Brasil

STF reafirma correção do FGTS pelo IPCA e veta pagamento retroativo

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu reafirmar que as contas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) devem ser corrigidas pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), principal indicador da inflação no país.

A decisão foi tomada em sessão do plenário virtual da Corte e publicada na última segunda-feira (16).

O plenário confirmou entendimento de 2024, quando os ministros vetaram a correção das contas do FGTS pela Taxa Referencial (TR), que sempre foi utilizada para corrigir os depósitos e que tem valor próximo de zero.

Além disso, também ficou mantida a parte da decisão que validou a correção pelo IPCA somente a novos depósitos e proibiu a correção para valores retroativos que estavam depositados nas contas em junho de 2024, quando a Corte reconheceu o direito dos correntistas à correção pelo índice de inflação.

A Corte julgou um recurso de um correntista contra decisão da Justiça Federal da Paraíba que não reconheceu a correção retroativa do saldo pelo IPCA.

Correção

Pela deliberação dos ministros, fica mantido o atual cálculo que determina a correção com juros de 3% ao ano, o acréscimo de distribuição de lucros do fundo, além da correção pela TR. A soma deve garantir a correção pelo IPCA.

Contudo, se o cálculo atual não alcançar o IPCA, caberá ao Conselho Curador do FGTS estabelecer a forma de compensação.

Durante a tramitação do processo, a proposta de cálculo foi sugerida ao STF pela Advocacia-Geral da União (AGU), órgão que representa o governo federal, após conciliação com centrais sindicais durante a tramitação do processo.

O caso começou a ser julgado pelo Supremo a partir de uma ação protocolada em 2014 pelo partido Solidariedade. A legenda sustentou que a correção pela TR, com rendimento próximo de zero, por ano, não remunera adequadamente os correntistas, perdendo para a inflação real.

FGTS

Criado em 1966 para substituir a garantia de estabilidade no emprego, o fundo funciona como uma poupança compulsória e proteção financeira contra o desemprego. No caso de dispensa sem justa causa, o empregado recebe o saldo do FGTS, mais multa de 40% sobre o montante.

Após a entrada da ação no STF, leis começaram a vigorar, e as contas passaram a ser corrigidas com juros de 3% ao ano, o acréscimo de distribuição de lucros do fundo, além da correção pela TR. No entanto, a correção continuou abaixo da inflação.

Fonte: Agência Brasil – Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

Lei estadual endurece punições por agressões a profissionais da educação no Espírito Santo – ES

Já está em vigor em todo o Espírito Santo uma nova lei estadual que responsabiliza judicialmente quem ameaçar ou agredir profissionais da educação. A norma vale para professores, coordenadores, bedéis, bibliotecários, auxiliares e demais trabalhadores das unidades escolares. Nos casos em que o agressor for menor de idade, os pais ou responsáveis legais também poderão responder judicialmente pelos atos praticados.

Pela legislação, qualquer episódio de violência deve ser comunicado imediatamente à Polícia Militar. A direção da escola é obrigada a registrar boletim de ocorrência, informar o Ministério Público e afastar o agressor do convívio com a vítima. O prazo máximo para formalizar o caso por escrito é de 36 horas. O profissional agredido tem direito a atendimento hospitalar, exame no IML, retirada segura de seus pertences e acompanhamento por equipes de apoio.

A lei também prevê indenização por danos morais, materiais ou estéticos, que deverá ser paga pelos responsáveis legais do aluno agressor. Caso fique comprovada negligência na educação do menor, os pais podem ainda responder por omissão. Com a nova regra, situações que antes resultavam apenas em advertência administrativa passam a ter consequências legais mais severas, reforçando a proteção aos profissionais da educação e buscando garantir mais respeito e segurança no ambiente escolar.

Foto: Reprodução

Farmácia Popular vira alvo de fraude milionária e desvio de dinheiro público

Uma denúncia envolvendo o uso indevido de um Cadastro de Pessoa Física (CPF) levou à deflagração da Operação OTC – Over The Counter, que identificou um esquema de fraudes no programa Farmácia Popular. A ação foi conduzida pela  (PF), pela Receita Federal e pela Controladoria-Geral da União (CGU).

Segundo as investigações, o grupo teria provocado um  estimado em R$ 30 milhões aos cofres públicos por meio de vendas fictícias de medicamentos. O objetivo era gerar repasses indevidos de recursos federais de forma sistemática.

De acordo com o jornal O Globo, a  teve início em 2023, a partir de um estabelecimento localizado em Mato Grosso do Sul.

Esquema usava vendas inexistentes para captar recursos

As apurações apontam que os envolvidos estruturaram uma engenharia financeira para assumir o controle de farmácias já credenciadas no sistema federal.

Primeiro, adquiriam CNPJs de estabelecimentos com cadastro ativo no Farmácia Popular. Depois, alteravam a titularidade para pessoas vinculadas ao grupo. Em seguida, inseriam no sistema milhares de registros de vendas inexistentes para gerar créditos indevidos junto ao Fundo Nacional de .

Após o recebimento dos valores, as farmácias deixavam de operar normalmente, acumulavam pendências tributárias e mantinham as contas bancárias ativas apenas para receber os repasses públicos.

Para ocultar o destino do dinheiro, o grupo utilizava um fluxo financeiro complexo. O esquema incluía saques em casas lotéricas e sucessivos pagamentos de boletos bancários, estratégia que buscava dificultar o rastreamento dos verdadeiros beneficiários.

Mesmo com as tentativas de lavagem de dinheiro, os investigadores conseguiram identificar transferências direcionadas a uma liderança central da organização criminosa.

Mandados em quatro Estados

Na terça-feira, 10, agentes federais cumpriram quatro mandados de busca e apreensão em cidades da Paraíba, de Minas Gerais, do Rio Grande do Sul e de São Paulo.

A Receita Federal indicou endereços com maior probabilidade de armazenar documentos comprobatórios e registros de contabilidade paralela. Além da coleta de provas, a operação também pretende bloquear ativos financeiros para garantir eventual ressarcimento ao Erário e responsabilização dos envolvidos.

Próximos passos da investigação

A força-tarefa agora examina dados fiscais apreendidos para verificar se outros estabelecimentos participaram do esquema.

A perícia busca dimensionar o alcance total da fraude, incluindo a possível utilização de nomes de terceiros para simular compras e validar o desvio de recursos públicos.

A operação reforça o monitoramento sobre os mecanismos de repasse do  e tenta impedir o uso criminoso de dados de cidadãos para obtenção irregular de verbas federais.

Foto: Lucas Tavares

 

 

Toffoli deixa relatoria do caso Banco Master no Supremo Tribunal Federal

O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), solicitou nesta quinta-feira (12) o afastamento da relatoria das investigações envolvendo o Banco Master. A decisão foi formalizada em documento divulgado pela Corte.

De acordo com o registro, o próprio ministro requereu a redistribuição do processo, mencionando “altos interesses institucionais”. A escolha do novo relator deve ocorrer por sorteio entre os integrantes do tribunal.

A medida foi adotada no mesmo dia em que o STF analisaria um pedido de suspeição apresentado pela Polícia Federal (PF), que questionava a permanência de Toffoli na condução do caso. No despacho, o Supremo destacou que todos os atos já praticados pelo ministro permanecem válidos.

Nos bastidores, segundo informações divulgadas pela imprensa, ministros teriam discutido uma solução para o impasse. A Corte afirmou, em nota, que “não é caso de cabimento para arguição de suspeição”, reiterando a legalidade das decisões já tomadas e manifestando apoio institucional ao magistrado.

O contexto da controvérsia envolve a apresentação, pela Polícia Federal, de relatório contendo troca de mensagens entre o empresário Daniel Vorcaro, ligado ao Banco Master, e Fabiano Zettel. As conversas mencionariam pagamentos destinados à empresa Maridt, da qual Toffoli é sócio.

Também nesta quinta-feira, o ministro confirmou participação societária na empresa, esclarecendo que não exerce funções administrativas. Toffoli declarou ainda não manter qualquer vínculo pessoal ou financeiro com Vorcaro.

Barbeiro pula em carro desengatado e salva crianças em Belo Horizonte

Um barbeiro de Contagem, na Grande Belo Horizonte, pulou em um carro desengatado para salvar duas crianças que estavam no veículo e evitou um acidente.

O ato heroico foi registrado por câmeras de segurança, na última sexta-feira (6), na Avenida Campos Gerais, no bairro Parque Xangri-Lá.

As imagens mostram que o automóvel começou a descer de ré enquanto a mãe dos meninos, entre eles um bebê de oito meses, estava ao lado de fora.

O cabeleireiro Ramon Miranda, que havia cortado o cabelo do filho mais velho da mulher minutos antes, não pensou duas vezes em correr atrás do carro e entrar pela janela para puxar o freio de mão.

“Eu puxei o freio de mão, e o carro foi tombando para a direita e parando. Acho que foi no impulso mesmo, na hora eu nem pensei muita coisa. Vi o carro descendo com as crianças lá dentro, só saí correndo e falei: ‘Tenho que ajudar essas crianças’. Deus me ajudou, e consegui ajudar elas”, disse o barbeiro.

De acordo com Ramon, o veículo começou a descer a avenida depois que a criança mais velha mexeu na marcha. Apesar do susto, ninguém se feriu.

 

Operação da PF, CGU e Receita investiga fraudes na Farmácia Popular

A Políia Federal, com apoio da Receita Federal e da Controladoria-Geral da União (CGJ), realizou nesta terça-feira (10/2) a Operação “OTC – Over The Counter”, que para investigar o desvio de recursos públicos federais do Programa Farmácia Popular do Brasil. A suspeita é que o prejuízo gire em torno de R$ 30 milhões.

Foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão e de sequestro de bens nas cidades de João Pessoa (PB), de Pirangi (SP), de Carazinho (RS) e de Lagoa Santa (MG).

Segundo a CGU, as apurações tiveram início após uma denúncia feita por uma vítima que percebeu que o seu CPF teria sido usado em uma suposta venda de medicamentos vinculada ao programa. A venda, registrada sem que ela soubesse, teria sido realizada por uma empresa em Mato Grosso do Sul (MS).

Em seguida, as autoridades identificaram indícios da atuação de uma organização criminosa dedicada a fraudar o programa em escala nacional.

De acordo com a CGU, o grupo adquiria CNPJs de farmácias já cadastradas no programa do governo e transferia a titularidade para laranjas.

Após isso, os criminosos registravam no sistema oficial vendas fictícias de medicamentos, sem que houvesse qualquer aquisição real pelos consumidores donos dos CPFs que eram usados indevidamente. Com isso, eles conseguiam receber reembolsos irregulares.

A operação cumpre determinação do Juízo Federal da 2ª Vara de Dourados (MS) com expedição de mandados de busca e apreensão de provas, de bens e do sequestro de contas bancárias, de veículos e de imóveis no valor que ultrapassa R$ 8 milhões, relativo a sete pessoas jurídicas e nove pessoas físicas integrantes do esquema.

Participaram da ação:

  • 16 policiais federais
  • 4 servidores da Receita Federal
  • 1 servidor da CGU.

Programa Farmácia Popular

Criado em 2004 pelo governo federal, o Programa Farmácia Popular complementa a oferta de medicamentos da Atenção Primária à Saúde por meio de parcerias com estabelecimentos farmacêuticos privados. O programa funciona mediante ressarcimento pelo governo federal, após a confirmação das vendas registradas no sistema oficial.

Fonte: Metrópoles
Foto: Divulgação/Polícia Federal

 

 

Gasolina fica mais cara nos postos apesar de cortes da Petrobras

Desde dezembro de 2022, a Petrobras reduziu em 16,4% o preço da gasolina vendida às distribuidoras, com o valor caindo de R$ 3,08 para R$ 2,57. No entanto, o consumidor sentiu o efeito oposto nas bombas: o preço médio do litro subiu 37,1% no mesmo período, passando de R$ 4,98 para R$ 6,33, segundo dados da Agência Nacional do Petróleo (ANP).

Ao longo do intervalo, a estatal realizou 11 reajustes — oito reduções e três aumentos. Ainda assim, abastecer um tanque de 50 litros ficou R$ 67,50 mais caro para o motorista brasileiro.

De acordo com a Petrobras, a parcela da empresa representa 28,4% do preço final da gasolina. O restante é composto por impostos, mistura obrigatória de etanol e margens de distribuição e revenda, que concentram a maior fatia do valor pago pelo consumidor.

A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, atribui o descompasso entre o preço nas refinarias e nas bombas à privatização da BR Distribuidora. Já representantes dos postos rebatem a avaliação e apontam a elevada carga tributária e a concorrência considerada irregular como os principais fatores de pressão sobre os preços.

Piloto Francine Rossi morre após acidente durante prova em Botucatu

A abertura do 21º Rally Cuesta, realizada na tarde deste domingo (8), em Botucatu, terminou em tragédia. O piloto Francine Rossi morreu após sofrer um grave acidente durante a competição, válida como etapa do Campeonato Brasileiro de Rally Baja.

Natural de São Sebastião do Paraíso (MG), Rossi era um dos principais nomes do motociclismo nacional. Durante a prova, ele sofreu uma forte queda e recebeu atendimento imediato da equipe médica do evento. Em seguida, foi encaminhado por uma UTI móvel ao Hospital Unimed, mas não resistiu à gravidade dos ferimentos.

Com uma trajetória marcada por importantes conquistas, Francine Rossi acumulava títulos expressivos ao longo da carreira, entre eles quatro campeonatos brasileiros de Rally Baja, dois títulos paulistas de UTV e a vitória no Rally dos Sertões em 2020. Ele também era presença constante e destaque em edições anteriores do Rally Cuesta.

A morte do piloto causou forte comoção no meio esportivo, especialmente entre competidores, equipes e fãs do rally e do off-road. Considerado referência no esporte, Rossi deixa um legado de dedicação, profissionalismo e grandes conquistas no cenário nacional.

Familiares, amigos e a comunidade do motociclismo lamentam a perda do atleta neste momento de profunda dor.