A jovem, então, tentou se desvencilhar e só conseguiu depois de algumas tentativas, porque o ministro a puxava de volta. Em seguida, ele deu um “conselho” à jovem.
“Você é muito sincera, deveria ser menos sincera com as pessoas. Isso pode te prejudicar”, teria dito o ministro.
Ela contou à polícia que deixou a praia sozinha e voltou ao condomínio, quando contou imediatamente o que aconteceu aos pais. No depoimento, a jovem relata que a família decidiu encerrar a viagem e retornar a São Paulo.
Investigação segue em sigilo
O caso foi revelado pelo site da revista “Veja” na quarta-feira (4) e confirmado pelo g1 e pela TV Globo. As investigações tramitam em sigilo por se tratar de um crime sexual.
O inquérito foi notificado ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF), já que Buzzi tem direito ao foro privilegiado.
Em nota (leia íntegra abaixo), a defesa de Buzzi afirmou que considera “inaceitável” qualquer tentativa de julgamento público antes da apuração formal dos fatos e criticou o que classificou como vazamentos e exposição prematura do caso. Disse ainda que confia no devido processo legal e que pretende se manifestar no momento oportuno, com apresentação de provas. Na nota, porém, os advogados não respondem diretamente à acusação nem apresentam, até agora, uma versão específica sobre o episódio investigado.
Anteriormente, o ministro Marco Buzzi diz que “foi surpreendido com o teor das insinuações divulgadas” e repudia “toda e qualquer ilação de que tenha cometido ato impróprio”.
Já a defesa da mulher diz aguardar rigor nas apurações e o respectivo desfecho perante os órgãos competentes.
O caso é investigado como importunação sexual. Se houver condenação, a pena definida no Código Penal varia de 1 a 5 anos de reclusão.
O que diz a defesa do ministro
“É inaceitável retrocesso civilizacional a tentativa de julgar e condenar uma pessoa antes mesmo do início formal de uma investigação.
Vazamentos instantâneos de informações sigilosas sobre fatos não verificados é um truque sórdido.
Tribunais, com magistrados experientes e ritos depurados ao longo de séculos, não podem ser substituídos por “juízes” e opiniões inflamadas e quase sempre anônimas no noticiário.
Não é demais pedir serenidade e respeito ao devido processo legal.
A defesa aguarda o momento oportuno para esclarecer os fatos e apresentar suas provas”.
Fonte: G1
Foto: José Alberto/STJ