Apesar da ascensão de novos slots, jogos clássicos como o “velho do raio” mantêm presença entre brasileiros; regulamentação e saúde mental são foco.
O mais recente levantamento da plataforma de bet KTO mostra que os brasileiros mantêm um equilíbrio entre nostalgia e inovação na escolha dos jogos de slots. A análise comparou o desempenho de títulos clássicos e novos ao longo de 2025 e apontou que, embora as novidades dominem em número de rodadas jogadas, os clássicos ainda apresentam multiplicadores mais altos e forte apelo entre apostadores fiéis.
Segundo o estudo, os slots clássicos registraram multiplicadores até quatro vezes maiores que os novos, com destaque para Sugar Rush 1000. Já os novos títulos, como os da série Fortune, lideram em popularidade: o Fortune Tiger representou sozinho mais de 39% dos usuários ativos na plataforma.
Os clássicos, contudo, ainda oferecem as maiores taxas de retorno e mantêm apostas médias mais baixas, entre R$ 1,90 e R$ 2,59. O padrão é associado à busca por estabilidade e familiaridade nos jogos.
Entre os slots tradicionais, o Gates of Olympus, conhecido como “velho do raio”, continua a ocupar espaço de destaque no cassino da KTO. O jogo, centrado na figura de Zeus, ficou em 7º lugar no ranking de popularidade da KTO em outubro, com 22,7% dos jogadores ativos e multiplicador máximo de 5.000x.
Mesmo diante da popularidade dos novos títulos da série Fortune, o “velho do raio” mostra resistência. Lançado pela Pragmatic Play, o jogo mantém engajamento elevado graças à sua mecânica de quedas e multiplicadores acumulativos, que podem ampliar ganhos ao longo de uma rodada. Em 2025, o Gates of Olympus se manteve entre os dez slots mais acessados da plataforma, confirmando que os clássicos ainda têm força entre o público brasileiro.
Regulamentação
Desde julho de 2024, o Ministério da Fazenda consolidou novas regras para jogos de aposta online, incluindo slots, roletas e jogos do tipo crash. A portaria exige que as plataformas licenciadas operem com endereço “.bet.br” e determina certificação técnica dos jogos, transparência nas regras e proibição de prêmios “misteriosos”.
Para os slots, as diretrizes obrigam a exibição clara das combinações vencedoras e dos multiplicadores de prêmios. Já os jogos de colisão, como o popular “aviãozinho”, devem indicar valores de resgate e proibir formatos físicos. A regulamentação também estabeleceu o mínimo de 85% de retorno em prêmios para as operadoras, em tentativa de equilibrar a competitividade do setor e proteger o apostador.
Apostas ilegais
Mesmo com o avanço da regulação, seis em cada dez apostadores brasileiros ainda recorrem a plataformas ilegais. De acordo com pesquisa do Instituto Locomotiva, 61% dos usuários fizeram apostas em sites irregulares em 2025, muitos sem perceber que estavam fora do ambiente licenciado.
O estudo “Fora do Radar”, apoiado pelo Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR), estimou que de 41% a 51% do mercado de apostas online no país ainda é ilegal, provocando perdas anuais de até R$ 10,8 bilhões em arrecadação. As táticas usadas por operadores irregulares incluem domínios semelhantes aos legais e publicidade com influenciadores.
A Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA) mantém lista pública dos sites autorizados, que devem adotar sistemas de reconhecimento facial, limite de tempo e valores, além de mecanismos de autoexclusão. A adesão às regras é obrigatória desde janeiro de 2025.
Teleatendimento em saúde mental
As consequências negativas das apostas para alguns jogadores levaram o governo a lançar o primeiro programa público voltado à saúde mental de apostadores. A partir de 2026, o SUS passará a oferecer teleatendimentos especializados por meio de parceria com o Hospital Sírio-Libanês.
O programa faz parte de um acordo entre os ministérios da Saúde e da Fazenda e prevê 450 atendimentos mensais, com possibilidade de expansão. Também será criada uma plataforma de autoexclusão nacional para bloqueio de CPFs e o Observatório Brasil Saúde e Apostas Eletrônicas, que reunirá dados sobre padrões de vício.
Segundo o Ministério da Saúde, o número de pessoas atendidas por transtornos ligados a apostas cresceu 54% entre 2023 e 2024. A meta é identificar precocemente casos de compulsão e oferecer suporte integrado dentro da rede pública.
Com a popularização das plataformas licenciadas, o mercado brasileiro de apostas online se encontra em transição. Entre as novas regras, a expansão dos serviços de apoio psicológico e o sucesso contínuo de títulos como o Gates of Olympus, o popular “velho do raio”, o país se equilibra entre o entretenimento digital e a necessidade de responsabilidade social.
Foto: Julie Ricard/Unsplash
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