Saúde

Alcoolismo: a prevenção começa dentro de casa

Por Kalil Duailibi

Apesar de ser considerado crime no Brasil, não é novidade que muitos estabelecimentos vendem álcool a menores de 18 anos, o que permite que eles tomem bebidas alcoólicas sem terem idade para isso. E este consumo entre adolescentes vem despertando cada vez mais preocupação na sociedade. A adolescência é uma etapa essencial para a construção de identidade para o desenvolvimento de um adulto independente. Porém, más escolhas podem levar ao início de jornadas difíceis, como é o caso do alcoolismo.

O fato é que quanto mais cedo ocorrer o primeiro contato do jovem com essa substância, maiores serão os riscos. Segundo dados de um artigo produzido pela Universidade da Finlândia Oriental e pelo Hospital Universitário Kuopio, publicado pela revista científica Alcohol em 2021, o uso excessivo de bebidas alcoólicas na adolescência está associado a alterações volumétricas no cerebelo – a parte do cérebro ligada às funções motoras e cognitivas do ser humano – na idade adulta. Além disso, outro estudo recente, apresentado durante o Congresso da Sociedade Europeia de Cardiologia 2021, revelou que o consumo de álcool no período que vai da adolescência à juventude está relacionado ao surgimento de aterosclerose, um enrijecimento das artérias considerado fator de risco para doenças cardiovasculares.

Em 2020, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), em conjunto com as Universidades Federais de Minas Gerais e Campinas, avaliou 44 mil brasileiros entre os meses de abril e maio. Alguns dados do estudo são preocupantes: 18% dos pesquisados relataram ter aumentado a ingestão de bebidas de teor alcoólico durante aquele período; 40% dos entrevistados se sentiam tristes ou deprimidos frequentemente e 54% relataram ansiedade e nervosismo. Segundo a pesquisa, a ligação entre o aumento do estresse e o consumo de álcool fica ainda mais evidente com outro dado: entre pessoas que relataram se sentir tristes/deprimidas, o aumento do uso de bebida alcoólica foi de 24%, acima da média geral.

Os dados são alarmantes, porque em muitos países americanos e europeus, a maior parte dos jovens faz uso de álcool antes dos 15 anos. No mundo, 26,5% dos jovens de 15 a 19 anos beberam no último ano, correspondendo a cerca de 155 milhões de pessoas, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS, 2018). No Brasil, dados do IBGE mostram que o consumo de álcool é o maior responsável por mortes de brasileiros entre 15 e 19 anos e que pouco mais da metade dos alunos do país do 9º ano já experimentou bebidas alcoólicas – ou seja, cerca de 1,5 milhão de adolescentes de apenas 13 ou 14 anos.

Atualmente, no cenário pandêmico, cada dia mais estudos novos revelam aumento do consumo de bebidas alcoólicas pela população em geral. E principalmente dentro de casa, uma vez que as restrições sociais ainda vigentes mudaram os hábitos de circulação de muita gente. Para as crianças e adolescentes isso é particularmente importante, porque muitos comportamentos que são adquiridos entre infância e adolescência tendem a se perpetuar na vida adulta. Que exemplo estamos dando aos nossos filhos e netos?

Jovens que começam a beber antes dos 21 anos têm probabilidade quatro vezes maior de desenvolverem dependência alcoólica. Além das questões relacionadas ao desenvolvimento biológico, o início precoce do consumo de álcool tem outros impactos importantes, pois aumenta o risco de lesões corporais, o envolvimento em acidentes de trânsito, a vulnerabilidade a riscos como gestação indesejada e o aparecimento de doenças sexualmente transmissíveis. Mulheres e meninas, como sempre, são as principais vítimas, vale ressaltar. Dados da PeNSE de 2019 mostraram que, entre os adolescentes que haviam experimentado bebida alcóolica pela primeira vez antes dos 14 anos de idade, o indicador é maior entre as meninas – 36,8%, contra 32,3% entre os meninos.

Este é um alerta fundamental. Afinal de contas, a responsabilidade é de todos: famílias, escolas, comunidade, profissionais de saúde, mídias e governo. Precisamos atentar a este tipo de comportamento tão nocivo antes que seja tarde demais. E o primeiro caminho, é, sem dúvida, a prevenção e a informação.

Kalil Duailibi é psiquiatra e professor do curso de Medicina da Universidade Santo Amaro – Unisa.

Fontes: CNN Brasil, IBGE, Fiocruz, PeNSE, site Alcohol.

Equipe da Vigilância Ambiental faz busca noturna visando captura de escorpiões no Centro da cidade

Uma equipe da Vigilância Ambiental em Saúde esteve na noite desta terça-feira dia 8 de março nas imediações do Cemitério Portal das Cruzes.

O foco da ação era a busca ativa de escorpiões no entorno do cemitério.

Segundo um dos agentes, esta ação seria feita na parte externa do muro onde os insetos aparecem com frequência, cujo local tem alto fluxo de pessoas que utilizam o espaço para a caminhada noturna.

“Ja foram feitas outras ações nesse local, inclusive dentro do cemitério, onde em uma determinada data foram recolhidos mais de 900 escorpiões em uma só noite”, relata o agente da VAS.

 

foto: Fernando Bruder

 

 

Rede Kigali participa de ação global em prol da energia limpa no mundo

Na próxima Conferência das Partes da Convenção de Minamata sobre Mercúrio (COP4), em março de 2022, 137 países representando mais de 6 bilhões de pessoas votarão em uma proposta para eliminar a iluminação fluorescente que contém mercúrio. Se adotada, a emenda, introduzida pela região africana, evitaria 3,5 gigatoneladas de emissões de CO2, ao mesmo tempo em que eliminaria 232 toneladas de poluição por mercúrio e reduziria o uso global de eletricidade em 3% entre 2025-2050. O governo brasileiro tem a oportunidade de apoiar o fim global da iluminação fluorescente tóxica na próxima reunião.

Para ajudar a divulgar a importância desta transição para o meio ambiente e para a saúde pública, diversas organizações se uniram na execução de um projeto de modernização do sistema de iluminação em hospitais de três países: Brasil, Filipinas e Nigéria. No Brasil, a iniciativa chamada Projeto Iluminação Livre de Mercúrio na Saúde, promovida pela Coalizão pela Iluminação Limpa (CLiC) e coordenada pelo Projeto Hospitais Saudáveis (PHS) em colaboração com o Centro de Análise, Planejamento e Desenvolvimento de Recursos Energéticos (CPLEN) do Instituto de Energia e Ambiente da USP, e a Rede Kigali (que reúne organizações da sociedade civil brasileira pela eficiência energética), vai ocorrer no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Botucatu e será anunciada publicamente no dia 9 de março. “Este projeto visa demonstrar como é fácil adaptar unidades de saúde. Ao substituir a iluminação hospitalar atual por LEDs, além de melhorarmos as condições de trabalho para as equipes, diminui-se os riscos de saúde pela exposição ao mercúrio” – Nyamolo Abagi, líder de indústria na CLiC.

Todas as lâmpadas fluorescentes contêm mercúrio. O mercúrio é altamente tóxico, razão pela qual a Organização Mundial de Saúde o enumera entre os 10 principais produtos químicos ou grupos de produtos químicos de maior preocupação de saúde pública. Quando estas lâmpadas de vidro se partem, os vapores tóxicos são liberados para o ar. Não existe um nível “seguro” de exposição ao mercúrio; a absorção de vapores de mercúrio por bebês e crianças aumenta o risco de deficiências de desenvolvimento para toda a vida. Para mulheres grávidas expostas ao mercúrio há riscos para o feto.

Ciente disso, o Hospital das Clínicas de Botucatu vai anunciar publicamente o seu compromisso em reequipar a iluminação de parte das suas instalações, substituindo as ineficientes lâmpadas fluorescentes contendo mercúrio por lâmpadas LED eficientes. O hospital, que  já tem uma longa trajetória em ações de sustentabilidade, desde 2013 é membro da Rede Global Hospitais Verdes e Saudáveis liderada pela organização internacional Saúde Sem Dano, da qual o PHS é o parceiro estratégico no Brasil.

Sua primeira ação enquanto membro foi o banimento de equipamentos médicos com mercúrio. Participando de ações climáticas, o hospital conseguiu reduzir em 33,4% suas emissões de gases de efeito estufa em 2020, além de ter aderido à campanha Race to Zero, visando zerar suas emissões até 2050. As ações do hospital lhe renderam em 2021 a premiação em Liderança Climática pela Saúde Sem Dano. O Hospital das Clínicas de Botucatu também tem ações em iluminação, em 2017 foi organizada a Campanha Ilumina HC, onde a comunidade (pacientes, funcionários, alunos) se organizou para doar e arrecadar lâmpadas LED, procurando substituir aos poucos as lâmpadas fluorescentes. O Projeto Iluminação Livre de Mercúrio na Saúde vem para ajudar o HC a continuar seu caminho em ações de sustentabilidade e ação climática.

A Professora Dra. Karina Pavão da Faculdade de Medicina de Botucatu (FMB – UNESP) dirige o núcleo “Hospitais Sustentáveis do HCFMB de Botucatu”. Ela ressalta que “a poluição por mercúrio é tema conhecido para a saúde pública e deve-se eliminar o seu uso sempre que possível”, ainda observa que “o Projeto Iluminação Livre de Mercúrio na Saúde condensa diversas demandas de sustentabilidade dentro de um serviço de saúde pois elimina um produto com mercúrio, diminui a geração de resíduos  devido a maior vida útil das lâmpadas LED, diminui o consumo de energia elétrica e, consequentemente, diminui as emissões de gases de efeito estufa”.

Ao todo, o hospital vai trocar até 3 mil lâmpadas, o que corresponderá a uma economia de até 43% em relação ao sistema anterior. A intervenção será feita numa área ambulatorial de cerca de 3.000 m², onde são realizadas diariamente 580 consultas nas áreas de Pediatria e Saúde Mental Infantil, Ginecologia e Obstetrícia e Ortopedia. O objetivo é encorajar os consumidores, empresas e instituições a seguir o seu exemplo. “Ao substituir as fluorescentes por LEDs, além da sustentabilidade ambiental e proteção à saúde humana,  poderemos diminuir nossa conta de energia do hospital, reduzindo grandemente os custos operacionais. Estas economias para um hospital público são fundamentais, ainda mais frente às necessidades e demandas extras que a pandemia do COVID-19 nos trouxe. Além disso, com este projeto será possível adquirir iluminação de maior qualidade, proporcionando  melhor ambiente de trabalho para os nossos trabalhadores e prestadores de cuidados dentro do HCFMB” Prof. Dra. Karina Pavão.

No passado, as lâmpadas fluorescentes eram promovidas como uma melhor alternativa às lâmpadas incandescentes e halógenas, e os riscos associados ao mercúrio em fluorescentes eram tolerados como uma compensação necessária. Hoje em dia, graças aos grandes avanços na tecnologia de diodos emissores de luz (LED), as lâmpadas LED sem mercúrio podem substituir de forma rentável as fluorescentes em praticamente todas as aplicações. Além disso, as LED duram mais do que as lâmpadas fluorescentes, devido ao seu menor consumo de energia e por serem livres de mercúrio são equipamentos mais adequados do ponto de vista ambiental. “As lâmpadas fluorescentes foram a  principal opção tecnológica de iluminação para as últimas décadas principalmente devido a sua maior eficiência energética quando comparadas a tecnologia anterior, as lâmpadas incandescentes. Hoje, o advento do LED torna as lâmpadas fluorescentes ultrapassadas em termos de eficiência energética e em termos de poluição ambiental, visto que o LED não contém mercúrio e tem maior vida útil”, diz Erick Pelegia, especialista em eficiência energética do Projeto Hospitais Saudáveis.

A verdade é que a remoção do mercúrio é tão fácil como a troca de uma lâmpada de iluminação.. Os LEDs atingem imediatamente a luminosidade total quando ligados, em vez de atrasarem e cintilarem durante minutos inteiros. Hoje em dia, estão disponíveis lâmpadas de LED para substituir todos os tipos de lâmpadas fluorescentes – diferentes tamanhos, comprimentos, tipos de reatores, temperaturas de cor, e níveis de fluxo luminosos. Nesta COP4 da Convenção de Minamata, o governo brasileiro tem a oportunidade de somar forças em direção ao phase out de lâmpadas fluorescentes. Isto é importante para os consumidores do país, já que diminui a poluição por mercúrio devido ao descarte inadequado das lâmpadas, possibilita redução no consumo de energia elétrica e maior qualidade de iluminação para os consumidores.

CONTEXTO HISTÓRICO: A Convenção de Minamata sobre o Mercúrio é um tratado global para proteger a saúde humana e o meio ambiente dos efeitos adversos do mercúrio. O texto da Convenção,  conta hoje com cerca de 140 países ratificantes, incluindo o Brasil.

Alguns destaques da Convenção de Minamata incluem o banimento de novas minas de mercúrio e o descomissionamento das existentes, a redução e a descontinuação do uso de mercúrio em diversos produtos e processos e medidas de controle referentes a emissões desse elemento no ar, em corpos d’água ou na terra. A convenção também endereça questões como a armazenagem provisória de mercúrio e sua disposição final, locais contaminados e questões de saúde relacionadas.

No entanto, o texto atual da Convenção de Minamata não inclui em grande parte as lâmpadas fluorescentes nos itens a entrarem num regime de descontinuação (phase-out). Em 2021, os países africanos participantes da Convenção de Minamata propuseram uma emenda mais abrangente sobre as lâmpadas fluorescentes para incluí-las na lista de produtos a serem descontinuados (African Lighting Amendment). Esta emenda será votada durante a COP4, que acontece de 21 a 25 de março em Bali, Indonésia.

A Convenção tem sido bem-sucedida na eliminação progressiva e da redução do uso de mercúrio em vários produtos e processos relacionados com a medicina, incluindo amálgamas dentárias e termômetros. A transição da iluminação em unidades de saúde para os LEDs apresenta também uma oportunidade para ação climática.

Centenas de organizações ao redor do mundo assinaram a Carta Aberta aos chefes da delegação da COP4, que faz parte da campanha Clean Light Coalition (CLiC), coordenada pela CLASP, para eliminar as isenções para mercúrio em iluminação fluorescente. No Brasil, entre os assinantes do documento, temos a Associação Brasileira para o Desenvolvimento do Edifício Hospitalar (ABDEH), a Federação Brasileira de Administradores Hospitalares (FBAH), o Projeto Hospitais Saudáveis e um grupo de hospitais privados, públicos e organizações do setor hospitalar.

 

SOBRE A CLEAN LIGHTING COALITION (CLiC): campanha global para alavancar o conhecimento especializado e as partes interessadas em iluminação limpa para fazer a transição dos mercados globais para uma iluminação LED segura com economia de energia por meio da remoção de exceções para lâmpadas fluorescentes na Convenção de Minamata sobre Mercúrio. Esta campanha é coordenada pela CLASP e apoiada pelo Climate Imperative e Sequoia Climate Fund.

SOBRE O PROJETO HOSPITAIS SAUDÁVEIS (PHS) – Associação sem fins econômicos dedicada a transformar o setor saúde em um exemplo para toda a sociedade em aspectos de proteção ao meio ambiente e à saúde do trabalhador, do paciente e da população em geral. O PHS desenvolve e apoia uma rede de cooperação em prol da saúde pública e ambiental, partindo do comprometimento das instituições de saúde e dos profissionais de todas as categorias que atuam no sistema de saúde brasileiro.

SOBRE O HOSPITAL DAS CLÍNICAS DA FACULDADE DE MEDICINA DE BOTUCATU (HCFMB):

O HCFMB é vinculado à Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo para fins administrativos e associa-se à Faculdade de Medicina de Botucatu da Universidade Estadual “Júlio de Mesquita Filho” – Unesp para fins de ensino, pesquisa e extensão. O HCFMB é a maior instituição pública vinculada ao Sistema Único de Saúde (SUS) na região, atendendo 68 municípios e cerca de 2 milhões de pessoas. Desde 2013, o HCFMB faz parte da Rede Global Hospitais Verdes e Saudáveis por meio do Núcleo de Hospitais Sustentáveis (NHS), um serviço vinculado à Superintendência do Hospital e à Faculdade de Medicina, formado por uma comissão interdisciplinar coordenada pela Prof.ª Dr.ª Karina Pavão, docente do Departamento de Saúde Pública da FMB.

 

ORGANIZAÇÕES PARCEIRAS DA INICIATIVA

CLASP: ONG internacional que desenvolve estudos técnicos e de políticas que analisam e comparam a realidade brasileira com a de outros países, especialmente em temas relacionados à melhoria do desempenho energético e ambiental dos aparelhos e equipamentos elétricos utilizados no cotidiano. A CLASP atua no Brasil desde 2018, apoiando o Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica (Procel), o Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) e o Ministério de Minas e Energia (MME) no desenvolvimento e na implementação de políticas de eficiência energética. Especificamente, a CLASP forneceu pesquisas sobre o mercado brasileiro e as melhores práticas internacionais, bem como análises de impactos para apoiar as revisões concluídas e pendentes da Etiqueta Nacional de Conservação de Energia (ENCE), do Selo Procel e dos MEPS (Minimum Energy Performance Standards) para condicionadores de ar e refrigeradores. Além disso, a CLASP participa da Rede  Kigali, que defende políticas e programas que reduzam o impacto ambiental dos eletrodomésticos no Brasil.

CPLEN: Centro de Análise, Planejamento e Desenvolvimento de Recursos Energéticos sediado no Instituto de Energia e Ambiente (IEE) da Universidade de São Paulo (USP). O CPLEN realiza pesquisas de planejamento energético, desenvolvimento e aplicação de tecnologias de fontes renováveis e de eficiência energética, redes de distribuição inteligentes, inserção de fontes intermitentes na matriz de geração, usos finais e demanda de energia, dentre outros. O CPLEN realizou, através de chamada pública do Programa de Eficiência Energética (PEE) da ANEEL, com o patrocínio da ENEL Distribuição São Paulo, a substituição de 10 mil lâmpadas fluorescentes por LED no Hospital Universitário da USP, projeto semelhante ao que se pretende com o Projeto Iluminação Livre de Mercúrio na Saúde.

REDE KIGALI:  A Rede Kigali tem como propósito promover a eficiência energética como um instrumento para atingir múltiplos benefícios para a sociedade brasileira e para o consumidor. A eficiência energética, e as políticas e os mecanismos que a promovem, são tratados pela Rede Kigali não como um fim em si mesma, mas como um meio com diversos objetivos, entre eles oferecer para os consumidores aparelhos mais baratos e mais econômicos no consumo de eletricidade e dinamizar os setores econômicos envolvidos com a realização de investimentos em inovações tecnológicas, geração de emprego, aumento da produtividade e competitividade. Mais informações sobre o trabalho da Rede podem ser obtidas no site: kigali.org.br. A Rede é composta pelo Instituto Clima e Sociedade (iCS), International Energy Initiative – IEI Brasil, Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), consultoria Mitsidi Projetos, Projeto Hospitais Saudáveis (PHS), rede de jovens Engajamundo e CLASP.

com assessoria

Butantan relata resultados positivos da vacina única contra Covid-19 e influenza

Na última quinta-feira (3) O Instituto Butantan anunciou os primeiros resultados da sua vacina única que age contra a Covid-19 e a influenza. A organização afirmou que os resultados foram “muito promissores”.

O Instituto relatou que o imunizante foi capaz de produzir anticorpos reagentes às três cepas do vírus influenza (H1N1, H3N2 e B) assim como ao vírus SARS-CoV-2. O diretor e Produção do Butantan, Ricardo Oliveira, aponta que os estudos ainda são iniciais, mas já vê possibilidade de começar os testes clínicos.

“O que facilita o processo é que estamos misturando produtos bem conhecidos pelo Butantan: a vacina da influenza, que temos conhecimento de muitos anos, e a ButanVac, que apesar de recente, usa a mesma plataforma da influenza”, contou o diretor.

O pesquisador científico do Centro BioIndustrial do Butantan, Paulo Lee Ho, explica que a vacina combinada deu indícios de que pode ter uma resposta imune ainda mais robusta e duradoura do que as vacinas atuais.

“Os resultados são excelentes porque a gente vê que funciona, e estamos vendo que a resposta está muito melhor porque estamos incluindo um adjuvante, que produz uma proteção muito mais eficaz contra os dois antígenos”, afirmou.

“[A inclusão do adjuvante] melhora a resposta não só em quantidade, mas em qualidade de anticorpos. O estudo indica que essa inclusão pode aumentar o tempo de produção desses anticorpos e que a resposta imune pode durar muito mais, ser mais efetiva sem alterar a segurança”, apontou  Lee Ho.

Fonte: Olhar Digital 

Postos de Saúde atenderão pacientes com sintomas gripais e de Covid-19 neste final de semana

Neste sábado e domingo, 5 e 6 de março, Unidades de Saúde de Botucatu estarão abertas para o atendimento e testagem de pessoas com sintomas gripais e/ou de Covid-19. Serão atendidos pacientes com sintomas característicos da doença, tais como: tosse, coriza, gripe, dor de cabeça, diarreia, febre, entre outros. No sábado, 5 Unidades estarão abertas: Unidades da Vila dos Lavradores, Jardim Peabiru, Jardim Aeroporto, Rubião Junior e Cohab I. O Hospital do Bairro, na Vila dos Lavradores, também fará esses atendimentos e testagem. Já no domingo, a recomendação é que os pacientes procurem um dos seguintes locais: Unidade de Saúde da Vila Ferroviária, Unidade da Cecap ou o Hospital do Bairro. O horário de funcionamento dos Postos de Saúde será das 09h às 16 horas e do Hospital do Bairro das 07h às 18h.

A Secretaria de Saúde solicita que pacientes com sintomas leves da doença procurem, primeiramente, uma dessas Unidades de Saúde para evitar a sobrecarga dos Prontos-Socorros do Município. Neste final de semana não haverá vacinação nos Postos de Saúde.

Mais informações:Secretaria Municipal de SaúdeRua Major Matheus, 07, Vila dos LavradoresTelefone: (14) 3811-1100

Hemonúcleos do centro-oeste paulista retomam atendimento após carnaval

Os hemocentros e hemonúcleos do centro-oeste paulista estão retomando o atendimento depois da pausa para o carnaval.

A data, inclusive, é uma das que costumam fazer os estoques dos bancos de sangue caírem de forma preocupante, o que reforça a importância da volta dos doadores.

Em Botucatu, os estoques do Hemocentro do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina (HCFMB) ficaram em níveis críticos com o final de semana prolongado e precisam da doação de todos os tipos sanguíneos.

Para aumentar a segurança do doador e evitar aglomerações, o Hemocentro recebe doadores de sangue com agendamento prévio em seu horário normal de funcionamento.

O hemocentro funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 16h30 e, aos sábados, das 7h às 12h. A doação pode ser agendada pelo telefone (14) 3811-6041 (ramal 240) e pelo WhatsApp (14) 99624-7055 ou (14) 99631-5650.

Lembrando:

  • A doação de sangue não expõe o doador ao risco, pois todo material é descartável.
  • Liberação da entrada de apenas 10 doadores por vez, a fim de favorecer um ambiente com maior circulação de ar e distanciamento entre pessoas.
  • O Hemocentro segue as regulamentações do Ministério da Saúde. Na triagem, o Hemocentro reforça os questionamentos aos doadores quanto a sintomas gripais e contatos com casos suspeitos de Covid.
  • Até o momento, não há evidências científicas sobre o contágio do coronavírus via transfusão. Mesmo assim, se o doador for positivo até́ 14 dias após a doação, deverá comunicar o Hemocentro.

 

Região

 

Em Marília, os estoques também estão abaixo do ideal para todos os tipos de sangue. O hemocentro da c idade funciona de segunda a sábado, das 7h às 13h, na Rua Lourival Freire, 240, no bairro Fragata. Informações pelo telefone: (14) 3434-2541

Já o banco de sangue de Ourinhos está precisando de todos os tipos sanguíneos e trabalhando abaixo do ideal. As doações podem ser feitas de segunda a sexta das 7h às 15h e fica na Rua Joaquim Azevedo, 604, na Vila Moraes.

Em Bauru, as doações de sangue podem ser feitas no Hemonúcleo do Hospital de Base de Bauru, que fica na Rua Monsenhor Claro, 8-88. O funcionamento: segunda a sexta, das 7h às 11h30 e das 13h às 15h30.

Requisitos para doar:

  • Ter 16 anos;
  • Ter peso igual ou superior a 50 kg;
  • Estar alimentado, mas é necessário evitar alimentos gordurosos nas três horas que antecedem a doação. Caso seja após o almoço, aguardar duas horas;
  • Ter dormido pelo menos seis horas nas últimas 24 horas.

 

fonte: g1

Chácara Floresta receberá ação de nebulização contra a dengue nesta quinta-feira, 24

A Vigilância Ambiental em Saúde realizará no final da tarde desta quinta-feira, 24, a atividade de nebulização (aplicação de inseticida) em 10 quarteirões da Chácara Floresta, região central.

A ação ocorrerá por conta de um caso suspeito de dengue no bairro e complementará outras atividades realizadas com o objetivo de reduzir criadouros do mosquito Aedes aegypti e interromper o ciclo de transmissão desta doença.

A equipe da Vigilância Ambiental em Saúde iniciará a nebulização a partir das 17h com término previsto para as 18h. Em caso de chuva ou ventos fortes a ação será reagendada.

Para essa atividade de nebulização será utilizado um mini gerador de aerossol acoplado a um veículo que permite a aplicação de inseticida a ultra baixo volume em larga escala. Os moradores não necessitarão sair das residências durante a ação, mas é necessário seguir algumas recomendações como deixar portas e janelas abertas, não permanecer na calçada durante a aplicação do inseticida e não deixar gaiolas de pássaros na frente dos imóveis.

O produto agirá apenas no momento da aplicação, portanto a eliminação das condições favoráveis à proliferação do Aedes aegypti através da manutenção adequada dos recipientes com água parada, ainda é a melhor forma de combater a dengue.

Durante as visitas nos imóveis do bairro, os agentes de combate as endemias constataram que 4% dos imóveis trabalhados estavam com larvas do mosquito Aedes aegypti.

“Este índice representa risco de transmissão, pois a classificação proposta pelo Ministério da Saúde é de que, no caso de menos de 1% dos imóveis avaliados estiverem com larvas, o resultado é satisfatório. Se o apontado for de 1 a 3,9% dos imóveis, representa sinal de alerta e acima de 4% risco de transmissão das arboviroses como a dengue, Chikungunya e Zika vírus”, afirmou Valdinei Campanucci, Coordenador de Programas de Saúde.

É importante que a população procure atendimento médico ao aparecimento de sintomas como febre alta, dor de cabeça, dor no fundo dos olhos, dores musculares, manchas vermelhas na pele, cansaço e indisposição, pois se houver a suspeita de dengue ou de outra arbovirose, como a Chikungunya, o caso será notificado e as ações para quebrar o ciclo de transmissão serão desencadeadas oportunamente.

Em 2022 foram confirmados 2 casos importados de dengue.

Mais informações:
Secretaria Municipal de Saúde
Rua Major Matheus, 07, Vila dos Lavradores
Telefone: (14) 3811-1100

Botucatu chega a 80% das crianças vacinadas contra a Covid e tem queda de 25% nos casos

Cidade participa de estudo de efetividade da vacina Oxford/AstraZeneca e tem mais de 90% da população com ciclo vacinal completo. Com a população adulta praticamente toda vacinada, cidade conseguiu avançar mais rápido na imunização de crianças.
Fonte: TEM Notícias