Saúde

Vacina 100% brasileira contra a Covid-19 deve chegar ao SUS no primeiro semestre de 2026

A primeira vacina contra a Covid-19 desenvolvida integralmente no Brasil, chamada de SpiN-TEC, está prevista para ser disponibilizada à população por meio do Sistema Único de Saúde (SUS) já no primeiro semestre do próximo ano. A informação foi anunciada nesta quinta-feira (16) pela ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos.

Com tecnologia nacional e resultado de parceria entre instituições brasileiras, a SpiN-TEC representa um marco na autonomia científica do país no combate ao coronavírus.

 

Operação investiga empresas para rastrear uso de metanol em bebidas

Uma operação deflagrada nesta quinta-feira (16) em cinco estados brasileiros fiscaliza 24 empresas atuantes no setor sucroalcooleiro para tentar rastrear o uso de metanol em bebidas alcoólicas. Chamada de Operação Alquimia, a ação é realizada por uma força-tarefa que reúne agentes da Polícia Federal, da Receita Federal, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Além das empresas do setor sucroalcooleiro, a operação teve como alvosimportadores e distribuidores de metanol, nos estados de São Paulo, do Paraná, de Santa Catarina, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

A ação é um desdobramento das operações Boyle, que apurou possíveis casos de adulteração de combustíveis por meio da utilização de metanol, e Carbono Oculto, que revelou um esquema que consistia na compra de metanol importado por empresas químicas regulares, que o repassavam a empresas de fachada. As duas operações revelaram a participação de organizações criminosas em um esquema de adulteração de combustíveis com metanol.

De acordo com a Receita Federal, há fortes indícios de que esse combustível adulterado esteja sendo utilizado na fabricação clandestina de bebidas alcoólicas, podendo oferecer um alto risco à saúde pública.

Segundo a Polícia Federal, o objetivo da ação écoletar e analisar amostras dos produtos fabricados nessas unidades e atestar a regularidade de suas composições químicas. “Todo resultado servirá de subsídio para a instrução de investigações conduzidas pela Polícia Federal a respeito dos eventos de desvio e contaminação de bebidas alcoólicas por metanol, desde o início de setembro deste ano”, disse o órgão.

A Receita Federal informou que as empresas selecionadas para a coleta de elementos e amostras foram escolhidas “com base no potencial de envolvimento na cadeia do metanol, desde a importação da substância até sua possível destinação irregular”. Entre os alvos da operação estão importadores, terminais marítimos, empresas químicas, destilarias e usinas. Ao todo, 80 policiais e 70 servidores dos demais órgãos participaram das ações, nas seguintes cidades:

Mato Grosso: Várzea Grande

Mato Grosso do Sul: Caarapó, Campo Grande e Dourados

Paraná: Araucária, Colombo e Paranaguá

Santa Catarina: Cocal do Sul

São Paulo: Araçariguama, Arujá, Avaré, Cerqueira César, Cotia, Guarulhos, Jandira, Laranjal Paulista, Limeira, Morro Agudo, Palmital, Sumaré e Suzano

Riscos do metanol e impacto econômico

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), em bebidas alcoólicas, o metanol deve estar presente em níveis inferiores a 0,1%. Por ser uma substância altamente tóxica, mesmo o percentual máximo de 0,5% permitido em combustíveis já seria suficiente para causar graves danos à saúde. Por esse motivo, é proibido o uso de combustíveis na fabricação de bebidas alcoólicas.

Segundo o Fórum Nacional Contra a Pirataria e a Ilegalidade (FNCP), os prejuízos do setor de bebidas alcoólicas e a sonegação de tributos decorrentes de práticas de adulteração, falsificação, produção e contrabando de bebidas chegam a R$ 85,2 bilhões.

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Fonte: Agência Brasil
Foto: PF/Divulgação

Pesquisas brasileiras avançam no diagnóstico de Alzheimer

Estudos recentes feito por cientistas brasileiros confirmaram o potencial de um exame de sangue para o diagnóstico do Alzheimer. As análises apontam o bom desempenho da proteína p-tau217 como o principal biomarcador para distinguir, por meio desse exame, indivíduos saudáveis de pessoas com a doença. O objetivo das pesquisas, apoiadas pelo Instituto Serrapilheira, é levar os estudos para o Sistema Único de Saúde (SUS) para uso em larga escala.

Segundo Eduardo Zimmer, pesquisador da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), apoiado pelo instituto, atualmente no Brasil existem dois exames capazes de identificar o Alzheimer: o exame de líquor, um procedimento invasivo no qual é feita uma punção lombar utilizando uma agulha bem fina; e o exame de imagem (tomografia). Antes disso, a única forma de detectar a possibilidade da doença era o exame clínico, normalmente feito por um neurologista que fazia diagnóstico baseado nos sintomas do paciente.

“Tanto o exame de líquor quanto a tomografia podem ser solicitados pelo médico para o diagnóstico da doença de Alzheimer assistido por biomarcadores. O problema é que quando pensamos num país como o Brasil, continental, com 160 milhões de pessoas que dependem do SUS, como vamos fazer esses exames em larga escala? Uma punção lombar necessita de infraestrutura, experiência e normalmente é o neurologista que faz. Já o exame de imagem é muito caro para usar no SUS em todo o país”, afirmou.

A pesquisa, assinada por 23 pesquisadores, incluindo oito brasileiros, analisou mais de 110 estudos sobre o tema com cerca de 30 mil pessoas, confirmando que o p-tau217 no sangue é o biomarcador mais promissor para identificar a doença de Alzheimer. Além de Zimmer, o estudo conta com Wagner Brum, aluno de doutorado e membro do grupo de pesquisa na UFRGS, como coautores.

Brasília (DF), 16/10/2025 - Eduardo Zimmer. Foto: Instituto Serrapilheira/Divulgação
Pesquisador brasileiro Eduardo Zimmer, da UFRGS, participa de estudo sobre diagnóstico do Alzheimer – Foto Instituto Serrapilheira/Divulgação

Os resultados foram obtidos em análises de 59 pacientes e os testes foram comparados com o “padrão ouro”, o exame de líquor, apresentando alto nível de confiabilidade, acima de 90%, padrão recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Segundo Zimmer, ao mesmo tempo um grupo de pesquisadores do Instituto D’Or, no Rio de Janeiro, e da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), os professores Sérgio Ferreira, Fernanda De Felice e Fernanda Tovar-Moll, devolveram um estudo praticamente igual e com os mesmos resultados.

“São duas regiões diferentes do país, com genética e características socioculturais completamente diferente e o exame funcionou muito bem”, destacou.

Atualmente, o diagnóstico precoce da doença de Alzheimer é considerado um dos principais desafios de saúde pública no mundo. De acordo com a OMS, aproximadamente 57 milhões de pessoas no mundo vivem com algum tipo de demência — dessas, pelo menos 60% têm o diagnóstico de Alzheimer. No Brasil, o Relatório Nacional sobre Demência, de 2024, estima cerca de 1,8 milhão de pessoas com a doença. A previsão é que o número pode triplicar até 2050.

Baixa escolaridade

No estudo, os cientistas identificaram que a baixa escolaridade parece acentuar mais a doença, reforçando a hipótese de que fatores socioeconômicos e educacionais impactam no envelhecimento do cérebro.

“A baixa escolaridade é um fator de risco muito importante para o declínio cognitivo, ficando acima de idade e sexo. Fizemos esse estudo no Brasil e o primeiro lugar disparado é a baixa escolaridade. No contexto biológico, a gente entende que o cérebro que é exposto a educação formal cria mais conexões. É como se a gente exercitasse o cérebro que fica mais resistente ao declínio cognitivo”, ressaltou o pesquisador.

SUS

O diagnóstico por exame de sangue já é uma realidade na rede privada. Testes realizados no exterior, como o americano PrecivityAD2, são oferecidos no Brasil a um custo que pode chegar a R$ 3,6 mil. Embora apresentem alta precisão, seu preço elevado reforça a importância de desenvolver uma alternativa nacional e gratuita.

O pesquisador explicou que, para que o exame chegue ao SUS, primeiro é preciso entender se ele vai ter a performance necessária. Em segundo lugar estabelecer a estratégia e a logística para a inclusão no SUS.

“Precisamos de várias avaliações para entender onde as análises serão feitas, quando esses exames vão ser utilizados, que população será beneficiada, se vai acelerar ou não o diagnóstico no SUS”, disse.

Entretanto, antes de chegar a essa etapa ainda há um caminho a ser percorrido, o que dificulta colocar uma estimativa dessa disponibilidade. Os resultados definitivos estarão disponíveis em cerca de dois anos. Apesar de a doença ser mais frequente em pessoas com 65 anos, serão iniciados estudos em pessoas com mais de 55 anos.

“Vamos começar os estudos com indivíduos com mais de 55 anos, porque sabemos que existe uma fase que a gente chama de pré-clínica da doença de Alzheimer, que é quando a doença começa a se instalar, mas o indivíduo ainda não tem sintomas. A ideia é conseguirmos mapear também a prevalência desses indivíduos”, acrescentou Zimmer.

De acordo com o Instituto Serrapilheira, a pesquisa foi publicada na revista Molecular Psychiatry, e os resultados foram reforçados em revisão internacional publicada em setembro, no periódico Lancet Neurology.

Fonte: Agência Brasil

Foto:  Reprodução

Botucatu promove Dia “D” da Vacinação em 18 de outubro com foco na atualização de cadastros e imunização de crianças e adolescentes

A Secretaria Municipal de Saúde de Botucatu realizará no sábado, 18 de outubro, o Dia “D” da Vacinação, com atendimento especial voltado à atualização do calendário vacinal e dos cadastros dos pacientes nas Unidades de Saúde. A ação ocorrerá das 8h às 13h em todos os postos de saúde do município, incluindo o Espaço Saúde.

O público-alvo principal são crianças e adolescentes com menos de 15 anos, mas a campanha também inclui o resgate de jovens entre 15 e 19 anos não vacinados contra o HPV. As vacinas contra Febre Amarela e Sarampo serão reforçadas, devido ao risco de reintrodução desses vírus no Brasil.

É importante lembrar que sem o recadastro do paciente, as doses não poderão ser aplicadas. Por isso, além de um documento com foto, a Secretaria orienta que os responsáveis levem a caderneta de vacinação para avaliação e atualização das doses pendentes.

Brasil recebe lote de medicamento para tratar câncer de mama no SUS

O Ministério da Saúde recebeu, nesta segunda-feira (13), o primeiro lote do medicamento trastuzumabe entansina, incorporado ao Sistema Único de Saúde (SUS), em 2022, para o tratamento do câncer de mama. O remédio é indicado para quem ainda continuou com a doença após a quimioterapia inicial, geralmente em casos de câncer de mama HER2-positivo em estágio 3, informou a pasta.

Nesta primeira remessa, chegaram 11.978 unidades. Ao todo, serão quatro lotes do medicamento, sendo que as próximas entregas estão previstas para dezembro deste ano, março e junho do ano que vem. Segundo o ministério, os insumos atenderão a 100% da demanda atual pelo medicamento no SUS. Ainda em 2025, 1.144 pacientes devem ser beneficiados.

O medicamento será repassado às secretarias estaduais de Saúde, que farão a distribuição de acordo com os protocolos clínicos vigentes. O investimento total do governo federal é de R$ 159,3 milhões para a compra de 34,4 mil frascos-ampola do medicamento.

O diretor do Departamento de Atenção ao Câncer do Ministério da Saúde, José Barreto Campello Carvalheira, falou à imprensa, no local em que a carga foi recebida, no almoxarifado do Aeroporto Internacional de Guarulhos (SP).

“É gigantesco o avanço para a oncologia nacional. É uma medicação que vai reduzir em 50% a mortalidade das pacientes que têm HER2- positivo, que é um tipo de câncer de mama. É uma grande vitória do povo brasileiro. O Ministério da Saúde fica orgulhoso de poder estar fazendo essa entrega hoje dentro do Outubro Rosa”, disse o diretor.

“Nas pacientes que ficam com restos tumorais, no câncer de mama, você pode colocar [esse medicamento] agora à disposição para fazer um novo tratamento. Ele garante 50% de redução de mortalidade, 50% menos recidiva local, é realmente um grande avanço, é diminuição de mortalidade”, explicou. Segundo Carvalheira, a previsão é que o medicamento chegue aos pacientes já a partir deste mês, até o começo de novembro.

Fonte: Agência Brasil

Foto: Rovena Rosa

Anvisa proíbe venda de produtos de cannabis e de cogumelos

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu a venda de produtos à base de cannabis e de cogumelos fabricados por três empresas que não possuem registro ou autorização de funcionamento.

A medida foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) da última quinta-feira (9). Os vetos atingem as companhias Hemp Vegan e Cannafy, de produtos derivados de cannabis, e De Volta às Raízes, que produz suplementos de cogumelos.

Segundo a Anvisa, os produtos foram identificados durante ações de fiscalização e não atendem aos requisitos de segurança, qualidade e procedência exigidos para comercialização no país.

As determinações incluem a supensão imediata de fabricação, divulgação e venda dos produtos em território nacional. A agência também recomendou que consumidores evitem o uso e denunciem ofertas irregulares em sites e redes sociais.

Hemp Vegan e Cannafy são alvo da Anvisa

A Hemp Vegan teve a comercialização de oito produtos derivados de cannabis proibida, incluindo bálsamos, gomas e óleos de CBD. A Anvisa informou que os itens são fabricados por empresa desconhecida e não têm registro sanitário.

A Cannafy Serviços de Internet também foi citada na resolução. A empresa comercializava marcas estrangeiras sem registro brasileiro. Veja a lista de produtos proibidos:

  • Produtos com Fitocanabinoides (CBG, CBG, CBDA) – Marca Hemp Vegan (todos);
  • Bálsamos Tópicos de CBD – Marca Hemp Vegan (todos);
  • Gotas de CBD Fullspectrum Vegano – Marca Hemp Vegan (todos);
  • CBD Gummies Fullspectrum – Marca Hemp Vegan (todos);
  • CBD Paste Fullspectrum Vegan – Marca Hemp Vegan (todos);
  • CBD + CBG Drops – Marca Hemp Vegan (todos);
  • CBD + Cbda Fullspectrum – Marca Hemp Vegan (todos);
  • Parches Musculares – 50 mg de CBD – Marca Hemp Vegan (todos);
  • Todos os produtos da CBDM Gummy – vendidos pela Cannafy;
  • Todos os produtos da Canna River – vendidos pela Cannafy;
  • Todos os produtos da Rare Cannabinoid – vendidos pela Cannafy.

Em nota publicada no site, a Cannafy afirmou que não fabrica nem comercializa produtos de cannabis no Brasil. A empresa informou que apenas intermedeia o contato entre pacientes e fornecedores estrangeiros, em conformidade com a Resolução RDC 660/2022.

A Hemp Vegan não se posicionou publicamente. A Anvisa reforçou que o comércio de qualquer produto sem autorização constitui infração sanitária, sujeita a apreensão e multa.

Cogumelos também entram na lista

A Anvisa estendeu as proibições à empresa De Volta às Raízes, que comercializava suplementos feitos com cogumelos sem registro. A medida abrange o armazenamento, a fabricação e a importação de todos os lotes dos produtos.

Veja a lista com os itens proibidos:

  • Cogumelo Tremella (todos);
  • Cogumelo Reish (todos);
  • Cordyceps Militaris (todos);
  • Cogumelo do Sol (todos);
  • Cogumelo Juba de Leão (todos);
  • Cogumelo Chaga (todos);
  • Cogumelo Cauda de Peru (todos).

Segundo a agência, nenhum deles tem cadastro sanitário ou autorização para uso medicinal. A empresa afirma em seu site que os cogumelos são usados na medicina tradicional Chinesa e que estariam dispensados de registro. A Anvisa, porém, esclareceu que a regra não se aplica a produtos de uso terapêutico com alegações de saúde.

Fonte: Metrópoles

Foto: Gustavo Moreno

 

Botucatu participa da Campanha Estadual de Multivacinação para crianças e adolescentes até 31 de outubro

A Secretaria Municipal de Saúde de Botucatu está engajada na Campanha de Multivacinação promovida pela Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, que segue até o dia 31 de outubro. A iniciativa é voltada para crianças e adolescentes menores de 15 anos, com o objetivo de colocar em dia as cadernetas e ampliar a cobertura vacinal no município.

Durante todo o período da campanha, todas as vacinas do Calendário Nacional de Vacinação estarão disponíveis nas Unidades de Saúde da cidade. Entre os imunizantes ofertados estão BCG, hepatite B, penta, poliomielite, rotavírus, pneumocócica 10V, meningocócicas C e ACWY, influenza, Covid-19, febre amarela, tríplice …

Horários e locais:
As Unidades de Saúde funcionam de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h. Já as Salas de Vacinação Noturna funcionam das 18h às 21h30, nos seguintes locais:

– Centro de Saúde Escola (CSE) – Rua Dr. Gaspar Ricardo, 181 – Vila dos Lavradores
– Centro de Saúde Integral (CSI) – Rua Rafael Sampaio, 58 – Centro

A Secretaria reforça a importância de que pais e responsáveis levem a caderneta de vacinação no momento da visita, para que os profissionais possam avaliar as vacinas pendentes e garantir a proteção completa dos jovens.

Brasil recebe 2,5 mil unidades de fomepizol, antídoto contra metanol

O Ministério da Saúde recebeu nesta quinta-feira (9), no Aeroporto de Guarulhos (SP), uma remessa com 2,5 mil unidades do antídoto fomepizol, usado no tratamento de pacientes com metanol no organismo. A substância detectada tem sido ingerida junto com bebidas alcoólicas adulteradas, produzidas de maneira clandestina.

É a primeira remessa desse antídoto a chegar ao Brasil. Ao todo, 1,5 mil unidades já começam a ser distribuídas ainda hoje, sendo priorizado o estado de São Paulo, que registra o maior número de casos de intoxicação pela substância. A unidade federativa receberá 288 unidades do medicamento.

O restante do lote será destinado a outras localidades com ocorrências confirmadas: Pernambuco (68 unidades), Paraná (84), Rio de Janeiro (120), Rio Grande do Sul (80), Mato Grosso do Sul (20), Piauí (24), Espírito Santo (28), Goiás (52), Acre (16), Paraíba (28) e Rondônia (16).

Distribuição aos estados
Unidade federativa Quantidade
São Paulo 288
Minas Gerais 152
Rio de Janeiro 120
Bahia 104
Paraná 84
Rio Grande do Sul 80
Pernambuco 68
Ceará 64
Pará 60
Santa Catarina 56
Goiás 52
Maranhão 48
Amazonas 32
Espírito Santo 28
Mato Grosso 28
Paraíba 28
Alagoas 24
Piauí 24
Rio Grande do Norte 24
Distrito Federal 20
Mato Grosso do Sul 20
Acre 16
Amapá 16
Rondônia 16
Roraima 16
Sergipe 16
Tocantins 16
Total 1.500

O envio terá continuidade amanhã (10), estendido a todo o país, inclusive em locais sem casos comunicados às autoridades. A pasta ainda manterá mil ampolas de fomepizol guardadas em estoque.

Os estados poderão demandar novas remessas, conforme sua necessidade e surgimento ou alta de casos. Em nota, o ministério esclarece que o quantitativo foi definido a partir de dados demográficos oficiais, do último Censo, elaborado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A aquisição do lote foi realizada com a subsidiária de uma companhia japonesa. A compra foi viabilizada pelo Fundo Estratégico da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas).

O presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Leandro Safatle, destacou que o órgão já iniciou o treinamento de 5 mil agentes de vigilância, policiais e funcionários do Ministério da Agricultura para prepará-los para o enfrentamento das ocorrências. A ação é fruto de uma parceria firmada com a pasta e a Sociedade Brasileira de Produtores de Bebida.

“A gente está qualificando os servidores da vigilância sanitária para poder proceder diante desse tipo de situação e ajudando no processo de fiscalização e entrega de amostras aos laboratórios para análise”, explicou Safatle.

 

São Paulo (SP), 09/10/2025 - Ministério da Saúde recebe lote com 2,5 mil unidades do antídoto fomepizol.
Foto: Pulo Pinto/Agência Brasil
A coordenadora de Inovação, Acesso a Medicamentos e Tecnologias para a Saúde da Opas, Ileana Fleitas, a secretária de Vigilância em Saúde e Ambiente do Ministério da Saúde, Mariângela Simã, e o presidente da Anvisa, Leandro Safatle, na chegada da remessa com 2,5 mil unidades do antídoto fomepizol – Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

A secretária de Vigilância em Saúde e Ambiente do Ministério da Saúde, Mariângela Simão, destacou que a população já tem acesso ao etanol farmacêutico, e agora o governo está oferecendo uma alternativa, que é o fomepizol. Ela acrescentou que a intoxicação pode ser constatada não somente por exames que mostrem a presença de metanol no corpo, mas por outros, também laboratoriais, como o de gasometria.

Segundo a secretária, à medida que foram surgindo mais casos, as autoridades de saúde viram que a substância tóxica fazia os pacientes adoecerem em um intervalo menor.

“O ministério ampliou a suspeita do caso de seis a 72 horas após a ingestão [da bebida], porque estava observando pessoas entrando [na unidade de saúde, à procura de atendimento] com seis horas, oito horas”, relatou.

Perguntada sobre a quantidade de unidades de antídoto dada a cada pacientes Mariângela Simão informou que o cálculo é de cerca de 30 ampolas de etanol farmacêutico. Já em relação ao fomepizol, a estimativa é de quatro. Os números variam de acordo com fatores como o peso da pessoa e os sintomas que ela apresenta.

O fomepizol é uma droga produzida em pouca quantidade, motivo pelo qual é rara em todo o mundo e é classificada como medicamento órfão. Para garantir que os brasileiros tenham acesso, esclareceu Mariângela Simão, o governo comprará 5 mil unidades adicionais, que poderão servir por um prazo de dois anos, tendo em vista seu prazo de validade.

Etanol farmacêutico

Além do fomepizol, outra substância capaz de reverter a intoxicação é o etanol farmacêutico, que pode ser administrado por equipes de saúde antes mesmo da confirmação do quadro por exame laboratorial. O etanol farmacêutico exige prescrição e monitoramento médico, não devendo ser comprado e aplicado pela população em geral.

A pasta irá receber 12 mil ampolas desse tipo de antídoto como doação da empresa brasileira Cristália Produtos Químicos e Farmacêuticos. As unidades se somarão às 4,3 mil entregues aos estoques do SUS pelos hospitais universitários federais, em parceria com a  Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh).

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Fonte: Agência Brasil
Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil