A manhã deste domingo, 15 de fevereiro, foi marcada por um cenário preocupante no Lago do Silvério, em Jaú. O cartão-postal da cidade amanheceu com água turva, forte odor e peixes mortos em diferentes pontos, situação que reforçou a apreensão de frequentadores e moradores da região.
O episódio ocorre em meio a relatos de vazamento de esgoto, problema que já vinha sendo questionado pela população e que, segundo moradores, ainda não teve solução definitiva. Além do lixo acumulado nas margens, a mortandade de peixes agravou a percepção de degradação ambiental e gerou novas cobranças por providências efetivas.
Durante a manhã, equipes realizaram intervenções no local. Uma máquina do Cepron atuou na limpeza do lago, enquanto a concessionária Águas de Jaú iniciou trabalhos técnicos na área afetada. A ocorrência foi acompanhada por um funcionário da agência reguladora Saemja e pelo secretário de Mobilidade Urbana, Márcio PX. Moradores afirmaram não ter visto representantes da área ambiental no período.
A comunidade local voltou a pedir medidas estruturais, argumentando que ações paliativas adotadas anteriormente não resolveram a origem do vazamento. Diante da gravidade do quadro, moradores defendem que o caso seja tratado como prioridade ambiental, com resposta rápida, transparência e soluções duradouras.
Nota da Prefeitura de Jaú
Em comunicado oficial, a Prefeitura de Jahu informou que, por meio da Secretaria de Mobilidade Urbana (Semob), acompanha os trabalhos de desobstrução da rede de esgoto após o entupimento que provocou o vazamento no Lago do Silvério. Segundo a administração, os serviços estão sendo executados pela concessionária Águas de Jahu, que realiza escavações e análises técnicas para identificar o ponto de origem do problema.
Ainda conforme a nota, o prefeito Ivan Cassaro e o secretário Márcio de Almeida estiveram no local na manhã deste domingo para acompanhar as providências. A Prefeitura também declarou ter comunicado a CETESB e a Polícia Militar Ambiental sobre a situação, destacando compromisso com a transparência, a responsabilidade ambiental e a preservação do patrimônio público.
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