Artigos do Autor: Fernando Bruder

Homem morre em acidente entre moto e caminhonete em Lençóis

Um motociclista de 48 anos morreu, no início da noite desta quinta-feira (20), na colisão entre o veículo que conduzia e uma caminhonete, na avenida Jácomo Augusto Paccola, altura do número 10, em Lençóis Paulista.

Segundo a Polícia Militar, uma equipe foi acionada para atender a ocorrência de um acidente de trânsito com vítima grave. No local, os policiais constataram que o motociclista já havia sido socorrido e levado à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da cidade.

A documentação tanto do motociclista quanto do motorista da caminhonete, um jovem de 26 anos, estava regular. O condutor passou pelo teste do etilômetro (bafômetro), que não apontou consumo de álcool.

Ainda de acordo com a PM, o motociclista não resistiu aos ferimentos. A UPA informou que a vítima sofreu múltiplas fraturas no crânio, com exposição de massa encefálica e enfisema subcutâneo, além de desvio de traqueia.

Devido ao horário, o boletim de ocorrência foi registrado no polo regional da Central de Polícia Judiciária (CPJ) de Bauru. As causas do acidente serão investigadas pela Polícia Civil de Lençóis Paulista.

Fonte: JCNET

Foto: Reprodução

Moradora usa caixa de papelão para salvar cachorro em janela

O susto foi grande, mas a história teve um final feliz! Em Guarulhos, na Grande São Paulo, uma moradora salvou um cachorrinho que estava pendurado do lado de fora da janela do quinto andar de um prédio. Com rápida reação e muita habilidade, ela usou uma caixa de papelão para amparar o animal em queda, garantindo sua segurança. O momento de tensão foi registrado em vídeo e rapidamente viralizou nas redes sociais.

As imagens mostram o momento crítico em que o pequeno cão, visivelmente desesperado, tenta se segurar na borda da janela, mas perde a força e acaba caindo. Felizmente, a moradora do andar de baixo já estava preparada, segurando a caixa de papelão posicionada no local exato para impedir que o bichinho sofresse ferimentos. Após a queda, ela o recolheu para dentro do apartamento, recebendo aplausos dos vizinhos que acompanhavam a cena.

Nas redes sociais, a atitude corajosa foi amplamente elogiada, com internautas chamando a mulher de heroína. “Que Deus abençoe essa mulher infinitamente”, comentou uma seguidora emocionada. Outros usuários questionaram como o cachorro foi parar ali, enquanto alguns brincaram com a situação. “Dizem que ele assistiu Homem-Aranha e resolveu testar”, ironizou um internauta.

O episódio reforça a importância da segurança para animais de estimação em apartamentos. É essencial o uso de telas de proteção para evitar acidentes semelhantes. O que poderia ter sido uma tragédia acabou se tornando um exemplo de empatia e ação rápida, garantindo a vida do pequeno cãozinho.

Fonte: Stúdio

Foto: reprodução

Criança cai em creche, sofre traumatismo e é colocada para dormir

Uma criança de 3 anos, identificada como Pérola Hadassa Nery Paixão, foi internada e precisou passar por uma cirurgia após sofrer um traumatismo craniano dentro uma creche no Rio de Janeiro.

De acordo com o relato dos pais, Pérola caiu dentro da creche e foi colocada para dormir. A professora responsável não levou a criança para um atendimento médico e não os avisou do ocorrido.

Ao chegar em casa, Pérola começou a apresentar sinais de sonolência excessiva, além de vomitar bastante. No hospital, os médicos identificaram um coágulo causado pelo traumatismo. Agora, ela segue internada com um estado de saúde grave.

Os pais de Pérola denunciaram a instituição por negligência. Além disso, a Secretaria Municipal de Educação de São Gonçalo afastou a diretora e as professoras envolvidas.

Foto: Rede Social

Polícia investiga divulgação de vídeos de mulher nua em surto

Botucatu – A Polícia Civil de Botucatu (SP) instaurou um inquérito para investigar a divulgação de fotos e vídeos de uma mulher nua andando pelas ruas da cidade.

O caso aconteceu em 11 de fevereiro, quando a vítima, de 42 anos, saiu sem roupas pelo bairro Vila Ferroviária e foi filmada por pessoas que passavam pelo local.

A Guarda Civil Municipal foi acionada e constatou que a mulher estava em meio a um surto psicótico. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) também foi chamado e levou a vítima ao setor de psiquiatria do Hospital das Clínicas da Unesp, onde ela recebeu atendimento médico.

Dois dias depois, os vídeos começaram a circular nas redes sociais e chegaram à imprensa local. Ao tomar conhecimento da divulgação, a Polícia Civil abriu a investigação e alertou as mídias locais sobre o crime, que se enquadra no artigo 218-C do Código Penal, referente à divulgação de cena de nudez, sexo ou pornografia sem consentimento.

Em entrevista ao g1, o delegado Lourenço Talamonte explicou que a iniciativa de registrar a ocorrência partiu da própria polícia.

“Ficamos sabendo do caso pelas redes sociais, teve uma ampla divulgação na cidade. Fiquei incomodado com isso, é crime essa situação, então determinei o registro do boletim de ocorrência e a abertura do inquérito para investigar”, comentou.

Crime envolvido

A divulgação de imagens de pessoas nuas sem consentimento é crime, com pena de um a cinco anos de reclusão. O delegado reforçou que tanto a gravação quanto a divulgação e o compartilhamento são atos criminosos.
Polícia investiga divulgação de vídeos de mulher nua em surto psicótico pelas redes sociais em Botucatu — Foto: Polícia Civil/Divulgação

                                                  Foto: Polícia Civil/Divulgação

“A rede social não é terra de ninguém. Quem se deparar com uma situação como essa tem que prestar socorro, chamar os órgãos competentes para ajudar, não filmar e expor a vítima. Essa exposição pode trazer consequências graves”, disse.

Com a ajuda de câmeras de segurança e do sistema de muralha digital de Botucatu, a polícia conseguiu imagens que mostram um suspeito filmando a vítima. As imagens divulgadas nas redes sociais coincidem com a localização do homem no momento da gravação.

Polícia investiga divulgação de vídeos de mulher nua em surto psicótico

O suspeito estava no banco do passageiro de um carro adesivado com o logotipo de uma empresa de calhas. O dono do veículo foi localizado e informou que o autor das imagens é seu funcionário, que deve se apresentar à polícia nos próximos dias para prestar depoimento.

“Esse carro foi identificado e o funcionário da empresa responsável pela filmagem já confirmou o fato. Ele vai responder pelo crime previsto no artigo 218-C do Código Penal. É importante lembrar que rede social não é terra de ninguém, e cada um é responsável pelo que divulga”, finalizou o delegado.

Como agir em casos como esse?

O neurologista Igor de Lima e Teixeira, professor da Faculdade de Medicina da Unesp de Botucatu, explicou que surtos psicóticos podem ter várias causas.

De acordo com a polícia, a vítima vinha enfrentando problemas psicológicos agravados por perdas familiares recentes e estava afastada do trabalho.

“Os transtornos psicóticos agudos podem ocorrer em diferentes doenças e contextos. Geralmente, estão ligados à exacerbação de quadros psiquiátricos, mas também podem surgir por outros fatores. O paciente em surto está enfrentando uma agudização de uma doença preexistente e precisa ser tratado como uma emergência clínica”, explicou o neurologista, em entrevista ao g1.

Ele orienta que, em casos assim, é fundamental acionar o Samu ou levar a pessoa até uma unidade de saúde.

“O mais importante é manter a calma e se aproximar do paciente com cautela. Fique por perto, garantindo que ele não se machuque ou machuque outros, mas sem fazer movimentos bruscos que possam assustá-lo. A prioridade é preservar a integridade física dele e de quem está por perto até a chegada do Samu”, conclui o médico.

Neurologista dá dicas de como agir perante pessoas em surto psicótico — Foto: Famesp/Divulgação | Arquivo pessoal

           Neurologista dá dicas de como agir perante pessoas em surto psicótico — Foto: Famesp

Fonte: G1

Foto: Reprodução

Acidente entre ônibus e caminhão em São Paulo causa 12 mortes

O acidente enre um ônibus que transportava universitários e um caminhão na noite desta quinta-feira (20), na rodovia Waldir Canevari – SP 355/330, na região de Ribeirão Preto (SP), causou a morte de 12 pessoas e deixou outras 19 feridas.

Os mortos eram estudantes da Universidade de Franca (Unifran) e voltavam da faculdade no momento da colisão. De acordo com boletim de ocorrência, quatro deles já foram identificados.

Matheus Jesus Eugenio dos Santos

João Pedro Oliveira dos Reis

Hugo dos Santos Aliberte Dias

Pedro Henrique Souza Saraiva

A Polícia Civil informou que as circunstâncias dificultam o trabalho de identificação. Todos os corpos foram levados para o Instituto Médico Legal (IML) de São Joaquim da Barra (SP), e uma equipe do Instituto Médico Legal (IML) auxilia nos exames necroscópicos. Não há confirmação sobre velório e enterro.

O acidente ocorreu entre os municípios de Nuporanga (SP) e São José da Bela Vista (SP). No ônibus, estavam o motorista e 29 passageiros.

Em nota, a Unifran lamentou o acidente e informou a suspensão das aulas nesta sexta-feira (21).

“É com muita tristeza e pesar que recebemos a notícia que nossos alunos tiveram seus sonhos interrompidos em um trágico acidente nesta madrugada. Em memória e respeito aos alunos, seus familiares, amigos e professores, a quem prestamos nossas condolências e profundo pesar, decretamos luto oficial de três dias, com suspensão das aulas no campus da UNIFRAN na data de hoje (21 de fevereiro).”

“Neste momento, a Universidade está priorizando a acolhida de seus alunos e docentes, assim como dos familiares, conforme chegam as informações e confirmações. A Universidade coloca à disposição suporte e atendimento psicológico para sua comunidade acadêmica e todos aqueles diretamente afetados que necessitarem de apoio nesse momento difícil”, conclui comunicado.

Segundo o delegado João Bastitussi Neto, a suspeita inicial é de que a carreta tenha invadido a pista contrária e atingido o ônibus.

“O ônibus com os estudantes voltavam de Franca com destino a São Joaquim da Barra. Pouco antes de acessarem a rodovia para São Joaquim da Barra, no sentido contrário, trafegava o caminhão. Esse caminhão derivou à esquerda e invadiu a pista que o ônibus trafegava.”

O motorista do caminhão foi preso em flagrante por omissão de socorro e tentativa de fuga. Ele está internado sob escolta policial em uma unidade de saúde de Franca.

O acidente

A colisão ocorreu entre os municípios de Nuporanga (SP) e São José da Bela Vista (SP). No ônibus estavam o motorista e 29 passageiros, a maioria deles estudantes universitários. Até a atualização desta reportagem, as vítimas ainda não tinham sido identificadas.

Em nota, a Secretaria de Segurança Pública (SSP) informou que a Polícia Civil abriu investigação para apurar as causas do acidente e que a Polícia Científica atua para fazer a identificação das vítimas.

Os 19 feridos foram levados para hospitais da região. A maioria deles foi encaminhada à Santa Casa de São Joaquim da Barra, que informou que 12 pessoas sofreram apenas ferimentos leves.

Por volta de 9h, 15 pessoas já tinham recebido alta. Outras 4 seguiam internadas, incluindo os dois motoristas. O motorista do caminhão e mais uma pessoa que teve traumatismo craniano foram levados para o hospital em Franca.

Os bombeiros e a Polícia Militar Rodoviária concluíram o trabalho de resgate por volta das 4h desta sexta-feira (21). Imagens obtidas pela reportagem mostram o ônibus com a lateral destruída.

Colisão entre ônibus e caminhão acaba em mortes e feridos entre Nuporanga (SP) e São José da Bela Vista (SP). — Foto: Guilherme Carvalho Notícias

                                            Foto: Guilherme Carvalho Notícias

Colisão entre ônibus e caminhão acaba em mortes e feridos entre Nuporanga (SP) e São José da Bela Vista (SP). —

Motorista do caminhão disse que perdeu o controle

De acordo com Marcos Coltri, advogado da empresa J4 Transportes Rodoviários, dona do caminhão, o motorista relatou que perdeu o controle do veículo e saiu para fora da pista, o que teria motivado a colisão.

“O relato preliminar do motorista, que estava em estado de choque, é de que ele saiu um pouco para fora da pista, perdeu o controle do caminhão e, ao retornar, devido ao degrau, acabou puxando um pouco mais o veículo. Ele não sabe relatar como que foi, se na hora em que ele puxou atingiu o ônibus ou vice-versa”, disse.

Fonte: G1

Foto: Reprodução

Trabalhadores do Programa “Botucatu em Frente” reclamam das condições de trabalho

O “Botucatu em Frente” é uma iniciativa da Prefeitura de Botucatu, que visa oferecer oportunidades de trabalho para pessoas em situação de vulnerabilidade na cidade. O programa é uma parceria entre o Fundo Social de Solidariedade e as Secretarias Municipais de Assistência Social e Desenvolvimento Econômico.

Apesar disso, algumas trabalhadoras, participantes do programa, têm levantado preocupações importantes como a falta de Equipamentos de Proteção Individual (EPI´s) que são fundamentais para garantir a segurança dos trabalhadores nas suas funções de serviço braçal. A falta de equipamentos como: uniformes, botinas, óculos, luvas e máscaras; podem colocar em risco a saúde dos participantes. E isso, é uma questão que precisa ser abordada com urgência, pois é proteção contra acidentes aos trabalhadores.

Outra reclamação, é sobre a ausência de pausas adequadas para descanso; oferta e utilização de banheiros, e a falta de pontos de hidratação. Nos últimos dias, foram registrados, em Botucatu, temperaturas de até 40°C e períodos de pico do sol e muitas relataram que, muitas vezes, não é fornecido água para beber; pode afetar a saúde e o bem-estar dos trabalhadores.

O comportamento desrespeitoso de alguns chefes de equipes e situações de assédio moral, que acaba criando um ambiente de trabalho hostil e impactar negativamente a motivação e o desempenho dos participantes.

Uma demanda também foi a falta de direitos trabalhistas. Elas informaram que a Prefeitura não registra esses funcionários e que eles são submetidos a vínculo empregatício, caracterizado por pessoalidade (exclusividade na prestação do serviço); a habitualidade (prestação de serviço permanente); onerosidade (o trabalhador recebe remuneração pelo trabalho desempenhado); e subordinação (existe supervisão como o trabalho deve ser desempenhado).

Para que o ‘Botucatu em Frente’ continue a ser uma ferramenta eficaz na promoção da inclusão social e econômica, é vital que essas questões sejam resolvidas. Melhorar as condições de trabalho e garantir o respeito e a segurança dos participantes são passos fundamentais para o sucesso contínuo do programa e são exigências que todo empregador deve ter com os seus trabalhadores.

créditos da foto: Prefeitura de Botucatu

 

Conheça o lado esquecido da Estação Ferroviária de Botucatu

A Estação Ferroviária de Botucatu é um marco histórico que deveria ser motivo de orgulho para a cidade. No entanto, a realidade que se apresenta aos botucatuenses é de abandono e falta de cuidado.

Os prédios da antiga ferrovia Sorocabana, atualmente utilizados pela Prefeitura de Botucatu para abrigar diversas secretarias como turismo, educação, saúde, segurança e cultura, estão em um estado lamentável de conservação. O entorno da estação é frequentemente negligenciado no que diz respeito à limpeza e manutenção, criando um ambiente pouco acolhedor para moradores e visitantes.

A Secretaria de Turismo, situada no prédio principal da estação, enfrenta um paradoxo. Enquanto tenta atrair visitantes e promover a cidade, depara-se com a imagem negativa de abandono e desleixo. Nossos artistas e representantes culturais convivem com mato alto em um prédio anexo em um ambiente que não condiz com a riqueza cultural que a cidade tem a oferecer.

A falta de manutenção no local tem atraído atividades ilícitas, causando preocupação entre os moradores do entorno ferroviário. A presença de indivíduos utilizando o espaço para fins indesejáveis tem gerado desconforto e insegurança, destacando a urgência de ações efetivas.

Para reverter essa situação, é crucial que a Prefeitura de Botucatu implemente medidas de segurança e zeladoria. A limpeza regular do entorno, a manutenção dos prédios históricos e a presença constante de vigilância são passos essenciais para revitalizar a área e garantir que o patrimônio ferroviário seja preservado e valorizado.

A cidade de Botucatu possui um potencial enorme para turismo cultural, e cuidar da Estação Ferroviária é um passo fundamental para alcançar esse potencial. Com ações coordenadas e efetivas, é possível transformar o “lado esquecido” em um ponto de orgulho e referência para todos os botucatuenses e visitantes.

Acompanhem a reportagem:

 

Mulher é constrangida após estacionamento em vaga da farmácia Drogal em Botucatu; Lei garante o direito ao uso das vagas

Uma mulher de Botucatu passou por constrangimento nesta quarta-feira dia 19/02 ao estacionar seu carro em uma vaga destinada a clientes da Drogal, localizada na Rua Major Mateus. Ela estacionou o veículo para fazer compras na sorveteria ao lado e, depois, fez uma compra na própria farmácia. Ao retornar ao carro, encontrou um bilhete informando que o estacionamento era exclusivo para clientes da farmácia.

Entretanto, de acordo com a legislação nacional e municipal, a mulher não estava cometendo nenhuma infração. A Resolução nº 302/2008 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), determina que vagas rebaixadas (destinadas à acessibilidade) e vagas de estacionamento de uso comum não podem ser restringidas a clientes de um determinado comércio. Isso é reforçado pela Lei Ordinária nº 5261/2011 de Botucatu, proíbe que estabelecimentos comerciais, como farmácias, impeçam o uso dessas vagas por munícipes que não sejam seus clientes. A legislação municipal considera as vias públicas de uso comum e não permite que sejam apropriadas para fins particulares.

No caso específico da Drogal, a vaga de estacionamento não deveria ser destinada exclusivamente aos consumidores da farmácia. A prática de restringir o uso das vagas públicas configura uma infração, uma vez que o direito ao uso do espaço deve ser garantido a todos os cidadãos, especialmente quando não há sinalização clara e visível informando sobre tal restrição.

A mulher, que preferiu não se identificar, afirmou se sentir constrangida e surpreendida com a atitude da farmácia. “Eu só parei para comprar um sorvete na sorveteria ao lado e depois fiz uma compra na farmácia. Fiquei surpresa com o bilhete no meu carro. Nunca imaginei que isso fosse acontecer”, comentou.

Em situações como essa, o Código de Defesa do Consumidor (Lei 8.078/1990) também protege os direitos dos cidadãos, garantindo que estabelecimentos comerciais não pratiquem atos que causem desconforto ou humilhação aos consumidores, como foi o caso do bilhete deixado no carro da mulher.

Embora a farmácia não tenha se pronunciado oficialmente sobre o ocorrido, o incidente gerou discussões nas redes sociais sobre o direito de uso das vagas de estacionamento e a necessidade de sinalização adequada nos estabelecimentos. A situação também levanta um ponto importante sobre o respeito às normas de acessibilidade e o direito de todos os cidadãos de utilizarem o espaço público de forma justa e sem constrangimento

ENTENDA O QUE DIZ A LEI

Se você é proprietário de um estabelecimento comercial, sabe que não é fácil atrair, vender e fidelizar clientes. Não basta apenas disponibilizar o serviço ou produto desejado: é preciso ser criativo e oferecer uma experiência diferenciada.

Para satisfazer os clientes, oferecer vagas exclusivas é uma ótima estratégia de venda e fidelização. Afinal, é muito mais confortável comprar em uma loja que dispõe de estacionamento do que ficar procurando por uma vaga para fazer suas compras em outra que não proporciona a mesma comodidade.

E você provavelmente já se deparou com muitos avisos como “Estacionamento exclusivo para clientes. Sujeito a reboque” em clínicas, hotéis, farmácias etc., certo? Mas será que essa conduta é respaldada pela lei?

Para você entender como pode criar um estacionamento privativo para seus clientes, fizemos este texto, esclarecendo o que pode ou não ser feito, de acordo com a legislação.

Afinal, o estacionamento exclusivo para clientes é permitido?
A resposta é “depende”. Não há problema algum em oferecer estacionamento privativo para os clientes de seu estabelecimento. O problema é como você faz isso.

De acordo com a Resolução nº 302/2008 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), “fica vedado destinar parte da via para estacionamento privativo de qualquer veículo em situações de uso não previstas nesta resolução”.

O Art. 2º da Resolução permite vagas privativas apenas nas seguintes situações:

Veículo de aluguel (exclusivo para veículos que prestam serviços públicos, como táxi e transporte escolar);
Pessoa com deficiência física;
Idoso;
Operação de carga e descarga;
Ambulância;
Estacionamento rotativo;
Estacionamento de curta duração;
Viaturas policiais.
Isso significa que você até pode rebaixar o meio-fio e criar um estacionamento de recuo para que os clientes possam estacionar em frente ao seu estabelecimento. Porém, essas vagas não podem ser exclusivas.

Ao fazer o estacionamento de recuo e fixar avisos de exclusividade para consumidores, as vagas que seriam destinadas ao público, paralelas à guia do passeio, deixam de existir, prejudicando os cidadãos que usufruiriam delas.

Portanto, criar um estacionamento de recuo não é proibido, mas impedir qualquer motorista de estacionar é.

Assim, qualquer condutor, cliente ou não daquele estabelecimento, pode e deve acessar o estacionamento de recuo e utilizá-lo pelo tempo que achar necessário.

Outra irregularidade comum é colocar cones, pneus e correntes como obstáculos para impedir que os motoristas utilizem o estacionamento de recuo.

Esse tipo de ação é configurada como demarcação irregular de estacionamentos privativos e, de acordo com o Art. 24 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB), apenas os órgãos de trânsito estão autorizados a reservarem vagas de estacionamento.

Além disso, o uso de objetos para demarcação pode representar perigo para os demais usuários da via, como afirma o Art. 26 do CTB:

“Art. 26. Os usuários das vias terrestres devem:

I – abster-se de todo ato que possa constituir perigo ou obstáculo para o trânsito de veículos, de pessoas ou de animais, ou ainda causar danos a propriedades públicas ou privadas;

II – abster-se de obstruir o trânsito ou torná-lo perigoso, atirando, depositando ou abandonando na via objetos ou substâncias, ou nela criando qualquer outro obstáculo”.

Por outro lado, com a aprovação do órgão municipal competente, você pode criar um estacionamento exclusivo para seus clientes, desde que ele tenha entrada e saída conforme os espaçamentos exigidos no Plano Diretor ou na Lei de Uso e Ocupação do Solo, deixando o restante da via com a calçada alta, permitindo o estacionamento público paralelo ao passeio.