Região

Polícia Civil captura quadrilha responsável por furto qualificado de cabos em Taguaí (SP) e Ibaiti (PR)

Taguaí (SP) – A Polícia Civil de Taguaí concluiu as investigações e identificou os autores de um furto qualificado de fios e cabos de telefonia ocorrido na madrugada do dia 10 de novembro na cidade. O caso, que causou prejuízos à infraestrutura de serviços públicos, foi elucidado após cruzamento de informações com uma ocorrência similar no Paraná e análise de imagens de circuito de segurança.

De acordo com o delegado responsável, aproximadamente 240 metros de cabos da rede telefônica foram furtados. Câmeras de segurança instaladas no local registraram toda a dinâmica do crime, incluindo o veículo utilizado e a atuação dos criminosos.

Horas após o furto em Taguaí, a Polícia do Estado do Paraná prendeu, na cidade de Ibaiti, dois indivíduos envolvidos em um furto de grande quantidade de fios em Siqueira Campos. Durante a abordagem, os suspeitos fugiram e abandonaram um VW Gol preto carregado com cerca de 400 a 500 kg de cabos furtados. O veículo foi apreendido.

Investigadores da Delegacia de Taguaí, ao analisarem os registros da ocorrência paranaense, perceberam similaridades. A comparação das imagens locais com os dados do Paraná permitiu relacionar o mesmo veículo e a mesma dupla ao crime cometido em São Paulo.

Os dois investigados, já custodiados no Paraná, foram ouvidos pela autoridade policial de Taguaí. Eles reconheceram sua participação no furto ocorrido na cidade e se identificaram nas imagens gravadas. Durante os depoimentos, ficou constatado que um dos suspeitos já possui antecedentes por furto qualificado, indicando uma atuação reiterada no tipo delituoso.

Com a materialidade e a autoria comprovadas, a Polícia Civil de Taguaí instaurou inquérito policial para apurar as responsabilidades. A dupla responderá por furto qualificado, cujas agravantes incluem: o rompimento de obstáculo, a subtração de bens essenciais à prestação de serviços públicos (causando dano à comunidade) e a prática do crime durante o repouso noturno.

O caso exemplifica a eficácia da cooperação entre as polícias de estados diferentes e a importância dos sistemas de monitoramento por vídeo na elucidação de crimes, assegurando a responsabilização dos envolvidos mesmo em ações que ultrapassam fronteiras municipais e estaduais.

Fonte: A Voz do Vale

Foto: Reprodução

Trabalhadores são resgatados em condições análogas à escravidão em colheita de laranja em Buri (SP)

Buri (SP) – Doze trabalhadores foram resgatados de condições análogas à escravidão em Buri, durante uma operação conjunta do Ministério Público do Trabalho (MPT) e do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) realizada na quarta-feira (03/12). Eles atuavam na colheita de laranja e haviam sido aliciados em cidades vizinhas.

A fiscalização encontrou alojamentos em situação precária, com falta de higiene, superlotação, partes da casa destelhadas, fiação elétrica exposta e colchões pelo chão. Havia apenas um banheiro para todos os residentes. Nos locais de colheita, não existiam banheiros nem áreas de vivência, e os trabalhadores não recebiam equipamentos de proteção individual (EPIs). O transporte também era feito em veículo sem condições adequadas de tráfego. Nenhum deles tinha registro em carteira de trabalho.

O resgate, feito por auditores fiscais do trabalho, garantiu a emissão das guias para acesso ao seguro-desemprego. Após a operação, o MPT firmou Termos de Ajuste de Conduta (TACs) com dois empregadores. Os TACs estabelecem o pagamento de indenizações por danos morais coletivos no valor total de R$ 228 mil, destinados ao Fundo Estadual para Calamidades Públicas (FECAP) e ao Fundo de Defesa de Direitos Difusos (FDD), que financia projetos voltados à reparação de danos sociais e à promoção de direitos.

Os trabalhadores resgatados também receberão uma indenização individual de R$ 5 mil. As empresas deverão pagar as verbas rescisórias e fazer o registro retroativo na carteira de trabalho.

Os empregadores assumiram ainda obrigações para adequar suas práticas à legislação trabalhista e às normas de saúde e segurança. Entre as medidas estão o registro imediato de todos os trabalhadores, a proibição do aliciamento e da contratação por intermediários, a oferta de alojamentos adequados, a disponibilização de áreas de vivência e locais para refeição em condições higiênicas, o fornecimento de água potável e alimentação adequada, além de transporte seguro e autorizado.

Também devem entregar EPIs gratuitamente, oferecer treinamento para uso e conservação dos equipamentos, implementar programas de saúde e segurança e manter fiscalização permanente das condições de trabalho.

Em caso de descumprimento, as multas variam de R$ 2 mil a R$ 5 mil por infração, multiplicadas pelo número de trabalhadores afetados.

Câmara de Cerqueira César instaura comissão processante contra vice-prefeito por invasão a canil

Em sessão realizada na noite de segunda-feira (1º), a Câmara Municipal de Cerqueira César aprovou a abertura de uma Comissão Processante (CP) para investigar o vice-prefeito Hemerson Camargo Mantovani, conhecido como Lingote (Podemos). O político é acusado de invadir, depredar e furtar uma cadela do Canil Municipal. A denúncia, que aponta possível quebra de decoro parlamentar, poderá resultar na cassação do mandato, caso as acusações sejam confirmadas.

A representação foi protocolada pelo munícipe César Vinícius Leste Guess. Após a leitura da denúncia e análise dos requisitos legais, o plenário decidiu pela instauração da investigação. A admissibilidade da CP foi aprovada por 7 votos a favor e 3 contra.

Votação:

A favor: Adriana Grilo (PL), Joice Lopes (MDB), Regina Ferreira (Podemos), Odair da Silva (Podemos), Carlos Leone (PL), Wilmor Ares Ramos Júnior (Solidariedade) e William Araújo (MDB).  Contra: Emerson Calixto (Formiga – Podemos), Jair Godoy (MDB) e Renan Lopes Gomes (MDB).

Após a aprovação, foram sorteados os integrantes da Comissão Processante:

Presidente: Jair Godoy (MDB)

Relator: Wilmor Ares Ramos Júnior (Solidariedade)

Secretária: Regina Ferreira (Podemos)

A Comissão terá a responsabilidade de conduzir oitivas (depoimentos), solicitar documentos, analisar provas e elaborar um parecer final. Esse relatório poderá recomendar desde o arquivamento do processo até a cassação do mandato do vice-prefeito, assegurando-lhe o direito à ampla defesa e ao contraditório. O prazo para conclusão dos trabalhos é de até 90 dias. Ao final, o relatório será votado pelo plenário da Câmara, que decidirá o destino do processo.

Os Fatos que Motivaram a Investigação

O caso que deu origem à Comissão ocorreu no dia 6 de novembro. De acordo com um boletim de ocorrência e imagens de câmeras de monitoramento, o vice-prefeito Hemerson Lingote invadiu o Canil Municipal e retirou uma cadela da raça foxhound-americano que estava internada.

Conforme relato da diretora do canil à polícia, o estabelecimento estava fechado quando Lingote chegou. Ele teria exigido a abertura imediata e ameaçado invadir o local caso seu pedido fosse negado. A invasão foi constatada posteriormente, com danos ao portão e a uma telha de proteção.

A cadela, que havia sido resgatada com oito filhotes em outubro, portava uma infecção sexualmente transmissível (IST) entre animais e não estava apta para receber alta médica, com uma cirurgia marcada para o dia seguinte à sua retirada.

Anderson Martins Borges, presidente da Associação dos Voluntários em Defesa da Causa Animal de Cerqueira César, afirmou que o vice-prefeito não deu explicações sobre a tutela do animal.

Em nota, a Prefeitura de Cerqueira César informou que tomou conhecimento dos fatos apenas após a elaboração do boletim de ocorrência. A gestão municipal declarou “não compactuar com comportamentos fora das condutas éticas e legais”.

Agora, as investigações e a apuração formal das responsabilidades seguem no âmbito da Comissão Processante da Câmara Municipal, que deverá elucidar o caso nos próximos três meses.

A reportagem não conseguiu contato com o vice-prefeito para se manifestar sobre a abertura da CP.

Fonte: A Voz do Vale
Foto: Reprodução

Morre mulher atropelada com o filho por motorista bêbado que invadiu calçada de bar em Promissão (SP)

A mulher que foi atropelada junto com o filho de 3 anos por um motorista bêbado que invadiu a calçada de um bar, em Promissão (SP), morreu na tarde da terça-feira (2).

Marcela Benedito Paulucci, de 38 anos, estava internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Geral de Promissão, que confirmou a morte.

O atropelamento ocorreu na noite de sábado (29), na Avenida Eurico Gaspar Dutra. Uma câmera de segurança registrou o momento em que o carro trafegava pela via, quando, repentinamente, virou à esquerda e avançou sobre a calçada, atingindo clientes, mesas e uma moto estacionada.

Segundo o boletim de ocorrência, três pessoas ficaram feridas: Marcela, que ficou presa embaixo do veículo e sofreu fratura no braço; o filho dela, de 3 anos; e uma outra mulher.

Todos foram socorridos e levados ao Hospital Geral de Promissão. A criança e a terceira vítima já receberam alta.

De acordo com a polícia, o motorista foi encontrado trancado dentro do carro, com dificuldade para sair, fala desconexa e sem conseguir ficar de pé.

Ele se recusou a fazer o teste do bafômetro, mas confessou ter ingerido bebida alcoólica por causa da final da Libertadores entre Flamengo e Palmeiras, disputada no sábado. O acidente foi registrado às 20h51 — 39 minutos após o fim da partida, que havia terminado às 20h12.

O homem foi preso em flagrante por lesão corporal culposa na direção de veículo automotor e embriaguez ao volante. Em audiência de custódia realizada no domingo (30), ele obteve liberdade provisória mediante pagamento de fiança de R$ 15 mil.

Com a morte de Marcela, a Polícia Civil informou que o caso passará a ser investigado como homicídio, substituindo a tipificação inicial de lesão corporal — podendo haver análise de dolo eventual.

Fonte: g1 

Foto: Arquivo Pessoal

Homem é preso por desobediência, desacato, resistência e injúria contra PMs em Avaré

Na noite de terça-feira (2), uma ocorrência de desentendimento entre um casal terminou com a prisão de um homem por desobediência, desacato, resistência, injúria e ameaças contra policiais militares em Avaré. A situação, inicialmente registrada como uma discussão doméstica, rapidamente se tornou tensa e exigiu ação dos agentes.

O fato foi detalhado pelo Sargento Palhau, que comandou a ação. Segundo ele, ao chegarem ao local, a guarnição encontrou apenas a parte masculina, que estava “bastante alterado” e começou a destratar os policiais.

A maior preocupação dos militares, no entanto, era localizar e verificar a integridade da mulher envolvida na discussão. Questionado, o homem afirmou que ela não estava no local, o que levantou suspeitas.

Para tentar esclarecer o paradeiro da mulher, os policiais pediram para que o homem se identificasse e o acompanharam para buscar a esposa. Em um determinado momento, ele correu para o interior da residência e fez uma declaração grave. “Ele pegou, correu para o interior da residência e falou que, naquele momento, os policiais teriam que matá-lo”, relatou o Sargento Palhau.

Diante da atitude agressiva e da possibilidade de o homem tentar pegar uma arma, os policiais contiveram o indivíduo. Foi nesse momento que ele passou a desacatar a equipe de forma mais explícita e a fazer ameaças. “Ele desacatou os policiais e fez algumas ameaças. E, diante dessas circunstâncias, os policiais deram voz de prisão e o encaminharam para o plantão policial”, explicou o sargento.

O homem foi preso em flagrante pelos crimes de desobediência, desacato, resistência, injúria e ameaça. Ele foi conduzido ao Plantão Policial para os procedimentos legais cabíveis, onde ficou à disposição da justiça.

A ocorrência, que começou com uma simples verificação, escalou devido à conduta do envolvido, culminando em sua prisão. A polícia segue apurando os detalhes do desentendimento inicial.

Fonte: A Voz do Vale

Foto: Reprodução

Polícia apreende leite e bebidas lácteas imróprios para o consumo em Avaré

A Polícia Civil de Avaré deflagrou uma operação, na terça-feira (2), para apreender produtos alimentícios impróprios para consumo que estavam sendo vendidos no município. A ação foi realizada em dois estabelecimentos comerciais após a polícia receber informações de que lotes de bebidas lácteas e leite UHT, destinados exclusivamente ao descarte ambiental, tinham sido reintroduzidos irregularmente no comércio.

A investigação teve início a partir de um comunicado oficial da fabricante dos produtos, que identificou a circulação irregular dos itens por meio de redes sociais e de reclamações de consumidores de Avaré. Um boletim de ocorrência sobre o mesmo lote já havia sido registrado anteriormente em outra cidade.

Equipes da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) localizaram, nos dois estabelecimentos, grande quantidade de bebidas lácteas sabor chocolate e leite UHT de marcas conhecidas. Todos correspondiam aos lotes citados no alerta da empresa, que foram reprovados no controle de qualidade e deveriam ter sido destruídos.

Durante a ação, os policiais constataram que as mercadorias estavam expostas ao público e também armazenadas nos depósitos. Centenas de unidades foram apreendidas. A polícia foi alertada, ainda, sobre reclamações de consumidores que já haviam devolvido os produtos por problemas de qualidade, o que motivou a imediata intervenção para evitar novos riscos à saúde pública.

O responsável pelos dois estabelecimentos confirmou a compra e venda dos produtos. Ele declarou à polícia que adquiriu as mercadorias “de boa-fé”, de um fornecedor com quem já mantinha negociações anteriores. O comerciante também informou que vinha realizando trocas dos produtos após receber reclamações, principalmente sobre o leite integral e a bebida láctea sabor chocolate.

Após a apreensão, a maior parte do material foi entregue à fabricante para que proceda ao descarte ambientalmente adequado, conforme normas sanitárias e com acompanhamento dos órgãos municipais. Amostras representativas de cada lote foram recolhidas e encaminhadas ao Instituto de Criminalística, que fará a análise pericial para atestar a impropriedade dos itens.

Com a conclusão da diligência, a Polícia Civil instaurou um procedimento investigativo para apurar a origem da irregularidade, a rota percorrida pelos produtos até chegar às prateleiras de Avaré e todas as circunstâncias que permitiram o retorno de mercadorias condenadas ao mercado. O caso segue sob investigação para total elucidação dos fatos e adoção das medidas legais cabíveis.

A polícia reforça a importância de os consumidores ficarem atentos à origem e integridade dos produtos adquiridos e de reportarem qualquer suspeita às autoridades sanitárias ou policiais.

A Usina de Laticínios Jussara S/A emitiu uma Nota Oficial no final da tarde de ontem, 03/12

 

Comunicado Oficial

A Usina de Laticínios Jussara informa que foi vítima de uma ação criminosa, detectada em dois estabelecimentos varejistas de Avaré/SP, com a exposição à venda de produtos não aprovados pelos padrões de qualidade e destinados para descarte.

Lotes de produtos listados abaixo, após análises internas, foram destinados ao descarte por estarem fora dos padrões de qualidade, em processo documentado e amparado pela legislação, e enviados a empresa especializada de Itamogi/MG.

Os lotes foram indevidamente desviados e encontrados em comercialização em dois estabelecimentos de Avaré/SP. A situação foi comunicada às autoridades competentes que estão diligenciando o recolhimento dos produtos nos pontos de venda.

A Usina já adotou medidas para apurar a responsabilidade da empresa responsável pelo descarte e a identificação dos responsáveis.

Os produtos apresentam alterações visuais, de odor e consistência, o que facilita sua identificação como inadequados e reduz o risco de consumo inadvertido.

Com mais de 70 anos de compromisso com a saúde da população, a Usina orienta que consumidores que tenham adquirido produtos dos lotes abaixo, que retornem o produto ao ponto de venda.

Para dúvidas, nosso Serviço de Atendimento ao Consumidor está disponível pelo email sac@leitejussara.com.br e pelo 0800 771 8021.

Os produtos não aprovados pelo controle de qualidade empresa são os identificados pelos lotes a seguir:

Bebida Láctea Chocolate Jussara – lotes 150v108g e 201v108g

Leite Max Integral – lote 101v101g

Usina de Laticínios Jussara S/A

Morador é retirado à força da Câmara durante briga em sessão que aprovou aumento de quase 80% nos salários dos vereadores de Avaré

A sessão da Câmara de Avaré (SP) que aprovou um aumento de quase 80% nos salários dos vereadores terminou em confusão na noite desta segunda-feira (1º). Um homem chegou a ser imobilizado e retirado à força para fora do plenário.

O projeto aprovou o reajuste dos vereadores de R$ 6,6 mil para R$ 11,8 mil e o do presidente da Câmara de R$ 7,6 mil para R$ 13,6 mil. Além de décimo terceiro salário e férias anuais com acréscimo de um terço.

Segundo o projeto, os salários com o aumento passam a valer na próxima legislatura, entre 1º de janeiro de 2029 e 31 de dezembro de 2032.

O projeto de lei de autoria da mesa diretora foi votado e aprovado durante a sessão extraordinária em discussão única. Ao todo, oito vereadores votaram a favor e quatro contra. Após a votação, um morador não concordou com a decisão, acabou protestando contra a proposta apresentada.

Veja quem votou a favor:

  • Ana Paula Tibúrcio de Godoy (Republicanos);
  • Everton Eduardo Machado (PL);
  • Francisco Barreto de Monte Neto (PT);
  • Hidalgo André de Freitas (PSD);
  • Jairo Alves de Azevedo (Republicanos);
  • Leonardo Pires Ripoli (Podemos);
  • Moacir Lima (PSD);
  • Pedro Fusco (PL),

 

Veja quem votou contra:

  • Adalgisa Lopes Ward (Podemos);
  • Luiz Cláudio da Costa (Podemos);
  • Magno Greguer (Republicanos);
  • Maria Isabel Dadário (Podemos).

A discussão teria começado depois que o presidente da Câmara, vereador Cabo Samuel Paes, pediu que o homem se manifestasse de forma pacífica. Como o pedido não foi atendido, ele determinou que um funcionário o retirasse do local. Nesse momento, outras pessoas se aproximaram e começaram as agressões. Uma mulher também entrou na discussão. Durante a confusão, o homem foi carregado e retirado do plenário por quatro pessoas, entre elas o presidente.

A Polícia Militar foi acionada e o caso foi registrado na delegacia.

Conforme o boletim de ocorrência, o munícipe não teria concordado com o aumento dos salários e resolveu protestar. Segundo o depoimento dele, quatro pessoas, incluindo o presidente da Câmara, teriam o agredido. À polícia, ele relatou ter sofrido alguns arranhões no rosto e nos braços.

Ainda conforme o boletim de ocorrência, na versão de um dos funcionários da Câmara, a atitude foi tomada, pois ele interrompeu a sessão, mesmo sendo advertido pelo presidente para manter a ordem no local. Ao ser novamente advertido, ele teria reagido de forma agressiva, iniciando um tumulto e resistido à retirada do plenário.

A Câmara Municipal informou que a confusão foi registrada pelas câmeras de segurança, que não houve qualquer agressão por parte do Presidente ou dos servidores, mas sim imobilização legítima diante da resistência e agressividade do munícipe. Que registrou a ocorrência e que entregou as imagens às autoridades.

A Casa, disse ainda que permanece à disposição das autoridades e reforça que não tolerará ações que atentem contra a ordem, o decoro ou o regular funcionamento das sessões legislativas.

Nas redes sociais o presidente da Câmara, vereador Cabo Samuel Paes, classificou o episódio como ‘triste’. E que a atitude de retirar o morador foi para preservar a segurança.

“Ele já tinha sido advertido para que fizesse suas manifestações pacíficas. Tem que ter ordem e decência. Como sou policial, nós imobilizamos o indivíduo e retiramos ele do plenário”.

Também nas redes sociais, o morador disse que “perdeu a razão” e se exaltou diante da revolta com o projeto de aumento salarial e meio a uma crise econômica na cidade. E ainda negou ter agredido os funcionários intencionalmente.

Fonte: G1

Itatinga (SP): Fuga pela Castello Branco termina com dois presos e descoberta de peças de caminhão furtadas

Uma tentativa de fuga pela Rodovia Castello Branco (SP-280), no domingo (30), terminou com a prisão de dois homens e a recuperação de uma carga de módulos eletrônicos e bombas injetoras para veículos a diesel, furtados da garagem da Prefeitura Municipal de Braúna (SP). Um terceiro suspeito conseguiu escapar para uma mata.

A ação começou por volta das 9h, quando uma equipe do Tático Ostensivo Rodoviário (TOR) sinalizou para que um carro parasse no pedágio de Itatinga. O motivo foi a película escura nos vidros, que impedia a visão do interior. O motorista, no entanto, desobedeceu e acelerou em fuga pela rodovia.

Os policiais iniciaram um acompanhamento que durou cerca de 6 km, no sentido leste da Castelo Branco. Durante a perseguição, os criminosos jogaram dois sacos pela janela: no km 206, um saco preto com módulos e bombas, e no km 204, um saco de lixo com ferramentas. Todo o material foi recolhido pela polícia.

A fuga chegou ao fim no km 202, quando o veículo, ao tentar acessar um retorno, perdeu o controle, chocou-se contra a canaleta e danificou gravemente um pneu. Três ocupantes saltaram do carro e tentaram correr. Dois deles, de 24 e 32 anos, foram capturados pelos policiais rodoviários. O terceiro desapareceu na mata às margens da pista.

Com o apoio de policiais militares de Braúna, os agentes do TOR conseguiram rastrear a origem dos objetos. A investigação confirmou que, na madrugada anterior, a garagem de ônibus da Prefeitura de Braúna havia sido alvo de furto. Vários componentes eletrônicos de veículos foram subtraídos, exatamente os mesmos tipos de peças encontradas durante a ocorrência na rodovia.

Os dois presos foram informados de seus direitos constitucionais e encaminhados, junto com o veículo (que era locado) e as peças furtadas, à delegacia de plantão de Botucatu.

O delegado, após analisar o caso, ratificou a prisão em flagrante pelo crime de “furto qualificado” (artigo 155, parágrafo 4°, incisos II e IV do Código Penal), uma vez que o crime foi cometido por duas pessoas e em local fechado.

Eles foram recolhidos à carceragem para aguardar audiência de custódia. A polícia segue em busca do terceiro homem envolvido na fuga e no furto.

Fonte: A Voz do Vale

Foto: Reprodução