Coluna Dra. Júlia Bruder

Canetas emagrecedoras ilegais: um risco silencioso à saúde

O uso de canetas emagrecedoras tem crescido de forma expressiva nos últimos anos, impulsionado pela promessa de perda de peso rápida e pelos conteúdos disseminados nas redes sociais. No entanto, junto com essa popularização, avança também um problema grave de saúde pública: o uso de canetas emagrecedoras ilegais, sem prescrição médica e fora do controle da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

É fundamental esclarecer que nem toda caneta emagrecedora é autorizada para uso no Brasil. Medicamentos não regulamentados não passam por avaliação rigorosa de segurança, eficácia e qualidade. Isso significa que o paciente pode estar injetando no próprio corpo uma substância de origem desconhecida, com dosagem inadequada ou até diferente do princípio ativo anunciado.

Riscos reais e potencialmente graves

O uso dessas canetas ilegais pode provocar efeitos adversos sérios, como:

  • Intoxicação medicamentosa, com dor abdominal intensa, náuseas, vômitos e alterações hepáticas;
  • Complicações neurológicas, incluindo fraqueza muscular, alterações na fala, dificuldades de locomoção e
  • comprometimento de funções vitais;
  • Distúrbios metabólicos, como hipoglicemia grave;
  • Risco cardiovascular, especialmente em pessoas com doenças pré-existentes;
  • Falta de resposta ao tratamento ou agravamento de condições de saúde já existentes.

Casos recentes de internações em estado grave, associados ao uso desses produtos adquiridos de forma clandestina, mostram que o perigo não é teórico — ele é real e pode deixar sequelas permanentes ou levar à morte.

O perigo da automedicação

Outro ponto crítico é a automedicação. Medicamentos para emagrecimento, mesmo quando regulares, exigem avaliação clínica, indicação precisa, acompanhamento médico e monitoramento contínuo. Cada organismo reage de forma diferente, e o que parece seguro para uma pessoa pode ser extremamente perigoso para outra.

Além disso, quando o produto é ilegal, não há como rastrear sua procedência, nem garantir armazenamento adequado, esterilidade ou concentração correta da substância.

O papel da Anvisa e do médico

A Anvisa alerta que medicamentos não autorizados não oferecem qualquer garantia ao consumidor. A prescrição médica não é um detalhe burocrático: ela é uma medida de proteção à vida.
Emagrecer com saúde envolve mudança de hábitos, acompanhamento profissional e, quando indicado, uso responsável de medicamentos regularizados, sempre com orientação médica.

Informação salva vidas

Diante da pressão estética e da busca por resultados rápidos, muitas pessoas acabam se expondo a riscos desnecessários. É papel dos profissionais de saúde, da imprensa e da sociedade reforçar: não existe atalho seguro quando se trata de medicamentos ilegais.

Antes de utilizar qualquer caneta emagrecedora, informe-se, procure um médico e desconfie de produtos vendidos sem receita, especialmente os importados clandestinamente ou anunciados como “milagrosos”.

Cuidar do corpo é também cuidar da vida.

O que acontece quando se come carne estragada e o que fazer diante desse risco à saúde

O consumo de carne imprópria para o consumo é um risco real à saúde.

Em meio a esse cenário preocupante, entender como identificar uma carne em bom estado torna-se não apenas uma atitude preventiva, mas um gesto de responsabilidade com a própria saúde e da família.

O consumo de carne estragada representa um risco real e, muitas vezes, subestimado à saúde da população. Carnes em processo de deterioração podem estar contaminadas por bactérias, toxinas e micro-organismos capazes de provocar desde quadros gastrointestinais leves até infecções graves, especialmente em crianças, idosos, gestantes e pessoas com doenças crônicas.

Quando uma carne está estragada, ocorre a proliferação de bactérias como Salmonella, Escherichia coli, Clostridium perfringens e Staphylococcus aureus. Algumas dessas bactérias produzem toxinas que não são destruídas pelo cozimento.

Ou seja, mesmo que a carne seja preparada em altas temperaturas, o risco pode permanecer.

Como saber se a carne está estragada?

A identificação da carne estragada pode ser feita usando os sentidos básicos: visão, olfato e tato. Confira os principais sinais:

A população deve ficar atenta a sinais claros de deterioração, como:

  • Cheiro forte, azedo ou semelhante a podre
  • Presença de líquido viscoso ou espumoso
  • Alteração de cor, com aspecto acinzentado, esverdeado ou escurecido
  • Textura pegajosa ou excessivamente mole
  • Qualquer um desses sinais é motivo suficiente para não consumir o alimento.

1. Cor

  • – Carnes bovinas: devem apresentar tonalidades de vermelho, variando entre cereja e púrpura. Tons esverdeados, alaranjados, amarelados ou marrons, bem como manchas irregulares, indicam deterioração.
  • – Aves frescas: têm cor branco-mármore ou levemente amareladas; se estiver acinzentada ou esbranquiçada, desconfie.
  • – Carne suína: deve apresentar cor rosada; mudanças abruptas também são indícios de decomposição.

2. Textura

A carne boa deve ser firme ao toque e elástica. Textura pegajosa, viscosa ou escorregadia denuncia a presença de bactérias em processo de decomposição.

3. Cheiro

A carne fresca tem odor neutro ou levemente de sangue. Um cheiro forte, azedo, azedado ou de podridão é sinal claro de que o produto já iniciou sua degradação.

4. Temperatura

A carne feesca deve ser mantida entre 0°C e 5°C. A exposição em temperatura ambiente por mais de uma hora já pode comprometer a qualidade.
Mesmo após o cozimento, a carne deve ser refrigerada se não for consumida em poucas horas.

Outros fatores para observar na compra

  • – Data de validade: nunca compre carnes vencidas ou muito próximas do vencimento.
  • – Integridade da embalagem: furos, bolhas ou líquidos vazando são alertas.
  • – Embutidos e processados: o tempero pode mascarar carne ruim. Verifique se o produto é registrado no MAPA (Ministério da Agricultura e Pecuária) e tem selo do SIF (Serviço de Inspeção Federal).
  • – Preço abaixo do normal: promoções muito agressivas podem esconder irregularidades.
  • – Reputação do estabelecimento: compre em locais confiáveis, com estrutura limpa e funcionários devidamente equipados.

Sintomas após o consumo

Os sintomas costumam surgir entre poucas horas e até três dias após a ingestão e podem incluir:

  • # Náuseas e vômitos
  • # Diarreia, muitas vezes intensa
  • # Dor abdominal
  • # Febre
  • # Mal-estar geral

Em casos mais graves, pode haver desidratação, queda da pressão arterial, infecção generalizada e necessidade de internação.

O que fazer se houver suspeita ou sintomas?

  • 1. Interrompa imediatamente o consumo do alimento
  • 2. Hidrate-se, preferencialmente com água, soro de reidratação oral ou líquidos claros
  • 3. Evite a automedicação, principalmente antibióticos e antidiarreicos sem orientação médica
  • 4. Procure atendimento médico se houver febre persistente, vômitos contínuos, diarreia com sangue, sinais de
  • desidratação ou se o paciente for criança, idoso, gestante ou imunossuprimido.

Intoxicações alimentares não são “problemas simples do estômago”. Elas são eventos evitáveis, mas que podem causar complicações sérias quando há negligência na produção, armazenamento, transporte ou distribuição dos alimentos.

Garantir a segurança alimentar é uma responsabilidade coletiva que envolve fornecedores, poder público e também o consumidor, que deve confiar nos próprios sentidos e jamais consumir alimentos com sinais de deterioração.

Em saúde, prevenção não é excesso de cuidado. É necessidade e proteção.

Por que merece atenção o recolhimento das fórmulas da linha NAN para bebês?

O recolhimento voluntário e preventivo de alguns lotes de fórmulas infantis da linha NAN, anunciado pela Nestlé, trouxe à tona um tema pouco conhecido fora do meio científico: a toxina cereulide, associada à bactéria Bacillus cereus. Embora o recall tenha caráter preventivo, o assunto merece atenção especial de pais e responsáveis, sobretudo por envolver alimentos destinados a bebês.

O que é a bactéria Bacillus cereus?

O Bacillus cereus é uma bactéria amplamente distribuída no ambiente, encontrada no solo, na água e em matérias-primas alimentares. Algumas cepas desse microrganismo são capazes de produzir toxinas responsáveis por quadros de intoxicação alimentar (FAO/WHO, 2023).

Entre essas toxinas, a mais preocupante no contexto das fórmulas infantis é a cereulide, associada à chamada síndrome emética.

O que é a toxina cereulide?

A cereulide é uma toxina termoestável, ou seja, não é destruída pelo calor, nem por fervura, pasteurização ou pelo preparo habitual das fórmulas infantis (TALLENT; KNOLHOFF, 2026). Isso significa que, se a toxina estiver presente no produto, o aquecimento não elimina o risco.

Segundo estudos microbiológicos, a cereulide atua diretamente no sistema digestivo e também pode interferir em mecanismos neurológicos, sendo considerada especialmente perigosa para grupos vulneráveis, como bebês e crianças pequenas (TALLENT; KNOLHOFF, 2026).

Quais sintomas a cereulide pode causar em bebês?

Os sintomas da intoxicação por cereulide costumam surgir rapidamente, geralmente entre 1 e 6 horas após o consumo do alimento contaminado (ANVISA, 2026). Os principais sinais de alerta incluem:

Vômitos repetidos ou persistentes
Diarreia
Letargia (sonolência excessiva, apatia)
Irritabilidade ou prostração

Em casos mais graves, risco de desidratação

Embora em adultos a intoxicação por Bacillus cereus seja, na maioria das vezes, autolimitada, em bebês o risco clínico é maior, devido à imaturidade do sistema digestivo e imunológico (FAO/WHO, 2023).

Por que fórmulas infantis exigem tanto cuidado?

Órgãos internacionais de controle sanitário, como a Organização Mundial da Saúde (OMS) e a FAO, classificam as fórmulas infantis como alimentos de alto risco, justamente porque são consumidas por um público extremamente sensível (FAO/WHO, 2023).

Por esse motivo, padrões internacionais — como os do Codex Alimentarius — recomendam limites microbiológicos rigorosos para Bacillus cereus nesses produtos, mesmo quando não há evidência direta de doença (FAO/WHO, 2023).

O que dizem a Nestlé e os órgãos de saúde?

Em comunicado oficial, a Nestlé informou que o recolhimento foi realizado de forma voluntária e preventiva, após a identificação da presença potencial de cereulide em um ingrediente específico, em articulação com as autoridades sanitárias (NESTLÉ BRASIL, 2026).

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) reforçou a orientação para que os consumidores suspendam imediatamente o uso dos lotes afetados, mesmo na ausência de sintomas, e busquem orientação médica caso a criança apresente qualquer alteração clínica após o consumo (ANVISA, 2026).

Autoridades europeias, como a Food Safety Authority of Ireland (FSAI), adotaram posicionamento semelhante, destacando que a principal medida de proteção é não consumir o produto e realizar a devolução conforme orientação do fabricante (FSAI, 2026).

O que os pais devem fazer?

Pais e responsáveis que utilizam fórmulas infantis devem:

Verificar se o produto pertence aos lotes incluídos no recall

Suspender imediatamente o uso, em caso de dúvida

Entrar em contato com o fabricante para devolução e reembolso

Procurar atendimento médico se a criança apresentar vômitos, diarreia ou sonolência excessiva

Em se tratando de alimentação infantil, a precaução é sempre o melhor caminho. A informação correta, aliada à vigilância dos pais e à atuação dos órgãos de controle, é fundamental para garantir a segurança das crianças.

Para mais detalhes sobre os produtos e lotes envolvidos, confira a matéria completa no Alpha Notícias, fonte principal de informação sobre Botucatu e região:

👉 Nestlé anuncia recolhimento preventivo da linha de leite NAN em todo o Brasil.

Cuidar da alimentação infantil é cuidar do futuro — e atenção nunca é demais quando o assunto é saúde.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

1. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. Informações gerais sobre intoxicação alimentar por Bacillus cereus. Disponível em: https://www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/noticias-anvisa/2026/proibida-venda-de-formula-infantil-com-risco-de-contaminacao-por-toxina. Acesso em: 07/01/2026

2. AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA – ANVISA. Proibida venda de fórmula infantil com risco de contaminação por toxina. Disponível em: https://www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/noticias-anvisa/2026/proibida-venda-de-formula-infantil-com-risco-de-contaminacao-por-toxina. Acesso em: 07/01/2026.

3. COMMISSION OF THE EUROPEAN COMMUNITIES. Regulation (EC) N° 1441/2007. União Europeia, 2007. (Critérios microbiológicos para Bacillus cereus em alimentos para consumidores vulneráveis).

4. FAO/WHO. Codex Standard for Infant Formula and Formulas for Special Medical Purposes Intended for Infants (CXS 72-1981). FAO/WHO Codex Alimentarius, 2023.

5. FSAI. SMA infant formula and follow-on formula recall. Food Safety Authority of Ireland, 2026.

6. NESTLÉ BRASIL. Nestlé inicia recall voluntário e preventivo de lotes específicos de fórmulas infantis. Presse release, 2026. Nestlé Brasil

7. TALLENT, Sandra M.; KNOLHOFF, Ann. BAM: Quantitative Analysis for Cereulide in Food Products. U.S. Food and Drug Administration, 2026.

Janeiro Branco: um convite para cuidar da mente desde o início do ano

Janeiro chega como uma folha em branco. Um novo começo, novos planos, novas possibilidades. É justamente por isso que este mês foi escolhido para nos lembrar de algo essencial: a saúde mental também precisa de atenção, cuidado e prioridade.

O Janeiro Branco é uma campanha dedicada à conscientização sobre a importância da saúde mental e emocional. Ela foi criada em 2014, pelo psicólogo Leonardo Abrahão, com a proposta de incentivar reflexões, diálogos e atitudes que promovam o bem-estar psicológico. A cor branca simboliza exatamente isso: a oportunidade de reescrever histórias, repensar escolhas e construir novos caminhos, assim como uma folha em branco no início do ano.

Mais do que uma data, o Janeiro Branco é um convite à reflexão. Assim como organizamos metas, finanças e projetos, é fundamental olhar para dentro e perguntar: como está a minha mente? Emoções acumuladas, ansiedade, estresse e cansaço emocional não devem ser ignorados. Cuidar da saúde mental não é sinal de fraqueza, mas de responsabilidade consigo mesmo.

A mente saudável influencia diretamente o corpo, os relacionamentos, o trabalho e a forma como enfrentamos os desafios do dia a dia. Pequenas atitudes fazem diferença: respeitar seus limites, dormir bem, manter hábitos saudáveis, falar sobre sentimentos, buscar apoio quando necessário e aprender a desacelerar.

O início do ano nos motiva a novas atitudes e novos pensamentos. É o momento ideal para abandonar culpas excessivas, comparações e cobranças desnecessárias, dando espaço à autocompaixão, ao equilíbrio e ao cuidado contínuo.

Que o Janeiro Branco não seja apenas um mês no calendário, mas o ponto de partida para um ano inteiro de atenção à saúde emocional. Cuidar da mente é um ato de amor-próprio e um passo essencial para uma vida mais leve, consciente e saudável.

Porque saúde integral começa de dentro para fora.

por Júlia Bruder

Você já ouviu falar do Janeiro Branco?

O mês de janeiro é dedicado a Conscientização sobre a Saúde Mental. Esta campanha ocorre no Brasil, desde 2023 e é reconhecida oficialmente como lei federal (Lei 14.556/23). A escolha pelo primeiro mês do ano está atrelada ao significado de recomeço e a cor branca remete a uma folha de papel ou tela em branco, trazendo a oportunidade de escrever uma nova história.

Esta iniciativa foi criada em 2014 pelo psicólogo, palestrante e escritor mineiro Leonardo Abrahão. E neste ano, o tema é: “O que fazer pela saúde mental agora e sempre?”.

A proposta deste ano, é estimular pessoas, famílias, empresas e instituições públicas e privadas a apoiarem ações concretas que coloquem a saúde mental como prioridade, e como resultado de várias ações individuais e em coletividade para a melhoria da saúde mental.

A cada ano, os índices de transtornos mentais como ansiedade, depressão e dependências aumentam significativamente, afetando milhões de pessoas ao redor do mundo. Esse cenário, que também é alarmante no Brasil, exige uma abordagem mais cuidadosa e urgente tanto por parte dos indivíduos quanto das instituições.

A OMS (Organização Mundial da Saúde) destaca que a depressão e a ansiedade aumentaram mais de 25%, apenas no primeiro ano da pandemia de Covid-19. Um estudo epidemiológico do Ministério da Saúde revela que, em média, até 15,5% da população brasileira pode sofrer depressão ao menos uma vez ao longo da vida.

Isso porque, a vida contemporânea acelerada, a carga de atividades e responsabilidades e a constante exposição a informações impactantes podem criar um terreno fértil para o crescimento dos transtornos mentais e emocionais, tornado uma preocupação crescente para as pessoas.

A Campanha Janeiro Branco 2025 surge como uma oportunidade para refletirmos sobre o que podemos fazer, hoje e sempre, pela saúde mental. Com o objetivo de sensibilizar e oferecer estratégias práticas para promover o bem-estar emocional, a campanha destaca ações que podem ser adotadas no cotidiano de todos:

● Prática de Atividades Físicas: Exercícios regulares ajudam a aliviar o estresse e a melhorar o humor, equilibrando corpo e mente.

● Sono de Qualidade: Dormir bem é essencial para o equilíbrio emocional e mental, pois o sono reparador é a base de uma mente saudável.

● Alimentação Balanceada: Uma dieta nutritiva contribui para o bom funcionamento do corpo e da mente, prevenindo o estresse e oscilações de humor.

● Autoconhecimento e Autonomia: Investir no autoconhecimento e na autoestima promove uma vida mais autêntica e confiante.

● Hobbies Terapêuticos: Atividades prazerosas e relaxantes são essenciais para reduzir o estresse e aumentar a sensação de bem-estar.

● Conexão com a Natureza: Estar em contato com o meio ambiente tem um efeito calmante sobre a mente e promove a harmonia.

● Gentileza e Tolerância: A prática de atitudes positivas e conscientes favorece a saúde mental coletiva.

● Apoio Profissional: Buscar ajuda de profissionais de saúde mental é uma atitude corajosa e responsável.

● Relações Respeitosas: Incentivar conexões humanas baseadas no respeito fortalece os laços sociais e protege a saúde mental.

● Exercício dos Direitos: Respeitar os direitos próprios e alheios contribui para uma sociedade mais justa e segura.

● Qualidade de Vida Coletiva: Cuidar do bem-estar coletivo resulta em uma convivência mais harmoniosa e saudável.

● Políticas Públicas Efetivas: Apoiar a criação e ampliação de políticas públicas voltadas para a saúde mental é essencial para uma sociedade mais saudável.

Portanto, investir em ações simples e efetivas para melhorar nossa saúde mental, podemos transformar a vida de muitas pessoas e contribuir para um futuro mais saudável e equilibrado.

Abril Verde – Mês de Prevenção de Acidentes de Trabalho

Saiba a diferença entre Doença Ocupacional e Doença do Trabalho
Neste mês de abril temos o Abril Verde onde as equipes de saúde buscam alertar a população acerca de Mês de Prevenção de Acidentes de Trabalho. Acidentes de trabalho não ocorrem por acaso, mas por descaso, chamando atenção sobre as vantagens de prevenir os acidentes de trabalho. Existem uma série de riscos ocupacionais, sendo eles ambientais, ergonômicos e acidentais. Cada tipo de risco é devido a um tipo de exposição. Dessa forma, vamos conhecer um pouco mais sobre o que é a Doença ocupacional e a Doença do Trabalho? Você sabe a diferença?
Doença Ocupacional
A doença ocupacional, também conhecida como doença profissional, é aquela provocada pelo trabalho em si, ou seja, pelas características da atividade que o trabalhador exerce. Quer um exemplo?
Em uma fábrica, Antônio trabalha na equipe de construção civil de uma construtora e diariamente manuseia equipamentos em andaimes. Por conta da profissão, Antônio fica exposto ao risco de quedas. Ele corre o risco cair dos andaimes e adquirir alguma fratura ou até ferimentos mortais. Se isso acontecesse, a doença seria considerada ocupacional.
Doença do Trabalho
Por lei, a doença do trabalho é definida como “a adquirida ou desencadeada em função de condições especiais em que o trabalho é realizado e com ele se relacione diretamente”. Isso quer dizer que é causada pela exposição do funcionário a algum agente presente no seu local de trabalho, mas que não necessariamente faz parte de suas tarefas profissionais. Vamos a mais um exemplo:
Na mesma empresa do Antônio, Ângela trabalha como auxiliar de escritório, e apesar de passar o dia todo dentro de uma sala fechada, ainda é incomodada com os ruídos produzidos pelos soldadores. Depois de alguns anos, a exposição contínua ao barulho fez com que ela perdesse parte da audição.
Note que, nesta situação, o problema foi causado por um fator presente no ambiente de trabalho da Ângela, mas que não tinha nada a ver com as atividades que ela desempenhava no escritório. Então, a perda auditiva é considerada uma doença do trabalho.
Por isso, é muito importante que tanto empregadores, sejam públicos ou privados, promovam a conscientização sobre a importância da segurança no trabalho e crie uma cultura de prevenção de acidentes entre os trabalhadores. Além disso, é obrigatório o fornecimento, por parte dos empregadores; e o uso, por parte dos empregados, de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) adequados para cada atividade, como capacetes, óculos de proteção, luvas, calçados de segurança, entre outros.
Procure saber no seu trabalho sobre o fornecimento de equipamentos de proteção, o uso correto deles e a política de saúde para o trabalhador realizada pela empresa em que você trabalha e exija melhores condições de trabalho.

Dra. Júlia Bruder

A Importância da Saúde Mental – Lições do Janeiro Branco

Num mundo acelerado, onde a vida parece dançar ao ritmo frenético das tecnologias e responsabilidades, a saúde mental emerge como um farol orientador, clamando por atenção. Como fios invisíveis, nossos pensamentos e emoções entrelaçam-se, formando a tapeçaria complexa da mente. Cuidar dessa tessitura mental torna-se, assim, uma jornada crucial.

Em meio aos desafios cotidianos, a importância da saúde mental revela-se em nuances sutis. É como um solo fértil onde a resiliência floresce e a autoestima encontra raízes profundas. Enfrentar as tempestades emocionais torna-se mais viável quando se nutre o terreno interno, cultivando um diálogo compassivo consigo mesmo.

A saúde mental transcende a ausência de doenças psíquicas; ela abraça a promoção do bem-estar emocional. Num mundo marcado pela constante comparação, onde as redes sociais podem ser tanto fontes de conexão quanto de ansiedade, é imperativo cultivar uma relação saudável com as próprias emoções. O autocuidado torna-se o antídoto para as pressões do mundo exterior.

Além disso, a saúde mental é a chave para relacionamentos enraizados na compreensão mútua. A empatia floresce quando compreendemos e cuidamos das nossas próprias complexidades internas. É um ciclo virtuoso, onde indivíduos mentalmente saudáveis contribuem para comunidades resilientes e sociedades mais compassivas.

Entretanto, reconhecer a importância da saúde mental é apenas o primeiro passo. É necessário destinar tempo para autocuidado, valorizar o diálogo sobre questões emocionais e quebrar os estigmas associados à busca de ajuda profissional quando necessário. Em meio aos desafios do século XXI, preservar a saúde mental torna-se não apenas uma escolha, mas uma necessidade urgente.

Assim, em cada suspiro consciente, em cada pausa para reflexão, percebemos que a importância da saúde mental não é apenas um apelo à sobrevivência emocional, mas uma celebração da resiliência humana. Em cuidar da mente, encontramos a capacidade de viver plenamente, desvendando os matizes mais ricos e profundos da existência.

Lições do Janeiro Branco…

Colunista: Dra. Júlia Coelho

 

Fui diagnosticado com Parkinson e agora?

Se você fosse diagnosticado com Doença de Parkinson agora, como reagiria?

Por isso, informar-se sobre essa e outras doenças comuns à sociedade pode ser fundamental para a busca de ajuda médica no tempo adequado e para a realização de um tratamento responsável.

A doença de Parkinson é um distúrbio neurológico degenerativo que afeta os movimentos do corpo da pessoa. Ela pode causar movimentos não intencionais, tremores de membros, rigidez muscular e dificuldade de equilíbrio e coordenação, tornando-se cada vez mais incapacitante.

Estima-se que 1% da população mundial com mais de 65 anos tenha Parkinson.

Entender mais sobre a doença, sintomas e causas é fundamental para identificá-la ainda no início e buscar o tratamento adequado o mais rápido possível.

A doença de Parkinson é causada pela morte ou degeneração de neurônios de uma região do cérebro, conhecida como substância negra. Nessa área, há a produção de um neurotransmissor chamado dopamina, uma substância responsável pela condução das correntes nervosas ao corpo, que auxiliam na realização dos movimentos voluntários do corpo de forma automática. Muitos dos sintomas do Parkinson acontecem devido à diminuição intensa da dopamina e à consequente falha na execução desses movimentos.

As causas exatas da doença de Parkinson são desconhecidas, mas pesquisadores acreditam que alguns fatores de risco podem estar relacionados à doença. São eles:

Fatores genéticos e ambientais; idade; gênero; hereditariedade.

Apesar de se desenvolver de formas diferentes em cada pessoa, é possível apontar certos sinais que os pacientes têm em comum, relacionados ao movimento, como: tremores nas mãos, braços, pernas, queixo ou cabeça; rigidez muscular nos membros; dificuldade de coordenação e de manter o equilíbrio; lentidão nos movimentos. Mas também podem causar: alterações cognitivas; dificuldade para falar e se alimentar; fadiga constante; alucinações; tonturas; perda do olfato ou paladar; transtornos do humor, como depressão e ansiedade; dores corporais; distúrbios do sono e perda de peso.

Embora a doença de Parkinson não seja fatal, é geralmente acompanhada de outras complicações que podem ser consideradas graves e que exigem atenção e acompanhamento de profissionais da saúde.

Por se tratar de uma doença que afeta as funções motoras, a pessoa com Parkinson pode apresentar dificuldades de locomoção, devido à lentidão de seus movimentos, e de manter o equilíbrio que podem provocar quedas graves e aumentar a mortalidade.

A doença de Parkinson não tem cura definitiva, porém ela pode e deve ser tratada, não apenas combatendo os sintomas, como também retardando o seu progresso. O acompanhamento médico tem como objetivo minimizar os efeitos da doença e melhorar o bem-estar do paciente.

Existem diversos e eficientes tratamentos, que podem auxiliar no dia a dia, trazendo mais qualidade de vida ao paciente. Entre os principais procedimentos usados no controle do distúrbio, estão: medicamentos; intervenção cirúrgica; mudanças no estilo de vida – como descansar mais e praticar exercícios físicos, além de terapia ocupacional, fisioterapia e fonoaudiologia. Pesquisas recentes demonstram que a musicoterapia também tem se tornado uma importante aliada no tratamento ao Parkinson e todas essas terapias o Vovô Dia oferece aos nossos pacientes.

Porém, como a causa do Parkinson é desconhecida, as formas comprovadas de prevenir a doença também permanecem um mistério. Porém, de forma geral, a prevenção das doenças degenerativas inclui, necessariamente, um estilo de vida e envelhecimento mais saudável, com ações como: realizar atividade física constante; manter um peso adequado; ter uma alimentação saudável e mais orgânica; ter boas noites de sono, descansando pelo menos oito horas; evitar o tabagismo e sedentarismo.