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Milei triunfa em eleições legislativas da Argentina e garante futuro do governo

Eleição Argentina: Indo contra as previsões pessimistas, o presidente Javier Milei conquistou uma surpreendente vitória nas eleições legislativas da Argentina neste domingo, 26. Com isso, Milei ganha uma nova chance de avançar com seu plano de governo, ainda que tenha que reformá-lo.
Com 91% das urnas apuradas, o partido governista A Liberdade Avança (LLA) conquistou 40% dos votos contra 24,5% do peronismo, a principal força opositora no Congresso. O peronismo é representado por diferentes partidos em cada província, mas o Força Pátria é hoje o principal deles. Os resultados ainda são parciais.
Com isso, por enquanto, o governo leva 64 assentos na Câmara de Deputados contra 31 de Força Pátria. Estão em jogo 127 dos 257 assentos da Câmara de Deputados e 24 das 72 cadeiras do Senado. O mapa mostrado pelo ministério do Interior mostra quase todo o mapa argentino pintado de púrpura, a cor libertária.

Imagens fortes: Avião cai e explode após decolagem em San Cristóbal na Venezuela

Um avião de pequeno porte caiu e explodiu logo após a decolagem, na manhã desta quarta-feira (22/10), no Aeroporto de Paramillo, em San Cristóbal, capital do estado de Táchira, na Venezuela. As duas pessoas que estavam a bordo, identificadas como os pilotos da aeronave, morreram no local.

De acordo com veículos da imprensa venezuelana, o avião, um modelo Cheyenne de matrícula YV1443, tentava ganhar altitude quando perdeu força e caiu próximo à pista. O impacto provocou uma forte explosão, seguida de um incêndio que destruiu completamente a aeronave.

Equipes do Corpo de Bombeiros Militar, da Protección Civil Táchira e da Polícia Nacional Bolivariana foram acionadas e conseguiram controlar as chamas. Os corpos das vítimas foram encontrados carbonizados dentro do avião.

Coreia do Norte dispara mísseis balísticos, e Coreia do Sul convoca reunião de segurança nacional

A Coreia do Norte disparou mísseis balísticos nesta terça-feira (21) — quarta (22), no horário local. A informação é do exército sul-coreano

Segundo as forças da Coreia do Sul, os objetos voaram cerca de 350 quilômetros.

Por conta dos testes norte-coreanos, o gabinete da presidência da Coreia do Sul convocou uma reunião de segurança nacional, segundo a agência de notícias Reuters.

Mais cedo, a agência sul-coreana Yonhap afirmou que o lançamento foi em direção ao mar, na costa leste da Coreia do Norte.

Após o lançamento, a primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, afirmou que não houve danos à Zona Econômica Exclusiva (ZEE) do território. A premiê afirmou, ainda, que o país trabalha em cooperação com os Estados Unidos para adotar todas as medidas possíveis.

O lançamento ocorre antes da visita, na próxima semana, de líderes que participarão de um fórum econômico da Ásia-Pacífico na Coreia do Sul, incluindo o presidente dos EUA, Donald Trump, e o presidente da China, Xi Jinping.

O último teste da Coreia do Norte com mísseis balísticos ocorreu em 8 de maio, quando lançou vários objetos de curto alcance a partir de sua costa leste. No início de outubro, o país exibiu neste mês seu mais novo míssil balístico intercontinental em um desfile assistido pelo primeiro-ministro chinês.

A Coreia do Norte rejeita a proibição internacional — apoiada pelos Estados Unidos, Coreia do Sul e outros países — ao desenvolvimento de seus mísseis balísticos.

Líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, durante supervisão a exercícios de aviões de combate, em 17 de maio de 2025. — Foto: KCNA via Reuters

                                     Líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un. Foto: KCNA via Reuters

Fonte: G1

Foto: Reprodução

Sem Israel nem Hamas, Trump e líderes mundiais assinam cessar-fogo para Gaza

O presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, e líderes mundiais assinaram, nesta segunda-feira (13/10), o acordo de cessar-fogo em Gaza, dando fim à guerra entre Israel e Hamas.

A cerimônia de assinatura ocorreu na cidade egípcia de Sharm el-Sheikh. “Dia incrível para o mundo”, disse o presidente norte-americano.

Após 738 dias em cativeiro, reféns do Hamas são libertados em operação histórica na Faixa de Gaza

Na madrugada desta segunda-feira (13), sete reféns mantidos pelo Hamas na Faixa de Gaza foram libertados após 738 dias de sequestro. A libertação faz parte de um acordo de cessar-fogo e marca o início da entrega dos 20 reféns previstos. Entre os primeiros resgatados estão Gali e Ziv Berman, Matan Angrest, Alon Ohel, Omri Miran, Eitan Mor e Guy Gilboa-Dallal, segundo o The Times of Israel.

A Cruz Vermelha foi responsável por receber o grupo e encaminhá-lo à base militar de Re’im, no sul de Israel, para exames médicos preliminares. Posteriormente, os reféns serão levados a hospitais israelenses. As operações de entrega ocorreram…

O presidente dos EUA, Donald Trump, tem viagem prevista para Tel Aviv, onde falará no Parlamento (Knesset) e se encontrará com ex-reféns e familiares. Em seguida, ele segue ao Egito para firmar um documento que deve oficializar o fim do conflito na Faixa de Gaza, segundo o Ministério das Relações Exteriores egípcio.

Foto: Reprodução/Menahem KAHANA/AFP

Brasileira relata clima de festa em Israel após acordo sobre Gaza

Com o anúncio do fim na guerra da Faixa de Gaza, nesta quinta-feira (9/10), o clima em Israel é de celebração e felicidade. O relato é de Eliane Frenkiel, brasileira que vive na capital Tel Aviv há quase 18 anos.

“Aqui está todo mundo muito alegre e feliz”, disse a brasileira ao Metrópoles. “Nós teremos de volta a casa dos os reféns. Seja para reencontrar suas famílias, ou para que possam ter uma despedida digna, no caso dos que foram mortos em cativeiro”.

De acordo com Eliane, a Praça dos Reféns, localizada no centro de Tel Aviv, virou a “praça da alegria”. Anteriormente, o local era palco de inúmeros protestos de israelenses, que pressionavam o governo de Benjamin Netanyahu pela paz em Gaza, e o consequente retorno dos sequestrados pelo Hamas.

O fim da guerra na Faixa de Gaza também é um sinal de esperança para Eliane. Ela é uma das afetadas pelos reflexos da situação no enclave palestino — como o conflito de 12 dias entre Israel e Irã, ligado indiretamente pela tensão entre os dois países devido ao apoio iraniano ao Hamas.

Em 13 de junho, o prédio em que a brasileira morava com o filho foi bombardeado pelo Irã. Na época, a ação foi uma resposta ao ataque israelense contra território iraniano, que desencadeou a guerra de 12 dias entre os dois países.

Desde então, Luciana busca recomeçar a vida em Israel. Atualmente, ela mora na casa de amigos em Tel Aviv, depois de passar alguns meses vivendo em um hotel na capital, com subsídio do governo israelense.

Com cessar-fogo, palestinos iniciam volta para casa em uma Gaza destruída

Milhares de palestinos começaram a retornar para suas casas, na Faixa de Gaza, nesta sexta-feira (10/10), após o acordo de cessar-fogo entre Israel e Hamas ter entrado em vigor às 12h (6h no horário de Brasília). O recuo das tropas israelenses facilitou a volta das pessoas que passaram dois anos em um cerco de bombardeios, fome e destruição.

Mais cedo, as Forças de Defesa de Israel (FDI) informaram, oficialmente, que o “acordo de cessar-fogo entrou em vigor” e que mobilizou as tropas para se reposicionarem e se prepararem para o retorno dos reféns israelenses.

Cessar-fogo

  • Um acordo de cessar-fogo entre Israel e Hamas foi finalmente alcançado após dois anos de conflitos intensos na Faixa de Gaza.
  • O anúncio foi dado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, segundo o qual ambos assinaram a primeira fase do cessar-fogo.
  • A primeira fase se destaca pelo cessar-fogo imediato e a libertação de cerca de 2 mil prisioneiros palestinos após o reféns retornarem a Israel.
  • Ao fim do cumprimento dos termos acordados na primeira etapa, outros pontos do plano de paz começam a serem abordados.

Imagens divulgadas nas redes sociais mostram uma enorme fila de palestinos que tiveram que se isolar da guerra, retornando oficialmente para uma Faixa de Gaza onde prédios e casas estão destruídos.

Alguns caminham ao longo da estrada Al-Rachid, eixo costeiro que margeia o Mediterrâneo. Veículos também foram registrados, andando lentamente no meio das pessoas.

Recuo de Israel

As forças israelenses se retiraram do posto de controle militar no Corredor Netzarim, ao sul da Cidade de Gaza. Com o recuo, Israel continuará ocupando cerca de 53% do território palestino, contra mais de 80% antes do cessar-fogo.

Uma operação logística israelense também foi realizada para o deslocamento ajustado das tropas da IDF na Faixa de Gaza.

“Durante a noite, o pessoal da Direção de Tecnologia e Logística do Comando do Sul realizou uma operação logística em larga escala, na qual tropas foram deslocadas para linhas e posições pré-designadas”, informou o exército.

Em nota, as autoridades confirmaram que a circulação de sul a norte em Gaza, bloqueada desde o mês passado, está novamente permitida, tanto pela estrada Al-Rashid quanto pela estrada Salah al-Din.

Apesar da liberação, os palestinos em Gaza foram alertados a evitar a passagem de Rafah, o Corredor de Filadélfia e qualquer concentração de tropas na região de Khan Younis, onde as FDI permanecem.

Primeira fase do acordo

É esperado que o grupo palestino Hamas liberte pelo menos 20 reféns israelenses vivos nas próximas 72 horas, após Israel libertar 250 palestinos presos em Tel Aviv e outros 1,7 mil detidos em Gaza.

O exército israelense informou que, “neste momento”, está se preparando para receber os reféns.

“Este é um momento emocionante para o povo de Israel”, comunicou o porta-voz da força israelense, Effie Defrin.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou, em um comunicado televisionado, que, “ao longo dos dois anos desde o início da guerra”, prometeu às famílias dos reféns que os traria de volta e que a promessa está sendo cumprida.

Apesar do fim da guerra em Gaza, iniciada em 7 de outubro de 2023, muitos palestinos relutam em retornar às suas casas, que foram destruídas pelos bombardeios israelenses.

O presidente dos EUA, Donald Trump, mediador do cessar-fogo, havia anunciado, entretanto, que um dos acordos do Plano de Paz envolveria a reconstrução de Gaza.

Fonte: Metrópoles

Foto: Moiz Salhi/Anadolu via Getty Images

Chefe do Hamas declara fim da guerra com Israel e diz ter recebido garantias de cessar-fogo permanente

Khalil Al-Hayya, membro da alta cúpula do grupo terrorista Hamas, declarou nesta quinta-feira (9) o fim da guerra com Israel. Ele afirmou também ter recebido garantias dos Estados Unidos e de mediadores de países árabes sobre um cessar-fogo permanente.

Al-Hayya atuou como negociador-chefe do grupo nas conversas sobre o plano de paz proposto pelos Estados Unidos para a Faixa de Gaza. Em setembro, ele sobreviveu a um ataque de Israel contra alvos do Hamas no Catar.

  • A guerra começou em 7 de outubro de 2023, quando o Hamas lançou um ataque que resultou na morte de mais de 1.200 pessoas e no sequestro de outras 251.
  • Desde então, mais de 60 mil palestinos morreram em Gaza, segundo dados de autoridades ligadas ao grupo terrorista

O anúncio do acordo de paz foi feito na quarta-feira (8). Segundo o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, Israel e o Hamas concordaram com a implementação de uma primeira fase para o fim da guerra.

Até a última atualização desta reportagem, ministros do governo israelense estavam reunidos para discutir a aprovação oficial do acordo. Um porta-voz de Israel afirmou que o cessar-fogo começará em até 24 horas após a ratificação do tratado.

Um dos pontos cruciais exigidos por Israel para o avanço do acordo de paz é que o Hamas deixe o governo de Gaza e entregue as armas. Mais cedo, uma autoridade do grupo afirmou que “nenhum palestino aceita o desarmamento”.

Itamar Ben-Gvir, líder do partido de extrema direita que integra a coalizão do governo israelense, afirmou que derrubará a gestão de Benjamin Netanyahu caso ele fracasse em desmantelar o Hamas.

Reféns mortos

Familiares de reféns sequestrados pelo Hamas protestam em Tel Aviv — Foto: Shir Torem/Reuters

  Familiares de reféns sequestrados pelo Hamas protestam em Tel Aviv — Foto: Shir Torem/Reuters

Entre as várias condições impostas no acordo de paz na Faixa de Gaza alcançado por Israel e o Hamas na quarta-feira, está a devolução, pelo grupo terrorista, dos corpos de reféns mortos em cativeiro.

No entanto, este pode ser um dos principais gargalos para que o acordo efetivamente entre em vigor. Isso porque, segundo a imprensa norte-americana e israelense, o Hamas não sabe onde estão alguns corpos.

Nesta quinta-feira, a Turquia anunciou que uma força-tarefa com autoridades estrangeiras foi montada para ajudar o Hamas a encontrar esses corpos por diferentes localidades da Faixa de Gaza.

Autoridades da Turquia participaram de negociações que resultaram no acordo de paz. Estados Unidos, Catar e Egito — os mediadores do acordo —, além de Israel, também participarão da força-tarefa, segundo o governo turco.

O número de corpos desaparecidos ainda era desconhecido até a última atualização desta reportagem. No total, sabe-se que 28 dos 48 reféns ainda sob poder do Hamas morreram. A imprensa israelense fala de cerca de seis ou sete corpos desaparecidos. Oficialmente, o grupo terrorista ainda não se pronunciou sobre esse assunto.

Segundo a imprensa dos Estados Unidos, o Hamas pediu um prazo maior para devolver os corpos das vítimas que morreram.

De acordo com Trump, todos os reféns serão libertados provavelmente na segunda-feira (13). Ele apresentou o plano de paz que foi firmado nesta quarta.
Pontos do acordo
Palestinos em acampamento improvisado na praia da cidade de Al-Zawayda, perto de Deir al-Balah, no centro da Faixa de Gaza, em 9 de outubro de 2025 — Foto: Bashar Taleb/AFP

Palestinos em acampamento improvisado na praia da cidade de Al-Zawayda, perto de Deir al-Balah, no centro da Faixa de Gaza, em 9 de outubro de 2025 — Foto: Bashar Taleb/AFP

O plano de paz foi apresentado no fim de setembro por Trump e negociado com a mediação de Egito, Catar e Turquia. Na primeira etapa do acordo, todos os reféns mantidos pelo grupo terrorista desde outubro de 2023 serão libertados. Em troca, Israel irá soltar prisioneiros palestinos.

Além disso, tropas israelenses que estão na Faixa de Gaza devem recuar de suas posições. O território palestino também receberá mais caminhões de ajuda humanitária, com a entrega de comida, água e medicamentos.

Reféns: Segundo Israel, o Hamas ainda mantém 48 dos 251 sequestrados no ataque terrorista em 2023. As demais vítimas foram libertas durante a vigência de outros dois acordos de cessar-fogo ou por meio de operações militares israelenses.
  • A proposta apresentada pelos Estados Unidos prevê que o Hamas terá até 72 horas para libertar todos os reféns, vivos ou mortos.
  • Israel estima que, dos 48 reféns, apenas 20 estejam vivos.
  • Por outro lado, a imprensa americana informou que o grupo terrorista pediu mais tempo para devolver os corpos das vítimas que morreram.
  • O Hamas alega que não sabe onde estão todos os corpos dos reféns mortos e que precisa realizar buscas para localizar os desaparecidos.
  • Em troca, a expectativa é que Israel liberte quase 2 mil prisioneiros palestinos, incluindo condenados à prisão perpétua.

Ataques em Gaza: O plano prevê o fim dos bombardeios na Faixa de Gaza. Segundo Trump, as Forças de Defesa de Israel irão recuar para linhas acordadas com o Hamas, o que indica que tropas ainda permanecerão no território palestino.

  • GloboNews apurou junto às Forças de Defesa de Israel que o país concordou em diminuir a área de ocupação em Gaza de 75% para 57% em um primeiro momento.
  • O plano divulgado pela Casa Branca no fim de setembro já previa uma retirada gradual das tropas do território palestino.
  • O chefe do Estado-Maior de Israel instruiu as tropas a se prepararem para todos os cenários e para a operação de retorno dos reféns.
  • Antes mesmo do acordo, Trump já havia pedido que Israel reduzisse as operações em Gaza. A mídia israelense informou que os militares receberam ordens para diminuir a ofensiva.

 Início do cessar-fogo: Ainda não está claro quando o acordo de paz começará a valer oficialmente. O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, disse que a proposta será votada pelo governo na quinta-feira.

  • A votação interna do acordo é um procedimento formal do governo israelense.
  • Processos semelhantes ocorreram nos outros dois acordos de cessar-fogo firmados em novembro de 2023 e janeiro de 2025.
  • Segundo a AFP, o acordo deve ser formalmente assinado às 6h desta quinta-feira, pelo horário de Brasília.
  • Trump deve viajar para Israel nos próximos dias. O presidente dos EUA foi convidado para discursar no Parlamento do país. Na quarta-feira, ele disse a jornalistas que considera visitar a Faixa de Gaza.

 O que falta esclarecer: Apesar do anúncio, vários detalhes do tratado ainda não foram divulgados. Não se sabe, por exemplo, se todo o plano apresentado pela Casa Branca foi aceito por Israel e pelo Hamas, ou se houve modificações.

  • Em uma rede social, Trump afirmou que esta é a “primeira fase” e os “primeiros passos” para a paz. A imprensa americana afirma que isso sugere que ainda há pontos do plano que precisarão ser discutidos para sua implementação.
  • Já a imprensa israelense informou que os pontos mais sensíveis do acordo foram resolvidos.
  • Também não está claro como será a transição de governo na Faixa de Gaza, proposta pela Casa Branca.
  • Além disso, não há confirmação de que o Hamas tenha se comprometido a entregar suas armas.

 

Plano de paz

Palestinos olham para fumaça ao longe de ataque de Israel na Faixa de Gaza em 5 de outubro de 2025. — Foto: REUTERS/Mahmoud Issa

Palestinos olham para fumaça ao longe de ataque de Israel na Faixa de Gaza — Foto: REUTERS/Mahmoud Issa

A proposta divulgada pela Casa Branca no fim de setembro tem 20 pontos e prevê a Faixa de Gaza como uma zona livre de grupos armados. Pelo plano, integrantes do grupo terrorista Hamas podem receber anistia, desde que entreguem suas armas e se comprometam com a convivência pacífica.

Ainda segundo a proposta, Gaza deve ter um governo temporário de transição formado por um comitê palestino tecnocrático e apolítico.

No futuro, o poder deve ser transferido para a Autoridade Palestina — reconhecida internacionalmente como governo dos territórios palestinos. Essa transferência, porém, está condicionada a reformas na própria Autoridade Palestina, segundo a Casa Branca.

O plano também prevê um pacote econômico e de desenvolvimento a ser elaborado por um painel de especialistas. Em relação à segurança, Gaza passaria por desmilitarização, com a destruição de toda a infraestrutura bélica e proibição de novas instalações.

O que dizem Israel e o Hamas

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, comemorou o acordo e ressaltou a libertação dos reféns mantidos pelo grupo terrorista. Ele disse ainda que se reunirá com a cúpula do governo na quinta-feira para a aprovação interna do tratado.

“Um grande dia para Israel”, publicou em uma rede social. “Esse é um sucesso diplomático e uma vitória nacional e moral do Estado de Israel.”

Em nota, o Hamas elogiou o trabalho de Catar, Egito e Turquia na mediação do cessar-fogo e agradeceu os esforços de Trump para o fim definitivo da guerra.

“Reafirmamos que os sacrifícios do nosso povo não serão em vão, e que permaneceremos fiéis à nossa promessa, sem abrir mão dos direitos nacionais do nosso povo até alcançar liberdade, independência e autodeterminação.”

 

Fonte: G1

Foto:  MAYA LEVIN / AFP