Artigos do Autor: Fernando Bruder

Vice-prefeito de Cerqueira César invade Canil Municipal e leva cadela de raça que estava internada

O vice-prefeito de Cerqueira César, Hemerson Lingote (Podemos), invadiu o canil municipal e furtou uma cadela de raça que estava internada no local, na quinta-feira (6). Em nota, a prefeitura afirma que não compactua com comportamentos fora das condutas éticas e legais.

Segundo o boletim de ocorrência, o animal é da raça foxhound-americano e não estava apto para receber alta médica. Câmeras de monitoramento da região flagraram o momento em que o vice-prefeito sai do local com a cadela. Assista acima.

À polícia, a diretora do canil relatou que o estabelecimento estava fechado no momento em que Hemerson chegou. O vice-prefeito pediu a abertura imediata e disse que, se o pedido fosse negado, ele invadiria para retirar alguns animais.

Ainda segundo o boletim, a invasão foi constatada por autoridades logo depois. O animal, que passaria por uma cirurgia médica no dia seguinte, foi retirado sem autorização. Além disso, o portão e a telha de proteção do local foram danificadas durante a ação.

Conforme o presidente da Associação dos Voluntários em Defesa da Causa Animal de Cerqueira César, Anderson Martins Borges, o vice-prefeito não deu explicações sobre a tutela do animal. A cadela foi resgatada com oito filhotes em outubro, e portava uma Infecção Sexualmente Transmissível (IST) entre animais.

Em nota, a Prefeitura de Cerqueira César afirma que teve conhecimento do ocorrido somente após a elaboração do boletim de ocorrência. A gestão municipal diz não compactuar com comportamentos fora da conduta ética e legal.

O caso foi registrado como furto, invasão, depredação de patrimônio e é investigado pela Polícia Civil.

Fonte G1

Foto: Reprodução

 

Acidente entre carro e caminhão deixa ferido na SP-245, entre Cerqueira César e Avaré

Um acidente de trânsito envolvendo um carro de passeio e um caminhão foi registrado na manhã desta quarta-feira (12) na Rodovia Salim Curiati (SP-245), no trecho entre Cerqueira César e Avaré.

A colisão resultou em uma vítima, que foi socorrida pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) para o Pronto-Socorro local. O estado de saúde da pessoa não foi divulgado.

De acordo com a Polícia Rodoviária, o acidente foi do tipo transversal. O veículo Fiat Palio trafegava pela rodovia, vindo de Cerqueira César no sentido Avaré. Ao se aproximar de um cruzamento que dá acesso a uma área rural, o carro colidiu com um caminhão carregado de telhas.

Segundo relatos da polícia no local, o caminhão saía de um bairro rural para acessar outro quando a colisão aconteceu. “Ao chegar no cruzamento, houve a colisão transversal, que gerou uma vítima”, detalharam as autoridades em entrevista ao Paulista News.

A colisão deixou o carro Fiat Palio atravessado na pista, o que forçou o bloqueio parcial da rodovia. “Nós sinalizamos o local porque estava só uma faixa liberada. Conseguimos tirar o carro de cima da pista e o trânsito normalizou”, informou a equipe que atuou no resgate e na remoção dos veículos.

As causas exatas do acidente ainda serão averiguadas pela Polícia Rodoviária, que deve analisar as condições do trânsito, dos motoristas e da sinalização no local para determinar os fatores que levaram à colisão.

Fonte: A Voz do Vale
Foto: Reprodução

Tragédia na região de Jaú: Avião cai próximo à SP-255, piloto morre no local

Jaú – Um trágico acidente aéreo foi registrado no final da tarde desta terça-feira (11) em uma área rural situada entre Jaú e Barra Bonita (SP). Uma aeronave agrícola, que prestava serviços terceirizados para uma usina da região, caiu nas proximidades da praça de pedágio da rodovia Comandante João Ribeiro de Barros (SP-255).

O piloto, que era o único ocupante da aeronave, não resistiu ao impacto e teve seu óbito constatado ainda no local da queda, segundo informou a Polícia Militar.

A causa exata do acidente ainda é desconhecida e está sob investigação. A perícia técnica já se encontra no local para iniciar os trabalhos.

A empresa Raízen emitiu uma nota oficial confirmando que a aeronave pertencia a uma prestadora de serviços contratada.

A companhia assegurou que notificou imediatamente as autoridades competentes, incluindo o Corpo de Bombeiros e o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), que já iniciaram as apurações sobre o ocorrido.

A Raízen comprometeu-se a cooperar integralmente com a investigação e expressou suas condolências à família e amigos do piloto falecido.

 

 

 

 

Muralha Virtual Flagranteia: ROMO prende motorista por receptação e placas clonadas em Botucatu

A Guarda Civil Municipal (GCM) de Botucatu, por meio da equipe de Rondas com Motocicletas (ROMO), efetuou a prisão em flagrante de um indivíduo sob as acusações de receptação e adulteração de sinais identificadores de veículo automotor. A ação foi desencadeada após um alerta gerado pelo sistema Muralha Virtual, operado pelo Centro de Operações Integradas (COI).

Durante o patrulhamento de rotina, os agentes receberam a informação sobre um veículo com características de clonagem, detectado pelas câmeras inteligentes. Com base nos dados fornecidos, a equipe da ROMO intensificou as buscas na área e localizou o automóvel suspeito estacionado em um posto de combustíveis da cidade.

Com o apoio da viatura ROMU 30, os guardas realizaram a abordagem ao motorista, que se identificou como o proprietário do carro. Uma inspeção minuciosa nos sinais identificadores revelou uma discrepância: o número do chassi não condizia com a placa visível. Foi constatado que o veículo era, na verdade, um automóvel furtado, utilizando as placas de outro carro legalizado, da mesma marca e modelo.

Questionado, o homem confessou ter adquirido o veículo por um valor abaixo do preço de mercado. Diante das evidências claras de crime, ele recebeu voz de prisão e foi conduzido à Central de Flagrantes da Polícia Civil para as providências legais cabíveis.

Guarda Civil Municipal

Presidente da Câmara de Botucatu, vereador Cula usa a Tribuna para fazer campanha antecipada

Durante discurso na sessão de 23 de setembro, vereador Cula elogiou ex-prefeitos João Cury e Mário Pardini e defendeu que a cidade apoie candidatos “com chance de ganhar”, o que pode configurar propaganda eleitoral fora do período permitido pela Justiça Eleitoral.

 

O presidente da Câmara Municipal de Botucatu, vereador Cula (MDB), usou a tribuna durante a sessão do dia 23 de setembro de 2025 para fazer um discurso que gerou repercussão política. Em sua fala, o parlamentar exaltou o trabalho dos ex-prefeitos João Cury e Mário Pardini — ambos nomes conhecidos no cenário político botucatuense – e sugeriu que a população deveria apoiar novamente esses líderes nas próximas eleições.

 

Durante o pronunciamento, Cula afirmou:

 

“Quero aqui agradecer tudo que o João, no seu primeiro mandato, o nosso deputado federal, está conseguindo. Isso demonstra o quanto é bom termos uma pessoa lá [em Brasília]. (…) Temos a condição de colocar o Pardini, que olhou pela cidade como ninguém. (…) Defendo quem tem chance de verdade.”

 

As declarações podem configurar propaganda eleitoral antecipada, uma prática vedada pela legislação brasileira antes do período oficial de campanha. Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), é proibido utilizar espaços institucionais — como a tribuna de uma Câmara Municipal — para promover candidaturas ou pedir votos, ainda que de forma indireta.

 

De acordo com a Lei nº 9.504/1997 (Lei das Eleições), a propaganda eleitoral só é permitida a partir do dia 16 de agosto do ano da eleição. Antes disso, manifestações públicas que indiquem apoio explícito a possíveis candidatos podem ser consideradas campanha antecipada, passível de multa e outras sanções.

 

O Vereador Cula não se pronunciou sobre o assunto até o fechamento desta matéria. Caso algum partido, vereador ou cidadão protocole denúncia junto ao Ministério Público Eleitoral, o caso poderá ser analisado pela Justiça para verificar se houve uso indevido da tribuna para fins eleitorais.

Nota técnica – O que é propaganda eleitoral antecipada

A propaganda eleitoral antecipada ocorre quando um agente público, partido, pré-candidato ou qualquer pessoa promove ou pede apoio a uma candidatura antes do prazo legal de início da campanha (16 de agosto).
Segundo o artigo 36-A da Lei das Eleições, é permitido o chamado “ato de pré-campanha”, desde que não haja pedido explícito de voto, uso de recursos públicos ou meios institucionais.

 

Exemplos de atos permitidos:

• Manifestar intenção de disputar um cargo;
• Divulgar posicionamentos políticos ou projetos futuros, sem pedido de voto;
• Participar de eventos partidários internos.

Exemplos de atos proibidos:

• Pedir votos ou apoio eleitoral direto ou indireto;
• Utilizar bens públicos, como tribunas legislativas ou sites oficiais, para promover candidaturas;
• Associar nomes de pré-candidatos a obras, benefícios ou programas públicos.

 

Casos semelhantes já levaram a representações no TSE e TREs em todo o país, com aplicação de multas que variam de R$ 5 mil a R$ 25 mil, dependendo da gravidade e do alcance da infração.

Acidente entre carro e moto no cruzamento da Rua Tenente João Francisco com a Rua Brás de Assis

Um acidente de trânsito foi registrado na manhã desta terça-feira, 11 de novembro, no cruzamento das ruas Tenente João Francisco e Brás de Assis, no bairro Vila dos Lavradores, em Botucatu.

De acordo com as primeiras informações, um carro acabou subindo na calçada e, em seguida, atingiu uma motocicleta que estava parada no semáforo.

A condutora da moto sofreu ferimentos leves e recebeu atendimento no local.

As causas do acidente ainda serão apuradas pelas autoridades de trânsito.

Mulher é presa após chamar policial de macaco em Bauru

Uma mulher de 34 anos foi presa em flagrante no final da noite desta segunda-feira (10), após ameaçar com uma faca outra mulher de 42 anos que mora com ela, segundo registro policial, e cometer injúria racial ao chamar um policial de “macaco”. O caso ocorreu no distrito de Tibiriçá, em Bauru. A indiciada também responderá por lesão corporal, desacato e resistência à prisão.

De acordo com o boletim de ocorrência (BO), uma equipe da Polícia Militar foi acionada para atender a uma denúncia de ameaça e briga em um imóvel. No local, conforme apurado pela corporação, a suspeita estava embriagada.

A abordagem foi feita em frente à casa onde ambas residem. Segundo o BO, a suspeita estava agressiva e chegou a chutar a vítima e os policiais militares. Diante da situação, a equipe precisou usar força moderada para contê-la e algemá-la. Ainda segundo a PM, durante a ação, a mulher ofendeu um dos policiais chamando-o de “preto” e “macaco”.

Ela foi encaminhada ao Plantão Policial de Bauru, onde, conforme consta do boletim de ocorrência, voltou a ofender os policiais militares. O delegado plantonista ratificou a prisão em flagrante, e a indiciada permaneceu presa, à disposição da Justiça.

Bandeiras de cartão terão de cobrir falhas em transações

O Banco Central (BC) publicou nesta segunda-feira (10) novas regras para o gerenciamento de riscos em arranjos de pagamento, que são os conjuntos de regras e procedimentos que disciplinam a prestação de determinados serviços de pagamento ao público, entre os quais os cartões de crédito e de débito.

Aprovadas após consulta pública realizada em 2024, as medidas, informou o BC, visam aumentar a segurança, a transparência e a eficiência no funcionamento do Sistema de Pagamentos Brasileiro (SPB).

As normas constam da Resolução BCB nº 522, que altera normas de 2021 que regulavam o tema.

Segundo o BC, as mudanças “asseguram maior clareza quanto às responsabilidades de cada participante e reforçam a proteção ao usuário recebedor de pagamentos”. As regras entram em vigor imediatamente, mas as bandeiras de cartões terão 180 dias para ajustar seus regulamentos e solicitar autorização formal para adequação.

Responsabilidade das bandeiras

O BC deixou claro que as bandeiras, como Visa, Mastercard e Elo, passam a ser responsáveis diretas por garantir o pagamento das transações aos usuários recebedores, mesmo que ocorram falhas nos mecanismos de proteção do sistema. Se houver problemas em alguma instituição participante, como um emissor de cartão (bancos, fintechs e outros) ou credenciadora (maquininhas), a bandeira deverá utilizar recursos próprios para assegurar o repasse dos valores.

Chargeback

O novo marco regulatório também altera o processo de chargeback, reversão de uma transação contestada pelo titular do cartão. A norma limita a responsabilidade financeira dos participantes a 180 dias após a autorização da transação. Após esse prazo, caso as regras do arranjo permitam, a responsabilidade passa a ser integralmente da bandeira.

Apesar de conceder liberdade para que as bandeiras escolham seus mecanismos de gestão de risco, o BC destacou que essa escolha não as exime da responsabilidade final pela liquidação de todas as transações.

Transparência e controle

Outro ponto relevante é o aumento da exigência de transparência nos critérios de implementação e dimensionamento dos mecanismos de repasse e de gestão de riscos financeiros. O objetivo é deixar claro o papel de cada instituição — bandeiras, bancos, credenciadoras e subcredenciadoras — em caso de falha no fluxo de pagamento.

As novas regras também reforçam o monitoramento centralizado das operações, obrigando todas as subcredenciadoras a participarem integralmente dos sistemas de liquidação e compensação centralizadas, o que deve reduzir vulnerabilidades nas operações.

Prevenção a fraudes

O BC informou que a resolução traz comandos específicos para aprimorar a gestão de riscos de fraudes e golpes, além de medidas de prevenção à lavagem de dinheiro, ao financiamento do terrorismo e à proliferação de armas de destruição em massa. As medidas também alinham os procedimentos dos arranjos de pagamento aos padrões de controle exigidos do Sistema Financeiro Nacional (SFN).

Prazos e adequação

Embora as novas regras já estejam em vigor, as instituições terão até 180 dias para protocolar pedidos de autorização de ajustes nos regulamentos dos arranjos de pagamento e para implementar as mudanças operacionais exigidas.

“Os regulamentos atuais continuam válidos até a autorização das alterações”, informou o BC em nota.

A autoridade monetária destacou ainda que o conjunto de medidas traz maior robustez ao arcabouço regulatório do setor e fortalece a confiança dos consumidores e empresas nas operações eletrônicas de pagamento.

Fonte: JC Net