Botucatu: Polícia interdita casa que mantinha idosos em ambiente insalubre

Na manhã desta quarta-feira (30), os policiais civis do 1º Distrito Policial de Botucatu deram cumprimento a um mandado de busca domiciliar expedido pelo Juízo da 3ª RAJ de Bauru. A diligência foi motivada por uma denúncia anônima recebida nesta unidade, indicando a existência de um imóvel clandestino que abrigaria idosos em condições precárias, sugerindo a ocorrência de maus tratos.

Acompanhados por profissionais da Vigilância Sanitária e da Unidade de Saúde da Família, os policiais compareceram ao local e constataram indícios compatíveis com a denúncia. Os idosos ali residentes foram devidamente qualificados, bem como o responsável pelo imóvel, que foi conduzido à Delegacia para prestar esclarecimentos. Segundo os agentes da Vigilância Sanitária, o local não possuía alvará de funcionamento e operava clandestinamente, sem a presença de profissionais habilitados para o cuidado dos residentes.

Durante a diligência, o médico e a enfermeira da equipe prestaram atendimento emergencial, especialmente ao senhor Rubens Batista Carlos, que, conforme atestado médico fornecido pelo Dr. Paulo Roberto Zanatta Machado, é portador de colostomia. O equipamento encontrava-se em péssimo estado: abarrotado de fezes, preso com um pregador de roupas sujo e apresentando sinais evidentes de deterioração. Outros idosos apresentavam alterações de pressão arterial e quadros de diabetes descompensada, recebendo os cuidados médicos adequados no local.

Diante da situação, a Vigilância Sanitária entrou em contato com os familiares dos idosos para providenciar o acolhimento necessário. Para os casos em que não houve manifestação das famílias, a Assistência Social Municipal foi acionada a fim de garantir os cuidados devidos, uma vez que o ambiente não apresentava condições mínimas para abrigá-los.

Uma vizinha do imóvel também foi ouvida. Em seu depoimento, relatou já ter presenciado agressões contra os idosos, embora não disponha mais das imagens captadas por suas câmeras de segurança.

O responsável pelo local negou a prática de maus tratos, sendo ouvido formalmente. Foi requisitada perícia no imóvel e determinado exame de corpo de delito indireto no caso da vítima Rubens Batista Carlos. Com base nos elementos apurados, foi registrado o Boletim de Ocorrência nº GG4251-1/2025, com a devida instauração de inquérito policial para aprofundamento das investigações e oitiva de outras possíveis testemunhas.

 

Polícia Civil

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