Denúncia

Homem é filmado agredindo pitbull com pedaço de madeira e vai responder por maus-tratos em Piracicaba

Um homem de 36 anos vai responder pelo crime de maus-tratos a animais após ser flagrado em vídeo agredindo um cão da raça pitbull na Comunidade Renascer, em Piracicaba. A ocorrência foi atendida pela Polícia Civil na manhã desta segunda-feira (15).

De acordo com a polícia, as agressões foram registradas em vídeo na tarde de domingo (14). As imagens mostram o homem atingindo o animal com um pedaço de madeira. Após terem acesso ao material, os policiais se dirigiram ao local para apurar os fatos.

Durante o atendimento da ocorrência, o homem afirmou que agrediu o cão porque o animal teria matado uma galinha. Ele também confessou que já havia cometido outras agressões contra o pitbull, alegando que o cão era agressivo e que teria matado outras galinhas e três cães da família. O objeto utilizado nas agressões foi apreendido.

O suspeito foi encaminhado à delegacia, onde prestou depoimento e confessou formalmente o crime. Como não houve flagrante, ele foi liberado, mas responderá em liberdade pelo crime de maus-tratos a animais.

Segundo a polícia, o pitbull apresentava dificuldades para andar e inchaço na região traseira do corpo. A equipe de Bem-Estar e Saúde Animal da Prefeitura de Piracicaba foi acionada, e um médico veterinário constatou as lesões. O animal foi recolhido para a realização de exames e para receber medicação adequada.

Durante a ação, um segundo cão, de pequeno porte, também foi recolhido. Ele era mantido trancado dentro da residência para evitar que fosse atacado pelo pitbull.

Certificação em Resiliência contrasta com a realidade enfrentada por moradores de Botucatu

A divulgação de que Botucatu recebeu a Certificação 2025 do Programa Município Resiliente, concedida pela Defesa Civil do Estado de São Paulo, tem sido tratada pela administração municipal como um feito de destaque estadual. No entanto, o reconhecimento técnico precisa ser analisado com cautela. Diferentemente do que sugere a narrativa oficial, Botucatu não foi um caso isolado. A certificação foi concedida a dezenas de municípios paulistas, entre eles Ourinhos, Garça, Jundiaí, Presidente Prudente, Guarujá, Aguaí, Tarumã, Bastos e Cabrália Paulista, entre outras.

Ou seja, trata-se de um selo amplamente distribuído, baseado no cumprimento de requisitos administrativos e documentais, como existência de planos de contingência, cadastros de risco e integração com sistemas estaduais. O programa não avalia a saúde financeira do município, nem mede, de forma aprofundada, a efetividade das políticas públicas no dia a dia da população.

Em Botucatu, o anúncio da certificação ocorre em um momento sensível, marcado por alertas sobre o comprometimento do orçamento municipal e cobranças por maior responsabilidade fiscal, conforme apontamentos do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo. Esse cenário contrasta com a imagem de solidez administrativa sugerida pela premiação.

Especialistas em gestão pública destacam que a obtenção do selo não impede que o município enfrente falhas em áreas essenciais, como manutenção urbana, drenagem, saúde preventiva e resposta a emergências. Ainda assim, o reconhecimento vem sendo explorado como símbolo de excelência administrativa, o que pode gerar uma percepção distorcida da realidade.

A certificação, portanto, não é irregular nem inexistente, mas tem alcance limitado. Quando apresentada como prova de boa gestão ampla, corre o risco de funcionar como instrumento de marketing institucional, desviando o debate público de questões centrais, como transparência, planejamento orçamentário e resultados concretos.

Para críticos, o foco da administração deveria estar menos na celebração de títulos compartilhados por dezenas de municípios e mais na resolução efetiva dos problemas que impactam diretamente a vida da população de Botucatu.

Com orçamento praticamente esgotado, Prefeito de Botucatu tenta aprovar empréstimo de R$ 20 milhões logo no fim do ano

Mesmo após comprometer 99,4% do orçamento de 2025 e sob alertas do Tribunal de Contas, às vésperas do recesso da Câmara

Com orçamento praticamente esgotado em 2025, o prefeito de Botucatu, Fábio Leite, enviou à Câmara Municipal, um pedido de empréstimo para endividamento do município logo no fim do ano. Situação que tem gerado muitas controvérsias e mais reclamações da população que observe a conduta com preocupação.

Isso porque, dados oficiais do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP) mostram que a Prefeitura de Botucatu já empenhou R$ 687,8 milhões de um orçamento total de R$ 691,9 milhões em 2025.

Na prática, isso significa que 99,41% de todo o orçamento anual, segundo dados do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP), já foi comprometido. E restaram o prefeito Fábio Leite encaminhouapenas cerca de 5% do orçamento municipal para iniciar o ano de 2026.

Mesmo diante desse cenário de margem quase inexistente, o prefeito Fábio Leite encaminhou à Câmara Municipal um projeto de lei autorizando um empréstimo de até R$ 20 milhões junto ao Banco do Brasil, com prazo de 10 anos e juros atrelados ao CDI para ser votado hoje na sessão da Câmara Municipal.

O que diz o Projeto de Lei do Prefeito Fábio Leite sobre o empréstimo de 20 milhões?

Esse projeto de lei autoriza a Prefeitura a pegar um empréstimo de até R$ 20 milhões no Banco do Brasil.

O projeto alega que dinheiro será usado somente para investimentos, como:
– compra de veículos, máquinas e equipamentos;

– melhorias em saúde, educação, infraestrutura, agricultura, meio ambiente, esportes e mobilidade

Não pode usar esse dinheiro para despesas do dia a dia (salários, contas, etc.).

A Prefeitura justifica que o empréstimo é necessário, por que projeto busca modernizar a frota e melhorar os serviços públicos. Afirma ainda que a frota de veículos da Prefeitura está velha e quebrando muito e que veículos novos:
-reduzem gastos com manutenção e combustível;
-melhoram os serviços públicos;
-aumentam a segurança dos servidores;
-poluem menos o meio ambiente;
-podem sair mais baratos por compra em grande quantidade.

Como será o empréstimo?
– Prazo: 10 anos
– Juros: CDI + 1,38% ao ano
– Carência: 1 ano para começar a pagar o valor principal.
– Garantia do pagamento: a Prefeitura pode usar parte das receitas do FPM (Fundo de Participação dos Municípios) ou ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) como garantia, somente se não pagar o empréstimo.

Um ano marcado por muitos eventos e festas na cidade de Botucatu com orçamento comprometido e necessidades mais urgentes não planejadas

Embora o Executivo alegue que os recursos serão usados para investimentos e renovação da frota municipal, a medida chama atenção pelo momento em que é apresentada: após um ano marcado por eventos, festividades e elevado volume de despesas empenhadas.

Levantamento técnico indica que Botucatu deve encerrar 2025 com restos a pagar entre R$ 30 e R$ 50 milhões. Ou seja, despesas já assumidas, não quitadas, e que pressionarão diretamente o orçamento de 2026.

Além disso, alertas fiscais emitidos pelo TCE-SP ao longo de 2025 apontam risco de desequilíbrio orçamentário, especialmente em relação aos limites da Lei de Responsabilidade Fiscal, como gastos com pessoal e resultado fiscal.

Especialistas em contas públicas alertam que recorrer a empréstimos nesse contexto pode transferir o problema para o futuro, aumentando o endividamento e reduzindo a capacidade de investimento das próximas gestões.

Eles ainda alertam que, quando um município chega ao final do ano, sem margem orçamentária, recorrendo a crédito bancário, o sinal é de pressão fiscal, fragilidade de caixa e falta de planejamento administrativo.

Votação do Projeto de Lei ocorre justamente às vésperas do recesso da Câmara Municipal

Além disso, a votação do projeto ocorre justamente às vésperas do recesso legislativo, o que levanta questionamentos sobre a pressa do Executivo e o pouco tempo para análise aprofundada pelos vereadores e pela população.

Câmara decide hoje: entre o empréstimo ou a cautela com o dinheiro público?

Vereadores de Botucatu têm a responsabilidade de decidir hoje se Botucatu pode assumir mais essa dívida.

Cabe agora à Câmara Municipal decidir se autoriza ou não a Prefeitura de Botucatu a contrair um empréstimo milionário em um momento de forte pressão orçamentária.

A decisão não envolve apenas a compra de veículos, mas o modelo de gestão financeira que será adotado e o impacto direto nos próximos orçamentos.

Alem disso, a população não teve tempo de se organizar e articular formas de discussão para esse endividamento para compra de carros que estão há anos, nas mesmas condições, mas apenas agora, houve a urgência de serem trocados, justamente num momento de arrocho fiscal.

Mais grave ainda, é a falta de transparência para a tramitação e a sensação de “cheque em branco” aumenta ainda mais a insegurança da população.

Isso por que, o projeto de lei não especifica que carros serão trocados e nem que modelos serão adquiridos e nem quais as finalidades serão destinados.

Outra questão, ainda mais grave, é sobre a capacidade de planejamento orçamentário para os próximos anos e por que a compra desses veículos não foi planejada para o orçamento anual de 2026, que também será votado hoje.

A votação do projeto ocorre em meio a questionamentos sobre transparência, planejamento e prioridade no uso dos recursos públicos.

A situação é bem complexa aos olhos da população, mas a pergunta que fica é simples e direta: É responsável aumentar a dívida quando o orçamento já acabou?

Camara de Vereadores de Pardinho aprova reajuste de salários para prefeito, vice e vereadores a partir de 2029

A Câmara Municipal de Pardinho aprovou na noite desta quinta-feira (11) uma série de projetos que tratam do reajuste dos vencimentos do prefeito, do vice-prefeito e dos vereadores. As propostas foram apresentadas pela Mesa Diretora e receberam aprovação unânime dos parlamentares.

Os novos valores passam a valer apenas a partir da legislatura de 2029 a 2032, conforme determina a legislação vigente, que impede reajustes para os atuais ocupantes dos cargos.

De acordo com as informações apresentadas em plenário, o salário do prefeito está congelado há cerca de 16 anos, atualmente em R$ 11 mil. Com a atualização aprovada, o vencimento será elevado para R$ 19 mil a partir de 2029.

O salário do vice-prefeito, hoje fixado em R$ 5 mil, passará para R$ 9,5 mil. Já os vereadores, que recebem R$ 2.200, terão subsídios reajustados para R$ 4.336,86. No caso do presidente da Câmara, o valor sobe de R$ 3 mil para R$ 5.913.

Segundo a justificativa apresentada na sessão, os percentuais de aumento — que chegam a até 97% — refletem o longo período sem qualquer correção. Os parlamentares destacaram que a revisão é respaldada por lei e leva em conta fatores como inflação acumulada, porte populacional e os limites da Lei de Responsabilidade Fiscal.

Atuação de GCM em “bico armado” envolve empresa ligada à família do secretário Sargento Laudo

Documentos oficiais da Polícia Civil e da Justiça de São Paulo revelam um grave conflito de interesses envolvendo a segurança no Residencial Altos do Serra, em Botucatu. Segundo os autos, uma empresa de terceirização ligada diretamente à família do Secretário Municipal de Segurança Sargento Laudo, passou a operar, na prática, um serviço de vigilância armada em favor de uma incorporadora privada, em meio a um escândalo de estelionato imobiliário na região.​

Empresa da nora do secretário de segurança no centro do caso

Despacho da Delegacia de Polícia registra que o veículo Fiat Doblò, usado em rondas e abordagens no Altos da Serra, pertence à empresa Ezra Serviços e Terceirizações Ltda., de propriedade da nora do Secretário de Segurança. O mesmo documento destaca que ela é casada com o guarda civil municipal Lucas Trombaco da Silva, filho do sargento reformado Laudo Gomes da Silva, atual secretário de Segurança Pública de Botucatu, situação que levou o delegado a remeter o inquérito para a Delegacia Seccional, reconhecendo a sensibilidade do caso.​

Os registros mostram ainda que a empresa Ezra não é uma empresa de segurança privada, mas de “serviços e terceirizações”, com CNAE ligado a limpeza e apoio operacional, sem qualquer menção a atividade de vigilância ou escolta autorizada pela Polícia Federal, requisito legal para a exploração de segurança privada no país.​

GCM armada em serviço para empresa da família

Relatório de investigação da Polícia Civil relata que, em 7 de setembro de 2025, moradores do Altos da Serra denunciaram a presença constante de um veículo Fiat Doblò branco, do qual desciam duplas de indivíduos armados, que ordenavam a paralisação de obras e ameaçavam derrubar construções em lotes disputados judicialmente. Em diligência posterior, policiais localizaram o veículo e identificaram seus ocupantes como os guardas civis municipais com iniciais D.O.F. e J.G.T., ambos portando armas de fogo institucionais da Guarda Civil de Botucatu, que admitiram estar prestando serviço para a empresa Ezra no local.​

Os mesmos autos apontam que esses agentes acompanhavam escavadeiras e realizavam “patrulhas” constantes pelo bairro, em contexto de forte conflito entre compradores de lotes e a incorporadora Altos da Serra Ecovita Empreendimentos Imobiliários SPE Ltda., que afirma ser a legítima proprietária da área e vem derrubando benfeitorias erguidas por pessoas enganadas em golpes de venda de terrenos. O uso de servidores armados, com armas e estrutura pública, a serviço de um contrato privado firmado com empresa da nora do secretário, levanta dúvidas sobre desvio de finalidade e favorecimento indevido.​

Contrato tenta mascarar vigilância como “vigia não ostensiva”

Para formalizar a atuação, a Ecovita assinou com a Ezra um contrato de “prestação de serviços de vigia não ostensiva” no Residencial Altos da Serra. O documento prevê dois postos, funcionando das 7h às 19h, todos os dias, com profissionais uniformizados, em regime 12×36, e traz cláusula expressa afirmando que a atividade não configura segurança privada, seria sem uso de armas e destinada apenas à observação, fiscalização e controle de acesso, tentando afastar a aplicação da legislação federal de segurança privada.​

Essa descrição contratual, porém, diverge de forma contundente do que foi narrado pelas vítimas e constatado pela própria Polícia Civil, que registrou a presença de guardas municipais armados, em veículo da Ezra, executando rondas, abordagens e ações de contenção em área de litígio fundiário intenso. Na prática, o serviço se assemelha ao de segurança privada ostensiva, atividade que exige empresa especializada devidamente registrada na Polícia Federal, com controle rigoroso de pessoal, armamento e procedimento, o que não se verifica no caso da Ezra.​

Conluio político-administrativo e risco à legalidade

Um despacho do delegado Marcelo Lanhoso de Lima, constante dos autos, registra explicitamente que o inquérito é remetido à Delegacia Seccional “tendo em vista que o veículo apreendido pertence à empresa Ezra Serviços e Terceirizações Ltda., levando em conta que a empresa Ezra pertence a esposa do guarda municipal Lucas Trombaco da Silva, que é filho do secretário de segurança deste município, Laudo Gomes da Silva”. Essa fundamentação mostra que a própria autoridade policial enxerga risco de interferência ou, ao menos, aparência de favorecimento indevido na condução do caso.​

Somam-se a isso outros elementos sensíveis: o fato de Lucas Trombaco ocupar função de direção na Defesa Civil; o uso de armas públicas em atividade contratual privada; e o contexto de um grande esquema de estelionato imobiliário no mesmo loteamento, investigado pela Delegacia de Investigações Gerais (DIG), no qual golpistas venderam lotes irregularmente a dezenas de vítimas. Diante desse cenário, juristas e órgãos de controle podem enxergar, em tese, violação aos princípios da legalidade, moralidade e impessoalidade, bem como indícios de conluio entre agentes públicos e interesses privados.​

O que a população de Botucatu precisa saber

Os documentos analisados não apenas expõem um loteamento marcado por fraudes e conflitos, mas também revelam um arranjo no qual a família do secretário de Segurança opera, por meio de empresa própria de terceirização, um serviço de “vigia” que, na prática, envolve GCM armada e atuação em favor de uma incorporadora, sem o respaldo típico exigido para empresas de segurança privada. Embora parte das condutas tenha sido tratada como “fato atípico” na esfera penal em decisão pontual, permanecem em aberto as responsabilidades administrativas, éticas e políticas dos envolvidos, especialmente quanto ao uso de cargos, armas e estrutura do poder público em benefício de contrato da própria família do secretário.​

Lucas Trombaco da Silva – Copordenador da Defesa Civil

Laudo Gomes da Silva – Secretário de Segurança de Botucatu

À luz de tudo isso, o caso clama por transparência total e apuração rigorosa por Ministério Público, Polícia Federal, corregedorias da Guarda Civil e da Prefeitura, além de fiscalização firme da Câmara Municipal. A sociedade botucatuense tem o direito de saber se a segurança pública da cidade está sendo usada para proteger o interesse coletivo ou para servir a negócios privados de quem deveria zelar, com isenção, pela lei e pela ordem.

A redação da REDE ALPHA procurou na tarde desta quinta-feira, 11/12, o prefeito Fábio Leite, o secretário de segurança Sargento Laudo, a secretária de Comunicação Cinthia Al-Lage e o coordenador da Defesa Civil Lucas Trombaco, porém nenhum deles nos retornou até agora para das as devidas explicações do ocorrido.

Enfeites de Natal são alvo de vandalismo em Areiópolis e Prefeitura lamenta danos mas promete restaurar decoração

Parte da decoração natalina instalada recentemente pela Prefeitura de Areiópolis foi danificada durante a madrugada desta quarta-feira (11). Os enfeites, montados para levar clima festivo às ruas da cidade, amanheceram quebrados, gerando indignação entre servidores municipais e moradores.

Segundo a administração, equipes já estão trabalhando na recuperação dos itens para restabelecer o visual natalino o mais rápido possível. A Prefeitura informou ainda que medidas estão sendo adotadas para identificar os responsáveis e evitar novos atos de vandalismo.

Em nota oficial, o município lamentou o ocorrido e reforçou que os enfeites são fruto do esforço de servidores dedicados, com o objetivo de trazer alegria às famílias da cidade. O governo municipal ressaltou também a importância do respeito ao patrimônio público.

Confira a íntegra da nota da Prefeitura de Areiópolis:

A Prefeitura de Areiópolis lamenta profundamente o ato de vandalismo ocorrido na madrugada de hoje, quando parte dos enfeites natalinos instalados com tanto carinho pela nossa equipe foi danificada.

Nossa equipe já está trabalhando para restaurar tudo o mais rápido possível, garantindo que a cidade continue no clima de luz, união e esperança que o Natal representa.

Reforçamos a importância da empatia e do respeito ao patrimônio público. Cada enfeite montado é fruto do esforço de servidores dedicados e feito para trazer alegria às famílias de Areiópolis. Danificar o que é de todos não é apenas um desrespeito ao trabalho da Prefeitura, é um desrespeito à nossa própria comunidade.

As medidas cabíveis estão sendo tomadas para identificar os responsáveis e evitar novos episódios como este.

Contamos com a colaboração de todos para preservar nossos espaços e manter viva a magia do Natal em nossa cidade.

Prefeitura Municipal de Areiópolis — Trabalhando com respeito, responsabilidade e cuidado por todos.

Fonte/Fotos: Prefeitura Municipal de Areiópolis

Polícia Civil desmonta canil clandestino e prende mulher por maus-tratos em Botucatu

Uma operação conjunta realizada pela Delegacia de Proteção Animal (DEPA), da Delegacia Seccional de Botucatu, e pelo Departamento de Proteção Animal (DPA) da Prefeitura resultou na prisão em flagrante de uma mulher acusada de manter um canil clandestino no bairro Chácara dos Pinheiros, em Botucatu. A ação ocorreu após denúncia de crimes de maus-tratos.

Durante as diligências, policiais civis e médicas-veterinárias da Prefeitura localizaram dois pontos distintos ligados à investigada. Em ambos os locais havia diversos cães de pequeno porte, de diferentes raças, mantidos em condições totalmente inadequadas de higiene e saúde.

Segundo o relatório técnico, alguns animais estavam presos em gaiolas e outros soltos pelo quintal, todos apresentando sinais compatíveis com maus-tratos. A perícia foi acionada e confirmou a situação encontrada.

Diante do flagrante, os policiais deram voz de prisão à suspeita, que foi conduzida ao 1º Distrito Policial de Botucatu, onde passou pelos procedimentos de Polícia Judiciária. Em seguida, ela foi encaminhada ao Centro de Detenção Provisória de Itatinga, onde permanece à disposição da Justiça.

Centro municipal para idosos completa 2 anos de obra inacabada desde o governo do ex-prefeito Pardini

A construção do Centro de Longevidade Ativa no Jardim Continental vira símbolo de abandono para os idosos de Botucatu

Mesmo após cinco aditamentos, replanilhamentos e promessas públicas, a obra segue inacabada e denuncia falhas graves das gestões de Mário Pardini e Fábio Leite

O que deveria ser um marco para o envelhecimento ativo em Botucatu se transformou em um dos maiores símbolos de abandono da gestão pública recente. As obras do Centro de Longevidade Ativa (CLA) completam agora dois anos de atraso, sem previsão de conclusão, mesmo após sucessivos aditamentos contratuais, prorrogações e revisões de planilhas.

O empreendimento — fruto de parceria entre o Governo do Estado de São Paulo e a Prefeitura de Botucatu — teve início em 16 de outubro de 2023, com prazo contratual de 12 meses, segundo a placa fixada no local. Portanto, deveria ter sido entregue em outubro de 2024. Isso jamais ocorreu.

O contrato original (Concorrência Eletrônica 004/2023, Processo 33.476/2023), assinado ainda na gestão do ex-prefeito Mário Pardini, previa a construção completa do equipamento ao custo inicial de R$ 1.183.330,52. Desde então, a obra se arrasta sem avanço significativo, apesar de cinco aditamentos formais firmados entre 2024 e 2025.

Botucatu, que já não possui um único equipamento municipal de atendimento diário à pessoa idosa, segue deixando milhares de moradores acima de 50 anos desassistidos.

Cinco aditamentos mostram descontrole e falhas graves de gestão

A Prefeitura de Botucatu assinou cinco termos aditivos com a Construtora América Projetos e Empreendimentos Ltda., todos ampliando prazos — e alguns alterando planilhas e valores — revelando um histórico de atrasos generalizados.

A seguir, o panorama completo:

📌 1º ADITAMENTO – Nº 303/2024 (21/08/2024)

Tipo: Replanilhamento, aditivo e supressão

Aumento: + R$ 56.717,10

Supressão: – R$ 59.986,01

Novo valor: R$ 1.180.074,71

Indica erros prévios no projeto e necessidade de ajustes estruturais.

📌 2º ADITAMENTO – Nº 416/2024 (31/10/2024)

Tipo: Prorrogação de prazo

Prorrogação: + 4 meses (16/10/2024 a 15/02/2025)

Mostra que, mesmo antes do fim do prazo original, a Prefeitura já sabia que a obra não seria concluída a tempo.

 

📌 3º ADITAMENTO – Nº 052/2025 (03/04/2025)

Tipo: Aditamento de quantidade e prorrogação

Aumento: + R$ 6.013,19

Novo valor: R$ 1.186.726,76

Prorrogação: + 90 dias (16/02/2025 a 16/05/2025)

Evidencia novas falhas de execução e necessidade de ajustes no projeto.

 

📌 4º ADITAMENTO – Nº 143/2025 (28/05/2025)

Tipo: Prorrogação de prazo

Prorrogação: + 120 dias (17/05/2025 a 13/09/2025)

Em menos de dois meses após o último aditivo, novo atraso é oficializado.

 

📌 5º ADITAMENTO – Nº 321/2025 (25/09/2025)

Tipo: Prorrogação de prazo

Prorrogação: + 30 dias (14/09/2025 a 13/10/2025)

Mesmo com mais um mês extra, a obra continua paralisada até hoje, dezembro de 2025.

 

⏱️ SOMA TOTAL DE ATRASOS:

Deveria ser entregue em outubro de 2024.

Hoje estamos em dezembro de 2025. São mais de 22 meses de atrasos acumulados.

 

Irregularidades jurídicas e administrativas identificadas

A análise dos documentos aponta diversas irregularidades compatíveis com infrações previstas na Lei 14.133/2021 (nova lei de licitações):

1. Atraso injustificado e reiterado (infração grave)

O prazo original não foi cumprido.
Os aditamentos sucessivos demostraram que a empresa não conseguiu cumprir o cronograma.
O art. 156 da Lei 14.133 prevê penalidades como: multas, impedimento de contratar, rescisão unilateral. Nenhuma das penalidades foi aplicada.

2. Excesso de prorrogações

Cinco aditamentos para uma obra simples — um prédio público de pequeno porte — caracterizam falha grave de gerenciamento.

3. Falta de fiscalização adequada

Cada contrato deve ter um fiscal nomeado (art. 117).
O estado atual da obra mostra que a fiscalização existe apenas no papel.

4. Aditamentos sucessivos sem execução física proporcional

Mesmo após replanilhamentos e acréscimos de valor, o local está praticamente abandonado.

5. Responsabilidade compartilhada entre duas gestões

A Prefeitura ignorou atrasos desde o primeiro ano de obra e continuou prorrogando prazos sem justificativas plausíveis.

Responsáveis diretos: Pardini e Fábio Leite

 

👤 Ex-prefeito Mário Pardini

  • Foi quem licitou e assinou o contrato.
  • Deixou o prazo vencer sem cobrança pública ou multa.
  • Entregou a obra já atrasada e sem solução encaminhada.
  • O CLA é mais um exemplo do “pacote de obras inacabadas” herdado pela gestão seguinte.

 

👤 Prefeito Fábio Leite

  • Foi, durante a gestão Pardini:
  • Secretário de Administração,
  • Secretário de Governo,
  • Secretário da Fazenda.

Ou seja, participou diretamente da articulação administrativa do contrato.

Como prefeito: Visitou a obra em janeiro de 2025,

Prometeu publicamente que entregaria em seis meses,

Reforçou nas redes sociais que a obra seria concluída ainda em 2025.

Estamos em dezembro.

  • A obra não está pronta.
  • O prédio segue abandonado.
  • A promessa foi, no mínimo, enganosa.

 

A falta do equipamento agrava o abandono dos idosos da cidade

Botucatu não possui:

  • Centro-dia municipal para idosos,
  • Centro municipal de convivência,
  • Política estruturada de longevidade ativa.
  • O CLA preencheria uma lacuna histórica, oferecendo:
  • qualificação,
  • empreendedorismo,
  • convivência,
  • inclusão produtiva,
  • fortalecimento da autonomia para pessoas acima de 50 anos.

Sem o prédio em funcionamento:

  • os idosos continuam sem assistência pública local,
  • ações de inclusão deixam de existir,
  • o bairro da zona norte perde um equipamento fundamental,
  • e a cidade inteira é prejudicada.

O contrato já teve alterações de valor e repetidos atrasos sem qualquer penalidade à empresa. E inclusive continua ganhando outras licitações do município, sem term ao menos, terminado a que já está em andamento. A Empresa é a CONSTRUTORA AMÉRICA PROJETOS E EMPREENDIMENTOS LTDA do empresário de Botucatu,
Cezar Eduardo de Gouvea Peres, o mesmo proprietário da Empresa Reobote, também de Botucatu. Essas informações estão de acordo com as consultas feitas em bases públicas.

Alpha Notícias já alertava desde abril de 2025

  • A reportagem do Alpha Notícias, principal referência jornalística da região, já denunciava:
  • falha na fiscalização,
  • atraso injustificado,
  • risco de abandono da obra.
  • O alerta se tornou realidade.

 

O protesto: o “bolo de aniversário” da vergonha

Em ato simbólico, o jornalista Fernando Bruder levou um bolo ao local para marcar os dois anos de atraso.
No vídeo, ele questiona:

“Onde estão os vereadores? Por que a fiscalização não é feita? Mais uma obra inacabada do ex-prefeito Pardini que o atual prefeito não consegue entregar.”

O protesto viralizou e expôs, mais uma vez, a negligência do poder público.

 

Conclusão: Botucatu não pode aceitar o abandono de seus idosos

O Centro de Longevidade Ativa deveria ser um símbolo de cuidado.
Virou símbolo de abandono.

Dois anos atrás, prometiam futuro.
Hoje, entregam ruína, mato e entulho.

Os idosos de Botucatu esperam — e merecem — respeito.

E a pergunta que ecoa em toda a cidade continua sem resposta:

Quando o Centro de Longevidade Ativa será, finalmente, entregue?