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Vereador Abelardo usa Tribuna da Câmara para criticar dirigentes da Rede Alpha de Comunicação

Durante a sessão da Câmara Municipal de Botucatu realizada nesta segunda-feira (4), o vereador Abelardo (Republicanos) voltou a gerar controvérsia ao utilizar a tribuna para difamar e críticar de forma contundentes e de caráter pessoal contra dirigentes da Rede Alpha de Comunicação. A manifestação ocorreu em plenário, com presença de público e transmissão oficial pela TV Câmara, ampliando a repercussão do episódio.

Segundo relatos, o parlamentar reagiu a conteúdos satíricos publicados pelo veículo de comunicação, especialmente ao quadro “Pisada do Saci”, que abordava sua queda de popularidade. Em resposta, o vereador passou a atacar diretamente a emissora e seus representantes, provocando constrangimento entre profissionais que acompanhavam a sessão para cobertura jornalística.

Abelardo utilizou a tribuna da Câmara Municipal durante seu pronunciamento para atacar a Rede Alpha. Disse que teria que falar “cara a cara”, “seja homem, seja mulher”, e não falar por trás, incitando os presentes contra a equipe de jornalismo. Ao sair da tribuna, o vereador foi até o auditório, pegou seu celular e filmou a equipe, dizendo, em tom ameaçador, que estava desmascarando os dirigentes da emissora.

O jornalista Fernando Bruder criticou a postura, apontando recorrência nesse tipo de conduta. De acordo com ele, o uso da tribuna tem sido desvirtuado para a realização de ataques a pessoas e grupos que manifestam opiniões divergentes. Já a diretora da Rede Alpha, Julia Bruder, relatou ter se sentido intimidada após o vereador se aproximar, filmá-la com o celular e afirmar, em tom elevado, que iria “desmascará-la”.

O episódio reacende o debate sobre os limites da atuação parlamentar e o uso adequado da tribuna legislativa, especialmente em relação ao respeito institucional e à liberdade de imprensa.

Possíveis violações legais e institucionais

A conduta descrita pode, em tese, esbarrar em diferentes normas do ordenamento jurídico e do regimento interno legislativo. Entre os principais pontos:

  1. Quebra de decoro parlamentar
    A Constituição Federal (art. 55) e os regimentos internos das câmaras municipais estabelecem que parlamentares devem manter conduta compatível com a dignidade do cargo. O uso da tribuna para ataques pessoais, intimidação ou exposição vexatória pode caracterizar quebra de decoro, sujeitando o vereador a apuração por Comissão de Ética.
  2. Abuso da imunidade parlamentar
    Vereadores possuem imunidade quanto às opiniões, palavras e votos no exercício do mandato (art. 29, VIII, da Constituição). No entanto, essa proteção não é absoluta. A jurisprudência entende que ela não deve ser utilizada para acobertar ofensas pessoais desvinculadas do interesse público ou do debate político relevante.
  3. Possíveis crimes contra a honra (Código Penal)
    Dependendo do teor das falas, podem ser configurados:
  • Calúnia (art. 138): imputar falsamente fato definido como crime;
  • Difamação (art. 139): atribuir fato ofensivo à reputação;
  • Injúria (art. 140): ofender a dignidade ou decoro da pessoa.

Se as declarações ultrapassarem a crítica política e atingirem a esfera pessoal, essas tipificações podem ser discutidas judicialmente.

  1. Intimidação e constrangimento
    A atitude de filmar alguém de forma ostensiva, com falas intimidatórias, pode ser interpretada como constrangimento ilegal (art. 146 do Código Penal), dependendo das circunstâncias e da intenção demonstrada.
  2. Violação a princípios da administração pública
    Ainda que não seja um ato administrativo direto, a postura pode contrariar princípios constitucionais como moralidade, impessoalidade e respeito à função pública (art. 37 da Constituição Federal), que também orientam a conduta de agentes políticos.
  3. Eventuais agravantes em caso de discriminação
    Caso se confirmem falas com teor misógino, como mencionado em relatos anteriores, pode haver enquadramento em legislações específicas que equiparam tais condutas a crimes de discriminação.

Considerações finais

Embora o debate político admita críticas contundentes, há limites legais e institucionais que visam preservar o respeito, a dignidade das pessoas e o bom funcionamento do ambiente legislativo. O uso da tribuna para ataques pessoais e intimidação pode não apenas comprometer a imagem do parlamento, mas também abrir espaço para responsabilização ética e judicial.

Se houver representação formal, o caso pode ser analisado pela Comissão de Ética da Câmara e, eventualmente, pelo Poder Judiciário.

 

Câmara de Botucatu rejeita envio de denúncia contra presidente Cula à Comissão de Ética

 

A Câmara Municipal de Botucatu analisou, em sessão realizada nesta semana, o requerimento protocolado pelo jornalista Fernando Bruder que solicitava a apuração de possíveis irregularidades envolvendo o presidente da Casa, vereador Cula. O documento tem como base apontamentos do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP), que indicam o suposto uso de veículo oficial para fins particulares nos anos de 2023 e 2024.

O requerimento foi rejeitado pelos vereadores e sequer foi lido pela mesa diretora, ato proibido pelo presidente que assumiu a presidencia da sessão, vereador Japa. O vereador Trigo solicitou a leitura do requerimento que não foi acatado pela mesa e os vereadores acabaram votando, sem a mesa ter feito a leitura do mesmo

No texto apresentado, Bruder defendia a instauração de procedimento por possível quebra de decoro parlamentar e uso indevido de bem público, além da solicitação de acesso aos registros de utilização dos veículos oficiais e eventual ressarcimento aos cofres públicos, caso as irregularidades fossem confirmadas. O jornalista também já havia protocolado representação junto ao Ministério Público, pedindo investigação sobre o caso.

Bruder declara que “reapresentará para a proxima sessão, o requerimento para que novamente seja apreciado pelos vereadores”

Com a decisão do plenário, o pedido de apuração interna na Câmara foi arquivado, ao menos por ora. Até o momento, o presidente da Casa, vereador Cula, não se manifestou publicamente sobre as denúncias.

Mais um acidente registrado na rotatória em frente ao Supermercado Confiança em Botucatu

Um novo acidente foi registrado na rotatória localizada em frente ao Supermercado Confiança, em Botucatu, na manhã deste domingo, 03/05, reacendendo o debate sobre a segurança viária no trecho. Moradores e motoristas que circulam pela região relatam que situações como essa têm se tornado cada vez mais frequentes nos últimos meses.

Desde a inauguração do supermercado, o acesso pela rotatória permaneceu fechado por um período. No entanto, após a liberação realizada pela Semutran, o fluxo de veículos aumentou consideravelmente no local. A mudança, segundo usuários da via, contribuiu para uma sequência de acidentes, especialmente em horários de maior movimento.

Outro fator que agrava o problema é o comportamento de parte dos motoristas, que passaram a utilizar o acesso do mercado como rota alternativa para chegar à Vila Assumpção. A escolha ocorre principalmente para evitar um trajeto mais longo, que inclui vias próximas ao Pronto Socorro Adulto. Com isso, a rotatória passou a concentrar um volume de trânsito acima do previsto inicialmente para o local.

A situação não é isolada. Especialistas e moradores apontam que o trânsito em Botucatu enfrenta desafios estruturais, como ruas com sinalização considerada confusa e retornos distantes — em alguns casos, superiores a um quilômetro. Embora parte dessas dificuldades esteja relacionada ao crescimento histórico de uma cidade com mais de 170 anos, há críticas quanto ao planejamento urbano recente.

Para muitos, o problema vai além das características antigas do município e envolve diretamente decisões do poder público. A cobrança é por soluções mais amplas e eficazes, que priorizem a segurança e a fluidez do trânsito, evitando que pontos críticos, como a rotatória do Confiança, continuem registrando ocorrências frequentes.

Motorista foge após destruir poste e lixeira no Centro de Botucatu durante a madrugada

Um acidente registrado na madrugada deste sábado (02) chamou a atenção de moradores na região central de Botucatu. De acordo com relatos, um veículo colidiu em frente a sua residência, na Rua Pinheiro Machado nas proximidades da CPFL, e deixou um rastro de destruição antes de fugir do local.

Segundo as informações, o impacto foi suficiente para destruir uma lixeira e danificar um postinho de transito na Rua Pinheiro Machado. Após a batida, o motorista responsável não permaneceu no local, caracterizando possível evasão, o que revoltou moradores e comerciantes da região.

O morado autorizou a divulgação do caso e pede que, caso alguém tenha informações ou imagens que possam ajudar na identificação do veículo, entre em contato. A situação levanta preocupação sobre a segurança no trânsito durante a madrugada no centro da cidade.

Secretário de Infraestrutura Rodrigo Taborda anuncia saída da Prefeitura pelas redes sociais em meio a denúncias sobre obras na CAIO

O secretário municipal de Infraestrutura de Botucatu, Rodrigo Taborda, surpreendeu ao comunicar, na manhã desta quinta-feira (01/05), por meio de suas redes sociais — em uma publicação alusiva ao Dia do Trabalhador — que está encerrando suas atividades à frente da pasta. A declaração, feita diretamente à população, ocorre antes de qualquer confirmação oficial por parte da Prefeitura, que até o momento não divulgou nota sobre a exoneração.

A saída acontece em um contexto de forte pressão, após o Ministério Público acatar uma denúncia que aponta possível uso irregular de equipamentos e servidores públicos da Prefeitura dentro das instalações da CAIO.

De acordo com a denúncia, recursos públicos — incluindo maquinário e mão de obra de servidores — teriam sido empregados em benefício da empresa privada Caio-Induscar, o que pode configurar desvio de finalidade e violação direta aos princípios que regem a administração pública. A aceitação da denúncia pelo Ministério Público indica a existência de indícios suficientes para abertura de investigação formal.

O fato de o próprio secretário anunciar sua saída nas redes sociais, sem qualquer comunicado institucional prévio, levanta questionamentos sobre a condução do caso dentro do governo municipal e a transparência na gestão. A ausência de posicionamento oficial da Prefeitura até o momento reforça o clima de incerteza e alimenta cobranças por esclarecimentos.

Caso as irregularidades sejam confirmadas, especialistas apontam que as consequências podem ser graves, incluindo ações por improbidade administrativa, ressarcimento ao erário e sanções políticas.

Enquanto isso, a população de Botucatu acompanha com atenção os desdobramentos. O episódio expõe não apenas uma possível irregularidade, mas também uma crise de comunicação e governança dentro da administração municipal, que ainda não explicou oficialmente nem a saída do secretário nem os fatos investigados.

Jornalista Fernando Bruder protocola requerimento na Câmara de Botucatu contra presidente Cula por suposto uso irregular de veículo oficial

O jornalista Fernando Bruder protocolou, nesta terça-feira (30), um requerimento na Câmara Municipal de Botucatu solicitando a apuração de possíveis irregularidades envolvendo o presidente da Casa, vereador Cula. A medida tem como base denúncias divulgadas pela Rede Alpha, que apontam o suposto uso de veículo oficial para fins particulares.

Segundo a reportagem, o caso já é alvo de apontamentos do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP), que identificou indícios de utilização do carro da Câmara para deslocamentos de caráter pessoal, incluindo registros associados à residência do parlamentar, nos anos de 2023 e 2024. O relatório referente a 2025 ainda não foi concluído.

Diante da gravidade dos fatos, Bruder afirma que decidiu levar o caso além da esfera midiática. “Trata-se de uma questão de honra, ética e responsabilidade com o dinheiro público”, declarou. Ele também informou que já havia protocolado, no dia 28 de abril, uma representação junto ao Ministério Público, solicitando a investigação do caso.

No documento apresentado à Câmara, o jornalista pede a instauração de procedimento pela Comissão de Ética por possível quebra de decoro parlamentar e uso indevido de bens públicos. Entre os requerimentos, estão ainda o impedimento do vereador Cula de participar ou interferir na tramitação do processo, a leitura do pedido em plenário e a submissão do caso à deliberação dos demais vereadores.

O texto também solicita que a Câmara disponibilize todos os registros de uso dos veículos oficiais, incluindo dados de rastreamento, e que eventuais irregularidades sejam imediatamente cessadas. Bruder pede ainda a apuração das responsabilidades administrativas, políticas e civis e, caso as denúncias sejam confirmadas, o ressarcimento integral dos valores aos cofres públicos.

O caso agora depende da análise dos vereadores em plenário, que deverão decidir sobre a abertura de investigação formal.

Até o momento do fechamento dessa matéria o Presidente da Câmara de Botucatu, vereador Cula, não se manifestou sobre a situação.

Pronto-Socorro Adulto expõe uso político de cargos e salários elevados na “fiscalização” da saúde em Botucatu

 

Em meio a uma série de denúncias sobre o atendimento no Pronto-Socorro Adulto (PSA) de Botucatu, a Prefeitura decidiu nomear e manter três assessores políticos atuando diretamente dentro da unidade de saúde. A justificativa oficial é de que eles exerçam funções de “fiscalização” e contribuam para a “humanização” do atendimento.

A medida ocorre após reportagens da Rede Alpha de Comunicação revelarem o recebimento de dezenas de reclamações semanais, principalmente relacionadas à demora no atendimento aos pacientes.

Os três nomeados fazem parte da base política do prefeito Fábio Leite e têm em comum o fato de não terem sido eleitos nas eleições municipais de 2024. São eles: Fernando Aparecido Carmoni, Assessor de Gabinete II; Antonio Carlos Francisco, conhecido como Biro Árbitro, Assessor de Gabinete I; e Dáurio Pereira de Oliveira, nomeado como Subprefeito de Vitoriana. Todos são servidores comissionados, com salários pagos com recursos públicos, cujos dados constam no Portal da Transparência Municipal.

Apesar dos cargos formais, os três assessores desempenham atividades dentro do Pronto-Socorro Adulto que não guardam relação direta com suas atribuições legais. Segundo apuração da Rede Alpha, a atuação chamada de “humanização” se resume a tarefas operacionais, como empurrar cadeiras de rodas, macas, distribuir copos descartáveis e circular pelo hospital abordando pacientes — muitas vezes conhecidos pessoais — questionando “se poderiam ajudar”, o que gera desconforto e a percepção de possível favorecimento indevido no atendimento.

O caso mais emblemático envolve Dáurio Pereira de Oliveira, que consta na folha de pagamento da Prefeitura como Subprefeito de Vitoriana, com carga horária de 40 horas semanais e salário mensal de R$ 7.445,56, lotado formalmente na Secretaria Municipal de Saúde. No entanto, durante visita do jornalista Fernando Bruder à Subprefeitura de Vitoriana, a secretária informou não conhecer o subprefeito, afirmando que outra pessoa exerceria a função, sem presença diária no local. Apesar disso, Dáurio cumpre escala noturna no Pronto-Socorro Adulto, exercendo atividades alheias à função de subprefeito.

 

Situação semelhante ocorre com Antonio Carlos Francisco (Biro Árbitro), servidor vinculado à Secretaria de Esportes, nomeado como Assessor de Gabinete I, com salário mensal de R$ 7.460,89. Mesmo não sendo da área da saúde, ele atua em escala vespertina no PSA, desempenhando as mesmas funções informais de “humanização”.

Fernando Aparecido Carmoni, Assessor de Gabinete II, está lotado oficialmente no Gabinete do Prefeito e recebe R$ 4.602,17 por 40 horas semanais. Ele atua diariamente no período da manhã dentro do Pronto-Socorro Adulto, também vinculado ao serviço de “humanização”, sem formação técnica ou atribuição legal na área da saúde.

A presença constante desses três assessores políticos dentro do hospital tem causado desconforto entre médicos, funcionários e pacientes. Eles transitam livremente por áreas internas da unidade, inclusive locais de acesso restrito, o que levanta questionamentos sobre segurança, sigilo médico e possível acesso indevido a informações sensíveis dos prontuários dos pacientes. Em diversas ocasiões, segundo relatos, a equipe da Rede Alpha foi abordada pelos assessores ao comparecer ao local para apurar denúncias de atraso e falhas no atendimento.

Outro ponto que tem gerado forte indignação popular é o custo mensal dessa estrutura paralela. Somados, os salários dos três assessores totalizam R$ 19.508,62 por mês, o que representa um gasto anual de aproximadamente R$ 234 mil aos cofres públicos. Considerando os quatro anos da atual gestão municipal, o custo estimado dessa função informal chega a cerca de R$ 936 mil, valor que, segundo especialistas da área, seria suficiente para custear centenas de plantões médicos ao longo do mesmo período.

Tudo isso ocorre em um momento em que médicos e profissionais da saúde denunciam salários defasados, sobrecarga de trabalho e precarização do atendimento no Pronto-Socorro Adulto. Diante do cenário, cresce a cobrança da população por explicações claras da Prefeitura de Botucatu sobre a legalidade, a necessidade e a real efetividade da atuação desses assessores, bem como sobre os critérios adotados para a utilização de recursos públicos em meio a uma crise que afeta diretamente a vida dos pacientes.

A Rede Alpha de Comunicação segue acompanhando o caso e aguarda posicionamento oficial da Prefeitura, do prefeito Fábio Leite e dos órgãos de controle e fiscalização.

Tribunal de Contas do Estado de São Paulo investiga Presidente da Câmara Cula por uso de carro oficial como veículo particular desde 2023

Relatórios revelam prática repetida por anos, uso de servidores públicos e gastos pagos com dinheiro da população

Um novo capítulo de polêmica atinge a Câmara Municipal de Botucatu. Relatórios do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP) escancaram um cenário grave: veículos oficiais teriam sido utilizados como transporte particular pelo presidente da Casa, vereador Cula (Antonio Carlos Vaz de Almeida).

A denúncia não é pontual. Segundo os documentos, a prática ocorreu de forma repetida ao longo de 2023 e 2024, mesmo após alertas do órgão de fiscalização.

Carro oficial virando carro particular

Os relatórios são diretos: registros da frota apontam diversas viagens com destino descrito como “casa do presidente”, indicando que os veículos públicos eram usados para deslocamentos pessoais.

Na prática, isso significa que um bem pago com dinheiro público pode ter sido transformado em meio de transporte privado.

Reincidência que agrava o caso

O que mais chama atenção é que o problema não foi corrigido.

O Tribunal de Contas aponta que a irregularidade já havia sido identificada anteriormente, mas voltou a acontecer, sendo classificada como reincidente — um fator que aumenta a gravidade do caso.

Conta para o contribuinte

O uso indevido não é apenas uma questão administrativa — ele pesa no bolso da população.

Entre os impactos apontados estão:

  • Combustível pago com dinheiro público
  • Desgaste e manutenção dos veículos
  • Estrutura da Câmara utilizada para fins particulares

Ou seja, segundo o Tribunal, há indícios de gasto público para benefício pessoal.

Motoristas a serviço particular?

Outro ponto preocupante: motoristas da Câmara teriam sido utilizados para atender os deslocamentos do presidente, o que pode caracterizar uso indevido de servidores públicos.

Falta de transparência levanta suspeitas

Para agravar a situação, o Tribunal também aponta falhas na divulgação de informações sobre o uso da frota, dificultando o acompanhamento pela população.

Sem transparência, o controle social fica comprometido — e as dúvidas aumentam.

Possível violação de princípios públicos

De acordo com o TCE-SP, as condutas identificadas ferem princípios básicos da administração pública, como:

  • Legalidade
  • Moralidade
  • Impessoalidade
  • Transparência

E agora?

Diante dos apontamentos, o caso pode ter desdobramentos sérios. Especialistas apontam que situações como essa podem, em tese, configurar:

  • Desvio de finalidade
  • Uso indevido de recursos públicos
  • Possível improbidade administrativa

A reportagem procurou o Presidente da Câmara, Vereador Cula para sua manifestação, porém até o fechamento da matéria nenhum retorno havia sido feito. O espaço segue aberto para esclarecimentos.


REPERCUSSÃO

O caso deve gerar forte repercussão entre moradores e órgãos de controle, já que envolve o uso de recursos públicos em benefício direto de agente político.