Em sua estreia olímpica, Bárbara Domingos garantiu vaga na final individual da ginástica rítmica em Paris 2024. Após perder classificação para as Olimpíadas de Tóquio 2020, Babi fez história e se tornou a primeira brasileira a avançar à final da modalidade, com 129.750 pontos no total, na 8ª colocação.
Esportes
Brasil perde para os Estados Unidos no vôlei feminino e fica fora da disputa do ouro em Paris
A Seleção Brasileira de vôlei feminino mais uma vez esbarrou nos Estados Unidos e viu o sonho do terceiro ouro na história se encerrar. Nesta quinta-feira (8), as americanas dominaram a semifinal de Paris 2024 e venceram o Brasil por 3 sets a 2, parciais de 25/23, 18/25, 25/15, 22/25 e 15/11.
O cenário é semelhante aos Jogos de Tóquio 2020. Naquela ocasião, o confronto entre brasileiras e americanas ocorreu na final, com a equipe verde e amarela se contentando com a medalha de prata.
Com a derrota na semifinal, resta ao Brasil lutar pelo bronze para garantir um pódio nesta edição olímpica. O adversário sairá do duelo europeu entre Turquia e Itália, também nesta quinta, às 15h. Quem perder encara o Brasil no próximo sábado (10) às 12h15.
O Brasil tinha 100% na Olimpíada antes da queda. A equipe de Zé Roberto Guimarães fechou invicta na fase de grupos, vencendo Quênia, Japão e Polônia, e batendo a República Dominicana nas quartas de final.
Como foi o jogo
O Brasil iniciou a partida sentindo o peso da disputa, e os EUA chegaram a abrir 5 a 0. As meninas da Seleção se recuperaram, conseguiram a virada, fazendo 19 a 16, mas o set foi fechado pelas americanas por 25 a 23.
O cenário do segundo set foi diferente, com as brasileiras mais atentas e dominando as principais ações. Grande nome do duelo pelo lado do Brasil, Ana Cristina foi a responsável por fechar o set em 25 a 18.
Os Estados Unidos acordaram e dominaram o terceiro set, fechando em 25 a 15. O Brasil apresentou muitas falhas, principalmente na recepção e no bloqueio, e não foi páreo para a força ofensiva das americanas.
O quarto set subiu ainda mais a adrenalina do confronto e esteve equilibrado até o fim. O Brasil se assustou e chegou a cometer erros na reta final, mas contou com uma invasão da jogadora Ogbogu para fechar em 25 a 23.
O tie-break foi lá e cá e as seleções se alternavam no placar. O Brasil encontrou dificuldades na armação de jogadas no meio do set e as americanas aproveitaram para abrir vantagem e administrar até o 15º ponto.
Fonte: CNN Brasil
Foto: Patrícia Melo Moreira
Augusto Akio, o Japinha, conquista a medalha de bronze no skate park
O skate brasileiro conquistou a 14ª medalha para o Brasil nas Olimpíadas de Paris 2024. Augusto Akio garantiu o bronze na disputa do Skate Park masculino. Keegan Palmer, da Austrália, ficou com a medalha de ouro e Tom Schaar ficou com a prata.
Atletas Olímpicos terão premiações taxadas no Brasil
A Receita Federal divulgou um comunicado nesta segunda-feira (05), informando que as medalhas olímpicas conquistadas nos Jogos de Paris estão isentas de impostos federais. Isso significa que o atleta que desembarcar no País trazendo uma medalha na bagagem não pagará impostos.
‘As medalhas olímpicas, bem como troféus e quaisquer outros objetos comemorativos recebidos em evento esportivo oficial realizado no exterior, estão isentas de impostos federais”, diz nota da Receita.
As conquistas de ouro, prata e bronze ficam isentas do imposto de importação, do imposto sobre produtos industrializados, da contribuição para o PIS/Pasep-Importação, da Cofins-Importação e da CIDE-Combustíveis. O comunicado da Receita Federal se baseia no artigo 38 da Lei 11.488 de 15 de junho de 2007. O tema também é tratado na Portaria MF 440/2010.
Além das medalhas, os atletas também recebem premiações em dinheiro, oferecidas pelo Comitê Olímpico do Brasil (COB) e pagas no Brasil. O valor subiu 40% em relação aos Jogos de Tóquio, em 2021. Especialistas explicam que esses prêmios são tributáveis a partir da tabela do Imposto de Renda. “Os vencedores de concursos esportivos residentes no Brasil, sejam em dinheiro, bens ou serviços, devem ser tributados de acordo com a tabela progressiva mensal do Imposto de Renda, com alíquotas que variam entre 7,5% e 27,5%, aplicando-se as deduções previstas em lei”, diz Elisa Garcia Tebaldi, especialista em Direito Tributário e em Planejamento Tributário pelo Instituto Brasileiro de Estudos Tributários (IBET/SP).
No caso da medalha de ouro, como aquela conquistada pela por Bia Souza, a judoca terá de descontar a alíquota de 27,5% do Imposto de Renda do prêmio total de R$ 350 mil. Com isso, ela vai ter de destinar R$ 96.250 para os cofres públicos. Para Caio Bonfim, prata na marcha atlética e ganhador do prêmio de R$ 210 mil, a “mordida” será de R$ 57.750.
Com quatro medalhas conquistadas em Paris um ouro, duas pratas e um bronze, Rebeca Andrade é a brasileira com maior premiação ao somar R$ 826 mil até o momento. Desse total, a ginasta que se tornou a maior atleta olímpica da história terá de pagar R$ 227.150 em impostos.
Rebeca é ouro no solo e vira maior medalhista olímpica do Brasil
A despedida de Rebeca Andrade da Olimpíada de Paris não poderia ser melhor. Nesta segunda-feira (5), a paulista conquistou a medalha de ouro na prova de solo, alcançando seu quarto pódio na capital francesa. Foi a sexta medalha olímpica dela, que se isolou como atleta brasileira mais laureada na história do evento, superando os velejadores Robert Scheidt e Torben Grael, com quem a ginasta estava empatada.

Rebeca obteve 14.166 de nota em sua exibição, superando a favorita Simone Biles. A estadunidense – que, mais cedo, ficou fora do pódio da trave, assim como a brasileira – alcançou 14.133, sofrendo duas penalidades por pisar fora do tablado de competição. Mesmo assim, conseguiu a medalha de prata. O pódio foi completado por Jordan Chiles, também dos Estados Unidos, com 13.766.
A brasileira foi a segunda a se apresentar, ao som de uma combinação das músicas “End of Time”, de Beyonce, e “Movimento da Sanfoninha”, de Anitta. Ela recebeu 8.266 pela execução da série e mais 5.900 da nota de dificuldade das acrobacias. A comissão técnica pediu revisão desta última nota, sem sucesso. A pontuação total (14.166) de Rebeca foi melhor que as do individual geral (14.033) e da classificatória (13.900), mas inferior ao que atingiu na disputa por equipes (14.200).
As atenções, então, voltaram-se para Biles. Ela realizou a série mais complexa da final, com 6.900 de nota de dificuldade. No entanto, em duas acrobacias, pisou com os dois pés fora do tablado, o que diminuiu a nota de execução (7.833) e causou uma penalidade de 0.6. Rebeca ainda teve de aguardar as apresentações da romena Sabrina Maneca-Voinea e de Jordan Chiles para comemorar, emocionada, a vitória no solo.
Fonte: Agência Brasil
Foto: Luiza Moraes/COB
Bia Souza vence final e leva primeiro ouro do Brasil em Paris
O Brasil é medalha de ouro no judô. Nesta sexta-feira (2), Beatriz Souza derrotou a israelense Raz Hershko na final categoria acima dos 78kg feminina nas Olimpíadas de Paris 2024. Este o primeiro ouro olímpico do Brasil na capital francesa.
Rebeca Andrade é prata no individual geral e faz história nas Olimpíadas
Como esperado, Rebeca Andrade foi buscar uma medalha de prata no individual geral da ginástica artística feminina nas Olimpíadas de Paris-2024. A brasileira ficou atrás apenas de Simone Biles, a maior ginasta de todos os tempos. Sunisa Lee, tambéms dos Estados Unidos, fechou o pódio.
Com o resultado, Rebeca Andrade se transformou na mulher com mais medalhas na história dos Jogos Olímpicos pelo Brasil.
Por conta das posições na fase de classificacão, em que Rebeca foi a 2ª e Biles a 1ª, as duas dividiram a mesma rotação e foram as duas últimas atletas a entrarem no tablado, na disputa do solo. Com isso, tudo foi resolvido só na última rotina da final, o solo da americana.
As duas começaram no salto, com a brasileira fazendo seu movimento primeiro. Com um espetacular Cheng, Rebeca cravou a saída e tirou 15.100, com 9.500 de execução em seu salto de dificuldade 5.600. O problema, porém, veio no salto de Biles.
A ginasta americana fez o movimento que leva o seu nome, o Biles II, e é considerado o mais difícil do salto na ginástica feminina atual. Com isso, ela teve uma nota de partida de 6.400 e a execução de 6.366 colocaram Simone com 15.766, 0.666 na frente de Rebeca de início.
Nas barras assimétricas, Rebeca abriu a rotação e fez uma bela série, tirando 14.666. Já Simone teve um erro grave em um dos seus movimentos e a nota da americana caiu para 13.733, com Rebeca abrindo 0.267 de vantagem.
Na trave, foi a vez de Simone ir antes de Rebeca e abrir a rotação. A americana teve um pequeno desequilíbrio, mas que não afetou uma apresentação brilhante e que tirou um 14.566.
Assim como na final por equipes, Rebeca teve um pequeno desequilíbrio e tirou a mesma nota da decisão anterior: 14.133. Com isso, Biles foi para o último aparelho com 0.166 de vantagem.
No solo, Rebeca foi a penúltima a se apresentar e, infelizmente, acabou pisando fora logo em sua primeira sequência. No entanto, teve uma apresentação maravilhosa e levantou o público, recebendo um 14.033 e somando 57.932 no total.
Simone Biles não podia fazer mais que 13.867 para a brasileira ficar com a medalha, mas a americana mostrou todo seu talento, fechou com 15.066 e levou o ouro.
Flávia Saraiva fica fora do pódio
Outra representante brasileira na final do individual geral, Flávia Saraiva ficou em 9º lugar, com somatória de 54,032.
A ginasta terminou a primeira rotação em na 8ª posição com nota 12,233 nas barras assimétricas. Depois, na trave de equilíbrio, ficou com 14,266 e subiu para 7º lugar. Na apresentação do solo, no entanto, a brasileira teve uma queda e caiu para 11º com nota 12,233. No salto, seu último aparelho, Flávia recebeu nota 13,633.
Antes mesmo de pisar em Paris, Rebeca Andrade tinha reservado um lugar único na história do Brasil nas Olimpíadas. Foi ela a primeira mulher do país a ganhar a medalha de ouro na ginástica artística, há três anos, em Tóquio. Mas o desempenho nos Jogos de 2024, com a medalha de prata no individual geral, a colocou em um patamar ainda maior.
A “menina” que surgiu em Guarulhos se isola agora como a brasileira com mais medalhas olímpicas, a quarta na carreira, uma acima de Mayra Aguiar e de Fofão. À prata desta quinta-feira (1º), somam-se o ouro no salto e a prata no individual geral em Tóquio 2020, além do bronze por equipes em Paris. Uma bela história, mas que, como a de todo atleta de alto rendimento, nem sempre foi só de alegrias.
Rebeca viveu sua infância na região metropolitana de São Paulo, onde deu seus primeiros passos no esporte que viria a consagrá-la. Como é de praxe com todas as ginastas de sua geração, a primeira inspiração de Rebeca foi Daiane do Santos, uma adoração que virou apelido: “Daianinha de Guarulhos”.
Os treinos na cidade-natal duraram até 2010, em um projeto social que atende crianças e jovens entre 7 e 17 anos em Guarulhos. Rebeca, por dificuldades financeiras da família, chegou a parar de praticar diversas vezes, mas contou com o apoio de seus técnicos para manter o sonho vivo.
A vida da campeã olímpica mudou a partir de 2012, quando surgiu a oportunidade de treinar no Flamengo. Foi na Gávea que Rebeca apareceu para o Brasil pela primeira vez, ao vencer o Nadia Comaneci Invitational e se tornar campeã brasileira com apenas 13 anos.
Mas novas lombadas atrapalharam a futura estrela. Entre os 16 e 20 anos, Rebeca passou por três cirurgias no joelho. A primeira a tirou dos Jogos Pan-Americanos de Toronto, no Canadá, em 2015, a seguinte comprometeu sua participação no Mundial de 2017, enquanto a terceira, já em 2020, parecia o fim.
Rebeca Andrade pensou em desistir. Por sorte, dela e do Brasil, não o fez. E a recompensa apareceu na sequência.
Depois das três cirurgias, a atleta do Flamengo retornou ao tablado em 2021 para ganhar o mundo. De volta no Pan-Americano de Lima, ela se classificou para as Olimpíadas de Tóquio e mudou sua vida em solo japonês.
No individual geral, Rebeca liderou a final por boa parte do tempo, mas dois pequenos erros no solo fizeram com que ela terminasse com a prata, a primeira medalha olímpica de uma mulher brasileira na história da ginástica artística.
E a situação melhoraria: no salto, ela quebrou um novo recorde ao se tornar a primeira medalhista brasileira de ouro na ginástica, com uma média de 15.083.
Campeã olímpica, ela ainda faturou outro ouro, no Mundial de Kitakyushu em 2021. Nascia ali uma estrela. E um medo.
A maior rival de Simone Biles
Desde então, Rebeca Andrade conseguiu um feito que parecia impossível: rivalizar com Simone Biles. Considerada por muitos a maior ginasta de todos os tempos, a americana é extremamente dominante e nunca pareceu ter seu reinado, que começou lá em 2013, ameaçado.
Até os últimos anos.
Na Copa do Mundo de 2023, Rebeca superou Biles no salto, maior especialidade de ambas, e venceu a medalha de ouro. Pela primeira vez, Biles se viu ameaçada.
E quem diz isso é a própria americana, que admitiu em um documentário sobre sua trajetória que “Rebeca Andrade é a atleta que mais me assusta”.
Em Paris, as duas chegaram como as grandes estrelas, a grande rivalidade da ginástica artística mundial. E, até aqui, as duas só tem se engrandecido.
Fonte: ESPN
Foto: Reprodução
Gabriel Medina conquista a maior nota da história do surfe nas Olimpíadas
O surfista brasileiro Gabriel Medina protagonizou um momento histórico ao conquistar a nota 9.9, nesta segunda-feira (29/7), a maior já registrada em uma Olimpíada. Com o feito histórico, Medica quebra o recorde previamente estabelecido pelo japonês Kanoa Igarashi e avança para as quartas de final como favorito ao ouro olímpico.
Medina conquistou o triunfo 17.40 (9.90 + 7.50) a 4.40 (3.67 + 0.73), marcando a maior nota e maior somatório da história do esporte nas Olimpíadas, incluído na última edição dos Jogos. O desempenho excepcional do brasileiro foi marcado por uma exibição técnica e de grande controle, conquistando o reconhecimento dos juízes e espectadores.
Agora, Medina enfrentará o colega de equipe João Chianca, o Chumbinho, que também brilhou ao vencer o marroquino Ramzi Boukhiam em uma disputa acirrada. Chianca somou 18.10 pontos, superando os 17.80 de Boukhiam, e garantiu uma vaga nas semifinais. As quartas de final estão programadas para terça-feira (30/7), a depender da condição do mar.

Jogos Olímpicos Paris 2024 – Tahiti – Gabriel Medina – Foto: William Lucas
Desempenho de Medina
No início da bateria, o surfista japonês Kanoa Igarashi, que acumulava alguns décimos na pontuação, viu o brasileiro surpreender com um tubo quase perfeito que lhe rendeu uma nota de 9.90. Na saída da onda, o brasileiro gesticulou em direção aos juízes, sugerindo um 10, nota máxima, e quase foi atendido.
Kanoa tentou reagir no meio da disputa, mas suas manobras não renderam notas superiores a três pontos. Na segunda metade da bateria, o brasileiro somou mais 7.50 com outro tubo, consolidando sua vitória e eliminando as chances de Igarashi, seu algoz nos Jogos de Tóquio 2020, de conseguir uma nova vitória.
Agora, as expectativas se voltam para as próximas fases da competição, onde o atleta brasileiro continuará sua busca pelo título. “Nunca imaginei que a gente estaria mostrando pro mundo esse tipo de surfe. Não é sempre que a gente pega condição assim. Estou vivendo um sonho de estar aqui representando meu país. Está desafiador, mas é assim que é legal de surfar. É sei lá… está muito perfeito, eu amo essas condições”, comemorou Gabriel Medina ao encerrar a prova.
Fonte: Correio Brasiliense
Foto: Reprodução
Alpha Notícias Rede Alpha de Comunicação

