Saúde

“CEREST”: Centro de Referência em Saúde do Trabalhador fala sobre “Abril Verde”

O Alpha Notícias desta segunda-feira (30), recebeu Daniela Tonelli – Enfermeira e Humberto Petry, Fisioterapeuta, ambos responsáveis do CEREST (Centro de Referência em Saúde do Trabalhador de Botucatu), para falar do “Abril Verde” das questões dos acidentes de trabalho em Botucatu e na região.

Fernando Bruder: “O mês de abril é um mês alusivo também sobre a questão da prevenção do acidente, e há anos que é desenvolvido esse trabalho aqui na cidade de Botucatu. Humberto, na verdade, qual que é a função do CEREST, pode explicar prá gente?

Humberto: “CEREST significa “Centro de Referência em Saúde do Trabalhador”. Então, a criação do CEREST aqui em Botucatu, esse ano completou 20 anos de existência. Criada a partir de uma política nacional da RENAST “Rede de Serviços de Assistência e Vigilância em Saúde do Trabalhador no âmbito do SUS. Então são vários CEREST espalhados pelo Brasil todo, e no estado de São Paulo, nós temos cerca de 40 CEREST.
Então, a gente já tem de Botucatu e mais 12 municípios da região. Então, o CEREST faz ações de assistência no sentido de dar apoio para toda a rede de saúde de Botucatu, dos 12 municípios, dos nossos 13 municípios de abrangência, então a gente faz toda uma capacitação com a rede de saúde desses municípios. Em conjunto com o Ministério Público do Trabalho, o intuito de ir nesses ambientes que podem estar adoecendo trabalhadores para que se adequem as normas e legislações pertinentes à área para que se evitem acidentes e doenças relacionadas ao trabalho.

Fernando Bruder: “Daniela, eu gostaria de saber uma situação, o CEREST é ligado à Prefeitura de Botucatu ou é um órgão independente? Como que funciona isso na prática? A quem vocês se reportam?”
Daniela: “A gente pertence à Secretaria Municipal de Saúde e à Gestão Municipal. A verba que é destinada ao CEREST, ela vem de recursos federais e isso é repassado.

Fernando Bruder: “A construção civil, por exemplo, é um setor que é complicado, geralmente acontece acidentes graves?
Daniela: “A gente sempre busca muita conscientização, às vezes os trabalhadores temem um pouco. Tem várias complexidades envolvidas, mas eu acho que a gente sempre tenta chegar conscientizando, explicando o nosso papel, o que é nosso trabalho e sempre deixando orientações educativas, no sentido de melhorar esse ambiente de trabalho, conscientizando também os empresários com a nossa atuação.

Fernando Bruder: Vocês têm os dados de acidentes reportados em Botucatu?

Daniela: “Em Botucatu ocorreram 803 acidentes de trabalho em 2023. E na nossa região, segundo o SINAM, do Sistema Nacional de Atendimento Médico, em toda a nossa região, em 2023 foi de 1.788. Então considerando uma cidade do porte de Botucatu e os municípios da região, um pouco menores, mas também com atividades agrícolas e tudo mais, é quase que insignificante esse número.

Fernando Bruder: Em 2024 teve um aumento significativo?

Humberto: “Humberto: OS dados de 2024 estão bem recente, porque o SINAM tem um atraso. Então as notificações são lançadas e a gente consegue pegar só do outro mês. Mas mantém a mesma faixa de 2023, 2024 ainda está nessa situação. Um dado interessante, que acho que é interessante falar para vocês também, é se a gente puxar lá no ar estatístico da Previdência Social do INSS, os dados consolidados, que são até 2022”. 

Daniela: “Você falou do aumento de casos, então aqui é referente somente aos óbitos de acidentes de trabalho de pessoas que têm o registro CLT, registro em carteira, então são das do INSS. Então eles mostraram que de 2016 até 2022 foram cerca de quase 16 mil mortes por acidentes de trabalho no Brasil. Se a gente fizer uma divisão, vamos ver aqui, eles falam que teve um aumento, por exemplo, em 2016 foram cerca de 2.200 óbitos, em 2022, 2.800.

Humberto: Foi um aumento de 25% nesses óbitos. Então é um aumento considerável. Nesses 2.800 óbitos em 2022, se a gente for dividir por dias do ano, a gente vai ver que são 8 mortes por dia no Brasil. É um óbito a cada 3 horas mais ou menos. Então é muita pessoa que morre de acidentes.

Acompanhe a entrevista completa através do link

Saúde intensificará vacinação contra a Febre Amarela

A Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo enviou um Alerta Epidemiológico solicitando que todos os municípios paulistas intensifiquem as ações de vacinação contra a Febre Amarela. Objetivo é imunizar 95% da população contra a doença.

A ação se faz necessária, de acordo com o Estado, uma vez que entre 2022 e 2023 o Estado de São Paulo confirmou 4 casos humanos de Febre Amarela, e em 2024, até o momento, foram confirmados 2 casos.

A febre amarela é uma doença transmitida por mosquito e pode levar à morte. A única forma de prevenção da doença é a vacinação.

O público alvo desta campanha será pessoas a partir de nove meses de idade, de acordo com os esquemas vacinais:

1ª dose: dose aos 9 meses

2ª dose: aos 4 anos

a partir dos 5 anos: dose única

Adolescentes, adultos e idosos podem procurar uma unidade de saúde para verificar a necessidade de tomar a vacina contra a Febre Amarela.

Em Botucatu, as doses da vacina contra a Febre Amarela estão disponíveis em todas as 22 unidades de saúde e nas salas noturnas de vacinação. Para tomar o imunizante, as crianças devem estar acompanhadas dos pais ou responsáveis, e portarem documento com foto e carteirinha de vacinação.

A vacina é contraindicada nos seguintes casos:

– Crianças menores 6 meses de idade;

– Doença febril aguda, com comprometimento do estado geral de saúde;

– Histórico de reações anafiláticas a ovos de galinha e seus derivados, gelatina, eritromicina e canamicina;

– Gestantes, a não ser em situação epidemiológica com alto risco de exposição, seguindo recomendações expressas das autoridades de saúde;

– Imunodeficiência congênita ou secundária por doença (neoplasias, AIDS e infecção pelo HIV com comprometimento da imunidade) ou por tratamento (drogas imunossupressoras acima de 2mg/kg/dia por mais de duas semanas, radioterapia etc.).

Onde se vacinar:

Unidades de Saúde

De segunda a sexta-feira, das 8 às 17 horas.

Salas de Vacinação Noturnas

Centro de Saúde Escola (CSE) Vila dos Lavradores

Rua Dr. Gaspar Ricardo, 181 – Vila dos Lavradores

das 18h às 21h30.

Policlínica CSI

Rua Rafael Sampaio, 58 – Centro

das 18h às 21h30.

Mais informações:
Secretaria Municipal de Saúde
Rua Major Matheus, 07, Vila dos Lavradores
Telefone (14) 3811-1100

Prefeitura realizará mutirão de castração gratuita para cães e gatos

População interessada deve se cadastrar para ação que ocorrerá nos dias 18 e 19 de maio

A Prefeitura de Botucatu, através do Setor de Castrações Gratuitas, realizará nos dias 18 e 19 de maio, o 19º Mutirão de Castração Gratuita para Cães e Gatos. Poderão ser castrados cães e gatos com no mínimo 5 meses e no máximo 7 anos.

Os interessados em castrar seus cães e gatos devem solicitar o cadastro via Whatsapp (14) 98177-1581, por contato telefônico pelo número 3811-4932 ou pelo formulário disponível no site www.botucatu.sp.gov.br. Caso já tenha feito cadastro nesse número e não recebeu confirmação, deverá fazer novo cadastro.

No dia 18/05 (sábado), a ação será realizada na Área Verde ao lado da Unidade de Saúde (USF) Vitoriana – Rua Antonio Sandré, s/n – Vitoriana V.

Já no dia 19/05 (domingo), as castrações ocorrerão na Secretaria Municipal de Saúde – Rua Major Matheus, 07 – Vila dos Lavradores (ao lado do Pontilhão).

As castrações ocorrerão em data e hora previamente agendadas.

Hospital Estadual Botucatu comemora 10 anos de funcionamento

22 de abril de 2014. Uma data que entrou para a história do Complexo Autárquico do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Botucatu (HCFMB). Neste dia, as portas do Hospital Estadual Botucatu (HEBo) se abriram para o atendimento à população. Para celebrar estes 10 anos de história, diversas atividades ocorreram na última sexta-feira, 26, no saguão da unidade.

O evento contou com as presenças do Superintendente do HCFMB, José Carlos Souza Trindade Filho; do Chefe de Gabinete, João Henrique Castro; da Diretora Executiva do HEBo e Diretora do Departamento de Assistência à Saúde do HCFMB, Silke Anna Theresa Weber; da Gerente Médica do HCFMB, Giovana Tuccille C. Brambilla; da Gerente Médica do HEBo, Cláudia Nishida Nashimoto; da Gerente de Enfermagem, Bárbara P. Nery Lopes, além de servidores da unidade, pacientes e acompanhantes.

Silke, em sua fala, destacou a união da equipe e que as comemorações dos 10 anos do Estadual se estenderão ao longo de 2024. “Passamos por inúmeras fases e, agora, estamos em um momento de Hospital aberto, em que as pessoas estão sendo atendidas com ainda mais excelência e qualidade. Agradeço a todos que contribuíram para esta trajetória e, principalmente, a todos os funcionários que, mesmo em meio às situações desafiadoras, não perderam a dedicação e a busca pela humanização”.

O Superintendente do HCFMB Zeca Trindade agradeceu a dedicação de toda a equipe do HEBo nesta primeira década de existência. “Temos muitos desafios a serem superados, mas este time trabalha muito para que o atendimento melhore cada dia mais. Desejo que possamos celebrar esta data por muitos anos”.

Após os pronunciamentos, a parte artística das comemorações ficou à cargo do Coral Canto & Encanto, sob regência de Rebecca Brisola, e da Orchestrinha, coordenada por Christa Leite de Andrade, que se apresentaram no saguão e também no jardim central da unidade. As atividades foram realizadas pela Gerência de Relações Institucionais do HCFMB, com o apoio do Hospital Estadual Botucatu, Gerência de Comunicação, Imprensa e Marketing e Núcleo de Transporte.

Sobre o HEBo

Inaugurado em 2014, o Hospital Estadual Botucatu (HEBo) foi estruturado para melhorar ainda mais a assistência regional e reduzir as filas de espera por atendimentos de baixa e média complexidade, como os eletivos e os ambulatoriais.

O HEBo realiza procedimentos em diversas especialidades, incluindo cirurgias gerais, vasculares e pediátricas, atendimento médico em Urologia, Ginecologia, Ortopedia, Dermatologia, entre outros. Além disso, conta com um Ambulatório de Oncologia, onde acompanha pacientes com câncer em tratamento com consultas de rotina e quimioterapia.

JORNAL HCFMB

“Vampire Facial”: casos de infecção por HIV ligados ao procedimento estético

Os chamados “Vampire Facial” (vampiros faciais), envolvem retirar o próprio sangue do paciente, colocá-lo em uma centrífuga para separar o plasma rico em plaquetas e depois usar agulhas muito finas e curtas para perfurar a pele. O procedimento virou moda entre famosas como Kim Kardashian e não tinha histórico de contaminação, até três mulheres serem infectadas com HIV num spa nos Estados Unidos.

Primeiro caso de contaminação com HIV

Pelo menos três mulheres foram infectadas com HIV durante procedimentos cosméticos de “Vampire Facial” (vampiro facial) em um spa não licenciado em Albuquerque, Estados Unidos, disseram autoridades federais do país. É a primeira vez que a transmissão de HIV por meio de serviços de injeção cosmética foi documentada, afirmaram eles.

As três estavam entre um grupo de cinco pessoas que compartilhavam cepas de HIV altamente semelhantes, das quais quatro haviam passado por um procedimento chamado micropuncionamento de plasma rico em plaquetas no spa. O quinto indivíduo, um homem, teve um relacionamento sexual com uma das mulheres.

Os investigadores ainda não sabem a fonte precisa da contaminação. Um diagnóstico de HIV em 2018 em uma cliente que relatou não ter fatores de risco comportamentais levou a uma investigação de saúde pública quando a mulher disse ter recebido um tratamento cosmético envolvendo agulhas, chamado de micropuncionamento facial com plasma rico em plaquetas.

Uma inspeção no spa encontrou tubos de sangue sem rótulo sobre um balcão de cozinha, outros armazenados junto com alimentos em um refrigerador e seringas não embaladas em gavetas e lixeiras.

A instalação também parecia estar reutilizando equipamentos descartáveis destinados a uso único, de acordo com um relatório dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças.

O relatório vem logo após o anúncio de autoridades de saúde no início deste mês de que estão investigando uma série de doenças ligadas a Botox falsificado ou injetado incorretamente contendo altas quantidades de toxina botulínica, que é usada em doses pequenas para suavizar rugas.

“Se as pessoas estão preocupadas – e já tive amigos me perguntarem, ‘O que você faria?’ – o primeiro passo é verificar se seu provedor é licenciado para fornecer serviços de injeção cosmética”, disse Anna M. Stadelman-Behar, uma epidemiologista do C.D.C. que é autora principal do relatório do HIV.

“Se estiverem licenciados, então eles passaram por treinamento de controle de infecções e conhecem os procedimentos corretos, e são obrigados por lei a seguir práticas adequadas de controle de infecções.”

Em geral, observou ela, o risco de infecção durante procedimentos cosméticos é geralmente baixo. “Se você tiver alguma preocupação, faça um teste de HIV”, disse a Dra. Stadelman-Behar. “O C.D.C. recomenda que todos os adultos entre 13 e 64 anos façam o teste pelo menos uma vez como parte dos cuidados médicos de rotina e saibam seu status.”

s chamados “Vampire Facial” (vampiros faciais) envolvem retirar o próprio sangue do paciente, colocá-lo em uma centrífuga para separar o plasma rico em plaquetas e depois usar agulhas muito finas e curtas para perfurar a pele.

Diz-se que isso estimula a produção de elastina e colágeno na pele, e cria aberturas para o plasma, que é aplicado topicamente para ajudar na reparação da pele. O procedimento é promovido para reduzir sinais de envelhecimento, cicatrizes de acne e danos causados pelo sol.

O Departamento de Saúde do Novo México, que foi notificado da infecção incomum por HIV em 2018 quando a primeira mulher foi diagnosticada, abriu uma investigação no spa. Com o tempo, os funcionários identificaram quatro clientes antigos e um parceiro sexual que receberam diagnósticos de H.I.V. entre 2018 e 2023, apesar de relatarem poucos riscos associados à infecção, como uso de drogas injetáveis, transfusão de sangue ou contato sexual com um novo parceiro.

Spa foi fechado em 2018

O spa fechou no outono de 2018, pouco depois da identificação da primeira infecção incomum. Mas a investigação, assim como as tentativas de notificar clientes e ex-clientes de que poderiam ter sido expostos ao HIV, foram prejudicadas pelos registros deficientes do spa.

Eventualmente, os investigadores conseguiram reunir uma lista de nomes e números de telefone a partir de formulários de consentimento assinados pelos clientes, registros de consultas escritos à mão e contatos telefônicos. Eles identificaram 59 clientes que estavam em risco de infecção, incluindo 20 que receberam “vampiros faciais” e 39 que receberam outros serviços, como Botox, entre a primavera e o outono de 2018.

Os investigadores de saúde pública também informaram a comunidade sobre os riscos para ex-clientes do spa. No total, 198 ex-clientes do spa e seus parceiros sexuais foram testados para HIV . entre 2018 e 2023.

Cinco pessoas que carregavam vírus altamente semelhantes foram confirmadas como casos relacionados ao spa. Mas duas delas – uma mulher que havia sido cliente e seu parceiro masculino – tinham doença avançada por HIV que os investigadores disseram provavelmente resultar de infecções anteriores, antes de seus tratamentos no spa.

O relatório disse que dois indivíduos no grupo testaram positivo durante testes rápidos de HIV feitos quando solicitaram seguro de vida, incluindo um que foi testado em 2016, antes de receber tratamento no spa, e um no outono de 2018. No entanto, apenas um foi notificado do resultado positivo do teste e teve o diagnóstico confirmado por um médico de atenção primária em 2019.

Os investigadores disseram que nunca identificaram a rota exata de contaminação no spa durante a primavera e o verão de 2018. “Quando fizemos a inspeção no spa, ficou claro que as agulhas estavam sendo reutilizadas e também ficou claro que amostras de sangue estavam sendo reutilizadas”, disse a Dra. Stadelman-Behar. “Encontramos frascos sem rótulo, sem data de nascimento, sem data de coleta, que foram perfurados várias vezes.”

Ela aconselhou as pessoas que recebem esses tipos de procedimentos cosméticos a pedir aos provedores para abrir seringas e frascos na frente delas, e garantir que quando seu sangue for retirado, os frascos sejam devidamente rotulados com seu nome, data de nascimento e data de coleta. “Mas a maior lição é que a licença é super importante”, disse ela.

SUS terá sala de acolhimento para mulheres vítimas de violência

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou nesta quinta-feira (25) o Projeto de Lei (PL) nº 2.221/2023, que prevê atendimento a mulheres vítimas de violência em ambiente privativo e individualizado nos serviços de saúde prestados no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS).

“Mais um instrumento de proteção física e emocional que resguarda a dignidade das mulheres vítimas de violência”, escreveu Lula em seu perfil nas redes sociais. “O apoio às políticas públicas e ao SUS é fundamental”, completou o presidente.

Durante a cerimônia de sanção, no Palácio do Planalto, em Brasília, a ministra da Saúde, Nísia Trindade, disse que a pasta, agora, deve regulamentar a existência e o funcionamento das salas de acolhimento para que a lei seja cumprida.

Segundo a ministra, agora a pasta vai trabalhar com mais força para que, em todas as unidades básicas de saúde (UBS), na Saúde da Família, exista essa sala de acolhimento, para que todas as ofereçam acolhimento. “Que todos queles equipamentos conveniados ao SUS cumpram a lei, e a mulher e a menina vítimas de violência cheguem e possam ser acolhidas sem sofrer nenhum tipo de constrangimento – como a gente sabe que acontece” – completou Nísia Tindade.

“As pessoas têm que saber que, se elas forem vítimas de violência, terão acolhimento especial. E não é favor. É obrigação do Estado brasileiro cuidar das pessoas. É obrigação da prefeitura, dos postos de saúde, do governo do estado”, afirmou Lula, durante a cerimônia.

Entenda

O Projeto de Lei nº 2.221/2023 foi aprovado pelo Senado no último dia 26 e seguiu para sanção presidencial. O texto garante salas de acolhimento exclusivas para mulheres vítimas de violência nos serviços de saúde conveniados ou próprios do SUS.

À época, a relatora do projeto, senadora Jussara Lima (PSD-PI), apresentou parecer favorável no plenário, destacando a importância de acolher e atender mulheres vítimas de violência de forma adequada, com privacidade e proteção à sua integridade física.

O texto muda trecho da Lei 8.080/1990, sobre serviços de saúde, na parte em que define diretrizes das ações e serviços públicos de saúde e dos serviços privados contratados ou conveniados que integram o SUS.

A diretriz a que se refere a exigência de salas de acolhimento trata do atendimento público específico e especializado com acompanhamento psicológico e outros serviços.

De iniciativa da deputada Iza Arruda (MDB-PE), o projeto inclui um parágrafo na Lei Orgânica de Saúde e restringe o acesso de terceiros não autorizados pela paciente, em especial do agressor, ao espaço físico onde ela estiver.

O parecer enfatiza que os serviços de saúde são fundamentais no acolhimento das mulheres logo após a violência, uma vez que é lá o local onde elas recebem o primeiro atendimento após a agressão.

Fonte: Agência Brasil

Queixas sobre rescisões unilaterais de planos de saúde coletivos sobem 99%

As queixas de beneficiários sobre rescisões unilaterais de planos coletivos por adesão tiveram alta de 99% no primeiro trimestre deste ano em relação ao mesmo período de 2023. Foram 1.138 contra 571.Os dados, compilados pela ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) a pedido da Folha de S.Paulo, mostram que o acumulado nos primeiros três meses do ano já equivalem a 35% das reclamações de todo o ano de 2023 -que totalizaram 3.276, número recorde desde 2019.

Em nota, a ANS informou que as queixas têm como base os relatos dos beneficiários, sem o exame de mérito sobre eventual infração da operadora de planos à Lei 9.656/1998 (que rege os planos) ou aos termos contratuais. “A identificação de possíveis condutas infrativas só é feita após a análise individual das demandas”, diz.A agência afirma que possui regras claras para as rescisões, as quais devem estar previstas no contrato assinado com as operadoras.

Questionada se há previsão de eventuais mudanças na regulação sobre os cancelamentos unilaterais, a ANS informou que não há nova discussão em relação a isso.O cenário de alta de queixas contra os planos de saúde também se reflete nos escritórios de advocacia de São Paulo, que registram aumento de clientes ingressando com ações judiciais para tentar reverter esses cancelamentos unilaterais. No escritório Tapai Advogados, por exemplo, o crescimento foi de 74%.

No escritório Vilhena Silva, de 183%.Embora haja previsão na lei dos planos para cancelamentos unilaterais e injustificados de contratos coletivos, muitos juízes têm julgado essas decisões abusivas, com base no Código de Defesa do Consumidor e no Código Civil, especialmente quando se tratam de pessoas idosas e/ou em tratamento, e concedem liminares para que o beneficiário permaneça no plano até julgada a ação.

Segundo a advogada Giselle Tapai, no seu escritório, processos por rescisões unilaterais ultrapassaram as ações por reajustes abusivos, que sempre figuraram como as principais demandas judiciais nesse setor.”A sensação é que estão fazendo uma limpeza na gaveta, cancelando os contratos de maior risco. Vários planos estão fazendo isso.

Não olham para o individual, se a pessoa é muito idosa ou se está com câncer, fazendo quimioterapia, hemodiálise”, diz a advogada. Desde 2022, há um entendimento no STJ (Superior Tribunal de Justiça) de que pessoas doentes, que estão em tratamento necessário para resguardar suas vidas ou a sua saúde, não podem ter o plano cancelado.

De acordo com a ANS, é lícita a rescisão unilateral, por parte da operadora, do contrato coletivo com beneficiários em tratamento. Mas se existir algum beneficiário ou dependente em internação, a operadora deverá arcar com todo o atendimento até a alta hospitalar.”Da mesma maneira, os procedimentos autorizados na vigência do contrato deverão ser cobertos pela operadora, uma vez que foram solicitadas quando o vínculo do beneficiário com o plano ainda estava ativo.

“Em qualquer dos casos, reforça a agência, seja por exclusão pontual ou por rescisão/cancelamento de contrato, os beneficiários devem ser previamente notificados sobre sua exclusão ou sobre a rescisão do contrato, bem como sobre seu direito à portabilidade de carências. A agência disponibiliza uma cartilha sobre o tema neste link.

A operadora que rescindir o contrato de beneficiários, seja de plano coletivo ou individual, em desacordo com a legislação do setor pode ser multada em valores de até R$ 80 mil.

Na última terça (16), a Folha de S.Paulo relatou o caso de Martha Zequetto Treco, 102, que recebeu aviso de cancelamento do seu plano Unimed Nacional. Ela paga uma mensalidade de R$ 9.300. Após a reportagem procurar a operadora, a decisão foi revogada.No mesmo dia, o filho de Martha, João Trecco Filho, conseguiu uma liminar na Justiça garantindo a permanência da mãe no plano. “Até porque eles podem recuar hoje, e amanhã cancelarem a minha mãe novamente”, afirma.

A Unimed Nacional informou que cumpre rigorosamente a legislação e as normas que regem os planos de saúde, e que as rescisões de planos coletivos por adesão estão previstas e regulamentadas pela ANS. A empresa reforça que o contrato de Martha permanece ativo.Existe um projeto de lei em discussão na Câmara que pretende mudar algumas das regras que regem o mercado dos convênios, entre elas o cancelamento unilateral dos contratos coletivos.

Porém, o deputado Arthur Lira (PP-AL), presidente da Câmara, já disse que o projeto ainda não será colocado em votação pelo plenário, pois há a necessidade de se discutir melhor o assunto e incluir as operadoras de saúde no debate. Em notas, as entidades que representam os planos de saúde e as seguradoras de saúde (Abramge e Fenasaúde) informam que a rescisão unilateral de contratos coletivos de planos de saúde é uma possibilidade prevista em contrato e nas regras setoriais definidas pela ANS.

As operadoras de planos de saúde registraram, em 2023, lucro líquido de R$ 2,985 bilhões, de acordo com dados divulgados nesta quinta-feira (18) pela ANS.Esse resultado corresponde a cerca de 1% da receita total acumulada no período, que foi superior a R$ 319 bilhões. A cada R$ 100 de receita, o setor registrou cerca de R$ 1 de lucro ou sobra. Rescisões por inadimplência terão novas regras a ANS publicou novas regras sobre rescisões por motivo de inadimplência, em que se aplicam todos os tipos de planos.

As mudanças entram em vigor no dia 1º de setembro e preveem novas formas para a comunicação com o consumidor. As operadoras terão a obrigatoriedade de comprovar a notificação sobre a situação de inadimplência, demonstrando a data da notificação ao consumidor.

Uma das novidades trazidas pela resolução são as formas pelas quais poderão ser feitas as notificações, como e-mail com certificado digital e com confirmação de leitura; mensagem de texto para telefones celulares; mensagem em aplicativo de dispositivos móveis que permita a troca de mensagens criptografadas; e ligação telefônica gravada com confirmação de dados pelo interlocutor.

A notificação realizada por SMS ou aplicativo de dispositivos móveis somente será válida se o destinatário responder confirmando a sua ciência. A comunicação por carta ou por meio do preposto da operadora, com comprovante de recebimento assinado, continuarão a ser permitidas.

Fonte: Folha de S. Paulo

Centro de Referência em Saúde do Trabalhador (Cerest) comemora 20 anos

O Cerest – Regional Botucatu completa 20 anos nesta sexta (19 de abril), justamente no mês de conscientização aos acidentes e doenças do trabalho, conhecido como Abril Verde.

Somente em 2023, o Centro de Referência em Saúde do Trabalhador realizou:

– 1.820 atendimentos – média de 151/mês
– 450 atividades de Educação em Saúde do Trabalhador [+2,4 mil capacitadas] – 843 procedimentos de Vigilância da Situação de Saúde dos Trabalhadores
– 105 procedimentos de Inspeção Sanitária em Saúde do Trabalhador

Além de melhorar as condições nos ambientes de trabalho, o Cerest, em articulação com toda a rede, também oferece assistência, por meio de equipe multidisciplinar, a todos os trabalhadores urbanos e rurais, do setor público e privado, com carteira assinada ou não.

Independente do tipo de vínculo empregatício, que tenham sofrido acidentes de trabalho ou apresentam alguma doença relacionada ao trabalho.

Também em 2023 o Cerest Botucatu atingiu a qualificação máxima no “Qualifica Cerest”, avaliação nacional realizada pelo Ministério da Saúde. Demonstrando, assim, todo empenho da equipe e excelência dos processos e ações realizadas pela regional.

“No decorrer dos seus 20 anos, enfrentamos vários desafios. Porém as conquistas se somam ainda mais quando pensamos em toda equipe de trabalho que fez ou que ainda faz parte deste serviço. Todos que por aqui passaram deixaram sua história e levaram um pouco da saúde do trabalhador para onde foram”, destaca Daniela Tonelli, enfermeira responsável pelo serviço.

“O Cerest tem colaborado com o aumento das notificações de acidentes de trabalho e ajudado a garantir direitos dos trabalhadores durante todos estes anos. Continuaremos realizando diversas atividades educativas, para melhoria dos dados epidemiológicos. Instruindo, orientando e fomentando a necessidade dos serviços de saúde notificarem os acidentes e as doenças relacionadas ao trabalho”, completa Humberto Petry, fisioterapeuta do Cerest.

Sobre o Cerest Botucatu
O Cerest é um serviço SUS, que integra a Rede Nacional de Atenção Integral à Saúde do Trabalhador (RENAST), sob gestão da Prefeitura Municipal de Botucatu, por meio da OSS de Pirangi.

Desenvolve ações de promoção, assistência e vigilância à saúde dos trabalhadores de Botucatu e mais 12 municípios: Anhembi, Areiópolis, Bofete, Conchas, Itatinga, Laranjal Paulista, Pardinho, Pereiras, Porangaba, Pratânia, São Manuel e Torre de Pedra.

O Cerest não é um serviço de emergência. Mas, sim, um serviço de saúde secundário. Ou seja, o paciente é atendido após ser encaminhado pela unidade de saúde.

A equipe é formada por médicos (2); enfermeira, técnicos de enfermagem (2), fisioterapeuta, psicóloga, assistente social, técnica de segurança do trabalho, engenheiro, auxiliares administrativos (2), e auxiliar de serviços gerais.

𝗠𝗮𝗶𝘀 𝗶𝗻𝗳𝗼𝗿𝗺𝗮𝗰̧𝗼̃𝗲𝘀
Horário de funcionamento
Segunda à Sexta – 7h30 às 17 horas
End.: R. João Passos, 2085 – Centro
Tel.: (14) 3811.1415 / 9.9721-5043
E-mail: cerest@botucatu.sp.gov.br