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Botucatu está entre os piores municípios em Inclusão Social

Botucatu figura entre as cidades com pior desempenho do Brasil em relação a Inclusão Social de acordo com o Índice de Progresso Social (IPS) Brasil 2025.

O IPS é um dos mais importantes indicadores que medem o desenvolvimento social e a qualidade de vida da população, indo além de dados econômicos como o PIB.

Ele avalia se as pessoas conseguem viver com dignidade, segurança, bem-estar e oportunidades reais, com base em resultados concretos na vida da população.

No Brasil, o IPS é elaborado de forma independente, inspirada no índice internacional Social Progress Index, e utiliza apenas dados oficiais de órgãos como IBGE, Ministério da Saúde (Datasus), TSE e CadÚnico.

O índice analisa todos os 5.570 municípios brasileiros, estruturando os dados, com pontuação de 0 a 100, em três dimensões:

1. Necessidades Humanas Básicas;
2. Fundamentos do Bem-Estar e;
3. Oportunidades

De acordo com os dados divulgados pelo IPS Brasil, o município de Botucatu, infelizmente, ocupa a 5.342ª posição entre os 5.570 municípios brasileiros, com nota 36,15 em 2025. Em 2024, ocupava 5304° lugar com a nota de 27,70.

Mesmo apresentando um leve aumento no ranking de 42 posições, esse ganho não foi susbtancial em comparação às outras cidades paulistas.

E infelizmente, o desempenho é considerado extremamente fraco quando comparado a cidades de porte e perfil econômico semelhantes e com outras cidades do Estado e da região da Cuesta.

Assim, esse resultado coloca Botucatu na parte mais baixa do ranking nacional e muito abaixo da média brasileira, que foi de 46,07 pontos, neste componente.

O IPS avalia não apenas renda ou crescimento econômico, mas a capacidade real dos municípios de garantir direitos, inclusão, segurança e oportunidades à população.

Inclusão social: onde Botucatu falha

O componente Inclusão Social integra a dimensão Oportunidades do IPS e analisa indicadores diretamente ligados à equidade, representatividade e proteção social.

No caso de Botucatu, os dados revelam fragilidades estruturais importantes:

1. Paridade de gênero na Câmara Municipal, evidenciando baixa representatividade de gênero no poder político local;
2. Paridade de negros na Câmara Municipal é classificada como relativamente fraca, evidenciando baixa representatividade racial no poder político local;
3. Indicadores de violência contra mulheres apresentam desempenho relativamente fraco, apontando taxas elevadas de ocorrências;
4. Violência contra a população negra e a violência contra povos indígenas aparecem como relativamente neutras, mas ainda distantes de um cenário considerado satisfatório.

O conjunto desses fatores contribui para a pontuação final extremamente baixa no ranking nacional.

Comparação com municípios semelhantes

O IPS Brasil agrupa municípios com faixa de PIB per capita semelhante para permitir comparações mais justas.

Nesse grupo de cidades com renda per capita de 55 a 56 mil, da qual Botucatu faz parte, a situação é ainda mais alarmante. Das 11 cidades, do Estado de São Paulo, que compõem esse grupo, Botucatu fica em último lugar em Inclusão Social.

Esse grupo inclui as seguintes cidades:

1. Aparecida d’Oeste: 96,20;
2. Mesópolis: 85,26;
3. Cafelândia: 63,15;
4. São José do Rio Pardo: 54,68;
5. Morungaba: 54,26;
6. Ubarana: 51,82;
7. Guararapes: 50,31;
8. Pirapozinho: 47,24;
9. Aguaí: 37,95;
10. Anhembi: 36,41
11. Botucatu: 36,15

Esse desempenho de Botucatu sinaliza que o problema não pode ser atribuído apenas a questões econômicas.

Em relação a cidades paulistas com população entre 150 a 200 mil habitantes, Botucatu continua entre as piores. Nesse grupo estão:

– Mogi Guaçu: 52,54;
– Itapecirica da Serra: 50,5;
– Franco da Rocha: 48,90;
– Santana do Parnaíba: 48,08;
– Ferraz de Vasconcelos: 46,75;
– Bragança Paulista: 42,23;
– Francisco Morato: 42,03;
– Pindamonhangaba: 40,27;
– Botucatu: 36,15

Botucatu aparece entre os piores desempenhos, mostrando que o problema também não pode ser atribuído a quantidade populacional, ficando a frente apenas de Itapetininga: 32,84; São Caetano do Sul: 28,58; Itu: 28,32 e Atibaia: 26,82.

Comparação com outras cidades da Região

Botucatu ocupa posição abaixo de outras cidades da região, tais como:

– Paranapanema: 84,61
– Areiópolis: 64,24
– Barra Bonita: 57,41
– Pardinho: 54,99
– Bofete: 51,92
– São Manuel: 50,58
– Itatinga: 49,39
– Pratânia: 40,14
– Bauru: 38,70
– Anhembi: 36,41
– Conchas: 30,83
– Avaré: 30,19
– Jaú: 27,89

Contraste com outros indicadores

O desempenho negativo, em inclusão social, contrasta com resultados mais positivos em outros componentes avaliados pelo IPS.

O município apresenta indicadores relativamente fortes em Acesso à Educação Superior, como proporção de trabalhadores com ensino superior e desempenho médio no Enem.

Ainda assim, os dados mostram que esse avanço educacional não têm se convertido em inclusão social efetiva, sobretudo para mulheres, negros e populações vulneráveis.

O que o ranking revela

Mais do que uma posição numérica, o 5.342º lugar expõe um alerta sobre a incapacidade das políticas públicas locais de enfrentar desigualdades estruturais.

O IPS Brasil 2025 evidencia que crescimento econômico, oferta de ensino superior ou infraestrutura urbana não são suficientes quando não há ações consistentes voltadas à proteção social, equidade de gênero e racial, segurança pública e representatividade política.

Em um ranking que avalia todos os municípios brasileiros, Botucatu passa a integrar o grupo das cidades que mais falham em garantir inclusão social, reforçando a necessidade de revisão profunda das prioridades e estratégias da gestão pública municipal.

O IPS é uma ferramenta essencial para as cidades brasileiras, porque permite diagnosticar desigualdades sociais, comparar municípios de forma justa e fortalecer a transparência e o controle social.

Mais do que medir crescimento econômico, o índice mostra se o desenvolvimento está, de fato, chegando às pessoas e contribuindo para uma sociedade mais justa, inclusiva e com oportunidades para todos.

Não basta constuir estradas, represas, ruas e prédios, se as pessoas não tem suas vidas melhoradas.

Não basta ter obras de infraestrutura, se essas obras não atendem às necessidades de todos os moradores.

Deslizamento de terra preocupa motoristas e empresas na Castelinho

A Rede Alpha de Comunicação esteve na Rodovia João Hipólito Martins, conhecida como Castelinho, para acompanhar de perto uma situação que começa a gerar preocupação. O local, que passou por uma grande reforma nos últimos meses e integra o chamado Complexo Botucatu — obra que trouxe avanços significativos para a mobilidade urbana da cidade — já apresenta problemas estruturais visíveis.

Nas proximidades do Parque Marajoara e do Parque Tupy, é possível observar deslizamentos de terra ao longo do barranco que margeia a rodovia. A área faz divisa com o Jardim Tupy, onde também estão instaladas empresas. O barranco, com altura estimada entre 20 e 30 metros, apresenta sinais evidentes de infiltração, agravados pelas chuvas recentes registradas no município, aumentando o risco de novos deslizamentos.

Especialistas apontam que uma das medidas preventivas seria a implantação de cobertura vegetal, como o plantio de grama, para ajudar na contenção do solo e reduzir os riscos ou até a aplicação de concreto jateado. Diante da situação, a Rede Alpha chama a atenção da Prefeitura de Botucatu para que notifique, com urgência, a empresa responsável pela obra. Embora o Complexo Botucatu seja uma intervenção do Governo do Estado de São Paulo, cabe ao poder público municipal intermediar e fiscalizar a comunicação além de exigir providências imediatas, especialmente considerando a existência de uma alça de acesso que liga diretamente a região do Parque Marajoara. A adoção de medidas rápidas e enérgicas é fundamental para garantir a segurança de motoristas, pedestres e trabalhadores que transitam diariamente pelo local.

Assista a Reportagem:

Falta de fiscalização em imóveis abandonados em botucatu trazem sérios riscos aos munícipes

Ao circular pelas ruas de Botucatu, situações recorrentes levantam um questionamento inevitável: Há, de fato, fiscalização eficiente das obras e estruturas urbanas na cidade? A dúvida ganha ainda mais peso quando se relembra o episódio que quase terminou em tragédia na Avenida Floriano Peixoto, onde parte de um prédio desabou sobre um ponto de ônibus. Mais de um ano após o ocorrido, o cenário no local continua preocupante e evidencia a ausência de providências efetivas por parte do poder público.

O endereço é conhecido da população. Trata-se de um espaço histórico da cidade, onde funcionou a antiga rodoviária de Botucatu e, posteriormente, estabelecimentos comerciais como uma casa de shows entre outros. Após o desmoronamento da parte superior do prédio, causado principalmente pela deterioração da estrutura e agravado pelas chuvas, esperava-se o isolamento da área e uma solução definitiva. No entanto, o que se viu foi a reinstalação do ponto de ônibus a poucos metros do local do acidente, justamente ao lado de outra estrutura igualmente comprometida, que também apresenta sinais claros de colapso.

Imagens aéreas e registros feitos no local mostram que o imóvel segue em condições precárias, com partes já cedendo recentemente. Mesmo assim, usuários do transporte coletivo aguardam diariamente o ônibus sob uma estrutura que representa risco iminente. Em um dos episódios, uma senhora chegou a se ferir no local. A pergunta que fica é até quando situações como essa serão toleradas: quantos acidentes, ou quantas vítimas fatais, serão necessárias para que providências concretas sejam tomadas?

A população cobra o mínimo: fiscalização rigorosa, isolamento imediato de áreas de risco e responsabilidade na tomada de decisões. O poder público não pode agir apenas após tragédias consumadas. Secretários, fiscais e gestores municipais têm a obrigação de zelar pela segurança da população, função para a qual são remunerados com recursos provenientes dos impostos pagos pelos próprios munícipes.

Botucatu pede socorro. Pede fiscalização, planejamento e respeito à vida. Um ato cotidiano, como aguardar um ônibus, não pode se transformar em um risco de morte. Cabe à população exigir seus direitos e ao poder público lembrar que sua função é servir, proteger e trabalhar em favor de quem sustenta a máquina pública: o cidadão.

 

Dr. Carlos Magno Fortaleza concede entrevista à Alpha sobre a vacinação contra a Dengue

 

Botucatu é escolhida para vacinação em massa contra a dengue após sucesso no combate à Covid, afirma diretor da FMB/Unesp

Botucatu será uma das primeiras cidades do Brasil a receber a vacinação em massa contra a dengue. A informação foi detalhada pelo diretor da Faculdade de Medicina de Botucatu (FMB/Unesp), Dr. Carlos Magno Fortaleza, em entrevista ao jornalista Fernando Bruder, da Rede Alpha de Comunicação, ontem 15/01. A ação é considerada estratégica pelo Ministério da Saúde e tem como base a experiência bem-sucedida do município durante a pandemia de Covid-19.

Segundo Dr. Fortaleza, a escolha de Botucatu não foi aleatória. “É um presente para o município, mas um presente que Botucatu fez por merecer”, afirmou. Ele revelou que, um dia antes do licenciamento da vacina contra a dengue, recebeu uma ligação do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, convidando a cidade a repetir a estratégia aplicada na vacinação contra a Covid. O objetivo, além de proteger os indivíduos vacinados, é demonstrar cientificamente que a imunização de uma parcela significativa da população é capaz de interromper a circulação do vírus no município.

Vacina tem alta eficácia e protege contra casos graves

De acordo com o Dr. Carlos Magno, a vacina utilizada apresenta 70% de eficácia contra a dengue em geral, 90% contra casos graves e 100% de proteção contra internações e mortes. “Nenhuma pessoa vacinada nos estudos foi internada ou morreu por dengue”, destacou. A expectativa é que, ao reduzir drasticamente a circulação do vírus, toda a população seja beneficiada, inclusive aqueles que não fazem parte da faixa etária inicialmente contemplada.

Além de Botucatu, apenas outras duas cidades brasileiras participarão dessa estratégia de vacinação ampliada: Maranguape, no Ceará, e Nova Lima, em Minas Gerais. Ao todo, existem atualmente cerca de 1,3 milhão de doses da vacina no Brasil, sendo 80 mil destinadas a cada município participante.

Meta é vacinar até 90% da população-alvo

Embora modelos matemáticos indiquem que 50% de cobertura vacinal já cause impacto significativo na circulação do vírus, a meta em Botucatu é muito mais ambiciosa. “Nós queremos atingir entre 80% e 90% da população de 15 a 59 anos”, afirmou o diretor. Segundo ele, se as 80 mil doses forem aplicadas, o município poderá praticamente eliminar a dengue, protegendo também idosos e crianças e evitando um novo colapso no sistema de saúde, como o ocorrido em 2024.

Doses não utilizadas poderão ser recolhidas

O diretor alertou que não haverá desperdício de vacinas. Caso a adesão seja menor do que a esperada, o Ministério da Saúde poderá recolher as doses não utilizadas para redistribuição em outros municípios. Por isso, a orientação é para que a população compareça logo no primeiro dia da campanha. “Não sabemos exatamente quando essas doses poderão ser recolhidas, mas o ministério já deixou claro que não permitirá desperdício”, reforçou.

Monitoramento rigoroso de efeitos adversos

Sobre a segurança do imunizante, Dr. Carlos Magno explicou que mais de 20 mil pessoas já foram vacinadas nos estudos sem registro de eventos adversos graves. O acompanhamento será feito tanto pela rede municipal de saúde quanto pelo Hospital das Clínicas da Unesp. “Os efeitos colaterais observados até agora não foram de grande gravidade, e o benefício de evitar internações e mortes é muito maior”, ressaltou.

Custos e recursos ainda estão em fase de repasse

Em relação aos recursos financeiros, o diretor informou que os repasses do Ministério da Saúde ainda não foram liberados. A expectativa é de um investimento entre R$ 1,5 milhão e R$ 2 milhões, possivelmente com recursos do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud). No momento, toda a operação está sendo viabilizada com recursos da Prefeitura de Botucatu e da Unesp, que estão arcando com logística, armazenamento e organização da campanha. Segundo ele, os valores já estão acertados com o ministério, restando apenas trâmites burocráticos para a liberação.

Vacinação acontece neste domingo

A vacinação em massa será realizada neste domingo, 18 de janeiro, das 8h às 17h, em diversas unidades de saúde espalhadas pela cidade, além de sistemas de drive-thru no Lageado e no campus da Unesp em Rubião Júnior, para agilizar o atendimento.

O público-alvo principal é a população de 15 a 59 anos, faixa etária considerada prioritária com base em estudos clínicos que comprovam a segurança e eficácia do imunizante. A vacina é aplicada em dose única, permitindo proteção rápida, inclusive para pessoas que já tiveram dengue anteriormente.

Acompanhe a entrevista na íntegra:

Mães relatam que receberam doações de carne da Prefeitura de Botucatu com odor podre

A Rede Alpha foi procurada por mães de alunos da rede municipal de ensino de Botucatu que denunciaram uma situação considerada alarmante envolvendo os kits de alimentação escolar distribuídos durante as férias de janeiro. O jornalista chefe da REDE ALPHA, Fernando Bruder, foi pessoalmente ouvir as mães de alunos que receberam a carne cedida pela Prefeitura de Botucatu. Segundo os relatos, a carne do tipo charque entregue às famílias apresentava cheiro extremamente forte, descrito como “insuportável” e “odor de carne podre”, levantando sérias preocupações sobre a segurança alimentar de crianças e adolescentes.

Moradora do Jardim Monte Mor,  Thalia, mãe de aluno da Rede Municipal de Ensino, relatou à reportagem que a justificativa apresentada inicialmente por representantes da Prefeitura seria de que a carne de charque possui cheiro mais forte por característica do produto. No entanto, ela rebate a explicação. “Carne do sol tem cheiro mais forte, mas dá pra distinguir. Isso aqui está insuportável. Começou a pingar um líquido da carne, um cheiro horrível. Isso é um descaso total entregar isso para crianças”, afirmou. Segundo ela, há relatos de que uma criança chegou a consumir a carne e precisou de atendimento médico. A distribuição dos kits teve início no dia 14 e seguiu até o dia 15 de janeiro, período em que, segundo Thalia, servidores das escolas não sabiam como agir diante das reclamações, já que todos os kits continham a mesma carne. Para a mãe, a situação aponta falha grave no armazenamento do alimento.

Outra mãe, Priscila, também moradora do Jardim Monte Mor, também confirmou o problema. Ela contou que retirou cinco peças de carne em dois dias diferentes e todas apresentavam o mesmo cheiro forte. “Sem condição. Nem prestei atenção na cor, na hora que abri já descartei no lixo”, disse. Priscila afirmou esperar providências da Secretaria de Educação e da Prefeitura. “É complicado, porque tem famílias que dependem desse kit para se alimentar”, desabafou.

A mãe Débora Reis, moradora do Jardim Ciranda e responsável pela publicação que viralizou nas redes sociais, explicou que o objetivo inicial não era fazer uma denúncia, mas entender se o problema era isolado. Ela contou que uma colega de trabalho a procurou perguntando se era normal o cheiro da carne. Ao verificar o próprio kit, Débora percebeu que o odor era o mesmo. “Não é cheiro de carne salgada. É cheiro de carne podre, cheiro de peixe podre. De 100% das mães que comentaram, cerca de 90% relataram que a carne estava estragada”, afirmou. Segundo ela, o produto estava dentro do prazo de validade, o que aumentou ainda mais a preocupação. Após a repercussão, Débora disse que foi procurada pelo Secretário de Educação e por um assessor do gabinete do prefeito Fábio Leite, que afirmaram que uma nutricionista iria até sua residência para averiguar a situação. “É o mínimo. Nenhuma família espera receber uma doação desse tipo”, declarou. Ela também relatou que uma mãe afirmou que a filha passou mal após consumir a carne e precisou ser atendida na Unesp.

A conselheira Talita Gutierrez do Conselho de Alimentação Escolar (CAE), acompanhou a reportagem da REDE ALPHA e confirmou que esteve na cozinha piloto, onde as carnes não apresentavam odor forte. No entanto, após sentir a carne levada por mães do Jardim Monte Mor, ela destacou a diferença. “Eu estava a mais de um metro de distância e sentia o cheiro de carne podre. Não é o mesmo cheiro da carne aberta na cozinha piloto”, afirmou. Talita também chamou atenção para o fato de uma carne seca estar “pingando líquido”, o que, segundo ela, não seria normal. Para a conselheira, não faz sentido um produto fabricado entre os dias 7 e 8 de janeiro já apresentar sinais de deterioração. “Algo aconteceu no caminho até chegar às casas dessas famílias”, pontuou.

Diante da gravidade dos relatos, a Rede Alpha de Comunicação reforça que aguarda um posicionamento oficial e transparente da Prefeitura de Botucatu. Para as mães e conselheiros, o mínimo esperado neste momento é o recolhimento imediato de todas as peças de carne distribuídas, a apuração rigorosa dos fatos e, caso confirmada qualquer irregularidade, a substituição dos alimentos por produtos seguros e adequados. Afinal, quando o assunto é alimentação escolar, não se trata apenas de logística, mas da saúde e da dignidade das crianças do município.

Confiram a Reportagem:

 

Mães relatam problemas em carne de kits de alimentação escolar em Botucatu

Mães de alunos da rede municipal de ensino de Botucatu recorreram às redes sociais nesta semana para denunciar uma situação alarmante envolvendo os kits de alimentação distribuídos pela Secretaria Municipal de Educação. Segundo os relatos, a carne do tipo charque entregue às famílias apresenta cheiro forte de podre, além de aspecto visivelmente deteriorado, levantando sérias preocupações quanto à segurança alimentar de crianças e adolescentes.

As denúncias se multiplicaram, acompanhadas de fotos, vídeos e relatos de mães que afirmam ter descartado o produto por medo de intoxicação alimentar. Em alguns casos, o alimento teria sido percebido como impróprio para consumo logo ao abrir a embalagem; em outros, o odor só se tornou evidente no momento do preparo.

Diante da gravidade dos relatos, o Conselho de Alimentação Escolar (CAE) foi acionado e, segundo informações apuradas, encontra-se neste momento reunido com o secretário municipal de Educação, Gilberto Marioto, e com a equipe responsável pela Cozinha Piloto, para averiguação das denúncias. Até o momento, no entanto, nenhum resultado preliminar foi divulgado oficialmente.

O silêncio do governo municipal chama atenção. A Rede Alpha procurou o prefeito Fábio Leite, o vice-prefeito e também secretário de Saúde, Dr. André Spadaro, o secretário de Educação Gilberto Marioto e a secretária de Comunicação Cinthia Al-Lage. Apesar de todos terem sido contatados, nenhuma autoridade se manifestou até o fechamento desta reportagem.

Não houve, até agora, qualquer esclarecimento público sobre pontos centrais do caso, como:

  • Se os produtos suspeitos serão recolhidos imediatamente; se foi realizada ou será realizada inspeção sanitária nos lotes distribuídos;
    se haverá exames laboratoriais para verificar a qualidade e a segurança da carne; se a Prefeitura já notificou ou responsabilizou os fornecedores; quais são as implicações legais e administrativas diante da possível distribuição de alimento impróprio; e, principalmente, quais orientações estão sendo dadas às famílias que receberam os kits.

A ausência de respostas oficiais agrava ainda mais a situação, sobretudo por envolver um programa de alimentação destinado a crianças, grupo especialmente vulnerável a riscos sanitários. Especialistas em saúde pública alertam que o consumo de alimentos deteriorados pode causar desde quadros leves de intoxicação até infecções graves, dependendo do tipo de contaminação.

Enquanto a Prefeitura se cala, mães seguem expostas à insegurança e à dúvida: descartar o alimento, denunciar, guardar para eventual perícia? Até agora, nenhuma diretriz foi apresentada pelo poder público.

A Rede Alpha seguirá acompanhando de forma rigorosa os desdobramentos deste caso, cobrando transparência, providências imediatas e responsabilidade das autoridades envolvidas. Assim que houver manifestações oficiais, laudos, decisões do Conselho de Alimentação Escolar ou medidas adotadas pela Prefeitura, a população será informada.

A alimentação escolar é um direito básico e uma política pública essencial. Qualquer indício de falha nesse sistema exige respostas rápidas, técnicas e, acima de tudo, públicas. O silêncio, neste caso, é inaceitável.

Caso de importunação sexual é registrado em empresa CAIO de Botucatu

 

Um caso de importunação sexual foi registrado na tarde desta segunda-feira (12) na empresa CAIO de Botucatu. A ocorrência foi atendida pela Guarda Civil Municipal após acionamento para averiguar uma denúncia de assédio no ambiente de trabalho.

Segundo o relato da vítima às autoridades, um colega de trabalho teria feito comentários de cunho sexual, considerados ofensivos, além de realizar gestos e insinuações de natureza íntima, o que teria causado constrangimento e abalo emocional. Após o episódio inicial, a vítima tentou se afastar, mas o suspeito ainda teria se aproximado novamente, reforçando o desconforto.

Abalada, a vítima procurou outro colega para relatar o ocorrido. Em um novo contato, ao questionar o comportamento do suspeito, teria recebido uma resposta evasiva, minimizando a situação. A Guarda Municipal foi acionada e conduziu as partes até a delegacia para os procedimentos legais.

O suspeito negou a intenção de assédio, afirmando que suas ações teriam sido mal interpretadas. No entanto, após análise dos depoimentos e das circunstâncias apresentadas, a autoridade policial entendeu que houve indícios suficientes para enquadramento no crime de importunação sexual, previsto no Código Penal.

O caso foi registrado como crime consumado, com lavratura de flagrante, e as medidas legais cabíveis foram adotadas. A investigação seguirá para apuração completa dos fatos.

Estacionar no Centro de Botucatu vai ficar ainda mais caro

Prefeitura reajusta tarifas do estacionamento rotativo e encarece ainda mais parar no Centro de Botucatu

Estacionar no Centro de Botucatu, que já é um desafio diário para motoristas, ficou ainda mais caro em 2026. A Prefeitura publicou o Decreto nº 13.785, de 7 de janeiro de 2026, assinado pelo prefeito Fábio Vieira de Souza Leite, que consolida os novos valores das taxas, tarifas e preços públicos praticados pelo município ao longo deste ano. A medida abrange diversos serviços, incluindo o estacionamento rotativo pago, conhecido como Parquímetro.

De acordo com o decreto, os valores constam na Tabela 10 – Secretaria de Zeladoria e Serviços – Trânsito. A tarifa passou a ser de R$ 1,10 por meia hora, R$ 2,20 por uma hora, R$ 3,30 por uma hora e meia e R$ 4,40 por duas horas. Também foi fixado o valor de R$ 15,30 tanto para a tarifa diária de caçambas para recolhimento de entulho quanto para a tarifa de pós-utilização (regularização).

A atualização dos preços, no entanto, não foi bem recebida por parte da população. Comerciantes e trabalhadores que dependem do estacionamento rotativo diariamente afirmam que o reajuste representa um gasto mensal significativo, não previsto no orçamento familiar. A principal crítica é a falta de ampla divulgação, as vagas que estão cada vez mais raras e debate prévio sobre o impacto financeiro da medida, especialmente em um momento de dificuldades econômicas para muitos moradores de Botucatu.