Brasil

O Simples Nacional precisa voltar a ser simples e justo

Empreender no Brasil é um ato de coragem. Quem acorda cedo para abrir as portas de uma micro ou pequena empresa (MPE) enfrenta não apenas a concorrência de mercado, mas uma das burocracias mais asfixiantes do mundo. O Simples Nacional surgiu como um refúgio de racionalidade nesse caos, mas, infelizmente, o tempo e a inflação o transformaram em uma armadilha para muitos.

É por isso que a aprovação do requerimento de urgência para o projeto de atualização do Simples (PLP 108/21) é uma vitória que precisa ser celebrada e, acima de tudo, concretizada. Não estamos falando de um “favor” ao empresário, mas de uma correção de rota indispensável para a nossa economia real.

Por que a atualização é urgente?

Desde 2018, os limites de enquadramento do Simples estão congelados. Na prática, isso significa que a inflação elevou o faturamento nominal das empresas, mas não o seu ganho real. O resultado? Empresas são “expulsas” do regime tributário simplificado apenas porque os preços subiram, sendo empurradas para sistemas mais complexos e onerosos sem que tenham crescido de fato. É a punição da eficiência pelo descaso fiscal.

A base que sustenta o Brasil

As micro e pequenas empresas representam cerca de 90% das empresas ativas no país — são em média 22 milhões de negócios. Mais do que números, elas são o coração dos nossos bairros e cidades. Em 2024, o Simples foi responsável por 70% dos novos empregos formais. Se queremos falar de justiça social e distribuição de renda, precisamos falar de quem realmente contrata.

A estimativa é que, com a atualização dos limites, possamos gerar em média 800 mil novos empregos. Estamos falando de oportunidades diretas para pais e mães de família, especialmente na faixa dos 30 a 39 anos, que são o motor da nossa força de trabalho.

Dinamismo Econômico vs. Visão Fiscalista

Muitos criticam a atualização sob o argumento da “renúncia fiscal”. É uma visão limitada. O efeito fiscal líquido dessa medida tende a ser positivo. Projeta-se que a injeção de recursos na economia — em torno de R$ 85 bilhões — gere um ciclo virtuoso de consumo e investimento, devolvendo aos cofres públicos entre R$ 18 bilhões e R$ 22 bilhões em impostos já no primeiro ano, fruto do aumento da atividade econômica.

Nosso Compromisso

Modernizar o Simples Nacional é dar segurança jurídica e previsibilidade para quem produz. Precisamos de um ambiente de negócios onde o empreendedor gaste menos tempo com papelada e mais tempo inovando e crescendo.
Como defensora da liberdade econômica e da gestão eficiente, seguirei trabalhando na Câmara para que este projeto avance. Atualizar o Simples é respeitar quem carrega o Brasil nas costas. É garantir que o sucesso de um pequeno negócio não seja interrompido por uma tabela defasada, mas impulsionado por um Estado que, se não ajuda, ao menos para de atrapalhar.

Por Adriana Ventura

Dra. Júlia Bruder defende as mulheres na Comissão da Mulher e provoca debate nacional

O jornalista Fernando Bruder, do Jornal Alpha Notícias da Rádio Alpha FM, entrevistou a médica Dra. Júlia Bruder, que comentou sobre a polêmica envolvendo a nomeação da deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) para presidir a Comissão da Mulher na Câmara dos Deputados. A decisão tem dividido opiniões em todo o país, gerando debates sobre representatividade, inclusão e a natureza das demandas específicas das mulheres e das trans.

Durante a entrevista, Dra. Júlia destacou que seu posicionamento não visa atacar a comunidade trans, mas sim discutir a representatividade efetiva na presidência de uma comissão que trata de questões das mulheres. Segundo ela, as experiências biológicas e sociais de uma mulher — que incluem menstruação, gestação, menopausa e os desafios cotidianos — são insubstituíveis e fundamentais para nortear políticas públicas voltadas às mulheres. “Não há condição nenhuma de alguém que não tenha vivenciado a experiência de ser mulher, biologicamente, ocupar essa presidência com efetividade“, afirmou.

Com formação em Medicina pela Universidade Federal do Amazonas e vasta experiência na área de ginecologia e obstetrícia, Dra. Júlia destacou sua atuação em regiões do interior do país, incluindo Amazonas, onde foi médica oficial do Exército Brasileiro; além de Roraima, Tocantins, Goiás, Minas Gerais e São Paulo. Ela trabalha há 20 anos atendendo mulheres e crianças, com foco especial em vítimas de violência doméstica e sexual. Segundo a médica, sua experiência a credencia a discutir questões relacionadas à saúde e direitos das mulheres, especialmente em regiões com carência de serviços essenciais na área da Saúde Materno-Infantil como: como nos casos de câncer de mama, câncer de colo de útero, pré-natal, planejamento familiar, violência sexual e violência doméstica à mulheres.

A entrevista também abordou a repercussão do vídeo gravado pela Dra. Júlia e que ganhou alcance nacional, tendo sido repostado por influencers, artistas de TV e políticas. Ela destacou que a gravação do feita como protesto pelo Dia Internacional da Mulher. Ao publicar novos vídeos sobre essa polêmica seus videos já alcançaram mais 500 mil visualizações em apenas 1 semana, em todas as suas redes. Dra. Júlia esclareceu que, em nenhum momento, houve transfobia, mas que seu argumento se baseia na necessidade de que mulheres ocupem a presidência da comissão para garantir representatividade real às demandas femininas.

Segundo ela, muitas das propostas das mulheres foram ignoradas na primeira reunião da comissão presidida por Erika Hilton, que ocorreu ontem, 18/03. E isso evidencia, em sua visão, uma exclusão das mulheres na formulação de políticas que deveriam atendê-las diretamente. Dra. Júlia também apontou que algumas leis recentes, voltadas para proteção das trans, como a transfobia, não possuem equivalentes efetivos para crimes contra as mulheres, em casos de misoginia, deixando as mulheres desprotegidas em diversas situações.

A médica concluiu defendendo a separação de representatividade: “As trans têm suas demandas específicas e devem ter representatividade em espaços próprios. Mas a presidência da Comissão da Mulher deve estar voltada às experiências e necessidades das mulheres, que ainda enfrentam grandes desafios de saúde, violência e desigualdade social em todo o Brasil.”

O debate sobre a presidência da Comissão da Mulher, portanto, não se limita a divergências políticas ou ideológicas. Envolve questões de biologia, direitos e efetividade de políticas públicas. Dra. Júlia Bruder sugeriu ainda a criação de um espaço, em Botucatu, de diálogo respeitoso, reunindo representantes de todas as vertentes, incluindo mulheres, trans sociedade civil e políticos, para discutir soluções práticas que possam beneficiar de forma real e concreta a todos.

A repercussão do posicionamento de Dra. Júlia reflete a polarização crescente sobre o tema, evidenciada no momento da entrevista pelo jornalista Fernando Bruder por manchetes de veículos como Folha de São Paulo, Correio Brasiliense e R7, que destacam desde rejeição da população à presidência de Erika Hilton até conflitos internos dentro da própria esquerda. Enquanto o debate continua, o foco permanece nas necessidades urgentes das mulheres brasileiras, que, segundo Dra. Júlia, exigem representatividade concreta, ações efetivas e políticas públicas de impacto real.

A entrevista completa pode ser acessada pelo Youtube:

 

Pesquisa aponta rejeição à indicação de Erika Hilton para presidência da Comissão da Mulher

Um levantamento da Real Time Big Data revela que a indicação da deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) para presidir a Comissão da Mulher na Câmara dos Deputados enfrenta forte rejeição entre os brasileiros. Segundo a pesquisa, 84% dos entrevistados são contrários à gestão da parlamentar, enquanto apenas 16% demonstram apoio.

O estudo, que ouviu 1.200 eleitores em todo o país entre os dias 17 e 18 de março de 2026, aponta ainda que o nível de conhecimento sobre o tema é elevado: 82% afirmaram já ter tomado conhecimento da nomeação. A margem de erro é de três pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.

Ao segmentar os resultados, o levantamento mostra que o apoio à deputada é maior entre os mais jovens: 25% das pessoas de 16 a 34 anos aprovam a indicação, contra 14% entre os 35 e 59 anos e apenas 8% entre os com mais de 60 anos. Entre homens, o índice de aprovação é de 20%, enquanto entre mulheres chega a 12%.

O recorte por renda indica maior apoio entre os que recebem mais de cinco salários mínimos (27%), ante 15% na faixa de até dois salários mínimos e 11% entre aqueles que ganham de dois a cinco salários mínimos. Em relação à religião, 23% dos católicos aprovam a nomeação, contra apenas 5% dos evangélicos.

Nesta quarta-feira (19), Erika Hilton presidiu sua primeira reunião da Comissão das Mulheres, que teve como marca conflitos com deputadas de direita.

O levantamento também avaliou a repercussão da declaração do apresentador Carlos Roberto Massa, o Ratinho, sobre o caso: 61% dos entrevistados consideram a fala correta e diriam o mesmo, 20% acham que foi correta, mas exagerada, e 19% a classificam como preconceituosa. Ratinho afirmou ao vivo:

“Ela é trans. Para ser mulher tem que ter útero, menstruar, tem que ficar chata três, quatro dias. Eu sou contra. Eu acho que deveria deixar uma mulher.”

Fonte: Metropoles

TCU aponta irregularidades no programa Pé-de-Meia e determina revisão de benefícios

O Tribunal de Contas da União (TCU) informou nesta quarta-feira (18) que identificou falhas no controle do programa Pé-de-Meia, voltado a estudantes de baixa renda do ensino médio da rede pública. Em decisão oficial, o órgão determinou o bloqueio de pagamentos considerados irregulares e a realização de uma revisão cadastral dos beneficiários.

Entre os problemas encontrados estão pagamentos feitos a 2.712 pessoas com CPF de indivíduos já falecidos, além de 12.877 beneficiários com renda acima do limite permitido. Também foram registradas situações de acúmulo indevido com o Bolsa Família e inconsistências em dados de matrícula em diversos municípios. Apesar de representarem menos de 0,5% dos cerca de 4 milhões de atendidos, as irregularidades acendem um alerta sobre a necessidade de ajustes no programa, que pode repassar até R$ 9.200 por aluno ao longo do ensino médio.

Microfone aberto e fala de deputado durante evento gera polêmica sobre licitação em MT

No calor da comemoração, o microfone acabou revelando mais do que o esperado. Foi o que aconteceu com o deputado estadual Valmir Moretto durante a assinatura da ordem de serviço do Hospital Regional em Pontes e Lacerda, nesta terça-feira (17). O vídeo rapidamente ganhou repercussão nas redes sociais.

Sem perceber que o áudio ainda estava aberto, o parlamentar comentou o resultado da licitação e disse: “Duas, a Agrimat e uma a minha”. Em seguida, em tom de aprovação, completou: “Tá autorizado!”. A fala chamou atenção e levantou questionamentos imediatos.

A situação vai além de um simples descuido. Ao sugerir possível ligação com uma das empresas envolvidas em uma obra pública, o episódio traz à tona dúvidas sobre eventual conflito de interesses, especialmente considerando o papel político na viabilização do projeto.

A legislação brasileira estabelece restrições claras quanto à participação de parlamentares em contratos com o poder público durante o mandato. Diante disso, o caso reacende o debate sobre ética, transparência e responsabilidade na gestão de recursos públicos.

Futebol lidera apostas em 2025 em levantamento de plataforma brasileira

Estudo de uma plataforma de apostas aponta o futebol como principal escolha dos usuários em 2025 e detalha hábitos e perfil do público.

Um levantamento realizado por uma plataforma de apostas esportivas legalizada no Brasil aponta que o futebol foi a modalidade com maior volume de apostas registradas ao longo de 2025. O estudo reúne dados internos sobre comportamento dos usuários, esportes mais procurados e características do público que utiliza o serviço.

De acordo com a análise, o futebol foi a modalidade de aposta esportiva com maior atividade dentro da plataforma. O resultado está restrito à base de usuários da operadora analisada e não representa necessariamente todo o mercado nacional. No mesmo período, a empresa firmou parceria com a CazéTV para a transmissão de jogos da Copa, integrando ações ligadas ao evento e incluindo iniciativas voltadas à orientação sobre uso responsável das plataformas.

Outros esportes aparecem na sequência entre as preferências registradas. Basquete e tênis estão entre as modalidades com maior participação, seguidos por opções como vôlei, futebol americano e artes marciais mistas. A plataforma também identificou movimentação em esportes virtuais e em modalidades com menor presença no cenário brasileiro, como rugby union e hóquei no gelo.

O levantamento aponta ainda a existência de categorias que agrupam diferentes esportes em uma mesma opção de aposta. Esse formato amplia a variedade de eventos disponíveis dentro do sistema da operadora e permite combinações entre modalidades distintas.

No recorte sobre competições, torneios de futebol aparecem com maior frequência entre as apostas registradas. Disputas do calendário nacional são acompanhadas por ligas europeias e competições continentais entre clubes. O estudo também inclui outros campeonatos internacionais presentes no calendário esportivo acompanhado pelos usuários da plataforma.

Entre os mercados mais utilizados estão as apostas relacionadas ao resultado final das partidas. Também foram identificadas opções envolvendo número de gols, desempenho das equipes ao longo do jogo e eventos específicos, como situações do primeiro tempo. Esses formatos fazem parte das categorias disponíveis em serviços digitais desse tipo.

Os dados indicam predominância masculina, com participação feminina também registrada. Além disso, um levantamento da Data-Makers aponta que 71% dos brasileiros pretendem ampliar os gastos durante a Copa, com foco em itens como alimentação, bebidas e apostas esportivas. O estudo também indica que 43% dos torcedores planejam comprar roupas e acessórios temáticos ligados à competição, sinalizando uma mudança no padrão de consumo em períodos de grandes eventos esportivos.

Partido NOVO aciona Conselho de Ética contra Erika Hilton e cita defesa da liberdade de expressão

O Partido NOVO apresentou representação ao Conselho de Ética da Câmara dos Deputados para apurar a conduta da deputada Erika Hilton, após medidas adotadas pela parlamentar em reação a críticas feitas pelo apresentador Ratinho. O caso reacende o debate sobre os limites entre liberdade de expressão e responsabilização no ambiente político e midiático.

As críticas ocorreram durante programa de televisão, após a eleição da deputada para a presidência da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher. Em resposta, Erika Hilton acionou o Ministério das Comunicações solicitando a suspensão da atração por 30 dias, além de recorrer ao Ministério Público Federal com pedido de adoção de medidas judiciais, incluindo indenização. As iniciativas foram interpretadas pelo NOVO como uma tentativa de restringir opiniões divergentes.

Na representação, o partido sustenta que o uso de instrumentos institucionais para reagir a críticas pode configurar um problema para a democracia, ao potencialmente inibir o debate público. O documento pede a apuração de possível quebra de decoro parlamentar por parte da deputada. O NOVO também afirmou que não seria a primeira vez que a parlamentar adota medidas semelhantes diante de posicionamentos contrários.

Em nota, a legenda destacou que “crítica política não pode ser tratada como crime” e defendeu a importância da pluralidade de ideias e da liberdade de expressão como pilares do regime democrático. O caso deve ser analisado pelo Conselho de Ética, que poderá decidir sobre a abertura de processo disciplinar.

Advogado confirma viagem de Lulinha a Portugal para conhecer fábrica de cannabis medicinal

O advogado Marco Aurélio de Carvalho, que representa Fábio Luís da Silva, conhecido como Lulinha, filho mais velho do presidente Lula, confirmou que o empresário realizou uma viagem a Portugal em 2024 acompanhado do lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”.

Segundo Carvalho, o objetivo da viagem foi visitar uma fábrica de produção legalizada de cannabis para fins medicinais. Custos com passagens aéreas e hospedagem teriam sido arcados por Antunes, investigado por autoridades federais e em inquéritos relacionados ao setor de benefícios do INSS.

O advogado, amigo próximo da família Lula, afirmou que a visita não resultou em qualquer tipo de parceria comercial e que Antunes “nunca depositou nenhum valor” em contas de Lulinha. Carvalho também explicou que Antunes foi apresentado a Lulinha por meio de uma empresária em comum, Roberta Luchsinger, que o descreveu como empreendedor no setor farmacêutico e de produtos à base de canabidiol.

Outro membro da defesa, Guilherme Suguimori, ressaltou que os esclarecimentos prestados à Justiça permitem à defesa tornar público o ocorrido, evitando especulações sobre vazamentos seletivos de informações sigilosas. Segundo ele, Lulinha vinha sofrendo exposição pública desproporcional sobre questões que não tinham relação direta com os inquéritos.

Documentos indicam que Antunes tinha planos de investir em um galpão em Portugal para produção de cannabis, local que coincidiria com a visita de Lulinha em novembro de 2024. A legislação portuguesa descriminaliza a planta, permitindo uso medicinal e pesquisas relacionadas.

Na semana passada, Carvalho defendeu o arquivamento das investigações sobre Lulinha, alegando “ausência de fatos a serem apurados”. Um pedido anterior de prisão preventiva do empresário não foi concedido pelo STF.