O que parecia apenas mais um sábado de Carnaval no Parque Ibirapuera terminou com prisões inusitadas em meio à folia. Durante o megabloco da cantora Ivete Sangalo, policiais civis disfarçados de extraterrestres se infiltraram entre os foliões e flagraram crimes como a venda de bebidas clandestinas e a receptação de celulares furtados.
A ação foi realizada por agentes do Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), conforme informou a Secretaria da Segurança Pública (SSP). A estratégia consistiu na atuação de policiais à paisana, fantasiados para não chamar atenção em meio à multidão.
Durante a operação, três homens foram identificados circulando pelo bloco com uma bolsa contendo bebidas produzidas de forma irregular, sem rótulo, marca ou qualquer indicação de procedência. O grupo foi abordado ainda no local, as bebidas foram apreendidas e os suspeitos presos em flagrante.
Celulares furtados
A mesma ação resultou em outra prisão. Um homem foi detido após os policiais encontrarem três celulares escondidos sob sua roupa. Ele confessou que sua função era guardar os aparelhos furtados por outros integrantes do grupo criminoso que atuava no evento.
Duas vítimas foram localizadas nas proximidades, reconheceram os celulares e tiveram os aparelhos devolvidos ainda durante a ocorrência.
Estratégia discreta
Segundo a Polícia Civil, a infiltração de agentes à paisana faz parte de uma estratégia adotada para coibir crimes em blocos de rua, especialmente furtos, roubos e comércio ilegal. A atuação discreta permite surpreender criminosos que se aproveitam da aglomeração para cometer delitos.
Além dos policiais disfarçados, o esquema de segurança contou com o apoio do Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos (Garra), especializado em crimes envolvendo celulares, e com o reforço nos plantões das delegacias durante o período de Carnaval.
Monitoramento reforçado
Na capital paulista, a Polícia Militar atua diariamente com cerca de 5,2 mil policiais e 2,5 mil viaturas. O policiamento também inclui o uso de drones e câmeras do Programa Muralha Paulista, que permitem monitoramento em tempo real a partir da Sala de Gerenciamento de Incidentes do Copom, em integração com órgãos municipais e estaduais.
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