Mais da metade dos ingressos para a Super Final do Arena Cross 2021 já foram vendidos. As entradas para a decisão do campeonato, marcada para os dias 27 e 29 de novembro, em um circuito indoor, construído no Pavilhão do Anhembi, em São Paulo, podem ser adquiridas pelo site www.arenacross.com.br/ingressos. A quantidade é limitada.
São dois tipos de ingressos: a arquibancada geral é R$ 40 (inteira) ou R$ 20 (meia) por dia. Já a Torcida VIP Premium custa por R$ 160 por dia e inclui lounge vip, buffet aperitivo e visitação aos boxes em horário marcado. O evento contará com praça de alimentação, estandes de patrocinadores e sessão de autógrafos e fotos. Todas as ações seguirão os protocolos de saúde e segurança determinados pelo estado e cidade de São Paulo.
A Super Final do Arena Cross será internacional, com a presença de oito pilotos estrangeiros, dos Estados Unidos, Inglaterra, Portugal, Venezuela e Equador, na principal categoria. O responsável pela montagem da pista é um dos principais nomes do circuito off-road mundial. O inglês Justin Barclay já construiu os traçados das provas do Mundial de Motocross, incluindo as das etapas realizadas no Brasil.
Em sua 23ª edição, o Arena Cross é muito mais que uma competição. É um verdadeiro show para o público de todas as idades e fãs da modalidade. O campeonato conta com quatro categorias: Pró (acima de 16 anos e motos até 450cc), AX2 (de 14 a 23 anos e motos até 250cc), 65cc (de 7 a 12 anos) e 50cc (de 5 a 9 anos). Entre as baterias, um show de freestyle motocross com a equipe do piloto Fred Kyrillos vai agitar a galera. A Super Final do Arena Cross terá transmissão ao vivo pelo canal SporTV, TV Alpha Botucatu Canal 8 NET Claro e também pelas redes sociais Facebook e YouTube do campeonato.
O Arena Cross 2021 tem patrocínio da Honda, Pro Honda, Monster Energy, além do copatrocínio da KTM e Kawasaki. O evento conta com a parceria da Prefeitura de São Paulo e da Secretaria Municipal de Esportes e Lazer (SEME). O apoio é da revista Pró Moto, revista Dirt Action e Moto Channel Brasil. A supervisão é da Confederação Brasileira de Motociclismo (CBM). A realização é da Romagnolli Promoções e Eventos e Linem (Liga Nacional de Esportes a Motor).
Serviço:
Arena Cross 2021 – Super Final
Data: 27 e 28 de novembro (sábado e domingo)
Local: Pavilhão de Exposições do Anhembi – Setor Norte Indoor
Endereço: Av. Olavo Fontoura, 1.451 – São Paulo (SP)
Fernando Bruder 22 de novembro de 2021Destaque, NacionaisComentários desativados em Rede de fast food muda placa ‘multigênero’ de banheiro após ser notificada pela prefeitura de Bauru
A unidade de Bauru (SP) de uma rede de fast food que virou centro de uma polêmica por implantar banheiro “multigênero” fez mudanças nas indicações gráficas nas portas de seus sanitários. Segundo a rede de lanchonetes, a mudança foi adotada após a prefeitura da cidade notificar a empresa de supostas irregularidades.
Antes da mudança, havia nas portas, acima da inscrição “WC individual”, o desenho de três bonecos indicando a destinação para homens, mulheres ou pessoas que não se identificam com esses gêneros. Agora, há apenas o desenho de um boneco com a iconografia clássica de indicação para “masculino” ou “feminino”.
Em nota, o Mc Donald’s confirmou que a mudança foi motivada pela notificação imposta pela Prefeitura de Bauru no último dia 13 de novembro apontando “descumprimento de exigências do código sanitário da cidade”.
“A rede reforça que tem o compromisso com a promoção de um ambiente de respeito para que todas as pessoas sintam-se bem-vindas em seus restaurantes. […] No caso do município de Bauru, após a notificação da prefeitura, a companhia fez adequação em atendimento à solicitação das autoridades locais (nº 3832 de 30/12/1994)”, afirmou a nota.
Essa não é a primeira vez que o Mc Donald’s decide mudar o layout de seus sanitários após polêmica envolvendo o conceito de “multigênero”.
Em setembro deste ano, uma unidade de São Roque (SP) fez mudança na placa de um banheiro que indicava a palavra “multigênero” após o caso repercutir em uma unidade recém-inaugurada.
Naquela ocasião, a assessoria de imprensa do McDonald’s informou que o banheiro continua sendo para todos os gêneros e apenas foi retirado o texto por ser uma unidade recém-inaugurada, que é suscetível a mudanças.
Fernando Bruder 22 de novembro de 2021Destaque, EducaçãoComentários desativados em Neutralização de Gênero: Doutor em Letras explica se faz sentido
Nos últimos meses, muito se fala sobre a “neutralização de gênero”, pauta levantada por grupos progressistas, que consideram que o masculino usado como gênero neutro torna a língua machista. O assunto suscita o debate com opiniões diversas, sobretudo nas redes sociais.
Boa parte dessas opiniões não possuem um fundamento acadêmico, e só expressam o pensamento popular. No entanto, o que os profissionais têm a dizer sobre o assunto?
O professor Pablo Jamilk tem mestrado e doutorado em Letras pela Universidade Estadual do Oeste do Paraná – Unioeste, e trabalha na área da educação desde os 15 anos. Em entrevista ao Pleno.News, ele explica, do ponto de vista acadêmico, se o gênero neutro faz sentido.
Uma instituição de ensino tem autonomia para alterar a língua pátria? Não. Uma alteração formal na língua se faz por uma série de estudos sérios e fundamentados por discussões acadêmicas. Vejamos o exemplo do acordo ortográfico de 2009. Na verdade, ele foi proposto em 1986 e, de lá até o ano de sua assinatura, foram duas décadas de intensos debates.
Ressalto que o acordo só foi aprovado, porque se tratava de uma iniciativa para UNIFICAR a grafia do português. Os responsáveis por esse tipo de alteração estão na Comunidade Lusófona (a instituição formada por pesquisadores representantes de todos os países cuja língua oficial é o português).
Uma alteração formal na língua se faz por uma série de estudos sérios e fundamentados por discussões acadêmicas
Uma alteração dessa natureza deveria ser proposta pela comunidade lusófona depois de se ter notado que, em todos os países envolvidos, há registros comuns de fala e escrita dessa pretensa “linguagem neutra”. Uma escola pode decidir que vai usar duas ou três palavras de certa maneira para ganhar algum destaque entre seus pares, mas isso é uma decisão autocrática e perigosa para os estudantes.
Uma escola pode decidir que vai usar duas ou três palavras de certa maneira para ganhar algum destaque entre seus pares, mas isso é uma decisão autocrática
Existe um exemplo prático de que os pronomes masculinos para generalização não são de cunho machista e patriarcal?
Com certeza, existe. Antes, porém, é preciso entender que essa história de língua machista não passa de uma interpretação mal realizada a respeito das bases da língua.
Vejamos: esse “o” que aparece ao fim das palavras da língua (substantivos, pronomes entre outros) é o que se chama de vogal temática, ou seja, ela ajuda a formar a palavra para sua realização na fala, por exemplo. Quero dizer que, por mais que o senso comum creia o contrário, isso não é um rótulo de gênero; um carimbo que diz “isto é masculino”. Aliás, não faria qualquer sentido, uma vez que palavras como “tribo” e “libido” terminam com “o” e são femininas.
Palavras como “tribo” e “libido” terminam com “o” e são femininas
Há outra confusão grave que se faz nesse tipo de análise, que eu costumo chamar de “linguística freestyle”: gênero biopsicossocial e gênero gramatical são propriedades completamente diferentes. Dizer que uma palavra é masculina ou feminina não significa, em nenhuma instância, dizer que a coisa representada por essa palavra seja identificada com um gênero biopsicossocial, qualquer que seja.
Exemplos práticos de pronomes em sua forma neutra: Maria gostaria de comprar uma nova empresa; só não o faz porque já está investindo em ações.
A palavra “o” é um pronome demonstrativo, que faz referência ao que foi dito anteriormente. Independentemente do fato de eu usar elementos como “Maria”, “empresa” e “nova”, a retomada se fez com um pronome de gênero (gramatical) masculino.
É preciso tomar extremo cuidado para não querer “reinventar a roda”
Por que isso aconteceu? Ao longo da história de nossa língua, o gênero neutro (presente no latim e no grego, que são duas de nossas bases linguísticas) passou a ser representado pelo masculino por uma razão que se chama “princípio da economia linguística”. Isto é, uma lei do menor esforço para realizar adaptações de concordância entre os elementos. Isso quer dizer que o masculino (gênero gramatical) é o herdeiro do gênero neutro das línguas antigas.
Há mais uma informação importante a acrescentar: existem pronomes neutros em português: isto, isso e aquilo já são pronomes neutros. Em relação a todas as questões linguísticas que são estudadas contemporaneamente, é preciso tomar extremo cuidado para não querer “reinventar a roda”.
O professor Pablo Jamilk possui um canal de ensino no YouTube com mais 350 mil inscritos Foto: Divulgação
Alguns usam o exemplo da evolução do “vossa mercê” para “você”, e até mesmo “cê”, para endossar a normalização do uso dos pronomes neutros. Essa comparação é válida? Não é válida, além de não fazer o menor sentido. O caso do “você” é um exemplo de metaplasmo (uma alteração que se deu a partir da fala ao longo do tempo). O falante não muda sua realização de fala por imposição, não é assim que uma língua funciona. Não há que tentar usar o argumento de variação linguística para tentar validar o emprego do “e” como uma vogal temática de neutralização.
A variação ocorre pelo contato entre diferentes formas e realizações, não por uma suposição, que é o caso de supor que a língua privilegie um gênero biopsicossocial. A argumentação de que a língua evolui para legitimar uma neutralização artificial (impositiva) revela que o argumentador entende pouco de variação e menos ainda de estrutura linguística.
Com a neutralização, o uso de “homem”, enquanto raça humana, teria que ser abolida ou repensada?
A neutralização traria inúmeros problemas. Por exemplo: se eu empregar “menine” em vez de “menino”, qual artigo terei de empregar para definir o substantivo? Se a pessoa disser “o menine”, será um grande contrassenso, pois neutraliza o substantivo, mas não o artigo. Se disser que se deve criar um novo artigo (“e”, por exemplo) para dizer “e menine”, passaremos por um grave problema de programação da estrutura da nossa língua, uma vez que os artigos são categorias de “inventário fechado”, ou seja, que não são criadas ou alteradas.
Se eu empregar “menine” em vez de “menino”, qual artigo terei de empregar para definir o substantivo?
Pensemos em uma frase completa nessa forma neutra: “e menine é bonite” ou “minhes menines são pequenes e bonites”. Em conversa com dois grandes estudiosos (Aldo Bizzocchi e Rosane Reis), a conclusão foi um desafio: desafiamos qualquer defensor da pretensa “linguagem neutra” a falar durante 5 minutos empregando esse sistema. Falar, não escrever, nem decorar um texto prévio.
O objetivo da neutralização é a inclusão. No entanto, pode acarretar em um efeito ao contrário? Esse é justamente o maior risco dessa proposta. Na verdade, a proposição de uma forma de linguagem que possa expressar o sentimento de uma comunidade que não se identifica com um ou outro gênero biopsicossocial nos revela uma questão muito mais profunda: até que ponto nossa sociedade está permitindo que essa comunidade tenha autonomia e representatividade?
Penso que essa batalha esteja ocorrendo justamente pelo fato de termos ainda uma conjuntura social em que as pessoas agem de forma discriminatória e preconceituosa. Se a herança do patriarcado não fosse tão forte em nossa sociedade, esse tipo de situação não ocorreria. Parece que meu pensamento não possui coerência, mas eu resumo em uma explicação: não é a língua que carrega este ou aquele preconceito, porque a língua é um instrumento. As pessoas carregam preconceitos e forçam qualquer um que seja diferente daquilo que se considera “normal” a buscar engajamento em qualquer luta por um pouco de ar.
Infelizmente, nesse caso, não é a luta que se deveria lutar. Trata-se de uma série de confusões sociais e linguísticas que criaram um quasímodo para a língua. A consequência disso, em uma sociedade que está cercada por um conservadorismo beligerante, é gerar ainda mais o acirramento entre polos que não devem e nem poderiam ser antagônicos.
Não é a língua que carrega este ou aquele preconceito, porque a língua é um instrumento
O professor Pablo Jamilk possui um canal no YouTube com mais de 350 mil inscritos. O canal reúne videoaulas com dicas sobre verbos, uso da vírgula, modelos de redação entre outros, para alunos que buscam alcançar bons resultados no Enem, em concursos e vestibulares.
Fernando Bruder 22 de novembro de 2021Destaque, EsportesComentários desativados em Ginasta botucatuense Yasmin Maia é campeã estadual na Ginástica Rítmica
A Ginástica Rítmica botucatuense mais uma vez deu show em uma importante competição. Nos dias 19, 20 e 21 de novembro, foi realizada a Copa Estadual de Ginástica Rítmica, organizada pela Secretaria de Esportes do Estado de São Paulo.
O destaque da competição, que ocorreu no formato online, foi mais uma vez a atleta Yasmin Maia, que venceu na Categoria Infantil – aparelho Bola nível Avançado.
Isadora Gabriel e Bruna langeli também se destacaram e conseguiram a medalha de bronze na categoria Pré-infantil – aparelho Mãos Livres e na categoria Sênior – aparelho Fita.
“Foi uma competição de alto nível e que demonstrou estarmos entre os melhores do Estado. É um trabalho de muitos anos que vem sendo realizado com muito empenho e que a cada competição é coroado. Parabenizo toda a equipe”, comemorou Karen Galli, treinadora da equipe botucatuense de Ginástica Rítmica. A equipe é formada por alunas do Projeto Bethel, instituição conveniada com a Secretária de Esportes e Promoção da Qualidade de Vida.
Outras atletas botucatuenses participaram da competição e conseguiram os seguintes resultados:
Fernando Bruder 22 de novembro de 2021Destaque, EducaçãoComentários desativados em Alunos da Rede Municipal de Ensino participam da Prova do SAEB
Alunos dos 5º e 9º anos de 26 escolas da Rede Municipal de Ensino de Botucatu participam a partir dessa segunda-feira, 22, da prova do Sistema de Avaliação da Educação Básica, SAEB, desenvolvida pelo Ministério da Educação. Os resultados da prova, realizada a cada dois anos, integram o cálculo do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) do Município.
As provas serão realizadas entre os dias 22 de novembro e 7 de dezembro, com a participação de 1.368 alunos dos 5º anos e 562 alunos dos 9º anos. Todas as unidades que atendem esses dois anos escolares participam da avaliação.
O SAEB avalia as proficiências dos alunos das Escolas Publicas e Privadas em Língua Portuguesa, Matemática, Ciências Humanas e Ciências da Natureza.
“Essa avaliação da Educação Básica é uma importante ferramenta que avalia a qualidade do ensino e contribui significativamente para obtenção de um diagnóstico da rede pública, que apontará a eficácia e as deficiências do ensino. Esses subsídios nortearão novas estratégias e metas para a melhoria da qualidade de ensino”, explicou a Secretária Municipal de Educação, Cristiane Amorim.
“Espero que as famílias, cujos filhos fazem parte da Rede Municipal, entendam a importância desse instrumento de avaliação que muito contribuirá para a política pública educacional de Botucatu. Conto com o empenho dos pais e a presença dos alunos nos dias comunicados pelas escolas municipais”, concluiu Amorim.
Mais informações:
Secretaria Municipal de Educação
Rua Dr. José Barbosa de Barros, 120, Vila dos Lavradores
Fernando Bruder 22 de novembro de 2021Destaque, SaúdeComentários desativados em Vigilância Ambiental em Saúde disponibiliza agendamento online para vacinação de cães e gatos contra a raiva
, disponível no site da Prefeitura, os tutores poderão escolher a data e horário para imunizar seus animais.
“Com o agendamento online evitaremos as filas, briga de animais, fugas, possível transmissão de doença, entre outros transtornos que podem ocorrer durante a aglomeração de campanhas de vacinação em massa. Outro fator importante é que saberemos antecipadamente a quantidade de animais agendados para um determinado dia, portanto evitaremos o desperdício do imunizante, pois uma vez aberto o frasco de vacina antirrábica, que contém 10 ou 25 doses, ele terá validade de apenas 3 dias”, afirmou Valdinei Campanucci, Coordenador de Programas de Saúde.
Serão imunizados somente cães e gatos com mais de 3 meses de idade, previamente agendados e residentes em Botucatu. Neste primeiro momento, a agenda será aberta para os dias 28/11, 05/12, 12/12 e 19/12.
A expectativa da Prefeitura é vacinar nestas datas mais de 400 animais. No decorrer do mês de dezembro novas datas serão anunciadas para o ano de 2022.
A VAS vem solicitando junto ao Instituto Pasteur, através do Grupo de Vigilância Epidemiológica (GVE) de Botucatu, a aquisição de um número maior de doses mensais de vacina antirrábica para atender a demanda espontânea da população que manifesta o interesse em imunizar seus animais contra a raiva.
E o tema da redação do Enem 2021 foi “Invisibilidade e registro civil: garantia de acesso à cidadania no Brasil”. A seguir confira um texto produzido pelo professor Nelson, da Escola de Redação Nelson Letras, sobre o tema deste ano.
Excluídos de sua cidadania, mais de três milhões de brasileiros, segundo estimativas, não existem para o Estado, pois não possuem registro de nascimento. O Governo Federal vem demonstrando com algumas ações que não se preocupa em garantir que o brasileiro possua e usufrua sua cidadania, como, por exemplo, com o imbróglio envolvendo o Censo demográfico 2020, cujos recursos para a realização haviam sido retirados do IBGE. Dessa maneira, o Estado transgride a Constituição Federal de 1988, ao não se preocupar em assistir os brasileiros a que desfrutem e exerçam sua cidadania. Portanto é dever dos Três Poderes não só efetuar o registro civil dos brasileiros, como também assegurar seus direitos e apresentar-lhes o conhecimento político para que compreendam o significado do ser-cidadão.
Dentre os documentos de identidade, a Certidão de Nascimento é o mais importante para o acesso à cidadania, uma vez que sem ela o indivíduo não existe para o Estado. O exemplo de indígenas sem registro, devido à incompetência dos três Poderes, demonstra como essa comunidade é excluída do País. Exclusão semelhante ocorre com brasileiros pobres, em grande parte brasileiros pretos e pardos os quais, sem documentação, são impedidos do acesso a direitos básicos como moradia, saúde e educação. A falta de registros ainda está presente, por exemplo, em problemas como os da população transexual com baixo poder aquisitivo que enfrenta dificuldades em se estabelecer socialmente, visto que não consegue alterar os nomes das certidões de nascimento e de outros documentos por não possuir recursos financeiros para isso.
Para ser um cidadão, o indivíduo precisa não só ser reconhecido pelo Estado, mas também ser assistido por este. Ao possuir o registro civil, o brasileiro é um cidadão no papel, mas isso não lhe garante uma cidadania na prática. Ser um cidadão apenas no papel é não receber os direitos garantidos pela Constituição – assim como analisa o jornalista e escritor Gilberto Dimenstein, idealizador do Portal Catraca Livre, ao abordar essa situação-problema quanto aos direitos da criança e do adolescente na sociedade brasileira. Além disso, é mister que a assistência estatal capacite o indivíduo a compreender seus direitos e também deveres, a compreender que ser cidadão consiste em intervir na sociedade em prol do bem comum.
Pessoas sem registro são pessoas invisíveis para o Estado. Essa invisibilidade deixará de existir se os Três Poderes assumirem sua função no Contrato Social com a implantação, por exemplo, de uma força-tarefa que percorra o país registrando os brasileiros. Todavia, apenas o registro civil não garante o acesso à cidadania, por isso Executivo, Legislativo e Judiciário precisam oferecer e garantir recursos, com programas sociais, para que os brasileiros possam viver dignamente. Esses recursos também devem consistir em investimentos educacionais com mudanças na grade curricular escolar pela ênfase em filosofia e sociologia e pela criação da disciplina de ciência política, de maneira que o discente compreenda o conceito de cidadão. Assim o brasileiro fará parte do corpo social do País da Ordem e Progresso.
Fernando Bruder 19 de novembro de 2021Destaque, NacionaisComentários desativados em OAB SP obtém decisão da Justiça para suspensão de prática ilegal da advocacia por empresa de consultoria
A OAB SP conquistou mais uma importante vitória em defesa da advocacia paulista, com a obtenção de decisão favorável pela 19ª Vara Cível da subseção judiciária de São Paulo do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3) à proposta de ação pública, na qual a entidade pleiteou a suspensão imediata de divulgação e prestação de serviços privativos da advocacia pela empresa de consultoria Fórmula de Gestão, sob multa diária de R$ 100.000,00 (cem mil reais).
No último dia 15 de outubro, o TRF-3 concedeu, em parte, a antecipação da tutela e determinou aos réus que “suspendam a divulgação de serviços jurídicos de qualquer material de mídia televisiva, falada ou impressa, por meio eletrônico ou qualquer outro, que informe no portal eletrônico da empresa que não fazem indicação de advogados e não prestam serviços privativos da advocacia, bem como suspendam as atividades jurídicas prestadas, deixando de indicar quaisquer advogados para prestar serviços advocatícios aos clientes”.
Na decisão, o juiz destacou a vedação de divulgação da advocacia em conjunto com outra atividade, de acordo com o Estatuto da OAB, Lei 8.906/94, e a Lei nº 13.247, de 2016: “Não são admitidas a registro, nem podem funcionar todas as espécies de sociedades de advogados que apresentem forma ou características de sociedade empresária, que adotem denominação de fantasia, que realizem atividades estranhas à advocacia, que incluam como sócio ou titular de sociedade unipessoal de advocacia pessoa não inscrita como advogado ou totalmente proibida de advogar (…). O estatuto da OAB prevê a obrigatoriedade de registro de sociedade de advogados junto ao Conselho Seccional da OAB em cuja base territorial tiver sede, devendo prestar exclusivamente serviços de caráter jurídico. Portanto, resta vedada a prestação de serviços jurídicos por sociedades sem o devido registro na Ordem dos Advogados do Brasil”.
A OAB SP já moveu cerca de 30 ações públicas contra empresas classificadas como consultorias, que oferecem serviços específicos de advocacia, ato que é incompatível com o Código de Ética e Disciplina da OAB.