Artigos do Autor: Fernando Bruder

EMEFI Elza Judith é a Campeã Geral dos Jogos Infantis Plínio Paganini 2024

A Escola Municipal de Ensino Fundamental Integral Prof.ª Elza Judith Carmelo Torres, localizada na Cohab I, conquistou o título de Bi-Campeã Geral da 64ª edição dos Jogos Infantis Plinio Paganini. A escola somou 118 pontos, em segundo lugar ficou, a escola Emef Angelino de Oliveira que contabilizou 60 pontos. A escola Madre Marina Videmari garantiu o terceiro lugar com 54 pontos.

A premiação foi realizada nesta quinta-feira, 24, no Ginásio do Colégio Santa Marcelina, após as competições finais de Futsal masculino e Queimada feminina. No Futsal masculino, a equipe do Colégio Lá Salle venceu o time da Emefei Martinho Nogueira sagrando-se campeão da modalidade. Já na Queimada feminina, a equipe da EMEFI Elza Judith Carmelo Torres ficou com o titulo de campeã ao vencer o time da Emefei José Antônio Sartori.

Sobre os Jogos Infantis Plínio Paganini

A 64ª edição dos Jogos Infantis Plínio Paganini reuniu cerca de 1,2 mil alunos de 28 escolas municipais e privadas. Organizada pela Secretaria Municipal de Educação, participaram alunos do terceiro ao quinto ano do Ensino Fundamental, com idades entre 8 e 11 anos, nas modalidades de futsal, queimada, atletismo (masculino e feminino), xadrez, damas, cabo de guerra (misto) e tênis de mesa (masculino e feminino)

Hemocentro não terá expediente nesta segunda-feira, 28/10

O Hemocentro do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Botucatu (HCFMB) comunica que as atividades de coleta e doação de sangue estarão suspensas na próxima segunda-feira, 28, em razão do feriado do Dia do Servidor Público.

O atendimento retorna normalmente na terça-feira, 29, das 8h às 16h30, e aos sábados, das 7h às 12h.

O Hemocentro precisa de doações de todos os tipos sanguíneos, principalmente dos tipos A e O (positivos e negativos).

Mais informações pelos telefones (14) 3811-6041 (ramal 240) e pelo WhatsApp (14) 99624-7055 / (14) 99631-5650.

Medicina em Botucatu segue no topo dos mais concorridos

Medicina, em Botucatu, é o curso mais procurado para este ano, como já ocorre tradicionalmente, com 21.159 candidatos para 81 vagas

A Universidade Estadual Paulista (Unesp) divulgou a relação candidato/vaga do Vestibular 2025, com 64.851 candidatos para 6.596 vagas. Medicina, em Botucatu, é o curso mais procurado para este ano, como já ocorre tradicionalmente, com 21.159 candidatos para 81 vagas, o que representa 261,2 candidatos por vaga.

Os demais mais concorridos são Psicologia (integral), em Bauru (46,6); Direito (matutino), em Franca (41,0); Ciência da Computação, em Bauru (35,2); Ciências Biomédicas, em Botucatu (27,3); Psicologia (noturno), em Bauru (27,2); Medicina Veterinária, em Botucatu (24,2); Ciência da Computação, em São José do Rio Preto (24,1); Nutrição, em Botucatu (23,4); e Direito (noturno), em Franca (21,5).

O calendário da Unesp prevê provas em 35 cidades, 31 delas no Estado de São Paulo. A primeira fase será em 15 de novembro. A consulta de local de prova estará disponível em 6 de novembro. A segunda fase será nos dias 8 e 9 de dezembro. O resultado final será divulgado em 31 de janeiro de 2025.

Escola Municipal João Maria é premiada no estado de São Paulo por projeto de saúde mental

O projeto “Mentes Saudáveis, Futuro Brilhante”, realizado em parceria com a Unipex da FMB-Unesp, concorreu com cerca de 100 escolas públicas de todo o estado de São Paulo

No último dia 21 de outubro, a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e a Fundação Roberto Marinho divulgaram os vencedores da 3ª edição do Prêmio Ciência para Todos. A iniciativa destaca projetos inovadores que propõem soluções para desafios concretos e promovem os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU). Essa edição do prêmio reforça a importância de iniciativas educacionais focadas no desenvolvimento sustentável e no bem-estar mental dos jovens, em consonância com a agenda global da ONU.

Na categoria Ensino Fundamental, o projeto “Mentes Saudáveis, Futuro Brilhante: promovendo a saúde mental dos jovens”, desenvolvido pela Escola Municipal de Ensino Fundamental (Emef) João Maria de Araújo Júnior, foi um dos três premiados concorrendo com cerca de 100 projetos no estado de São Paulo.

Orientados pelo professor de ciências Vinícius Nunes Alves, os estudantes Gutielly Gomes da Silva,Isabella Tertuliano Cabral, Isabella Victória dos Santos Pinto e Kauê Gomes Consolo, das turmas de 9º ano D e E, formaram a equipe responsável pela proposta. O projeto também contou com o apoio de Patricia Pintor dos Reis, coordenadora da Unidade de Pesquisa Experimental (Unipex) da Faculdade de Medicina de Botucatu (FMB) da Unesp, e da doutoranda Gabriela Larissa Lima da Silva.

A equipe de estudantes vencedora do Prêmio Ciência para Todos realizou uma série de etapas para o desenvolvimento do projeto “Mentes Saudáveis, Futuro Brilhante” que contempla o 3º Objetivo de Desenvolvimento Sustentável, Saúde e Bem-Estar. As ações incluíram um levantamento detalhado da literatura sobre saúde mental na adolescência, elaboração de fichamentos e desenvolvimento de um questionário que, futuramente, poderá ser validado e aplicado para auto-observação e novas pesquisas.

Além disso, foram produzidos materiais de divulgação que ressaltam a importância da saúde mental entre jovens e um relatório detalhado das visitas realizadas aos laboratórios da Unidade de Pesquisa Experimental (Unipex). As atividades incluíram também uma palestra com a psiquiatra Profa. Dra. Maria Cristina Pereira Lima e a interpretação dos relatos de experiência dos alunos durante as visitas. Como um dos principais produtos do projeto, a equipe desenvolveu um protótipo de aplicativo baseado no questionário criado, além de apresentar o trabalho no 2º Simpósio de Metodologias Ativas do Ensino Fundamental (BotuSimMA), promovido pela Secretaria Municipal de Educação de Botucatu.

“Escrever e implementar o projeto com alunos do 9º ano do João Maria foi uma escolha bem pensada, pois eu já sabia que significava um trabalho excedente, voluntário e fora do meu horário de trabalho. Foram dois meses de trabalho com reuniões semanais no contraturno e dois meses passam rápido, fizemos bastante coisa para o tempo que tivemos. Os alunos tiveram contato com atividades, ferramentas e lugares que não teriam oportunidade se não fosse no projeto”, explicou o professor Vinícius Nunes Alves.

A cerimônia de premiação do Prêmio Ciência para Todos será realizada no dia 6 de novembro, no Museu Catavento, em São Paulo, e contará com um tour guiado pelas principais exposições do museu. Estão confirmados para o evento a equipe do projeto premiado, representantes da equipe gestora da Emef João Maria e da Secretária Municipal de Educação de Botucatu.

Conforme previsto no edital do prêmio, o professor orientador receberá um notebook, enquanto os estudantes vencedores terão a oportunidade de visitar um centro de pesquisa apoiado pela Fapesp. Para conferir um resumo do projeto, acesse o vídeo disponível no YouTube ( https://www.youtube.com/watch?v=WwU8fYx97sY&t=14s

Prêmio Ciência para Todos – Projeto EMEF João Maria e Unipex da FMB-UNESP
Conheça o projeto dos 9°anos sobre saúde mental  que está concorrendo ao Prêmio Ciência para Todos promovido por Fapesp, Canal Futura e Fundação Roberto Marinho.

O vídeo foi uma etapa obrigatória e classificatória do prêmio e está no modo não listado, contando com autorização dos estudantes para uso de imagem e som.

Governador Tarcísio agora vai vender áreas de fazenda histórica e de pesquisa

Em visita à cidade de Sumaré (SP), nesta quarta-feira (23), o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) defendeu a venda de parte da histórica Fazenda Santa Elisa, que abriga o Instituto Agronômico de Campinas (IAC), para “gerar valor para o Estado”.

Questionado sobre a possibilidade de parcelamento e venda do terreno, Tarcísio ressaltou que as áreas utilizadas em pesquisas devem ser mantidas, mas o que for considerado subutilizado pode ser revertido, por exemplo, para a construção de empreendimentos habitacionais.

“Não dá para ficar se apegando à área, patrimônio. Isso é uma lógica meio patrimonialista. Então, tem áreas importantes para a pesquisa? Vamos ver. Qual é a área que, de fato, é importante para a pesquisa? Vamos manter a área importante para a pesquisa e o resto, vamos vender”, afirmou.

A possibilidade de venda de uma gleba de 70 mil metros quadrados dentro da área do IAC, denominada de São José, mobilizou entidades e pesquisadores. O pedaço abriga a população mais antiga do mundo de plantas de cafeeiro arábica clonadas por cultura de tecidos.

Considerando que o instituto possui cerca de 700 hectares, a área cogitada para venda corresponde a 1% do total. A venda do terreno é permitida sem a necessidade de autorização da Assembleia Legislativa pela lei nº 16.388, de 2016.

“Por que o Estado vai manter um patrimônio gigantesco em termos de terra? Não faz sentido isso. A gente tem que ter racionalidade. Já passou a fase de você ter aquele Estado que tem muito patrimônio, que tem muita terra, que tem muito prédio, etc. Não faz sentido. Isso não tem lógica econômica, não tem sentido econômico”, complementou o governador.

Manifestações contrárias

A Associação dos Pesquisadores Científicos do Estado de São Paulo (APqC) ressaltou que a fazenda concentra o “maior banco de germoplasma de café do Brasil, um dos principais do mundo. A área experimental reúne cerca de cinco mil ‘acessos’, que são plantas de diferentes tipos de café, muitos considerados raros e em extinção”.

Germoplasma é um conjunto de amostras cujo objetivo é conservar material genético, tanto de plantas quanto de animais. Essas coleções podem incluir parte de um tecido vegetal, plantas inteiras ou o DNA de animais, por exemplo.

“Dentre as variedades obtidas a partir desse germoplasma, destacam-se todas as cultivares resistentes à ferrugem e, mais recentemente, ao bicho mineiro. Outros estudos apontam que há também variabilidade genética para tolerância à seca e ao calor, características fundamentais para enfrentamento dos efeitos causados pela emergência climática, que já estão acontecendo no Brasil”.

Ainda de acordo com a associação, 90% do café produzido no Brasil utiliza variedades desenvolvidas a partir desse banco de germoplasma. Além disso, o IAC está a caminho de se tornar a única instituição no mundo a desenvolver cultivar de café arábica sem cafeína nos grãos.

Esta fazenda experimental é um patrimônio incomensurável do Estado de São Paulo, que precisa ser defendida não apenas por cafeicultores, que dependem destas pesquisas para seguir produzindo cada vez melhor, mas por todos os cidadãos brasileiros que zelam pela ciência e, principalmente, pela sociedade paulista que evoluiu e se fortaleceu no país a partir da cultura do café”, defendeu, em nota, Helena Dutra Lutgens, presidente da APqC.

Além da APqC, a Associação dos Docentes da Universidade Estadual de Campinas (ADunicamp) também divulgou uma nota manifestando “indignação e repúdio diante da decisão do governo Tarcísio de vender a Fazenda Santa Elisa”.

A associação classificou a possível venda como um “prejuízo incalculável, ao impossibilitar a continuidade de trabalhos científicos que vêm sendo desenvolvidos há décadas. Porque sim, a manutenção e a ampliação desse enorme germoplasma requer pesquisas de médio e longo prazo”.

O que diz a Agricultura?

Em nota enviada ao g1 na segunda-feira (21), a secretaria estadual de Agricultura e Abastecimento confirmou que realiza estudos para avaliar a viabilidade de venda de áreas pertencentes à pasta, mas garantiu que as áreas com pesquisas em andamento não serão alteradas.

Leia, abaixo, o texto na íntegra:

“A Secretaria de Agricultura e Abastecimento realiza estudos para avaliar a viabilidade de venda de áreas pertencentes à pasta. Somente após a conclusão deste levantamento é que será definida qual ação será tomada. Toda e qualquer decisão tem como premissa garantir que as áreas de pesquisa em andamento sejam preservadas, modernizadas e valorizadas e serão tomadas em conjunto com a diretoria dos institutos estaduais.

A Secretaria reforça que áreas que contém pesquisa em andamento e bancos de germoplasma de culturas perenes, como o café, não serão alteradas. Atualmente, o Instituto realiza a duplicação do material genético das espécies vegetais de seus bancos de germoplasma, inclusive o café, em sua Estação Experimental de Mococa, como uma estratégia de segurança para a preservação de material genético”.

Fonte: G1

Foto: Fernando Evans

Itatinga: Polícia Militar em patrulhamento prende homem por furto de laranjas

Policiais militares da 2ª Companhia do 12º Batalhão de Polícia Militar do Interior, na manhã de quinta-feira (24), por volta das 09h30, efetuaram a prisão de um indivíduo por furto em Itatinga.
Policiais militares foram informados que um homem estava furtando laranjas de uma fazenda e de posse das características foram até o local e localizaram o suspeito, que empurrava um carrinho de mão com duas sacas de laranjas.

Diante dos fatos foi dada voz de prisão e conduzido a delegacia de polícia civil de Itatinga, onde o delegado ratificou a prisão e o encaminhou a cadeia pública.

Sessão Ordinária da terça-feira (29) têm três projetos em pauta e uso da Tribuna Livre

Na próxima terça-feira (29/10), a Câmara de Botucatu realiza sua trigésima sétima Sessão Ordinária da atual Legislatura. Na ocasião, os onze vereadores botucatuenses devem se reunir para discutir sobre “Campanha de Orientação aos Idosos, contra fraudes e golpes digitais”, e denominação de dois logradouros. A sessão contará ainda com um momento de Tribuna Livre. Em Sessão Extraordinária, projetos da Prefeitura alteram as leis orçamentárias do município para abertura de crédito adicional suplementar. Confira a ORDEM DO DIA na íntegra:

SESSÃO ORDINÁRIA
1) Projeto de Lei Nº 108/2024 – de iniciativa do vereador Silvio, que institui a “Campanha de Orientação aos Idosos, contra fraudes e golpes digitais”.
discussão e votação únicas
quórum: maioria simples

2) Projeto de Lei Nº 117/2024 – de iniciativa da vereadora Cláudia Gabriel, que denomina de “Cláudio Peres Neto” o Centro de Educação Infantil localizado na Vila Assumpção.
discussão e votação
quórum: 2/3

3) Projeto de Lei Nº 123/2024 – de iniciativa da vereadora Alessandra Lucchesi, que denomina de “Nelson Alves Pinto”, a Rua 07 do Residencial Carnieto II.
discussão e votação
quórum: 2/3

TRIBUNA LIVRE:
A noite da terça-feira contará com um momento de Tribuna Livre, conforme estabelecido pelo Regimento Interno da Câmara (artigo 251).
Assunto: “É hora de priorizar a saúde mental no local de trabalho – Comemoração do Dia Mundial da Saúde Mental”, a ser explanado por representante do Fórum Permanente Intersetorial de Saúde Mental (FPISM).

SESSÃO EXTRAORDINÁRIA
1) Projeto de Lei Complementar nº 23/2024 – de iniciativa do Prefeito, que dispõe sobre alteração da Lei Complementar nº 1.288/21 (PPA – 2022/2025), alteração da Lei Complementar nº 1.345/23 (LDO/2024), para atender necessidade de demanda da Secretaria de Educação
discussão e votação únicas
quórum: maioria absoluta

2) Projeto de Lei Nº 120/2024 – de iniciativa do Prefeito, que dispõe sobre alteração da Lei nº 6.558/2023 (LOA/2024) e abertura de crédito adicional suplementar até o limite de R$ 1.477.140,71, na Secretaria de Educação para atender demandas da Merenda Escolar.
discussão e votação únicas
quórum: maioria simples
Com mensagem

A sessão começa às 19 horas, é aberta ao público e tem transmissão ao vivo pelo site, Facebook, YouTube e TV Câmara Botucatu (canais 31.3 da rede aberta e 2 da Claro NET TV)! Acompanhe!

Foto: Reprodução/Câmara Municipal

As prefeituras e a fiscalização do terceiro setor

Em meados da década de 1990, foram lançadas as bases da reforma do Estado brasileiro, marcado por ineficiências e excessiva burocratização. Em linhas gerais, esse projeto buscava adaptar e transferir os conhecimentos gerenciais desenvolvidos no setor privado para a esfera pública, a fim de tentar aumentar a capacidade estatal de governar com eficácia e qualidade.

Um dos elementos-chave dessa mudança de paradigma foi a inserção do terceiro setor no âmbito dos serviços públicos essenciais e não exclusivos, como saúde, educação, cultura e tecnologia. O modelo se expandiu rapidamente. Hoje, as organizações da sociedade civil atuam nos três níveis de governo e ocupam um espaço significativo nas mais diversas áreas.

Esse crescimento tornou a análise dos repasses públicos para as entidades do terceiro setor uma das atribuições mais relevantes dos Tribunais de Contas. Os valores envolvidos falam por si. Tomando apenas o estado de São Paulo, o governo estadual e as prefeituras –com exceção da capital– transferiram, em 2023, nada menos que R$ 40,8 bilhões às organizações privadas sem fins lucrativos.

A fiscalização dessas atividades, contudo, não cabe apenas aos Tribunais de Contas. Os municípios têm um papel tão ou mais importante a exercer, por meio do controle interno. Tal dever é consagrado em uma série de leis, da Constituição Federal ao Marco Regulatório do Terceiro Setor.

Em outras palavras, se um governante decide executar determinada política pública por meio do terceiro setor, ele tem a obrigação legal de criar instrumentos que garantam que os recursos serão aplicados conforme os termos pactuados.

O que se observa no dia a dia do Tribunal de Contas do Estado São Paulo (TCESP), porém, é que muitas prefeituras têm, no mínimo, negligenciado essa obrigação. Embora os mecanismos de vigilância interna até existam no papel, com frequência servem apenas para inglês ver. Assim, a Corte de Contas, que deveria ser o último elo da cadeia de controle e fiscalização, não raro se converte no único.

São costumeiros os casos de falhas nas prestações de contas das entidades. O resultado se vê nas reiteradas reprovações de parcerias, que terminam por gerar multas e até a devolução dos recursos. Entretanto, por mais que o tribunal cumpra a sua função, quando se atinge esse ponto, o estrago muitas vezes já está feito. Os serviços essenciais que não foram prestados corretamente, a política pública que deveria ter sido implementada e não foi –nada disso pode ser reparado.

Em 2022, uma operação conjunta do TCESP, do Ministério Público e do Ministério Público de Contas analisou 67 parcerias firmadas na área da saúde com municípios e o governo estadual, totalizando cerca de R$ 6,7 bilhões. A fiscalização apontou problemas em nada menos que 60% delas, e recomendou a devolução de quase R$ 70 milhões.

Nas sessões semanais do tribunal, nos deparamos com inúmeros casos em que gestores públicos emitem pareceres avalizando gastos impróprios, sem qualquer relação com o objeto da parceria, quando não imorais ou ilegais. Em processos relacionados a contratos de gestão de unidades de saúde, as auditorias frequentemente encontram pagamentos de serviços e horas extras que extrapolam os limites do tempo e do espaço.

Há também situações em que a administração pública simplesmente distorce a realidade. Recentemente, o TCESP foi induzido a erro por um parecer de uma prefeitura, que afirmou não ter recebido a prestação de contas da entidade contratada. Isso gerou sanções que depois tiveram de ser anuladas em ação de revisão, para que não se penalizasse a organização social injustamente. A lista de problemas poderia se prolongar.

Já está mais do que na hora de mudarmos esse estado de coisas. Para isso, é crucial que os prefeitos que assumirão no ano que vem estejam mais comprometidos com o dever de fiscalizar as entidades do Terceiro Setor, como determina a lei. A população e os cofres públicos agradecem.

Dimas Ramalho é Conselheiro do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo.