Artigos do Autor: Fernando Bruder

Botucatu 170 Anos Luz segue com inscrições abertas

A corrida Botucatu 170 Anos Luz é uma tradicional prova que ocorre anualmente como parte das comemorações ao aniversário de Botucatu. Neste ano, ela será realizada durante o período da manhã no dia 13 de abril (domingo), véspera do aniversário da cidade.

 

Com inscrições abertas desde o dia 5 de janeiro, a corrida já está próxima de preencher metade de suas 1000 vagas destinadas a corredores e caminhantes. De acordo com a Runner Brasil, organizadora do evento em parceria com a Prefeitura de Botucatu, mais de 450 pessoas já se inscreveram para a edição de 2025.

 

As inscrições para o evento podem ser realizadas diretamente no site da Runner Brasil (https://www.runnerbrasil.com.br/). O lote promocional das inscrições vai até o dia 31 de janeiro.

Além da tradicional corrida, a Botucatu 170 Anos Luz também terá a prova destinada a cadeirantes, que é uma modalidade de inscrição gratuita e sem limite de participação. As inscrições podem ser feitas através da Associação dos Corredores de Botucatu (ACOB) pelo e-mail acobbotucatu@gmail.com ou pelo telefone (14) 99166-1800.

O edital completo informando datas importantes, regulamento e orientações gerais da equipe organizadora você confere CLICANDO AQUI. Corra e garanta sua vaga nessa tradição esportiva da nossa cidade!

https://www.runnerbrasil.com.br/Calendario/Imagens/250413Botucatu.pdf

Crise climática amplifica crises, alerta pesquisadora

O ano de 2025 iniciou com chuvas intensas no Sul e Centro-Oeste do país e estiagem no Nordeste, evidenciando, a cada ano mais, os efeitos da mudança climática. Com a crise, desigualdades também são acentuadas e novos desafios globais se impõem.

A urgência no enfrentamento à crise e a busca por soluções, temas centrais da 30ª Conferência sobre Mudança do Clima (COP30), que será realizada este ano no Brasil, são analisadas pela pesquisadora Mercedes Bustamante, da Universidade de Brasília (UnB).

Em entrevista exclusiva à Agência Brasil, a colaboradora do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) da Organização das Nações Unidas (ONU) afirma que a crise climática é uma amplificadora de outras crises.

Ela vai contribuir para o agravamento de outras crises que nós já vivemos. Ela agrava a desigualdade, agrava o problema da fome, agrava o problema dos recursos hídricos, das migrações humanas, dos conflitos geopolíticos”, destaca.

Na entrevista, ela aponta ainda alguns caminhos para amenizar as instabilidades e afirma que a primeira e mais urgente ação é trabalhar nas causas do aquecimento global.

A especialista destaca ainda a importância de acordos globais do clima, com o Acordo de Paris, adotado em 2015, durante a COP21, a 21ª Cúpula do Clima das Nações Unidas, em Paris. O principal objetivo do acordo é manter o aquecimento global do planeta abaixo de 2°C até o final do século e buscar esforços para limitar esse aumento até 1,5°C.

“Porque não adianta, por exemplo, o Brasil reduzir suas emissões [de gases do efeito estufa], se outros países não o fazem. É preciso que você olhe para o lado e a pessoa que está ao lado deve fazer o mesmo esforço que eu estou fazendo.”

Leia, abaixo, os principais trechos da entrevista com a especialista: 

Agência Brasil: Quais são os efeitos das mudanças climáticas sobre os seres humanos?
Mercedes Bustamante: Eu acho que a gente vai viver pior. O secretário-geral da ONU [António Guterres] fala isso muito bem. A crise climática é uma amplificadora de outras crises. Ela vai contribuir para o agravamento de outras crises que nós já vivemos. Ela agrava a desigualdade, agrava o problema da fome, agrava o problema dos recursos hídricos, das migrações humanas, dos conflitos geopolíticos. Nós construímos as nossas sociedades nos últimos 10 mil anos em um período em que o clima da terra tinha uma relativa estabilidade. Isso significa que a gente se organizou para contar com essa estabilidade climática. E agora que a gente entra nesse processo de transição, de instabilidade climática, estamos percebendo as consequências que isso vai ter para a forma como organizamos a nossa vida. Eu acho que o quadro mais crítico que a gente vê hoje é o aumento da desigualdade. Uma concentração de renda cada vez mais na mão de poucas pessoas. Isso nos torna ainda muito mais dependentes do fluxo de recursos para combater as ações da mudança do clima, mas também para encaminhar ações de adaptação, ou seja, como é que a gente pode fazer para reduzir os impactos daquilo que vem por aí. O que vemos com muita preocupação é que se não tiver uma vontade política, uma clareza, um engajamento de atores privados também, sobretudo aqueles que têm um controle maior da economia, realmente vamos entrar num período de muita instabilidade, muita insegurança.

Agência Brasil: O que é preciso ser feito para amenizar essas instabilidades?
Mercedes Bustamante: Eu acho que hoje precisamos contar com todas as soluções possíveis. É claro que a primeira ação importante é trabalhar nas causas do aquecimento global. Realmente é uma transição energética feita com seriedade, rapidez e robustez, que diminua a nossa dependência dos combustíveis fósseis. Acho que hoje realmente esse caminho de abrir mão das reservas de petróleo e investir muito fortemente em outras fontes de energia que não causem o aquecimento global é o dever de casa obrigatório para todas as economias, para todos os setores. Depois, nós temos opções que também passam pelas escolhas individuais, de consumo, de mobilidade, mas é o que eu sempre falo, o indivíduo, para que ele possa fazer as melhores opções, ele precisa das políticas públicas que pavimentem esse caminho. Quando a gente fala, por exemplo, de mobilidade urbana, de as pessoas abrirem mão dos seus veículos particulares, é que elas podem contar com um sistema público de qualidade, que funciona no horário, que é limpo, que é acessível, e isso é política pública. Quando você olha a questão de reduzir o risco pela construção de moradias em locais que são seguros ou que não são apropriados, significa que a política pública tem que desenhar moradias em locais que tenham atividade econômica ativa, porque não adianta você jogar as pessoas para longe, onde não tem atividade econômica, onde elas não vão ter emprego, saúde, trabalho. É necessário fazer esse planejamento das cidades. As cidades concentram um grande número de pessoas, o que significa que elas concentram problemas, mas podem ser também o foco de muitas das soluções. É preciso realmente repensar todo esse planejamento. E eu acho que os indivíduos fazem as opções a partir do momento em que veem alternativas que são viáveis e que são colocadas pelo poder público. Novamente, eu repito, que é muito importante, hoje, com a concentração de capital na mão de poucos, a responsabilidade do setor financeiro de apoiar as iniciativas que reduzam a crise climática. O mundo como um todo vai perder. A atmosfera é um bem comum global. Todo mundo precisa dela. Então, existe espaço para que todos os setores possam atuar. Agora, esse processo de coordenação, efetivamente tem que ser feito pelos governos, e não de forma isolada. É por isso que acordos globais do clima são tão importantes. Porque não adianta, por exemplo, o Brasil reduzir suas emissões [de gases do efeito estufa], se outros países não o fazem. É preciso que você olhe para o lado e a pessoa que está ao lado deve fazer o mesmo esforço que eu estou fazendo dentro do seu contexto.

Agência Brasil: A mudança climática já tem efeitos efetivos, como o aumento da temperatura global. Quais as adaptações nas cidades são mais necessárias e urgentes?
Mercedes Bustamante: Eu acho que o Brasil tem um dever de casa novamente para fazer com as suas áreas urbanas. A gente vem, desde 2011, sofrendo com esses eventos de chuvas extremas, e a missão primeira sempre é salvar vidas. Efetivamente, como é que a gente tira as pessoas dessas áreas de risco? Eu acho que esse é um ponto importante. Todas essas cidades que sofreram impactos [das chuvas], como o Rio Grande do Sul, que a gente vive ainda os efeitos, a Região Serrana do Rio de Janeiro, lá em 2011, é necessário olhar o processo de reconstrução. Essa reconstrução tem que ser nova. Vai reconstruir, mas vai reconstruir de uma outra forma talvez em outros lugares. É onde eu acho que ainda estamos precisando avançar muito mais no planejamento. Primeiro, tem que pensar, e se não acontecesse? Depois, acontecendo, como é que a gente vai lidar com essa situação? E pensar que se as pessoas retornam para os locais onde elas, e sucessivas gerações, vêm sofrendo com o mesmo tipo de catástrofe, é porque não tem alternativa. Eu acho que é preciso pensar muito rapidamente nisso. E outro ponto que eu acho que se precisa olhar, como no Brasil, é a agricultura, o setor que mais emite gases de efeito estufa, que envolve o desmatamento de florestas. É pensar que na conservação dos recursos naturais, o Brasil tem uma dupla oportunidade de olhar o problema da mitigação, de reduzir as emissões de gases de efeito estufa e aumentar o sequestro desse gás. Ao mesmo tempo, a recuperação dessas áreas verdes, sejam elas urbanas, sejam na parte do campo, seja a conservação de áreas naturais, é também uma ação de adaptação. Então, a gente ganha pelos dois lados, se fizer uma gestão ambiental correta.

Agência Brasil: Olhando para a política climática global, como você acha que as decisões de outros países, como as anunciadas pelo novo presidente dos Estados Unidos [Donald Trump reafirmou a intenção de deixar o Acordo de Paris], influencia no enfrentamento a essas crises?
Mercedes Bustamante: Com certeza era muito melhor você ter o país que é o segundo emissor global de gases de efeito estufa junto nessa pauta. Reduzindo as emissões e combatendo os impactos da mudança climática. Agora, os Estados Unidos já saíram num outro momento do Acordo de Paris. É óbvio que esse segundo mandato de Donald Trump tem aspectos que são diferentes, mas hoje muitos aspectos da transição energética, iniciativas de empresas, que as companhias já fizeram, não vão voltar para trás. A gente ainda vai precisar entender o que realmente vai significar esse novo mandato do presidente [Donald] Trump. Mas que isso não seja uma carta branca para que os demais países também deixem de fazer os seus esforços, porque, novamente, os impactos vão ser distribuídos por todos os países, e vão afetar as populações mais vulneráveis desses países também. O que significa também mais combustível para conflitos sociais, para desgastes da classe política, para dificuldades que a gente já vem enfrentando. É preciso ter muita atenção a esse tema, como um tema que veio para ficar. Ele pode ter impulsos, onde você tem governantes que estão mais afeitos a essa agenda e outros menos, em outro momento, mas essa é uma agenda que não vai sumir. Ela está aí para nos acompanhar até o final do século ou mais.

Agência Brasil:  Tem mais algum ponto que você considera importante a gente destacar em relação à questão da mudança climática?
Mercedes Bustamante: Eu acho que o tempo joga muito contra a gente nessa questão. Eu falo que essa é uma pauta que não vai sumir, mas é óbvio que quanto mais cedo tratarmos dela, melhor. Se o problema tivesse sido abordado 30 anos atrás, e não o foi porque as forças negacionistas se organizaram muito rapidamente, talvez a gente hoje estivesse em um outro patamar dessa discussão. Vamos esperar que as pessoas percebam que o senso de urgência é primordial para discutir essa questão também.

Fonte: Agência Brasil

Foto: Reprodução

Trump chama bispa de “desagradável” e exige desculpas

“A suposta bispa que falou na terça-feira no National Prayer Service é uma esquerdista radical que odeia Trump. Ela teve um tom desagradável, foi pouco convincente e pouco inteligente”, escreveu o presidente em sua conta na Truth Social.

Lula não garante candidatura à reeleição e diz à CNN: “2026 eu vou deixar para pensar em 2026”

Em entrevista à CNN Internacional, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse que só vai “pensar sobre 2026 em 2026” e não confirmou que tentará a reeleição daqui a dois anos.

“2026 eu vou deixar para pensar em 2026. Tem vários partidos que me apoiam, e eu vou discutir isso (reeleição) com muita sobriedade e seriedade”, afirmou Lula em entrevista exclusiva à jornalista Christiane Amanpour.

Questionado sobre sua idade – Lula tem, hoje, 79 anos; em um novo mandato, ao chegar em 2030, teria 85 -, o presidente disse que “governar não é como jogar futebol”.

“Governar não é como praticar esportes. Não é o problema da juventude que vai resolver os problemas da governança. O que vai resolver o problema da governança é a competência do governante, o compromisso, a cabeça, a saúde [do governante]”, afirmou.

“Se chegar na hora e os partidos entenderam que não há outro candidato para enfrentar uma pessoa de extrema-direita – que seja negacionista, que não acredita na medicina e na ciência -, obviamente, estarei pronto para enfrentar”, acrescentou.

Vestibulinho das Etecs faz segunda chamada para matrículas

Nesta quarta-feira (22), as Escolas Técnicas Estaduais (Etecs) fazem a segunda chamada de matrículas aos classificados no Vestibulinho para o primeiro semestre de 2025, por e-mail e SMS. Quem receber o comunicado deve apresentar a documentação solicitada entre esta quinta (23) e sexta-feira (24). O resultado da análise da documentação será enviado no dia 28.

Caso seja feriado municipal da cidade, as etapas citadas acima serão realizadas no próximo dia útil. As datas apresentadas não se aplicam aos candidatos de cursos da modalidade online.

Ao receber a convocação para quaisquer dos formatos do Ensino Médio, o candidato, quando menor de 16 anos, deve ir até a unidade escolar acompanhado do seu representante legal com os documentos solicitados pelo processo seletivo para fazer o requerimento. Os convocados para os demais cursos podem optar pela matrícula de forma remota, por meio do link enviado pela Secretaria Acadêmica da Etec.

Documentação para matrícula

Para o Ensino Médio Integrado ao Técnico, Ensino Médio ou para Articulação dos Ensinos Médio -Técnico e Superior (AMS)

• Documento de identidade (RG) ou Carteira de Registro Nacional Migratório (CRNM) ou Carteira Nacional de Habilitação (CNH);
• CPF ou documento que contenha esse número;
• Uma foto 3×4 recente, com fundo neutro;
• Histórico Escolar com certificado de conclusão do Ensino Fundamental ou Declaração de Conclusão do Ensino Fundamental, assinada por agente escolar da escola de origem.

Para ingresso no primeiro módulo do Ensino Técnico

• Documento de identidade (RG) ou Carteira de Registro Nacional Migratório (CRNM) ou Carteira Nacional de Habilitação (CNH);
• CPF ou documento que contenha esse número;
• Uma foto 3×4 recente, com fundo neutro;
• Histórico Escolar com Certificado de Conclusão do Ensino Médio ou Declaração de Conclusão do Ensino Médio, emitida pela escola de origem, ou ainda declaração de que está matriculado a partir da segunda série do Ensino Médio. Caso o aluno tenha concluído ou curse o Ensino de Educação de Jovens e Adultos (EJA) ou o Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja) do Ensino Médio, também será necessário apresentar os documentos de conclusão ou que está matriculado na formação;

Para o segundo módulo dos cursos técnicos e vagas remanescentes

• Documento de identidade (RG) ou Carteira de Registro Nacional Migratório (CRNM) ou Carteira Nacional de Habilitação (CNH);
• CPF ou documento que contenha esse número;
• Uma foto 3×4 recente, com fundo neutro;
• Histórico Escolar com Certificado de Conclusão do Ensino Médio, declaração de Conclusão do Ensino Médio, emitida pela escola de origem, ou declaração que está matriculado na terceira série do Ensino Médio. Também poderá ser apresentado certificado de conclusão do Ensino Médio, expedida por órgão competente por quem concluiu o Ensino Médio por meio de provas ou exames de certificação de competências, avaliação de jovens e adultos, que sejam decorrentes do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) até a edição de 2016, do Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja) e afins.

Para os cursos de Especialização Técnica de Nível Médio

• Documento de identidade (RG) ou Carteira de Registro Nacional Migratório (CRNM) ou Carteira Nacional de Habilitação (CNH);
• CPF ou documento que contenha esse número;
• Uma foto 3×4 recente, com fundo neutro;
• Histórico Escolar com Certificado de Conclusão de Curso Técnico equivalente ao curso escolhido conforme lista disponível no site vestibulinhoetec.com.br. Também pode ser apresentada a declaração de Conclusão do Curso Técnico equivalente, documento original, emitido pela escola de origem. Para o curso de Especialização em Gestão de Projetos Online, o candidato poderá, se for o caso, fazer upload do certificado de conclusão de um curso do Ensino Superior.

Pontuação Acrescida

Quem se inscreveu usando o Sistema de Pontuação Acrescida do Centro Paula Souza, além dos documentos descritos, também deve apresentar a Declaração Escolar ou Histórico Escolar contendo o detalhamento das séries cursadas e o(s) nome(s) da(s) escola(s), comprovando, assim, ter cursado integralmente da 5ª a 8ª série ou do 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental em instituições públicas.

As especificações sobre os documentos e formatos podem ser conferidas no Manual do Candidato e na Portaria.

Confira o calendário as próximas fases de matrículas nas Etecs para cursos da modalidade presencial e semipresencial:

  • 22 de janeiro: divulgação do resultado do recurso dos convocados na primeira chamada;
  • 22 de janeiro: segunda convocação para matrícula, por e-mail e SMS;
  • 23 e 24 de janeiro: período para envio de documentos de matrícula aos convocados na segunda chamada;
  • 28 de janeiro: envio do resultado da análise de documentação de matrícula pelos candidatos da segunda convocação;
  • 28 de janeiro: período para apresentar recurso à resposta de matrícula indeferida na segunda chamada;
  • 29 de janeiro: divulgação do resultado do recurso da segunda convocação;
  • 29 de janeiro: terceira chamada para matrícula, por e-mail e SMS, se houver vagas;
  • 30 de janeiro: apresentação da documentação de matrícula da terceira chamada.
  • 31 de janeiro: divulgação do deferimento ou indeferimento da matrícula e início do período de recurso.
  • 3 de fevereiro: resultado do recurso da terceira chamada e quarta convocação, se houver vagas;
  • 4 de fevereiro: apresentação da documentação de matrícula da quarta chamada.

O calendário de matrículas completo está disponível no site do Vestibulinho das Etecs.

 

Polícia aponta nova motivação para morte de turista em Jericoacoara

Um mês após o assassinato do adolescente Henrique Marques de Jesus, de 16 anos, em Jericoacoara, Ceará, a Polícia Civil revelou uma nova hipótese para a motivação do crime, diferente da versão inicial.

Embora a investigação confirme a relação do caso com a rivalidade entre facções criminosas, o crime não teria sido causado por gestos que o jovem fez em fotos publicadas na internet, como foi especulado anteriormente.

Em entrevista ao Metrópoles, o delegado Júlio Morais, responsável pela investigação, explicou que a motivação pode estar ligada a uma camisa que Henrique usava no momento do crime. “O Henrique não foi morto por causa de um símbolo publicado no Instagram. Ele chamou a atenção dos criminosos porque vestia uma blusa com um desenho ou símbolo associado a uma facção rival. 

A partir disso, os criminosos o julgaram como membro do grupo e investigaram o celular dele para buscar mais informações”, afirmou Morais. Segundo o delegado, os suspeitos identificados – dois adolescentes já apreendidos e um terceiro aguardando decisão judicial para internação – relataram que Henrique teria ido ao local onde estavam comprar drogas na noite entre 16 e 17 de dezembro. A blusa que vestia teria despertado a suspeita dos traficantes.

Apesar dos relatos, tanto a blusa quanto o celular da vítima ainda não foram localizados, mas os suspeitos alegaram que o celular de Henrique teria imagens de armas, motos e mensagens que fariam referência a um grupo rival. 

“Não temos certeza absoluta dessas informações, já que o celular não foi recuperado. Mas os depoimentos são consistentes e partiram dos próprios envolvidos, o que nos leva a acreditar nessa versão”, afirmou Morais.

Jericoacoara é dominada pela facção Comando Vermelho, e os criminosos teriam suspeitado que Henrique fosse ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC), originário de São Paulo.

Ministério da Saúde intensifica campanha sobre arboviroses

Com mais de 93 mil casos prováveis de dengue, além de 11 mortes confirmadas e 104 em investigação perla doença apenas nas primeiras semanas de 2025, o Ministério da Saúde intensificou a campanha de conscientização e combate a arboviroses. O trabalho será intensificado sobretudo em estados com tendência de aumento de casos não apenas de dengue, mas também de Zika e chikungunya.

O foco da campanha está nos sintomas das doenças, incentivando a busca por unidades básicas de saúde (UBS) diante de sinais como manchas vermelhas no corpo, febre, dores de cabeça e dores atrás dos olhos. A iniciativa, segundo a pasta, é direcionada aos seguintes estados: Acre, Espírito Santo, São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Santa Catarina, Minas Gerais, Mato Grosso, Goiás, Tocantins e ao Distrito Federal.

A campanha alerta ainda para a eliminação de criadouros do mosquito Aedes aegypti e incentiva a população a dedicar 10 minutos por semana para controlar focos de reprodução do vetor. “A campanha é parte de um esforço maior do governo federal para reforçar a vigilância e a prevenção das arboviroses, especialmente no período chuvoso”, destacou o ministério em nota.

No comunicado, o ministério reforçou ainda a importância da vacinação contra a dengue como estratégia preventiva, “embora a disponibilidade de doses ainda dependa do fornecimento pelos fabricantes”. Atualmente, o imunizante Qdenga está disponível no Sistema Único de Saúde (SUS) apenas para crianças e adolescentes com idade entre 10 e 14 anos.

Centro de Operações de Emergência

No início do ano, a ministra da Saúde, Nísia Trindade, instalou o Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública para Dengue e outras Arboviroses (COE Dengue). A ideia é coordenar o planejamento e a reposta por meio do diálogo constante com estados, municípios, pesquisadores e instituições científicas, além de outras pastas.

Entre as ações previstas estão se antecipar ao período sazonal da dengue para adequar as redes de saúde; mitigar riscos para evitar casos e óbitos; ampliar medidas preventivas para melhor preparar estados e municípios, além de uma articulação nacional para resposta a eventuais situações classificadas como críticas.

Dados da pasta indicam que, para 2025, há previsão de aumento na incidência de casos de dengue em pelo menos seis estados brasileiros: São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Tocantins, Mato Grosso do Sul e Paraná. Todos eles, segundo o ministério, estão sendo monitorados “ainda mais de perto”.

Reunião

Nesta quarta-feira (22), Nísia se reúne com representantes de conselhos, sociedade civil, sindicatos, federações, instituições de saúde, associações e especialistas no intuito de alinhar estratégias e ações de controle da dengue e outras arboviroses.

A reunião é mais uma medida do Ministério da Saúde – por meio do COE Dengue – para articulação conjunta de ações estratégicas e monitoramento do cenário epidemiológico em todo o país”, informou o ministério.

Estão previstas as seguintes participações:

– Conselho Federal de Medicina;

– Conselho Federal de Enfermagem;

– Conselho Federal de Farmácia;

– Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional;

– Conselho Federal de Medicina Veterinária;

– Conselho Federal de Psicologia;

– Central Única dos Trabalhadores;

– Central Única das Favelas;

– Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior;

– Federação de Sindicatos de Trabalhadores Técnico-Administrativos em Instituições de Ensino Superior Públicas do Brasil;

– União Nacional dos Estudantes;

– Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia;

– Instituto Todos Pela Saúde;

– Associação Brasileira de Municípios;

– Associação Nacional dos Prefeitos e Vice-Prefeitos;

– Frente Nacional de Prefeitas e Prefeitos;

– Serviço Social do Comércio;

– Serviço Social da Indústria;

– Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial;

– Federação Nacional de Jornalistas;

– Central Nacional Unimed;

– Central Geral dos Trabalhadores do Brasil;

– União Brasileira dos Estudantes Secundaristas;

– Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica;

– Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica;

– ⁠Confederação Nacional de Municípios(CNM).

Fonte: Agência Brasil

Foto: Reprodução

Bahige Fadel “Só para Esclarecer”

Falar corretamente não é frescura. Não é esnobismo. Falar corretamente tem vários objetivos. Um deles é respeitar o idioma com o qual você se expressa. Outro objetivo é preservar a língua. Se todos falassem do jeito que quisessem, um dia (muito distante), não teríamos mais línguas. Teríamos uma infinidade de dialetos, o que dificultaria a comunicação fora daquele grupo do dialeto.

Pois bem. Disseram-me que era frescura esse negócio do verbo HAVER, com o sentido de existir, ocorrer. Só que não é frescura. É o respeito às normas da língua portuguesa. Vamos esclarecer. O verbo haver, com o sentido de existir, ocorrer, é IMPESSOAL. O que quer dizer isso? Ele não tem as pessoas do discurso: primeira, segunda e terceira pessoas do singular e do plural. Essas pessoas, sintaticamente, funcionam como sujeito da oração. E o verbo concorda com o sujeito (com a pessoa).

Se o verbo HAVER, com o sentido de existir, ocorrer, não tem pessoa, não tem sujeito. Assim, não tem com quem concordar. Por isso, deverá ficar sempre na terceira pessoa do singular. Exemplo: HOUVE uma prisão; HOUVE várias prisões. Não importa se PRISÃO está no singular ou no plural. pois não é sujeito de HAVER. É objeto direto. Você se lembra de quando aprendeu objeto direto?

E se eu trocar o verbo HAVER por existir, ocorrer? Aí a história é outra. O verbo HAVER é impessoal; o verbo EXISTIR (ou OCORRER), não. Para facilitar, a gente poderia memorizar uma frase simples: Objeto direto do verbo HAVER é sujeito de existir (ocorrer). Então, quando eu falo ‘Ocorreu uma prisão’, o verbo está no singular, porque o sujeito (prisão) está no singular. Se eu passar para ‘prisões’, o verbo deverá ir para o plural, porque o verbo concorda com o sujeito: ‘Ocorreram várias prisões.’
‘Havia vários leões, no zoológico.’ – oração sem sujeito; vários leões = objeto direto
‘Existiam vários leões, no zoológico.’ – vários leões = sujeito (verbo concordando com o sujeito)

Bahige Fadel

Imagem ilustrativa