Saúde

Aborto é crime, Sr. Ministro?

O atual ministro da Saúde afirmou que o aborto é crime no Brasil e minimizou as críticas feitas contra o novo guia de assistência sobre o tema lançado por sua pasta.

O erro de se afirmar com tanta ênfase a criminalidade da situação, colocando em evidência sua perspectiva pecaminoso-religiosa e carregando o debate de ideologia, faz com que sobre o tema não haja uma análise ponderada e necessária à realidade tanto médica quanto penal.

Em primeiro lugar, é preciso delimitar o tipo de aborto que é previsto como crime no direito brasileiro. Como se verá abaixo, dentre as espécies possíveis de aborto, sob a perspectiva penal, apenas um é considerado crime.

Para se compreender isto, deve-se ter em mente que há um conjunto de elementos que compõem um crime, qualquer crime. Sem um destes elementos, a conduta não pode configurar delito. Quais são tais elementos? São tipicidade, antijuridicidade e culpabilidade.

O crime precisa ser típico, isto é, enquadrar-se na descrição da lei; precisa ser antijurídico, ou seja, a conduta não pode estar amparada na lei; e, por fim, deve ser culpável, vale dizer, ser reprovável da perspectiva do agente.

Quando a lei fala em excludente de ilicitude, ela quer exatamente dizer que dada conduta não pode ser crime porque falta o elemento da antijuridicidade, quer dizer, a lei em certo caso permite a prática da conduta e ela não pode ser considerada criminosa.

Exemplo clássico: matar alguém por legítima defesa. A morte ocorreu, há agente praticante da conduta, mas há uma “permissão” legal para esta situação, que é a defesa do próprio agente ou de terceiros. Assim, mesmo tendo ocorrido a morte, a conduta não se tipifica como homicídio e, portanto, não é homicídio.

Com relação ao aborto, sob aspecto legal, existem quatro modalidades: natural; necessário; sentimental e ilícito propriamente dito.

O natural é aquele que ocorre por circunstâncias biofisiológicas involuntárias à gestante, que, na maior parte dos casos, pretendia a continuidade da gravidez. Este caso por óbvio não tipifica crime.

Necessário é o aborto assim chamado quando praticado se não houver outro meio de salvar a vida da gestante, a não ser com o sacrifício do feto. A interrupção da gravidez é realizada visando-se preservar a saúde da gestante, o que hoje implica em condições físicas e psicológicas. Um exemplo disto, dado por interpretação mais ampla da lei na ADPF 54, é o caso do chamado aborto do anencéfalo, cuja justificativa pode ser fundada em tal circunstância. Deste modo, o aborto necessário, denominado ainda terapêutico ou curativo, não configura crime por expressa previsão legal.

O aborto sentimental é aquele que pode ocorrer quando a gravidez tiver origem num ato de violência contra a mulher, vítima neste caso de crime contra sua dignidade sexual, configurado basicamente pelo estupro. A lei penal em consideração a integridade psicológica da mulher permite o aborto, dizendo que ele não é punível. Verifica-se ainda a ausência de antijuridicidade e o fato não é considerado criminoso. É possível também se considerar a justificativa quanto ao dolo, pois a motivação não é a interrupção isolada da gravidez, porém antes, a preservação da estrutura sentiment al da gestante, a qual não pode ser submetida, como regra, a um profundo esforço de manutenção de uma vida cuja origem é espúria e indesejável. O aborto sentimental recebe a denominação de humanitário, moral ou ético, em face de tentar diminuir os reflexos negativos da violência à recuperação da mulher. E não constitui crime.

O único tipo ilícito de aborto é aquele provocado pela gestante ou por terceiro, seja médico ou não, com ou sem consentimento, motivado por outra circunstância que não as acima tratadas. Criminoso é o aborto provocado sem finalidade terapêutica ou sentimental, sem visar proteção da vida física ou moral da gestante. Ele é gerado pela insegurança, pelo medo, pela irresponsabilidade, pela falta de informação e pela falta de apoio individual e social. Enfim, sua causa não é natural, terapêutica ou humanitária, mas de natureza socioeconômica.

A gestante, nesta situação, encontra-se isolada, sem amparo, sem perspectivas, sem horizontes, abandonada mesmo pelo companheiro que, em momentos anteriores, sob a proteção da intimidade, prometia-lhe a luz das mais distantes estrelas.

Neste caso, o aborto é praticado justamente por faltarem condições de atendimento à gestante e de amparo social a uma possível futura mãe.

Falta o que todos os governos falsamente dizem que pretendem suprir: atendimento médico e assistência social. Falta o respeito à cidadã, que, na condição de gestante, não tem suporte assistencial algum dos entes públicos, para poder decidir o que fazer de seu futuro, com uma nova vida em seu ventre.

Ausente está uma estrutura de formação que aponte horizontes para a mulher que foi abandonada em sua situação de gravidez. Falta amparo social para demonstrar que existem outros recursos e que o amanhã não será obscuro.

Falta vergonha do governo e da sociedade para estender a mão a quem efetivamente precisa de apoio, duas vidas em jogo num só corpo.

Cercada de todas as condições, a mulher teria efetiva liberdade para tomar decisões ponderadas. Aí haveria a possibilidade do exercício de uma escolha. Então essa mulher seria livre.

Mas a realidade é a do desamparo da qual já se sabe. O que esta realidade implica é, diante de sua implacável força, verificar se ela não configuraria em termos penais uma causa supralegal de excludente de ilicitude.

Seria uma causa de exclusão de ilicitude fundada numa questão social provocada pela desigualdade. A gestante cuja ausência de condições socioeconômicas a premissem ao desespero, teria assim um suporte legal caso viesse a praticar o aborto. É bastante polêmico, deve-se reconhecer, mas permitiria uma justiça mais equilibrada e teria, certamente, também um pano de fundo humanitário. Mas isso exigiria que principalmente um Ministro da Saúde tivesse uma visão mais humanista e menos totalitária.

João Ibaixe Jr.

Advogado criminalista e ex-delegado de Polícia, é especialista em Direito Penal, pós-graduado em Ciências Sociais e Teoria Psicanalítica e mestre em Filosofia do Direito e do Estado.

CAPS 1 está atendendo em novo endereço

O Centro de Atenção Psicossocial – CAPS 1 – Rede Viva Botucatu está atendendo a partir desta segunda-feira, 15, em novo endereço, na Rua Velho Cardoso, 338 – Centro.

A unidade atendia os pacientes anteriormente no Espaço Saúde, na Avenida Santana, dividindo espaço com outros serviços de saúde. A mudança era um pedido antigo dos usuários do CAPS, para que o atendimento tivesse mais privacidade e espaço.

Na nova unidade, além do local amplo, a equipe também vai contar com área externa para atividades com pacientes.

 

O Centro de Atenção Psicossocial – CAPS é uma unidade preparada para oferecer cuidados diários a pacientes com transtornos mentais, sobretudo aqueles de ordem severa e persistente. Com uma equipe multiprofissional, os centros têm o objetivo de acolher os cidadãos, realizar acompanhamento clínico, desenvolver programas de reabilitação e promover a reinserção social.

Para passar por atendimento na unidade, o paciente deve procurar diretamente o serviço para uma avaliação ou então uma unidade de saúde, para que seja encaminhado.O CAPS 1 – Rede Viva Botucatu atende de segunda a sexta-feira das 8 às 16h30.

 

 

Serviço:

CAPS 1 – Rede Viva Botucatu

Rua Velho Cardoso, 338 – Centro.

Telefone: 3811-1605

12 sinais de alerta sobre Burnout

A síndrome do esgotamento profissional, mais conhecida como Burnout, afeta milhões de pessoas pelo mundo e é reconhecida como doença ocupacional pela OMS (Organização Mundial da Saúde). Para os gestores de empresas, é fundamental entender e saber identificar essa enfermidade para garantir um melhor ambiente de trabalho e o bem-estar dos funcionários. Esse é um dos temas que será abordado no CONARH SAÚDE (Congresso Nacional de Recursos Humanos, com foco em Saúde), promovido pela ABRH-Brasil (Associação Brasileira de Recursos Humanos) e ASAP (Aliança para a Saúde Populacional) no próximo dia 23 de agosto.

“Será que podemos contribuir para evitar o Burnout? A boa notícia é que podemos aprender os sinais mais sensíveis dessa doença, muito antes que o quadro se agrave. Dessa forma, temos a chance de alertar líderes na empresa, familiares e amigos para encaminhar o caso, quando necessário, a especialistas como psicólogos e psiquiatras”, afirma psicólogo Luiz Edmundo Rosa, diretor da ABRH Brasil, com foco em Saúde Corporativa, e coordenador do CONARH SAÚDE.

Para Luiz Edmundo, o Burnout é uma forma de desequilíbrio mental grave, cada vez mais comum. Ele ocorre pela incapacidade de uma pessoa perceber e reagir corretamente às alterações em seu estado mental. Contudo, é possível afirmar que também pode haver inaptidão de sua família, amigos e colegas, uma vez que não foram capazes de ver ou de agir a tempo, para evitar que essa síndrome se agravasse.

O Burnout pode causar sérios danos psíquicos e sociais, difíceis de serem resolvidos, tanto pela pessoa, como por todos de sua convivência. Depois que a crise eclodir, o tratamento pode ser longo e com um elevado custo emocional e financeiro. Os sinais que antecedem a uma crise podem ser identificados numa escala de gravidade, medida pelo aprofundamento do quadro, que vai agregando sintomas cada vez mais sérios.

“Alguns sinais são mais fáceis de serem percebidos. Outros, entretanto, são mais difíceis de detectar e a pessoa afetada pode não ter consciência do que está acontecendo, exigindo uma observação mais refinada, o que inclui desde um diálogo amigável a uma consulta com um profissional”, explica Luiz Edmundo.

São muitos os indícios de alerta. Confira, abaixo, 12 pontos que são muito comuns e podem ser suficientes para indicar a necessidade de um processo de ajuda. O risco do Burnout cresce com a persistência, progressão e combinação desses indicativos.  Os sinais foram colocados numa escala de risco, divididos nas cores amarelo (leve), laranja (moderado) e vermelho (grave).

 

Zona Amarela

1.      Elevação da ansiedade

Viver em ansiedade é algo normal em nossas vidas, mas quando ela cresce em demasia, e assim permanece, é um sinal de que algo não vai bem.

2.      Aumento da irritabilidade

A forma alterada das pessoas reagirem, fora do esperado, com respostas bruscas e agressivas.

3.      Alteração do nível de energia

Alguns passam a chamar a atenção pelo excesso de energia e agitação. Outros vivem o oposto, demonstrando cansaço e pouca motivação. Ficam mais quietos e isolados, rejeitando convites de amigos e colegas.

4.      Falhas de memória

É o caso de pessoas que começam a se esquecer de horários e compromissos anteriormente assumidos.

Zona Laranja

5.      Transpiração excessiva

Quando a transpiração ocorre acima do normal, e se torna frequente, isto pode indicar que o colaborador está sob tensão. Ou seja, pode indicar um nível elevado de estresse e dificuldade para relaxar.

6.      Insônia crônica

A perda regular do sono é uma séria ameaça à saúde e precisa ser logo corrigida. Podemos perceber pelos sinais cansaço, olheiras, olhos avermelhados, bocejos frequentes e irritabilidade.

7.      Alteração de Peso

Alguns sob estresse elevado, passam a comer descontroladamente e logo ganham peso. Contudo, há outros que perdem o apetite e emagrecem.

8.      Taquicardia e pressão

Sob forte tensão, os batimentos cardíacos e a pressão arterial se elevam a ponto de alguns registrarem taquicardias abruptas e desconfortáveis. Um dos sinais é se sentir cansado e suar em demasia.

Zona Vermelha

9.      Angústia profunda

Indica desconforto generalizado e indefinido com a sensação de vazio ou de que algo grave vai acontecer, respiração ofegante, falta de ar e calor.

10.  Sentimento de desesperança

Acontece quando alguém sofre de um conjunto de fatores negativos e persistentes, como angústia, insônia, estresse, sensação de cansaço e a desesperança se aprofunda.

11.  Perda do sentido da vida

Quando o nível de estresse se agrava e a autoestima cai, tudo pode parecer difícil e sem sentido. Em meio ao desânimo e depressão, a pessoa muitas vezes verbaliza que sua vida não tem mais sentido.

12.  Vontade de morrer

Se a depressão atingir um grau máximo, aprofunda a sensação de que não há saída, a não ser morrer. É um momento que exige ajuda urgente, pois o sofrimento pode ser insuportável, com alto risco de vida.

Hospital das Clínicas de Botucatu inaugura novo sistema de iluminação livre de mercúrio em ambulatório

O Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Botucatu (HCFMB), no interior de São Paulo, acaba de implementar um novo sistema de iluminação livre de mercúrio. A iniciativa promovida pela Coalizão pela Iluminação Limpa (CLiC) foi coordenada no Brasil pelo Projeto Hospitais Saudáveis (PHS) como parte de uma ação global contra o uso de lâmpadas fluorescentes, que contém mercúrio, em instituições de saúde. O projeto, iniciado em março deste ano, acaba de ser finalizado no HCFMB, totalizando mais de mil lâmpadas fluorescentes substituídas. A ação também foi estendida ao Hospital Estadual de Botucatu, que ganhou um retrofit com mais de mil lâmpadas de LED em suas instalações.

“Hoje, o advento do LED torna as lâmpadas fluorescentes ultrapassadas em termos de eficiência energética e em termos de poluição ambiental, visto que o LED não contém mercúrio e tem maior vida útil”, diz Erick Pelegia, especialista em eficiência energética do Projeto Hospitais Saudáveis. O mercúrio é altamente tóxico, razão pela qual a Organização Mundial de Saúde o enquadra entre os 10 principais produtos químicos ou grupos de produtos químicos de maior preocupação de saúde pública. Quando as lâmpadas fluorescentes se partem, os vapores tóxicos são liberados para o ar. Não existe um nível seguro de exposição ao mercúrio. A absorção de vapores de mercúrio por bebês e crianças aumenta o risco de deficiências de desenvolvimento para toda a vida. Para mulheres grávidas expostas ao mercúrio, há riscos para o feto.

Ciente disso, o HCFMB assumiu o compromisso em reequipar a iluminação de parte das suas instalações, substituindo lâmpadas fluorescentes contendo mercúrio por lâmpadas LED eficientes. Ao todo, foram trocadas 1.156 lâmpadas numa área ambulatorial de cerca de 3.000 m², que operava 100% com lâmpadas fluorescentes até então. Além de eliminar as chances de exposição dos funcionários e pacientes ao mercúrio, a substituição vai proporcionar uma economia de energia de 50% ou o equivalente a 43,3 MWh/ano. “Este projeto visa demonstrar como é fácil adaptar unidades de saúde. Ao substituir a iluminação hospitalar por LEDs, além de melhorarmos as condições de trabalho para as equipes, diminui-se os riscos de saúde pela exposição ao mercúrio”, diz Nyamolo Abagi, líder de indústria na CLiC.

Para a realização do projeto, iniciado em março deste ano, o primeiro passo foi escolher a área beneficiada, optando pelo ambulatório MION, onde são realizadas diariamente 580 consultas nas áreas de Pediatria e Saúde Mental Infantil, Ginecologia e Obstetrícia e Ortopedia. Depois, foi feita a auditoria de iluminação, para verificar a quantidade de lâmpadas, níveis de iluminância e quadros elétricos. Em seguida, a equipe do PHS fez a compra das lâmpadas LED com base nos critérios técnico pré-estabelecidos de eficiência energética, vida útil e fluxo luminoso, optando pelo modelo com fluxo luminoso de 2100 lúmens, 16 Watts de potência e 50 mil horas de vida útil. O descarte adequado das lâmpadas fluorescentes faz parte das atividades do projeto.

O principal objetivo da ação é demonstrar os benefícios de um retrofit de LED em um hospital, encorajando consumidores e outras organizações a seguir o exemplo. “Queremos sinalizar aos governos locais e estaduais que esta é uma solução econômica e escalável para reduzir custos de energia e proteger as pessoas” afirma Abagi.

“Ao substituir as fluorescentes por LEDs, além da sustentabilidade ambiental e proteção à saúde humana, vamos diminuir nossa conta de energia do hospital, reduzindo consideravelmente os custos operacionais. Essas economias para um hospital público são fundamentais, ainda mais frente às necessidades e demandas extras que a pandemia do COVID-19 nos trouxe”, explica a Profa Dra. Karina Pavão da Faculdade de Medicina de Botucatu (FMB – UNESP), que dirige o núcleo “Hospitais Sustentáveis do HCFMB”.

Além disso, segundo ela, “o Projeto Iluminação Livre de Mercúrio na Saúde condensa diversas demandas de sustentabilidade dentro de um serviço de saúde, pois elimina um produto com mercúrio, diminui a geração de resíduos devido a maior vida útil das lâmpadas LED, diminui o consumo de energia elétrica e, consequentemente, diminui as emissões de gases de efeito estufa. O projeto vai reduzir as emissões de GEE do HCFMB em 2,6 toneladas por ano e evitar o uso de 46,24g de mercúrio ao longo de 20 anos”.

A nova iluminação também trouxe como benefício a melhoria das condições de trabalho para as equipes. “A troca de todas as lâmpadas do ambulatório refletiu na melhoria do atendimento pois proporciona uma luminosidade maior nas salas de consultório e procedimentos e contribuiu para a melhoria da segurança de todos os profissionais e pacientes que circulam pelo MION”, conta Natália Benedetti, enfermeira supervisora do MION.

SOBRE A CAMPANHA – Em março deste ano, durante a Conferência das Partes (COP 4) da Convenção de Minamata sobre o Mercúrio, o Brasil assinou junto a mais de 130 países um acordo para pôr fim à comercialização de Lâmpadas Fluorescentes Compactas (CFL) até 2025.  Para as Lâmpadas Fluorescentes Tubulares (LFT), a luta continuará na próxima COP.

Para acelerar a transição para o LED e promover uma iluminação limpa, sem mercúrio, diversas organizações se uniram na execução de um projeto de modernização do sistema de iluminação em hospitais de três países: Brasil, Filipinas e Nigéria. No Brasil, a iniciativa chamada Projeto Iluminação Livre de Mercúrio na Saúde, promovida pela CLiC e coordenada pelo PHS, em colaboração com o IEI Brasil, o Centro de Análise, Planejamento e Desenvolvimento de Recursos Energéticos (CPLEN) do Instituto de Energia e Ambiente da USP e a Rede Kigali (que reúne organizações da sociedade civil brasileira pela eficiência energética), foi anunciada em 09 de março pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Botucatu e finalizada agora, em julho.

Hoje em dia, graças aos grandes avanços na tecnologia de diodos emissores de luz (LED), as lâmpadas LED podem substituir de forma rentável as fluorescentes em praticamente todas as aplicações. Além disso, as LED duram mais do que as lâmpadas fluorescentes e economizam recursos devido ao seu menor consumo de energia. Os LEDs atingem imediatamente a luminosidade total quando ligados, diferentemente das fluorescentes.

SOBRE A CLEAN LIGHTING COALITION (CLiC): campanha global, coordenada pela CLASP e apoiada pelo Climate Imperative e Sequoia Climate Fund, para alavancar o conhecimento especializado e as partes interessadas em iluminação limpa para fazer a transição dos mercados globais para uma iluminação LED segura com economia de energia por meio da remoção de exceções para lâmpadas fluorescentes na Convenção de Minamata sobre Mercúrio. Saiba mais https://cleanlightingcoalition.org/

SOBRE O PROJETO HOSPITAIS SAUDÁVEIS (PHS) – Associação sem fins econômicos dedicada a transformar o setor saúde em um exemplo para toda a sociedade em aspectos de proteção ao meio ambiente e à saúde do trabalhador, do paciente e da população em geral. O PHS desenvolve e apoia uma rede de cooperação em prol da saúde pública e ambiental, partindo do comprometimento das instituições de saúde e dos profissionais de todas as categorias que atuam no sistema de saúde brasileiro. Saiba mais https://www.hospitaissaudaveis.org/

SOBRE O HOSPITAL DAS CLÍNICAS DA FACULDADE DE MEDICINA DE BOTUCATU (HCFMB): O HCFMB é vinculado à Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo para fins administrativos e associa-se à Faculdade de Medicina de Botucatu da Universidade Estadual “Júlio de Mesquita Filho” – Unesp para fins de ensino, pesquisa e extensão. Maior instituição pública vinculada ao Sistema Único de Saúde (SUS) na região, atendendo 68 municípios e cerca de 2 milhões de pessoas. Saiba mais https://hcfmb.unesp.br/

ORGANIZAÇÕES PARCEIRAS DA INICIATIVA

CLASP: ONG internacional que desenvolve estudos técnicos e de políticas que analisam e comparam a realidade brasileira com a de outros países, especialmente em temas relacionados à melhoria do desempenho energético e ambiental dos aparelhos e equipamentos elétricos utilizados no cotidiano. Saiba mais https://www.clasp.ngo/

CPLEN: Centro de Análise, Planejamento e Desenvolvimento de Recursos Energéticos sediado no Instituto de Energia e Ambiente (IEE) da Universidade de São Paulo (USP), que atua nos temas de planejamento energético, política energética, energia e sociedade, usos finais de energia, recursos energéticos distribuídos, integração de fontes intermitentes à matriz de geração, biodigestão e rotas alternativas de processamento de resíduos orgânicos, dentre outros. Saiba mais https://cplen.iee.usp.br/

INTERNATIONAL ENERGY INITIATIVE – IEI BRASIL: O International Energy Initiative – IEI Brasil é uma organização não governamental e sem fins lucrativos que tem por missão iniciar, fortalecer e avançar a energia para o desenvolvimento sustentável, equilibrando eficiência econômica com equidade social e sustentabilidade ambiental. Para saber mais acesse iei-brasil.org.

REDE KIGALI:  A Rede Kigali — composta pelo Instituto Clima e Sociedade (iCS), International Energy Initiative – IEI Brasil, Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), Projeto Hospitais Saudáveis (PHS), rede de jovens Engajamundo e CLASP — tem como propósito promover a eficiência energética como um instrumento para atingir múltiplos benefícios para a sociedade brasileira, entre eles, oferecer para os consumidores aparelhos mais baratos e mais econômicos no consumo de eletricidade e dinamizar os setores econômicos envolvidos com a realização de investimentos em inovações tecnológicas, geração de emprego, aumento da produtividade e competitividade. Mais informações kigali.org.br.

Unidades de Saúde dão início a Campanha de Nacional contra Poliomielite e Multivacinação

Todas as unidades de saúde de Botucatu já estão realizando a Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite e Multivacinação. Os pais devem levar seus filhos nas unidades de saúde de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 16h30, ou na Sala de Vacina Noturna, no Centro de Saúde Escola da Vila dos Lavradores, das 18 às 21h30.

A Campanha contra a Polio vai imunizar crianças de 1 a 4 anos. A poliomielite é uma doença contagiosa aguda causada por um vírus que pode provocar paralisias irreversíveis e fatais. A vacinação é a principal forma de prevenção. A vacina é administrada de forma oral e o objetivo da Secretaria de Saúde é vacinar 95% do público alvo.

Já e a Multivacinação irá atualizar as cadernetas de vacina de crianças e adolescentes entre 1 e 14 anos, de acordo com calendário do Programa Nacional de Imunizações (PNI). Estão disponíveis as seguintes vacinas:

– BCG

– Hepatite A

– Hepatite B

– Penta (DTP/Hib/Hep. B)

– Pneumocócica 10 valente

– Vacina Inativada Poliomielite (VIP)

– Vacina Oral Poliomielite (VOP)

– Vacina Rotavírus Humano (VRH)

– Meningocócica C (conjugada)

– Febre amarela

– Tríplice viral

– Tetraviral

– DTP (tríplice bacteriana)

– Varicela

– HPV quadrivalente

– dT (dupla adulto)

– dTpa (DTP adulto)

– Menigocócica ACWY

Para vacinar, as crianças e adolescentes devem estar acompanhadas dos pais ou responsáveis e portar o documento de identificação e carteira de vacinação. Pessoas com quadros febris ou diarreias devem aguardar o fim de sintomas para se imunizar.

Dia D

No dia 20 de agosto, sábado, o Ministério da Saúde promoverá o Dia D de Vacinação contra a Polio e a Multivacinação. Neste dia, todas as unidades de saúde estarão abertas das 8 às 17 horas.

Informações:

Secretaria Municipal de Saúde

Rua Major Matheus, 07 – Vila dos Lavradores

Telefone: 3811-1100

Campanha Nacional contra Poliomielite e Multivacinação começam na próxima segunda-feira

A partir da próxima segunda-feira, 08, começa a Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite para crianças abaixo de 5 anos e também a Multivacinação para atualização de vacinas para menores de 15 anos.

Todas as unidades estarão preparadas para realizar esta campanha. Os pais devem levar seus filhos nas unidades de saúde de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 16h30, ou na Sala de Vacina Noturna, no Centro de Saúde Escola da Vila dos Lavradores, das 18 às 21h30.

Além das unidades, a Secretaria de Saúde promoverá o Dia D, no dia 20 de agosto, sábado, quando todas as unidades de saúde estarão abertas para a imunização das 8 às 17 horas.

A poliomielite é uma doença contagiosa aguda causada por um vírus que pode provocar paralisias irreversíveis e fatais. A vacinação é a principal forma de prevenção. A vacina é administrada de forma oral em crianças de 1 a 4 anos. O objetivo da Secretaria de Saúde é vacinar 95% do público alvo.

Já a Multivacinação tem como objetivo a atualização das cadernetas de crianças e adolescentes, de acordo com calendário do Programa Nacional de Imunizações (PNI). Estarão disponíveis nas unidades vacinas como contra tuberculose, hepatite, tétano, difteria, meningite, febre amarela, sarampo, rubéola, caxumba, catapora, gripe e Covid-19, entre outras.

Para vacinar, as crianças devem estar acompanhadas dos pais ou responsáveis e portar o documento de identificação e carteira de vacinação. Crianças com quadros febris ou diarreias devem aguardar o fim de sintomas para se imunizar.

Informações:

Secretaria Municipal de Saúde

Rua Major Matheus, 07 – Vila dos Lavradores

Telefone: 3811-1100

 

Estresse no trabalho? 7 dicas para fazer o manejo emocional

Uma rotina lotada de atribuições, sem pausas e imersa em tecnologia. Nossos corpos estão hoje mais estressados do que nunca – também como consequência de um estilo de vida muitas vezes frenético que desrespeita as regras básicas de funcionamento do corpo humano.

Mais do que apenas ficar calmo e tentar controlar circunstâncias externas, especialistas garantem: é preciso incluir o manejo do estresse na rotina diária, sob pena de reflexos irreversíveis ao corpo, a curto, médio e longo prazo.

Muito prazer, cortisol!

Protagonista no mecanismo do estresse dentro do organismo, o cortisol é um hormônio produzido pelas glândulas suprarrenais, que estão localizadas acima dos rins. Dentre suas funções, ele auxilia a reduzir inflamações, contribui para o funcionamento do sistema imune, mantém os níveis de açúcar no sangue e pressão arterial constantes. Porém, a sua função mais conhecida está relacionada à mediação das respostas fisiológicas ao estresse.

A neurocientista do SUPERA, Livia Ciacci, explica que a reação do organismo chamada estresse tem, na verdade, um propósito evolutivo: “é em essência uma resposta ao perigo, sendo que no seu primeiro estágio, quando identificamos um perigo, o corpo reconhece o estressor, que pode ser algo físico, ambiental ou mental, e ativa o sistema neuroendócrino”.

 

Segundo ela, a partir disso as glândulas suprarrenais passam então a liberar os hormônios do estresse (adrenalina, noradrenalina e cortisol), que aceleram o batimento cardíaco, dilatam as pupilas, aumentam a sudorese e os níveis de açúcar no sangue, reduzem a digestão, contraem o baço (que expulsa mais hemácias, ou glóbulos vermelhos, para a circulação sanguínea, o que amplia o fornecimento de oxigênio aos tecidos) e causa imunossupressão (ou seja, redução das defesas do organismo).

 

A função dessa resposta fisiológica é preparar o organismo para a ação, que pode ser de luta ou fuga ao estresse.

“O problema não é ter momentos de estresse ao lidar com situações da vida, isso faz parte do funcionamento normal. O problema está no estresse crônico, quando os níveis de cortisol se mantêm altos por muito tempo”, alertou.

 

O cortisol ao longo da vida

 

Todos temos o cortisol atuando na regulação endócrina. O ritmo circadiano dele, em condições normais, mostra taxas altas já no início da manhã e vai diminuindo à noite.  O seu ponto máximo (20ug) ocorre 1h antes da pessoa acordar pela manhã e o mínimo (5ug) cerca das 00h. Porém, ele pode ser produzido em rajadas e a sua concentração aumenta rapidamente em resposta ao estresse.

 

O cortisol no cérebro e as consequências para o organismo

 

O cortisol em níveis elevados é prejudicial para várias estruturas cerebrais responsáveis por funções superiores – de raciocínio e memória – e controle emocional.

Segundo a neurocientista do SUPERA, Livia Ciacci, muitas pesquisas mostram que há inclusive perdas celulares ocasionadas pelo estresse principalmente no sistema límbico, provocando a retração de processos dendríticos, a inibição da neurogênese, e até mesmo a morte de neurônios, diminuindo o volume do hipocampo (área essencial para consolidação de memórias).

“Várias regiões do córtex pré-frontal – área que regula o comportamento e toma decisões –  também sofrem considerável remodelação com a exposição ao cortisol alto. Essas alterações afetam diretamente funções executivas, como a memória de trabalho, que é a responsável por processarmos várias informações durante uma tarefa”, alertou.

 

Os altos níveis de cortisol têm efeitos neuro tóxicos no cérebro, independentemente da idade. Inclusive, o alto cortisol por estresse crônico nas gestantes pode atrapalhar o desenvolvimento do cérebro dos bebês.

 

“Os efeitos fisiológicos do cortisol no estresse crônico mais discutidos se referem aos aspectos imunológicos, uma vez que a ação imunossupressora do hormônio facilita o surgimento e agravamento de doenças. Mentalmente, a pessoa cronicamente estressada apresenta cansaço mental, dificuldade de concentração, perda de memória imediata, apatia e indiferença emocional, alterações que comprometem as relações do sujeito com o mundo”, concluiu a especialista.

 

Confira 7 dicas para fazer o manejo do estresse no dia a dia:

 

  • Invista em autoconhecimento, só assim poderá entender seus limites e estabelecer metas adequadas na vida;
  • Seja realista ao gerenciar o tempo, se uma tarefa demora 5 horas, não diga aos outros que fará em 2;
  • Aprenda alguns exercícios de alongamentos e respiração para acalmar nos momentos de tensão e ansiedade;
  • Tenha hobbies e respeite os momentos de lazer e cuidados pessoais, não alimente pensamentos “workaholics”;
  • Estude e pratique técnicas de comunicação clara e assertiva, é um bom caminho para evitar conflitos com pessoas, principalmente no ambiente de trabalho;
  • Planeje e já deixe agendado os momentos do ano que fará consultas e exames preventivos de saúde;
  • Não centralize todos os problemas para você e não hesite em buscar ajuda psicológica profissional.

 

Saúde terá postos de vacinação itinerante contra a Covid-19 no próximo sábado, 30

A Secretaria Municipal de Saúde fará uma ação especial no próximo sábado, 30, para vacinar pessoas acima dos 18 anos com a segunda dose de reforço (4ª dose) de Covid-19.

As equipes de Saúde farão a imunização em dois pontos:

– Praça do Bosque, das 9 às 16h30;

– Shopping Park Botucatu, das 14 às 22 horas;

A imunização de reforço é importante para garantir a proteção coletiva da população, já que a Cidade recebeu a terceira dose da vacina no final do ano passado e a resposta imune tende a cair com o passar dos meses.Podem se vacinar pessoas acima dos 18 anos que tenham tomado a terceira dose de reforço há mais de 4 meses e que não tenham contraído Covid-19 nos últimos 30 dias.Para receber a dose da vacina, é necessário apresentar documento de identidade com foto. Também podem aproveitar a ação e atualizar o esquema vacinal contra a Covid-19, pessoas que estejam com doses atrasadas.

Informações:Secretaria Municipal de SaúdeRua Major Matheus, 07 – Vila dos LavradoresTelefone: 3811-1100