Em um marco histórico, a médica Cláudia Lima Gusmão Cacho se tornou a primeira mulher a alcançar o posto de general no Exército, quase 400 anos após a criação da instituição. A cerimônia ocorreu às 10h, no Clube do Exército, em Brasília, com a entrega da espada de general e do bastão de comando, símbolos de autoridade reservados ao topo da hierarquia.
No mesmo evento, 17 coronéis foram promovidos a General de Brigada, 11 Generais de Brigada avançaram para General de Divisão, e dois Generais de Divisão chegaram ao posto de General de Exército, reforçando o Alto-Comando da instituição.
O pioneiristmo não é apenas do generalato. Com a nova função, ela assume como a primeira diretora do Hospital Militar de Área de Brasília (Hmab), unidade onde ocupava o cargo de subdiretora. “Tenho consciência da responsabilidade, um reconhecimento pelo trabalho que foi realizado ao longo de todos esses anos desde o meu ingresso nas Forças Armadas”, comentou Cláudia, em entrevista ao Correio.
Formada em medicina pela Universidade de Pernambuco (UPE), Cláudia começou o curso ainda aos 16 anos. Especializou-se em pediatria e iniciou a vida militar em 1996. À época, entrou como oficial temporária no 42º Batalhão de Infantaria Motorizada, em Goiânia. Dois anos depois, em 1998, ingressou na Escola de Saúde do Exército (EsSex) como oficial de carreira, após aprovação no Curso de Formação de Oficiais Médicos, dando início à sua trajetória vitoriosa na corporação.
Como ocorre a promoção
A disputa pelo generalato ocorre de acordo com a turma de ingresso, no caso da nova general, os grupos que entraram em 1997 e 1998. Ao longo da trajetória na carreira, os oficiais passam por avaliações frequentes, sobretudo aqueles que ocupam algum cargo de comando. Além dela, outros nove coronéis médicos, incluindo homens e mulheres, estiveram elegíveis à votação.
Após esse filtro, uma votação é realizada pelo Alto Comando. São três reuniões durante o ano para decidir os indicados ao generalato de acordo com o número de postos disponíveis. Além do desempenho individual, cada patente exige um tempo específico de trabalho para ter direito à promoção. No caso de Cláudia, ela pertence à turma que entrou em 1998, o que contabiliza 28 anos de serviço.
Fonte: Correio Braziliense
Foto: Reprodução/Carlos Vieira
Alpha Notícias Rede Alpha de Comunicação