Artigos do Autor: Fernando Bruder

Jovem entra em agência bancária, quebra caixa eletrônico e é preso em Carangola (MG)

Um jovem de 20 anos invadiu uma agência da Caixa Econômica Federal em Carangola (MG) na madrugada da última sexta-feira (21) e acabou protagonizando uma sequência de erros que terminou com ele preso.

Segundo as imagens das câmeras de segurança, o rapaz tentou danificar caixas eletrônicos e acessar outras áreas do banco, sem conseguir levar nada. Durante a tentativa de fuga, ele ficou preso na porta giratória, chegando a tirar a bermuda para tentar se soltar. Após finalmente conseguir sair, ele ainda tentou acessar novamente o local, mas ficou preso na mesma porta giratória pela segunda vez.

A Polícia Militar foi acionada pelo alarme da agência e encontrou o jovem escondido debaixo de uma escada, apenas de cueca. Ele foi detido.

De acordo com a PM, o rapaz estava sob efeito de entorpecentes e também embriagado. Ele foi atendido no pronto-socorro e encaminhado à delegacia. A corporação informou que o jovem vive em situação de rua.

Apesar do contexto inusitado, o caso foi tratado como crime e seguirá sob investigação.

 

Caminhão carregado com laranjas tomba e interdita rodovia Coronel Eduardo Lopes entre Avaré e Itatinga

Um acidente envolvendo um caminhão carregado de laranjas interditou parcialmente a rodovia vicinal Coronel Eduardo Lopes de Oliveira na manhã desta terça-feira (25). O incidente ocorreu nas proximidades do Distrito da Serra, em Itatinga.

De acordo com as informações iniciais, a carreta tombou enquanto trafegava pela via que liga Itatinga a Avaré. As causas do acidente ainda são desconhecidas e estão sob investigação.

Com o tombamento, parte da carga de laranjas ficou espalhada pela pista e pelas margens da rodovia. Para a remoção do veículo, foi necessário realizar o serviço de destombamento, o que exigiu a interdição completa da via nos dois sentidos de direção durante o procedimento.

Apesar do susto e dos prejuízos materiais, não houve registro de feridos no acidente.

Fonte: A Voz do Vale

Foto: Reprodução

Operação contra o tráfico: Dise de Botucatu cumpre mandado e apreende cocaína, crack e haxixe em residência

A Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes (DISE) de Botucatu realizou uma operação de combate ao tráfico de drogas na última segunda-feira (24), resultando no cumprimento de um Mandado de Busca e Apreensão Domiciliar e na prisão em flagrante de um indivíduo.

A Apreensão:
Durante a ação, realizada no endereço investigado, os policiais apreenderam um volume significativo de entorpecentes, incluindo:
50 gramas de cocaína (incluindo pedra bruta);
30 papelotes de crack prontos para comercialização;
Uma porção de maconha;
Uma porção de haxixe.

Além das drogas, foram apreendidos R$ 290,00 em espécie.

O investigado,confessou seu envolvimento com o tráfico de drogas, confirmando que utilizava sua residência como ponto de venda de entorpecentes.

Após os procedimentos de Polícia Judiciária na delegacia, o indivíduo foi encaminhado à Cadeia Pública de Itatinga, onde permanece à disposição da Justiça, conforme consta no SPJ nº RF9249-1/2025.

Polícia Civil

Briga familiar termina em violência no centro de São Manuel: Homem é preso após esfaquear o sogro

Um homem foi detido em flagrante na noite de segunda-feira (24) no Centro de São Manuel, após um violento desentendimento em uma residência que culminou em múltiplas facadas contra outro morador. A Polícia Civil, com apoio da Guarda Municipal, registrou a ocorrência.

Os agentes municipais foram acionados para atender a ocorrência de esfaqueamento. No local, encontraram a vítima, um senhor de 62 anos, com quatro perfurações de faca, mas consciente. Ele alegou ter sido atacado após uma discussão que envolvia sua filha. O agressor, que também apresentava ferimentos nas mãos, alegou ter agido em legítima defesa após se sentir ameaçado.

A situação se complicou quando a filha da vítima chegou ao local. Nervosa, ela apresentou uma versão confusa, sugerindo que o pai teria sido golpeado pelo marido dela (o agressor).

No entanto, a evidência decisiva veio de uma câmera de segurança instalada na residência. Segundo o Boletim de Ocorrência (BO), as imagens “mostram claramente o momento em que a vítima é atacada com golpes de faca pelo autor”, enquanto a filha tentava intervir. A arma do crime não foi recuperada.

Diante das provas visuais e da gravidade do ato, o agressor recebeu voz de prisão em flagrante, que foi ratificada pela autoridade policial. Ele foi encaminhado à Cadeia Pública de Itatinga, onde aguarda a Justiça. A vítima segue internada recebendo tratamento médico.

Violeiro Osni Ribeiro celebra quatro décadas de carreira no palco da Fazenda Lageado em Botucatu

Com entrada gratuita, show “40 anos de Viola e Cantoria” mistura emoção, memória e pertencimento.

Depois de passar por várias cidades do estado de São Paulo, o violeiro e compositor Osni Ribeiro traz o show “40 Anos de Viola e Cantoria” para Botucatu. A apresentação acontece no dia 27 de novembro, quinta-feira, a partir das 20h, com entrada gratuita, no auditório da Fazenda Lageado.

Acompanhado por uma banda integrada por talentosos músicos botucatuenses, Osni Ribeiro celebra sua trajetória dedicada à música e à cultura paulista com um espetáculo que mistura emoção, memória e pertencimento.

Entre causos, modas e canções, Osni revisita momentos marcantes da carreira, apresenta novas composições e reafirma a força da tradição caipira — viva, moderna e cheia de poesia. “Em Botucatu, minha cidade natal, este show ganha um sentido especial: é mais que uma apresentação, é um reencontro com o público, com as raízes e com o tempo que a viola ajudou a atravessar”.

O show “40 Anos de Viola e Cantoria” Projeto foi viabilizado com recursos da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB), do Programa de Ação Cultural – ProAC São Paulo, da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo, do Ministério da Cultura e do Governo Federal.

O espetáculo faz parte do projeto Lageado Cultural e da programação de comemoração aos 60 anos de atividades da Faculdade de Ciências Agronômicas (FCA) da Unesp, câmpus de Botucatu. O evento conta com apoio de Comitê de Ação Cultural da FCA, Comitê de Ação Cultural da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ), Pró-reitoria de Extensão e Cultura (Proec) da Unesp e Fundação de Ensino e Pesquisas Agrícolas e Florestais (Fepaf).

Serviço
Show Osni Ribeiro – “40 Anos de Viola e Cantoria”
Auditório da Fazenda Lageado (Av. Universitária, 3780 – Altos do Paraíso)
20h
Entrada gratuita
Classificação livre

Mulher retorna para casa em Bauru, e surpreende ladrão dentro do banheiro durante tentativa de furto

Uma jovem de 26 anos passou por um susto ao chegar em casa, por volta das 20h40 deste domingo (23), na Vila Industrial, em Bauru. Ao retornar do trabalho, ela encontrou a porta da cozinha arrombada e, dentro do imóvel, um ladrão escondido no banheiro. O suspeito, de 24 anos, foi detido por vizinhos e preso pela Polícia Militar.

Segundo o boletim de ocorrência, a PM foi acionada para atender a um furto em andamento. Quando a equipe chegou ao endereço, o homem já estava imobilizado por moradores. Antes da chegada da viatura, ele tentou fugir e acabou sendo contido e agredido pelos populares.

A vítima relatou que, ao notar a porta arrombada, entrou no imóvel e viu a televisão fora do lugar, posicionada sobre a cama. Em seguida, ao abrir a porta do banheiro, surpreendeu o invasor escondido atrás dela. Assustada, correu para fora da casa e pediu ajuda aos vizinhos.

De acordo com a polícia, o suspeito apresentava ferimentos e foi encaminhado ao Pronto-Socorro Central para sutura no supercílio esquerdo. Depois, foi levado ao Plantão Policial. No local, os policiais observaram que ele estava sob efeito de substâncias psicoativas, com fala desconexa e comportamento agressivo. O homem permaneceu à disposição da Justiça.

Bauru registrou, em média, 13 furtos por dia entre janeiro e setembro deste ano, conforme noticiado, o equivalente a um caso a cada 1h50.

Fonte: JCNET

 

Morre aos 81 anos Jimmy Cliff, um dos maiores ícones da história do reggae mundial, nesta segunda-feira

Jimmy Cliff, uma das maiores lendas do reggae em todos os tempos, morreu nesta segunda-feira (24), aos 81 anos. Latifa Chambers, sua mulher, anunciou a morte do cantor em suas redes sociais.

É com profunda tristeza que compartilho que meu marido, Jimmy Cliff, morreu devido a uma convulsão seguida de pneumonia. Agradeço à família, amigos, colegas artistas e colaboradores que compartilharam esta jornada com ele.

Latifa também se dirigiu aos fãs de Cliff: “Para seus fãs ao redor do mundo, por favor saibam que seu apoio era a força dele ao longo de toda a carreira. Ele realmente adorava o amor de cada um de seus fãs”.

Ela agradeceu ainda a equipe médica que cuidou de seu marido e finalizou seu texto assim: “Jimmy, meu querido, descanse em paz. Seguirei seus desejos. Espero que vocês respeitem nossa privacidade neste momento difícil. Daremos outras notícias mais adiante”.

Pioneiro

Jimmy Cliff é um dos pioneiros do reggae e é considerado uma verdadeira lenda do gênero musical que surgiu na Jamaica. A longa carreira do cantor começou oficialmente em 1967, com o disco Hard Road to Travel.

Através das décadas, Cliff lançou dezenas de álbuns e singles e ganhou o Grammy pelos discos Cliff Hanger (1985) e Rebirth (2012). Realizou grandes turnês pelo mundo todo e tem uma relação especial com o Brasil. Em 1968, participou do Festival Internacional da Canção, no Rio de Janeiro e se tornou muito querido por aqui, o que o fez voltar várias vezes. Se apresentou no país em 1984, em 1990, 1993 e 1998. Ele até chegou a morar no Rio de Janeiro e em Salvador durante alguns anos.

Boa parte de suas canções eram de protesto ou abordavam temas sociais, assunto de grande interesse de Cliff. Entre seus maiores sucessos estão músicas como “Reggae NIght”, “Rebel in Me”, “We All Are One”, “Many Rivers to Cross”, “Vietnam”, “I Can See Clearly Now” (de Johnny Nash), entre outros.

Seu último disco, Refugees, foi lançado em 2022.

Fonte: Agência Brasil

Foto: Divulgação

Reparação e bem-viver: O que motiva as marchas de mulheres negras pelo direito de existir

Desde o princípio, teimosar, na Paraíba, é verbo. Ele nomeia a obstinação de um contingente de mulheres negras que estão a caminho da 2ª Marcha das Mulheres Negras por Reparação e Bem-viver, em Brasília. A delegação viajará quase dois dias para se juntar a 1 milhão de mulheres no dia 25 de novembro.

Elas vão marchar em defesa do bem-viver, que passa pelo acesso a direitos básicos – como moradia, emprego, segurança -, mas também por uma vida digna, livre de violência e por ações de reparação.

Esta agenda inclui medidas para promover mobilidade social, considerando os danos deixados pela escravidão e a expropriação da população negra através de séculos.

Na Paraíba, a expressão “teimosando” foi adaptada pelo movimento de mulheres negras a partir de um discurso da líder quilombola e enfermeira Elza Ursulino. A declaração canalizou as aspirações para a marcha de 2025, explicou Durvalina Rodrigues, ativista e coordenadora da organização paraibana Abayomi.

“Durante uma homenagem, em 2024, Elza, do quilombo Caiana dos Crioulos, no interior do estado, contou como ela era reprimida pelo pai por provocar discussões na comunidade, né?, [Por provocar] Reflexões sobre a situação do quilombo e que ela, na ‘teimozeira’, insistia em melhorar”.

A organização, cujo nome significa “encontro precioso”, em iorubá, que reúne e atende mulheres negras de diversos perfis, nasceu da primeira marcha de mulheres negras, em 2015.

“Naquela época, sabíamos que a marcha ia ser algo grande, mas nós não tínhamos a ideia de que seria histórico”, lembrou Durvalina.

No retorno para casa, ao fazer um balanço, as ativistas decidiram fundar a Abayomi e ampliar as discussões que a marcha tinha proposto, com foco no enfrentamento ao racismo e às violências.

Brasília - Marcha das Mulheres Negras Contra o Racismo, a Violência e pelo Bem Viver em Brasília, reúne mulheres de todos os estados e regiões do Brasil (Marcello Casal Jr/Agência Brasil)
Brasília – Marcha das Mulheres Negras Contra o Racismo, a Violência e pelo Bem Viver em Brasília, de 2015. Foto: Marcello Casal jr/Agência Brasil
Jornada

Junto com outras organizações de mulheres negras paraibanas e nordestinas, a instituição organizou uma série de atividades ao longo de 2025, com o intuito de discutir o bem-viver e a reparação, temas da marcha em Brasília, esse ano.

O primeiro foi abordado pela perspectiva do autocuidado como um ato político, de resistência, mas de impacto coletivo, e, o segundo, como forma de compensar os quase 400 anos de escravidão e o legado racista que, até hoje, determina as condições de vida de pessoas negras.

Sob a ótica do bem-viver, o auto-cuidado, que vai além de rituais individuais, volta a ser um tema da marcha, dez anos depois.

“O estresse no trabalho, no lar e na comunidade, geralmente, deixa pouco tempo para o autocuidado, um caminho que provoca doenças crônicas, sofrimento psicológico e solidão” com impactos coletivos, explicou a psicóloga Hidelvânia Macedo, da Abayomi. Por outra ótica, quando exercido, o auto-cuidado impacta positivamente na autoestima e na autodeterminação, destacou.

Nesta segunda edição, o bem-viver é tratado ao lado da busca por reparação, ou seja, de medidas que permitam a correção de distorções reflexo do racismo estrutural, que é o tratamento desigual dados às pessoas negras devido à estrutura da sociedade.

Ao contrário de contingentes de imigrantes, as pessoas negras escravizadas no Brasil não tiveram direito a indenização após a abolição, tampouco acesso à terra e à educação. Frequentar escolas, por anos, era proibido.

Essas questões estão na base das desigualdades que chegaram até os dias atuais. Na região Nordeste, por exemplo, onde a taxa de analfabetismo é o dobro da nacional (14%) e há uma maior proporção de pessoas na extrema pobreza e na pobreza, vivem mais pessoas pretas e pardas*.

 

Rio de Janeiro (RJ), 29/10/2025 - Dezenas de corpos são trazidos por moradores para a Praça São Lucas, na Penha, zona norte do Rio de Janeiro. Operação Contenção.
Foto: Tomaz Silva /Agência Brasil
Rio de Janeiro (RJ), 29/10/2025 – Dezenas de corpos são trazidos por moradores para a Praça São Lucas, na Penha, zona norte do Rio de Janeiro. Operação Contenção. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
Necropolítica

Segundo Durvalina, da Abayomi, nas conversas mobilizadas pela instituição, a discussão por reparação antecede a do bem-viver. “Ela remete às explicações históricas, ao colonialismo, quando nos tiraram tudo, até a perspectiva existir”, explicou.

Dessas atividades preparatórias, Durvalina revelou que emergem discussões sobre política que determinam quem tem ou não direito à vida, como as de saúde e segurança. Para ela, essas reflexões são parte do grande legado da marcha de 2025.

“Quando as mulheres começam a perceber que a política de morte, a necropolítica, tem um viés histórico, com base no racismo, percebemos um despertar”, acrescentou.

A necropolítica é um conceito filosófico que explica como algumas pessoas têm mais chances de serem abandonadas e mortas por omissão ou ação do Estado, sendo a própria escravidão um exemplo de necropolítica, por ter submetido pessoas negras sistematicamente e permanentemente à violência e à morte.

 

Rio de Janeiro (RJ), 27/07/2025 – XI Marcha das Mulheres Negras, em Copacabana, mobilização contra o racismo, por justiça e bem viver. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
Rio de Janeiro (RJ), 27/07/2025 – XI Marcha das Mulheres Negras, em Copacabana, mobilização contra o racismo, por justiça e bem viver. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
Manifesto

Para tratar do tema da reparação, a Marcha de Mulheres Negras lançou o Manifesto Econômico e Institucional, com propostas em sete eixos, incluindo a criação de um fundo econômico, a taxação de grandes fortunas e heranças, políticas para redução da taxa de juros, blindagem do orçamento social, reformas agrária e urbana, além de linhas de crédito e ações afirmativas em empresas que atendem à administração pública.

Teimosando como a quilombola Elza, de Caianas, Durvalina, acredita que, por mais uma edição, a marcha estimula reflexões e fortalece organizações de mulheres capazes de liderar e acelerar transformações na sociedade brasileira.

* Os grupos populacionais preto e pardo, somados, são os chamados negros, conforme convencionou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e organizações negras.

Fonte: Agênca Brasil

Foto: Abayomi/Divulgação