Um dos assassinatos mais frios que aconteceu no Brasil por herança foi transformado em uma grande divida milionária. Suzane von Richthofen, 40 anos, que matou os pais, Manfred e Marísia von Richthofen, em 2022, perdeu todo o patrimônio para o irmão Andreas Von Richthofen, de 36 anos. E agora, o rapaz entrou em uma briga judicial pelo dinheiro e os imóveis, abandonou tudo que conseguiu.
Depois de quatro anos, Andreas conseguiu o direito de herdar todo o patrimônio avaliado em quase R$ 10 milhões. De acordo com o jornal, os pais deixaram carros, terrenos, seis imóveis, entre eles a mansão onde o casal foi assassinado, além de dinheiro em contas correntes e aplicações. Porém, após 20 anos do crime bárbaro, Andreas parou de administrar os bens e já acumula uma dívida que ultrapassa R$ 500 mil reais. Além de enfrentar 24 ações na Justiça de São Paulo por falta de pagamento do IPTU.
Ainda de acordo com as informações apuradas, o irmão de Suzane Richthofen abandonou duas mansões e agora foram invadidas por falsos sem-teto, na Rua Barão de Suruí, na Vila Congonhas, em São Paulo. Uma das casas, inclusive, tem 300 metros quadrados e está avaliada em R$ 1 milhão. Por anos, chegou a funcionar duas editoras, a Magnum, especializada em armas de fogo; e a Etros. Mas desde que saíram, ficaram abandonadas.
Em outro bairro, outras duas casas também foram invadidas e os moradores afirmam que estão por usucapião. Significa que a propriedade se torna deles por meio de posse prolongada, contínua, pacífica e sem oposição, também chamada no Direito Imobiliário de prescrição aquisitiva. O tempo dessa posse pode ser entre 5 e 15 anos.
Desde a pandemia do COVID-19, Andreas Richthofen foi morar em um sítio herdado dos pais. Um tempo depois ele comprou um novo sítio que fica isolado no meio do mato e tem difícil acesso. Desde então ele vive sem celular e internet. Segundo O Globo, esse isolamento voluntário aumenta a possibilidade de Andreas perder seus bens, já que a Justiça de São Paulo não consegue localizá-lo para notificá-lo sobre os processos das dívidas.
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