O consumo de carne imprópria para o consumo é um risco real à saúde.
Em meio a esse cenário preocupante, entender como identificar uma carne em bom estado torna-se não apenas uma atitude preventiva, mas um gesto de responsabilidade com a própria saúde e da família.
O consumo de carne estragada representa um risco real e, muitas vezes, subestimado à saúde da população. Carnes em processo de deterioração podem estar contaminadas por bactérias, toxinas e micro-organismos capazes de provocar desde quadros gastrointestinais leves até infecções graves, especialmente em crianças, idosos, gestantes e pessoas com doenças crônicas.
Quando uma carne está estragada, ocorre a proliferação de bactérias como Salmonella, Escherichia coli, Clostridium perfringens e Staphylococcus aureus. Algumas dessas bactérias produzem toxinas que não são destruídas pelo cozimento.
Ou seja, mesmo que a carne seja preparada em altas temperaturas, o risco pode permanecer.
Como saber se a carne está estragada?
A identificação da carne estragada pode ser feita usando os sentidos básicos: visão, olfato e tato. Confira os principais sinais:
A população deve ficar atenta a sinais claros de deterioração, como:
- Cheiro forte, azedo ou semelhante a podre
- Presença de líquido viscoso ou espumoso
- Alteração de cor, com aspecto acinzentado, esverdeado ou escurecido
- Textura pegajosa ou excessivamente mole
- Qualquer um desses sinais é motivo suficiente para não consumir o alimento.
1. Cor
- – Carnes bovinas: devem apresentar tonalidades de vermelho, variando entre cereja e púrpura. Tons esverdeados, alaranjados, amarelados ou marrons, bem como manchas irregulares, indicam deterioração.
- – Aves frescas: têm cor branco-mármore ou levemente amareladas; se estiver acinzentada ou esbranquiçada, desconfie.
- – Carne suína: deve apresentar cor rosada; mudanças abruptas também são indícios de decomposição.
2. Textura
A carne boa deve ser firme ao toque e elástica. Textura pegajosa, viscosa ou escorregadia denuncia a presença de bactérias em processo de decomposição.
3. Cheiro
A carne fresca tem odor neutro ou levemente de sangue. Um cheiro forte, azedo, azedado ou de podridão é sinal claro de que o produto já iniciou sua degradação.
4. Temperatura
A carne feesca deve ser mantida entre 0°C e 5°C. A exposição em temperatura ambiente por mais de uma hora já pode comprometer a qualidade.
Mesmo após o cozimento, a carne deve ser refrigerada se não for consumida em poucas horas.
Outros fatores para observar na compra
- – Data de validade: nunca compre carnes vencidas ou muito próximas do vencimento.
- – Integridade da embalagem: furos, bolhas ou líquidos vazando são alertas.
- – Embutidos e processados: o tempero pode mascarar carne ruim. Verifique se o produto é registrado no MAPA (Ministério da Agricultura e Pecuária) e tem selo do SIF (Serviço de Inspeção Federal).
- – Preço abaixo do normal: promoções muito agressivas podem esconder irregularidades.
- – Reputação do estabelecimento: compre em locais confiáveis, com estrutura limpa e funcionários devidamente equipados.
Sintomas após o consumo
Os sintomas costumam surgir entre poucas horas e até três dias após a ingestão e podem incluir:
- # Náuseas e vômitos
- # Diarreia, muitas vezes intensa
- # Dor abdominal
- # Febre
- # Mal-estar geral
Em casos mais graves, pode haver desidratação, queda da pressão arterial, infecção generalizada e necessidade de internação.
O que fazer se houver suspeita ou sintomas?
- 1. Interrompa imediatamente o consumo do alimento
- 2. Hidrate-se, preferencialmente com água, soro de reidratação oral ou líquidos claros
- 3. Evite a automedicação, principalmente antibióticos e antidiarreicos sem orientação médica
- 4. Procure atendimento médico se houver febre persistente, vômitos contínuos, diarreia com sangue, sinais de
- desidratação ou se o paciente for criança, idoso, gestante ou imunossuprimido.
Intoxicações alimentares não são “problemas simples do estômago”. Elas são eventos evitáveis, mas que podem causar complicações sérias quando há negligência na produção, armazenamento, transporte ou distribuição dos alimentos.
Garantir a segurança alimentar é uma responsabilidade coletiva que envolve fornecedores, poder público e também o consumidor, que deve confiar nos próprios sentidos e jamais consumir alimentos com sinais de deterioração.
Em saúde, prevenção não é excesso de cuidado. É necessidade e proteção.
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