Artigos do Autor: Fernando Bruder

Homem é preso no Jardim Itamarati por descumprir medida protetiva e ameaçar companheira

Na noite da última sexta-feira (14), a Guarda Civil Municipal de Botucatu prendeu um homem de 49 anos no Jardim Itamarati, em cumprimento a um mandado de prisão preventiva expedido pela Justiça. A ação aconteceu na Rua Benjamin Figueiredo e foi registrada pela Polícia Civil.

Durante abordagem de rotina, os guardas consultaram os dados do suspeito e confirmaram que havia contra ele uma ordem judicial em aberto, motivada por descumprimento de medida protetiva e ameaça, com base na Lei Maria da Penha e no artigo 147 do Código Penal.

Diante da constatação, os agentes deram voz de prisão. O homem foi levado para avaliação médica e não apresentava lesões. A companheira do detido, que se encontrava no local, foi devidamente informada sobre o motivo da condução.

Concluídos os trâmites legais, o indivíduo foi encaminhado à Cadeia Pública de Itatinga, onde permanece à disposição da Justiça, aguardando audiência de custódia.

Guarda Civil Municipal

Educação na Berlinda por Bahige Fadel

A educação sempre esteve na berlinda. Leigos e especialistas sempre encontram um motivo para dar seus pitacos sobre a educação brasileira. E na maioria das vezes é sobre a avaliação escolar e/ou aprovação-retenção. O interessante é que se fazem as críticas e as ‘soluções’ encontradas raramente são criativas. Na maioria das vezes, a ‘solução’ está no retorno ao passado, como se no passado a educação fosse algo maravilhoso.

Lá no meu tempo de aluno – isso faz muito tempo! – havia cento e oitenta dias de aula. Em junho, havia exames parciais. Em julho, eram férias escolares. Voltava-se em agosto. As aulas iam até o final de novembro, sendo que no final do ano havia os exames finais, que eram escritos e orais. Ah! Estava esquecendo: havia quatro aulas por dia, com intervalos de dez minutos entre uma aula e outra. Eu não me lembro direito, já que eu era criança, mas deviam criticar a educação daquele tempo. Em seguida, os especialistas acharam que deviam aumentar o número de dias letivos.

Passamos para duzentos dias. Depois, aumentaram para cinco aulas diárias. Depois, para seis. Depois, inventaram a escola de tempo integral. Modernização nos processos de avaliação. Novas tecnologias. Novos métodos. Didática avançada. Moderníssima. E com isso, a educação melhorou? Segundo os críticos, não.
No século XVI, o insuperável Camões escreveu:
Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades,
muda-se o ser, muda-se a confiança;
todo o Mundo é composto de mudança,
tomando sempre novas qualidades.

Quer dizer: esse negócio de mudar é comum no ser humano. A pessoa muda o jeito de se vestir, de falar, de pensar… Há aquelas que gostar de mudar os móveis da casa. Gostam de reformar a casa, mesmo que ela não esteja precisando de reforma. Há pessoas que gostam até de mudar o tempero da comida. São as novas qualidades do poeta. E essas mudanças trouxeram alguma melhoria? Não obrigatoriamente. Trouxeram ‘novas qualidades’, segundo o poeta. Novas características. Se elas são melhores ou piores, é preciso analisar. Segundo os críticos, as mudanças mais recentes da educação não estão dando os melhores resultados.

Uma coisa está me deixando encucado: todo mundo fala de avaliação, de promoção automática, de mudança curricular, da falta de colaboração da família, mas pouquíssimas vezes ouço falarem da qualidade das aulas. Será que se promovessem mais capacitação, atualização dos professores e especialistas da educação, a educação não melhoraria? De nada adianta tirar o celular do aluno, se não lhe oferecerem algo melhor. Se o aluno estava usando o celular, porque a aula não lhe era interessante, sem o celular a aula continuará sendo desinteressante. O que fazer, então, para que a aula seja interessante para o aluno? Em primeiro lugar, essa aula tem que ser de qualidade. Em segundo lugar, tem que ser útil. Cabe à escola e à família mostrar ao aluno a utilidade das aulas.
Se não fizerem isso, podem mudar o que quiserem, que os problemas continuarão.

Bahige Fadel

Câncer de pele: Adesivo “percebe” risco da doença

Cuidar da pele vai muito além da preocupação com a aparência. A identificação precoce de alterações cutâneas permite um diagnóstico mais assertivo do que pode ser uma doença grave, como câncer. A atenção contínua, portanto, muitas vezes significa o início rápido de um tratamento, o que amplia as chances de recuperação. Entretanto, os métodos usados atualmente para detectar o câncer de pele não são tão acessíveis, pois dependem de atendimento em clínicas especializadas.

Diante desse contexto, cientistas da Faculdade de Medicina da Universidade Wake Forest, nos Estados Unidos, criaram um adesivo vestível inovador, que dispensa o uso de bateria e chip. O acessório mede, de forma simples e não invasiva, as propriedades elétricas (bioimpedância) de lesões na pele, independentemente do tom. Dessa forma, ele consegue distinguir com precisão áreas saudáveis de manchas suspeitas, identificando sinais elétricos específicos. A pesquisa foi publicada na revista npj Biomedical Innovations. 

Mohammad J. Moghimi, professor assistente de engenharia biomédica da Universidade Wake Forest e líder do estudo, afirmou, em nota, que o dispositivo aplicado à pele foi desenvolvido para ser acessível, confortável e simples de utilizar, inclusive fora de ambientes clínicos. “Ele pode permitir que pacientes e profissionais monitorem áreas suspeitas e procurem atendimento com maior agilidade.”

De acordo com Moghimi, o adesivo se destaca porque não requer baterias nem chips, o que o torna leve, descartável e econômico. Além disso, ao contrário da inspeção puramente visual, a tecnologia fornece dados numéricos objetivos sobre a saúde da pele, reduzindo o risco de biópsias desnecessárias e ajudando os médicos a tomar decisões mais precisas.

Mecanismos e desafios 

Para testar a eficácia do adesivo, os pesquisadores convidaram 10 voluntários para participar do estudo. Em cada pessoa, o dispositivo foi colocado sobre uma lesão pigmentada da pele, como uma pinta, e em uma área de pele saudável próxima. Usando sinais elétricos seguros, o adesivo mediu a bioimpedância, ou seja, como a pele reage à passagem da corrente elétrica. A análise dos dados mostrou diferenças claras entre a pele saudável e a pele lesionada.

O médico dermatologista e especialista em oncologia cutânea Eduardo Oliveira explica que a bioimpedância é um método que mede a resistência e a capacitância dos tecidos quando uma corrente elétrica de baixa intensidade passa por eles. Muito além da superfície, ela reflete as propriedades celulares estruturais mais profundas. “Lesões malignas, como o melanoma, podem apresentar alterações significativas nessas propriedades. O metabolismo acelerado, o aumento da água intracelular, as mudanças na membrana celular e na densidade celular alteram a forma como a eletricidade flui. No estudo em questão observou-se que lesões pigmentadas apresentaram uma impedância elétrica menor em comparação com a pele saudável adjacente”, afirma.

Embora o princípio seja sólido e já aplicado em outros sensores, para esse adesivo específico ainda é necessária uma validação mais rigorosa para estabelecer a capacidade de diferenciação de forma definitiva. “Estudos com dispositivos portáteis de bioimpedância, que não são necessariamente vestíveis e sem bateria, já mostraram sensibilidade de mais de 90% e especificidade de até 75% na diferenciação entre melanoma e nevos [pintas ou sinais] benignos, o que é muito encorajador para a objetividade da técnica em si”, acrescenta o especialista.

Sobre as vantagens da técnica, Oliveira ressalta que a capacidade de gerar dados quantitativos e reprodutíveis é especialmente relevante. Enquanto o exame físico e mesmo a dermatoscopia dependem fortemente da experiência do examinador, estando, portanto, sujeitos à subjetividade e à variação entre diferentes profissionais, a bioimpedância oferece um resultado numérico objetivo. No entanto, o dermatologista aponta que essa objetividade só adquire real significado clínico se o dispositivo demonstrar elevada sensibilidade e especificidade na distinção entre lesões benignas e malignas, aspecto que constitui o foco de diversos estudos de validação clínica atualmente em andamento.

Outro desafio prático a ser enfrentado é que o adesivo depende de um acoplamento magnético com um módulo leitor externo, posicionado a poucos milímetros de distância. Essa dependência impõe a necessidade de um alinhamento extremamente preciso e estável do leitor, que deve permanecer entre 3 e 7mm do adesivo para garantir uma transferência de energia eficiente. “Qualquer desvio ou movimento excessivo pode, sim, afetar a qualidade do sinal e, consequentemente, a precisão da medição”, diz o médico.

Para Oliveira, o fato de o dispositivo funcionar em todos os tons de pele é um benefício crucial e um dos grandes potenciais de democratização da saúde dessa tecnologia. Ele afirma que o diagnóstico visual e dermatoscópico de lesões pigmentadas em peles escuras pode ser mais desafiador devido à maior atividade de melanina, que pode obscurecer padrões diagnósticos. As tecnologias ópticas, incluindo algumas baseadas em inteligência artificial, mostraram menor desempenho em fototipos mais altos.

Essa abordagem elétrica tem potenciais vantagens sobre os métodos que são só visuais ou por imagem/fotodermatoscopia. Como ela mede propriedades elétricas próprias do tecido, ela independe do tom de pele. A inclusão de populações diversas nos estudos de validação é fundamental para confirmar essa hipótese e garantir que o benefício seja universal.

A equipe de pesquisa pretende aperfeiçoar o adesivo, incorporando eletrodos de hidrogel condutores para melhorar tanto o desempenho quanto o conforto. A próxima etapa incluirá estudos clínicos mais amplos, com o objetivo de avaliar a eficácia do dispositivo em condições reais e verificar sua capacidade de diferenciar lesões benignas de malignas.

Fone: Correio  Braziliense

Foto: Wake Forest University School of Medicine/Divulgação

Enem 2025: Pedido de reaplicação de provas começa nesta segunda-feira 17/11

Os participantes que perderam a aplicação de um ou dois dias de provas do Enem afetados por problemas logísticos, desastres naturais ou doenças infectocontagiosas poderão solicitar a reaplicação do exame a partir desta segunda-feira (17) até as 12h da próxima sexta-feira (21), no horário de Brasília.

“Todos os que se sentirem prejudicados, por exemplo, pela falta de energia e fatores externos às escolas, terão direito à reaplicação nos dias 16 e 17 de dezembro.”

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) avisa que haverá apenas uma reaplicação do Enem.

Como solicitar

A solicitação deverá ser feita por meio da Página do Participante, no site do Inep, com login de acesso pela plataforma Gov.br.

Para a análise, o participante deverá inserir um documento legível, em língua portuguesa, que comprove a condição que motiva a solicitação de atendimento, com a data que contemple o dia perdido de aplicação do Enem 2025.

Situações

Os participantes de cidades afetadas por desastres naturais terão a reaplicação do exame garantida.

O ministro da Educação, Camilo Santana, lembrou os candidatos que tiveram o Enem suspenso em Rio Bonito do Iguaçu, no centro-sul do Paraná, após a passagem de um tornado no dia 7 de novembro. O município ficou 90% destruído, de acordo com a Defesa Civil do estado.

O edital de abertura do Enem prevê que o participante afetado por problemas logísticos durante a aplicação das provas ou acometido por doença infectocontagiosa no primeiro ou no segundo dia das provas poderá solicitar a reaplicação.

Doenças infecciosas

De acordo com o edital do Enem 2025, o participante infectado por uma das doenças a seguir deverá solicitar reaplicação: tuberculose, coqueluche, difteria, doença invasiva por Haemophilus influenzae, doença meningocócica e outras meningites, varíola, varíola dos macacos (monkeypox), influenza humana A e B, poliomielite por poliovírus selvagem, sarampo, rubéola, varicela (catapora) ou covid-19.

Problemas logísticos

Para reaplicação, são considerados problemas logísticos que prejudicaram o solicitante como: desastres naturais que comprometam a infraestrutura do local; falta de energia elétrica que comprometa a visibilidade da prova pela ausência de luz natural ou outro erro de execução de procedimento de aplicação.

Análise

Cada caso será analisado individualmente pela equipe do Inep. Somente a aprovação do documento comprobatório garante a participação na reaplicação do exame.

Para os casos em que o pedido for aceito (deferido), as provas serão reaplicadas nos dias 16 e 17 de dezembro.

O inscrito fará a prova somente do dia em que sua participação foi inviabilizada no Enem.

Fonte: Agência Brasil

Foto: Reprodução

Ônibus colide com defensa metálica na Rodovia Castelinho em Botucatu; uma pessoa fica levemente ferida

Na manhã deste domingo (16), um ônibus se envolveu em um acidente na Rodovia João Hipólito Martins (SP-209), conhecida como Castelinho, em Botucatu. Conforme informado pela Artesp, o coletivo trafegava no sentido norte quando, ao acessar um dos trechos da via, o condutor perdeu o controle do veículo e colidiu contra a defensa metálica lateral.

Com o impacto, o ônibus permaneceu imobilizado na pista até a chegada das equipes de emergência. No momento do acidente, chovia na região, fator que pode ter influenciado na perda de aderência e contribuído para a ocorrência.

Uma pessoa teve ferimentos leves e foi atendida ainda no local. A Polícia Militar Rodoviária registrou a ocorrência e irá apurar as causas do acidente.

Foto: Artesp

Pai é preso após atirar contra o próprio filho durante discussão em Avaré

A Polícia Militar prendeu, na sexta-feira (14), um homem por disparo de arma de fogo e porte ilegal de arma. A ação da Força Tática ocorreu após uma ocorrência de violência doméstica, na qual o indivíduo efetuou um disparo contra o seu próprio filho durante uma discussão.

De acordo com relatos de testemunhas colhidos no local, a briga familiar escalou para a agressão física, culminando com o pai sacando um revólver e atirando em direção ao filho. Felizmente, o tiro não atingiu a vítima.

Ao chegar ao local, os policiais da Força Tática se depararam com o suspeito tentando se desfazer da arma. Os militares conseguiram localizar o revólver calibre .32, devidamente municiado. Em uma busca subsequente, foram encontradas com o homem munições extras que ele escondia.

O rápido desfecho da ocorrência evitou uma tragédia maior e retirou de circulação uma arma ilegal. O autor foi detido em flagrante pelos crimes de disparo de arma de fogo e porte ilegal de arma.

Após a prisão, o homem foi autuado e encaminhado ao sistema de justiça, onde permanece à disposição da Justiça para as devidas providências legais.

Fonte: A Voz do Vale

Foto: Reprodução

Tragédia na Marechal Rondon: Irmãos morrem após queda de moto e atropelamento em São Manuel

A Polícia Militar Rodoviária confirmou neste domingo (16) que as duas pessoas que perderam a vida em um grave acidente ocorrido na madrugada de sábado (15), na Rodovia Marechal Rondon (SP-300), em São Manuel, eram irmãos.

As vítimas foram identificadas como Alison Augusto Tavares, de 21 anos, que conduzia a motocicleta, e Karolyne Thaís Tavares, de 24 anos, que seguia como passageira. Segundo as autoridades, após a queda do veículo, ambos foram atingidos por diversos carros que trafegavam pela rodovia, não resistindo aos ferimentos.

Os corpos dos irmãos foram sepultados na manhã deste domingo no Cemitério Municipal de São Manuel, sob forte comoção da comunidade local. A Polícia Civil investiga as circunstâncias do acidente.

Rompimento de adutora provoca alagamento e interdições na Zona Norte de São Paulo

Na tarde desta quinta-feira (13), o rompimento de uma adutora provocou alagamento em diversas vias da região da Zona Norte de São Paulo. O ponto crítico da ocorrência ocorreu próximo ao número 4.060 da Avenida Deputado Cantídio Sampaio, no bairro Jardim Damasceno, pertencente à região da Brasilândia.

De acordo com a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), a avenida ficou parcialmente bloqueada no fim da tarde e início da noite, com apenas uma faixa liberada em cada sentido por volta das 19h30.

Vídeos e imagens da região mostram a água jorrando com força por bueiros, ruas inteiras transformadas em rios de água barrenta, moradores ilhados e residências invadidas pela correnteza.

Em nota, a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) afirmou que equipes já estão trabalhando no local, na estação de bombeamento do Jardim Damasceno, para conter o vazamento e realizar os reparos. Não há previsão divulgada para normalização do abastecimento de água na região afetada.

Moradores relataram nas redes sociais a dificuldade para entrar ou sair do bairro devido ao alagamento e à interrupção do trânsito.

A ação de emergência envolve contenção do vazamento, escoamento da água acumulada e liberação gradual do tráfego. As autoridades locais pedem que motoristas evitem a região até que a situação se normalize.