanto isso, o cenário atual reforça a cobrança por planejamento, manutenção e respeito ao uso do dinheiro público na infraestrutura urbana.

Centro municipal para idosos completa 2 anos de obra inacabada desde o governo do ex-prefeito Pardini

A construção do Centro de Longevidade Ativa no Jardim Continental vira símbolo de abandono para os idosos de Botucatu

Mesmo após cinco aditamentos, replanilhamentos e promessas públicas, a obra segue inacabada e denuncia falhas graves das gestões de Mário Pardini e Fábio Leite

O que deveria ser um marco para o envelhecimento ativo em Botucatu se transformou em um dos maiores símbolos de abandono da gestão pública recente. As obras do Centro de Longevidade Ativa (CLA) completam agora dois anos de atraso, sem previsão de conclusão, mesmo após sucessivos aditamentos contratuais, prorrogações e revisões de planilhas.

O empreendimento — fruto de parceria entre o Governo do Estado de São Paulo e a Prefeitura de Botucatu — teve início em 16 de outubro de 2023, com prazo contratual de 12 meses, segundo a placa fixada no local. Portanto, deveria ter sido entregue em outubro de 2024. Isso jamais ocorreu.

O contrato original (Concorrência Eletrônica 004/2023, Processo 33.476/2023), assinado ainda na gestão do ex-prefeito Mário Pardini, previa a construção completa do equipamento ao custo inicial de R$ 1.183.330,52. Desde então, a obra se arrasta sem avanço significativo, apesar de cinco aditamentos formais firmados entre 2024 e 2025.

Botucatu, que já não possui um único equipamento municipal de atendimento diário à pessoa idosa, segue deixando milhares de moradores acima de 50 anos desassistidos.

Cinco aditamentos mostram descontrole e falhas graves de gestão

A Prefeitura de Botucatu assinou cinco termos aditivos com a Construtora América Projetos e Empreendimentos Ltda., todos ampliando prazos — e alguns alterando planilhas e valores — revelando um histórico de atrasos generalizados.

A seguir, o panorama completo:

📌 1º ADITAMENTO – Nº 303/2024 (21/08/2024)

Tipo: Replanilhamento, aditivo e supressão

Aumento: + R$ 56.717,10

Supressão: – R$ 59.986,01

Novo valor: R$ 1.180.074,71

Indica erros prévios no projeto e necessidade de ajustes estruturais.

📌 2º ADITAMENTO – Nº 416/2024 (31/10/2024)

Tipo: Prorrogação de prazo

Prorrogação: + 4 meses (16/10/2024 a 15/02/2025)

Mostra que, mesmo antes do fim do prazo original, a Prefeitura já sabia que a obra não seria concluída a tempo.

 

📌 3º ADITAMENTO – Nº 052/2025 (03/04/2025)

Tipo: Aditamento de quantidade e prorrogação

Aumento: + R$ 6.013,19

Novo valor: R$ 1.186.726,76

Prorrogação: + 90 dias (16/02/2025 a 16/05/2025)

Evidencia novas falhas de execução e necessidade de ajustes no projeto.

 

📌 4º ADITAMENTO – Nº 143/2025 (28/05/2025)

Tipo: Prorrogação de prazo

Prorrogação: + 120 dias (17/05/2025 a 13/09/2025)

Em menos de dois meses após o último aditivo, novo atraso é oficializado.

 

📌 5º ADITAMENTO – Nº 321/2025 (25/09/2025)

Tipo: Prorrogação de prazo

Prorrogação: + 30 dias (14/09/2025 a 13/10/2025)

Mesmo com mais um mês extra, a obra continua paralisada até hoje, dezembro de 2025.

 

⏱️ SOMA TOTAL DE ATRASOS:

Deveria ser entregue em outubro de 2024.

Hoje estamos em dezembro de 2025. São mais de 22 meses de atrasos acumulados.

 

Irregularidades jurídicas e administrativas identificadas

A análise dos documentos aponta diversas irregularidades compatíveis com infrações previstas na Lei 14.133/2021 (nova lei de licitações):

1. Atraso injustificado e reiterado (infração grave)

O prazo original não foi cumprido.
Os aditamentos sucessivos demostraram que a empresa não conseguiu cumprir o cronograma.
O art. 156 da Lei 14.133 prevê penalidades como: multas, impedimento de contratar, rescisão unilateral. Nenhuma das penalidades foi aplicada.

2. Excesso de prorrogações

Cinco aditamentos para uma obra simples — um prédio público de pequeno porte — caracterizam falha grave de gerenciamento.

3. Falta de fiscalização adequada

Cada contrato deve ter um fiscal nomeado (art. 117).
O estado atual da obra mostra que a fiscalização existe apenas no papel.

4. Aditamentos sucessivos sem execução física proporcional

Mesmo após replanilhamentos e acréscimos de valor, o local está praticamente abandonado.

5. Responsabilidade compartilhada entre duas gestões

A Prefeitura ignorou atrasos desde o primeiro ano de obra e continuou prorrogando prazos sem justificativas plausíveis.

Responsáveis diretos: Pardini e Fábio Leite

 

👤 Ex-prefeito Mário Pardini

  • Foi quem licitou e assinou o contrato.
  • Deixou o prazo vencer sem cobrança pública ou multa.
  • Entregou a obra já atrasada e sem solução encaminhada.
  • O CLA é mais um exemplo do “pacote de obras inacabadas” herdado pela gestão seguinte.

 

👤 Prefeito Fábio Leite

  • Foi, durante a gestão Pardini:
  • Secretário de Administração,
  • Secretário de Governo,
  • Secretário da Fazenda.

Ou seja, participou diretamente da articulação administrativa do contrato.

Como prefeito: Visitou a obra em janeiro de 2025,

Prometeu publicamente que entregaria em seis meses,

Reforçou nas redes sociais que a obra seria concluída ainda em 2025.

Estamos em dezembro.

  • A obra não está pronta.
  • O prédio segue abandonado.
  • A promessa foi, no mínimo, enganosa.

 

A falta do equipamento agrava o abandono dos idosos da cidade

Botucatu não possui:

  • Centro-dia municipal para idosos,
  • Centro municipal de convivência,
  • Política estruturada de longevidade ativa.
  • O CLA preencheria uma lacuna histórica, oferecendo:
  • qualificação,
  • empreendedorismo,
  • convivência,
  • inclusão produtiva,
  • fortalecimento da autonomia para pessoas acima de 50 anos.

Sem o prédio em funcionamento:

  • os idosos continuam sem assistência pública local,
  • ações de inclusão deixam de existir,
  • o bairro da zona norte perde um equipamento fundamental,
  • e a cidade inteira é prejudicada.

O contrato já teve alterações de valor e repetidos atrasos sem qualquer penalidade à empresa. E inclusive continua ganhando outras licitações do município, sem term ao menos, terminado a que já está em andamento. A Empresa é a CONSTRUTORA AMÉRICA PROJETOS E EMPREENDIMENTOS LTDA do empresário de Botucatu,
Cezar Eduardo de Gouvea Peres, o mesmo proprietário da Empresa Reobote, também de Botucatu. Essas informações estão de acordo com as consultas feitas em bases públicas.

Alpha Notícias já alertava desde abril de 2025

  • A reportagem do Alpha Notícias, principal referência jornalística da região, já denunciava:
  • falha na fiscalização,
  • atraso injustificado,
  • risco de abandono da obra.
  • O alerta se tornou realidade.

 

O protesto: o “bolo de aniversário” da vergonha

Em ato simbólico, o jornalista Fernando Bruder levou um bolo ao local para marcar os dois anos de atraso.
No vídeo, ele questiona:

“Onde estão os vereadores? Por que a fiscalização não é feita? Mais uma obra inacabada do ex-prefeito Pardini que o atual prefeito não consegue entregar.”

O protesto viralizou e expôs, mais uma vez, a negligência do poder público.

 

Conclusão: Botucatu não pode aceitar o abandono de seus idosos

O Centro de Longevidade Ativa deveria ser um símbolo de cuidado.
Virou símbolo de abandono.

Dois anos atrás, prometiam futuro.
Hoje, entregam ruína, mato e entulho.

Os idosos de Botucatu esperam — e merecem — respeito.

E a pergunta que ecoa em toda a cidade continua sem resposta:

Quando o Centro de Longevidade Ativa será, finalmente, entregue?

Parque Linear do Lavapés custou mais de R$ 10 milhões e recebeu aditamentos de mais 342 mil, inclusive após a inauguração

O Parque Linear do Lavapés, em Botucatu, é uma das obras mais caras e controversas feitas pelo ex-prefeito Mário Pardini. E segue acumulando críticas da população que pede providências à Prefeitura.

Com apenas 340 metros de extensão, o que equivale a cerca de meros 3 quarteirões, o projeto já consumiu mais de R$ 10 milhões em recursos públicos e foi inaugurado no dia 29 de dezembro de 2024, no final dos 8 anos de mandato, do ex-prefeito Mário Pardini.

Quanto custou a obra e quem executou?

A obra do Parque Linear foi contratada por meio da Concorrência Pública nº 004/2022, que resultou no Contrato nº 171/2023, firmado com a empresa Dellazari & Borlina Soluções Ltda – ME (CNPJ 11.118.773/0001-93).

O contrato inicial de 22 de junho de 2023, foi de R$ 9.826.467,21. Houve 3 aditamentos registrados oficialmente até 2025, sendo:

  1. Aditivo 406/2024: assinado em 24 de outubro de 2024, com aditamento de valor;
  2. Aditivo 496/2024: assinado em 30 de dezembro de 2024, um dia após a inauguração do Parque, com aditamento de valor e ainda com prorrogação de prazo de 23/11/2024 a 21/02/2025;
  3. Aditivo 091/2025: assinado em 11 de abril de 2025 com aditamento e supressão de valores e prorrogação de prazo de 22/02/2025 a 23/04/2025

Valor contratual atualizado após os aditamentos com supressões e acréscimos técnicos, passou a ter o valor contratual final divulgado para R$ 10.168.746,57. Esses documentos (contrato e aditivos) estão disponíveis no Portal de Transparência da Prefeitura de Botucatu.

Isso significa que a obra recebeu R$ 342.279,36 em acréscimos ao longo de 2024–2025. E o prazo foi prorrogado por 113 dias além da inauguração.

Entretanto, poucos meses após a inauguração, o Parque Linear já apresentava falhas graves e estruturais, mesmo com os aditamentos feitos após a sua inauguração. Consta no documento oficial que o aditamento, n° 496/2024 foi assinado no dia seguinte da inauguração do Parque e com prorrogação de prazo até fevereiro de 2025. Já o aditamento de nº 091/2025 mostra que, além de ajustes administrativos e prorrogação de prazo até abril de 2025, além do acréscimo financeiro que foi justificado para:

  • Inclusão de itens complementares que não estavam previstos inicialmente no projeto de 2022, mas sem a especificação de quais itens;
  • Adequações no sistema de drenagem;
  • Correções nas estruturas já implantadas;
  • Readequação de serviços que, segundo o documento, “apresentaram necessidade técnica após avanço da obra”.

Contudo, esses itens são compatíveis, justamente, com vários dos problemas que ainda persistem no Parque. A população reclama que as falhas continuam sem solução efetiva, mesmo após este gasto adicional, e que as novas intervenções não surtiram efeito visível, mantendo situações como:

  • Juntas de dilatação do piso com rachaduras, o que sugere que a reestruturação realizada não resolveu totalmente o problema estrutural.
  • Parte do piso intertravado está desnivelado, com algumas peças soltas, representando risco de acidentes para pedestres e usuários;
  • A quadra poliesportiva ainda apresenta grama sintética solta e com buracos, que podem provocar lesões nos atletas;
  • A pista de skate acumula água, em grande quantidade, nos dias de chuva;
  • Bancos riscados e danificados, o que denota deficiência na entrega de acabamento e na manutenção do Parque;
  • Os banheiros e bebedouros com ausência de torneiras. No banheiro masculino, falta uma cuba na pia. Além de problemas nos acabamentos, indicando falha nas etapas finais da obra e no controle de qualidade;
  • Quase total falta de arborização com grandes áreas de sol intenso sem sombras, dificultando as pessoas de frequentar o parque durante o dia. As árvores que foram cortadas para a construção do Parque, não foram replantadas e os coqueiros que aparecem no projeto, não existem no espaço;
  • Falta de jardinagem e paisagismo do parque. Há plantas mortas, canteiros e vasos vazios. Evidenciando que não foi realizado o paisagismo adequado para recompor o verde, fazendo com que o Parque pareça, em partes, um grande corredor duro cimentado, sem a ambientação natural prometida no projeto e com visual de obra crua e inacabada.

Para os moradores, é inadmissível que uma obra tão cara, inclusive com aditamentos após a sua inauguração, continue com defeitos na sua estrutura. Além disso, outra questão que chama a atenção, é em relação à Prefeitura ter feito novos pagamentos para a obra ainda dentro do prazo de garantia. Ou seja, tanto na gestão de Pardini quanto na gestão do atual prefeito Fábio Leite, a Prefeitura autorizou, pagamentos para correções e adequações da obra recém inaugurada. E ainda mais estranho, é que foram pagos para a mesma empresa responsável pela obra, a Dellazari & Borlina Soluções em Construção Ltda.

Vale ressaltar que as obras de drenagem e construção dos gabiões para o canal do Rio Lavapés, na área do Parque Linear, foram executada por outra empresa, a Conteg Construções e Gabiões Ltda, através do contrato 309/23.

A empresa Dellazari & Borlina já executou várias obras no governo do ex-prefeito Pardini

A Dellazari & Borlina não é estranha aos contratos com o município. Há registros públicos de outras contratações e aditamentos envolvendo serviços de drenagem, implantação de aduelas, recapeamentos e adequações viárias.

No Portal de Contratos aparecem contratos e termos de aditamento que vinculam a empresa a várias obras de infraestrutura urbana na cidade, tais como:

  • Aduelas de concreto armado e gabiões no Condomínio Vale do Sol;
  • Execução de Av. Arquiteto Zenon Lotufo e Av. Maria Nazaré Roseiro;
  • Drenagem no Bairro Jardim Tropical;
  • Drenagens, guias, sarjetas e recapeamento asfáltico nas rua Veiga Russo e Carlos Corsi no Jardim Dona Nicota.

Em pelo menos em uma dessas obras, a do trecho da rua Veiga Russo, a qualidade do serviço foi criticada publicamente pelo próprio prefeito Fábio Leite, em vídeo, publicado nas suas redes sociais.

A Dellazari & Borlina foi alvo de duras críticas do prefeito Fábio Leite

A Dellazari & Borlina já foi alvo de duras críticas pelo próprio prefeito Fábio Leite, que chamou, publicamente, a empresa de “porca”, após falhas graves no recapeamento da Rua Veiga Russo, no Centro.

Contudo, o mesmo Fábio Leite participou de contratações anteriores da empresa, pois durante os 8 anos de governo Pardini, ocupou três secretarias estratégicas:

  • Secretaria de Governo;
  • Secretaria da Fazenda e
  • Secretaria de Administração.

Ou seja, antes de classificá-la como “porca”, o atual prefeito foi gestor em pastas responsáveis por assinar contratos, fiscalizar, planejar e autorizar obras realizadas pela mesma empresa Dellazari e Borlina.

Fiscalização sob suspeita

Moradores e especialistas apontam possíveis falhas na fiscalização e permissão de aditamentos para problemas de execução da obra. Dessa forma, é possível levantar outros questionamentos, tais como:

1. Quem foram os fiscais da obra?
2. Os relatórios de fiscalização existem? Eles não apontam os problemas estruturais?
3. Houve medição correta das etapas?
4. Por que foram liberados pagamentos se haviam defeitos?
5. Por que os fiscais permitiram que fossem pago novo aditamento, após a inauguração, sem acionar a garantia?

A soma desses fatores, em uma obra tão recente, indica possível falha de fiscalização de contrato, além de questionamentos sobre a necessidade dos aditamentos, tanto de valores quanto de prazos, feitos após inauguração, pelo ex-prefeito Pardini em dezembro de 2024; e por Fábio Leite, em abril de 2025.

Obra curta, custo alto e aditamentos suspeitos

O trecho de pouco mais de 300 metros, custou mais de R$ 10 milhões e ainda recebeu um aditamentos, após 4 meses da inauguração e mesmo assim continua apresentando defeitos.

Dessa forma, mais questões perfazem essa situação:

  • 1. Por que uma obra de valor tão alto foi inaugurada com tantos problemas estruturais?
  • 2. Por que a Prefeitura, no governo Pardini, não multou a empresa antes da inauguração e não exigiu que a empresa corrigisse as falhas sem custos, e mesmo assim realizou aditamento logo após a inauguração?
  • 3. Por que os mesmos problemas continuam após outro aditamento, já no governo Fábio Leite?

Infelizmente, as respostas ainda não foram dadas oficialmente. A Equipe de jornalismo da Rede Alpha de Comunicação procurou o prefeito Fábio Leite; a Secretária de Comunicação, Cinthia Al-Lage; o Secretário de Infraestrutura, Rodrigo Taborda e o Secretário de Zeladoria, Márcio (Dadá), mas nenhum deles deu qualquer explicação sobre o caso. Sem respostas oficiais, cresce a cobrança por transparência e responsabilização por parte da população.

A Rede Alpha de Comunicação publicou diversas matérias relacionadas à empresa e às obras executadas

A Rede Alpha já publicou várias matérias sobre essa empresa e as obras executadas por ela na cidade. Essas matérias trazem o relato de moradores, imagens e a posição do Executivo Municipal. Veja as principais reportagens que documentam os casos até o momento:

Problemas estruturais no recém inaugurado Parque Linear no Lavapés” — descreve rachaduras, piso fora de nível e falta de manutenção apontadas por usuários.

Link: https://www.alphanoticias.com.br/problemas-estruturais-no-recem-inaugurado-parque-linear-no-lavapes/

Empresas terceirizadas sem a fiscalização da Prefeitura só trazem prejuízos para Botucatu” — reportagem que cita a Dellazari & Borlina, registra crítica pública do prefeito e relata que a Procuradoria Municipal foi acionada para notificar a empresa sobre serviços considerados “muito mal feitos”. Nessa matéria há referência a trechos de recapear/obras de rua cuja qualidade foi questionada.

Link: https://www.alphanoticias.com.br/empresas-terceirizadas-sem-a-fiscalizacao-da-prefeitura-so-trazem-prejuizos-para-botucatu/

Prefeitura de Botucatu realiza reparos no Parque Linear após denúncias” — notícia sobre ações de manutenção adotadas pela administração municipal após as reclamações dos moradores.

Link: https://www.alphanoticias.com.br/prefeitura-de-botucatu-realiza-reparos-no-parque-linear-apos-denuncias/ 

A obra de mais de R$ 10 milhões, com extensão de apenas 340 metros, já apresentou defeitos em menos de 1 ano; recebeu aditamento de R$ 103 mil após a inauguração; continua com problemas; foi executada pela mesma empresa que o prefeito chamou de “porca”; e permanece sem solução, mesmo com todos os prazos de garantia vigentes. A população exige: transparência, correções imediatas, responsabilização da empresa, e explicação pública sobre o aditamento feito dentro da garantia.

Revitalização da Avenida Floriano Peixoto entra na reta final, mas acessibilidade incompleta e sem rampas para cadeirantes

A Prefeitura de Botucatu está na fase final das obras de revitalização e adequação da Avenida Floriano Peixoto, uma demanda aguardada há décadas pelos moradores do município. O prefeito Fábio Leite anunciou que a entrega oficial ocorrerá nesta quinta-feira, 20 de novembro. No entanto, uma reportagem da REDE ALPHA  realizada no final da tarde desta quarta-feira, 19 de novembro entre a Avenida Vital Brasil e a Rua Tiradentes mostra que diversos elementos essenciais ainda não foram concluídos.

Entre os pontos mais preocupantes está a acessibilidade. Embora o local já conte com piso tátil, a ausência de rampas de acesso — item básico previsto em legislação federal — chama atenção e gera dúvidas sobre a conformidade da obra com as normas vigentes. Em vários pontos, observa-se que o rebaixamento de guias não foi executado, o que compromete a mobilidade de pessoas com deficiência, idosos e usuários de cadeiras de rodas.

O Secretário de Zeladoria e Serviços, Márcio dos Santos, o Dadá, relatou à equipe da REDE ALPHA que a finalização do serviço de asfalto seria entregue hoje, porém ao ser questionado sobre a entrega da obra completa para a data de amanhã, disse não saber e não confirmou.

O que diz a legislação

A execução de calçadas e vias públicas acessíveis não é opcional, mas uma exigência legal em todo o território nacional.

A Lei Federal 10.098/2000, conhecida como Lei da Acessibilidade, determina a eliminação de barreiras e obstáculos urbanos, garantindo que rampas, pisos e mobiliário urbano permitam circulação segura para pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida.

O Decreto 5.296/2004, que regulamenta essa lei, reforça que vias públicas devem contar com rebaixamento de calçadas ou rampas acessíveis conforme normas da ABNT. O mesmo decreto também estabelece a obrigatoriedade de piso tátil direcional e de alerta.

A principal referência técnica é a Norma ABNT NBR 9050, que orienta sobre inclinação, medidas e padrões para rampas, guias rebaixadas, pisos e demais elementos de acessibilidade.

Além disso, muitos municípios complementam essas exigências com legislações próprias, determinando responsabilidades e padrões específicos para calçadas. Há também decisões judiciais que obrigam estabelecimentos e prefeituras a corrigirem falhas estruturais quando violam direitos de acessibilidade.

Entrega será completa ou apressada?

A obra na Avenida Floriano Peixoto é uma das mais esperadas pelos moradores, mas a ausência de itens básicos de acessibilidade levanta dúvidas sobre a qualidade e a responsabilidade técnica da entrega anunciada. A pergunta que fica é: A obra será realmente entregue de forma completa, com todas as alças de acesso finalizadas, ou a população receberá mais um serviço incompleto — o famoso serviço “porco”, expressão já usada pelo próprio prefeito ao criticar trabalhos de empresas terceirizadas da Prefeitura?

A expectativa agora é que os ajustes finais sejam feitos antes da inauguração, garantindo que a revitalização atenda plenamente às normas e ao direito de mobilidade universal.

Máquinas e servidores sa Prefeitura de Botucatu estão sendo usados em obra da Caio

Máquinas e funcionários da Prefeitura foram flagrados realizando obras no pátio do estacionamento privativo da empresa Caio Induscar, destinado exclusivamente aos seus colaboradores.

A denúncia, apurada pela Rede Alpha de Comunicação, coloca em xeque a gestão do prefeito Fábio Leite e do secretário de Infraestrutura Rodrigo Taborda, que agora podem responder por graves irregularidades administrativas.

De acordo com registros obtidos pela reportagem, tratores e caminhões da frota municipal, além de servidores da Secretaria de Infraestrutura, foram deslocados para executar serviços de pavimentação do estacionamento interno da empresa, em clara utilização de recursos públicos para favorecer interesses privados.

Especialistas ouvidos pela reportagem apontam que o caso pode configurar improbidade administrativa prevista na Lei nº 8.429/1992, que pune agentes públicos que permitam ou facilitem o uso de bens e serviços em benefício de particulares.

Também há indícios de violação da Lei de Responsabilidade Fiscal (Lei Complementar nº 101/2000), já que gastos de pessoal e de maquinário estariam sendo aplicados fora do interesse público. As consequências podem ir de multas e inelegibilidade até perda do cargo e suspensão dos direitos políticos do prefeito e do secretário.

A população reagiu com indignação:

“Enquanto a cidade sofre com buracos nas ruas e bairros sem manutenção, as máquinas da Prefeitura estão trabalhando para uma empresa milionária. Isso é um absurdo!”, declarou a comerciante Maria Helena dos Santos, moradora da Vila Maria.

Profissionais da área jurídica também reforçam a gravidade do caso.

O advogado, Dr. Thiago Devidé , foi enfático ao dizer: “Se comprovada a denúncia, trata-se de um flagrante uso do bens públicos para fins privados, algo que fere a moralidade administrativa e a ligalidade, não alcançando por assim dizer o interesse público. Logo, é passível de responsabilização civil, administrativa e até mesmo criminal.”

A equipe da Rede Alpha de Comunicação entrou em contato com a direção da Caio Induscar, com o prefeito Fábio Leite, o secretário de Infraestrutura Rodrigo Taborda e a secretária de Comunicação Cinthia Al-Lage, mas nenhum deles respondeu até o fechamento desta matéria.

Enquanto isso, cresce a pressão popular para que o caso seja investigado pelo Ministério Público e que a Prefeitura explique por que recursos de todos os contribuintes estariam sendo direcionados a uma empresa privada.