Destaque

Incêndio do Centro de Produção Animal em Jaú

Um incêndio atingiu a área de materiais inservíveis do CEPROM (Centro de Produção Municipal) da Prefeitura de Jaú, localizado às margens da rodovia Comandante João Ribeiro de Barros e do Jardim São José.

A Defesa Civil, Mobilidade Urbana, Bombeiros e a Brigada da Usina Raízen combateram as chamas.

Segundo Márcio Almeida, secretário de Mobilidade Urbana, o incêndio começou por volta da meia-noite deste sábado (25) e ficou concentrado na área, cedida ao Meio Ambiente.

O secretário da pasta, Giovani Fabrício, também esteve no local.

De acordo com Rodrigo Di Paula , da Defesa Civil, devido ao terreno, uma das técnicas usadas para combater as chamas foi o “aceiro molhado”.

A princípio, o fogo não atingiu outras áreas do CEPROM, que também abriga o canil municipal.

Odair Soares, secretário Proteção e Direito dos Animais, afirmou em seu perfil que o canil está preservado e que todos os animais abrigados estão bem.

As causas do incêndio serão apuradas.

Guarda Civil divulga ocorrências da semana

A Guarda Civil Municipal de Botucatu, por meio de seu comandante, Weber Pimentel, apresenta um resumo das ocorrências registradas entre os dias 20 e 24 de janeiro.

Segundo Pimentel, a semana foi marcada por intensa atividade. As ações iniciaram com uma operação conjunta da Guarda Civil e da Polícia Civil, por meio da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), para cumprimento de mandados de busca e apreensão relacionados a crimes contra o patrimônio.

Além disso, a GCM realizou outras seis prisões: um indivíduo procurado pela justiça, dois por tráfico de drogas, um por violência doméstica e dois por furto na região central. Em uma ação conjunta do Grupo de Proteção Ambiental (GPA) e do Centro de Operações Integradas (COI), foram identificadas sete pessoas que descartaram irregularmente entulho no município.

Na quinta-feira (23), em uma operação conjunta com a Polícia Militar e a Polícia Civil, no bairro rural Campos Elíseos, três indivíduos suspeitos de praticar furtos na região foram detidos. Diversos objetos foram apreendidos e serão investigados.

No final da tarde e início da noite do mesmo dia, a Guarda Civil auxiliou a Defesa Civil em cerca de 70 ocorrências, incluindo quedas de árvores, destelhamentos e desobstrução de vias.

Suspensa ordem de Trump contra cidadania automática

Um juiz dos Estados Unidos suspendeu o decreto de Donald Trump que nega a cidadania americana para filhos de imigrantes ilegais e até de imigrantes legalizados, que tenham visto temporário.

É o primeiro revés do novo governo. Ao anunciar a decisão, o juiz federal John Coughenour afirmou que o decreto é flagrantemente inconstitucional.

A ordem de Trump, assinada no dia da posse, nega o direito automático à cidadania americana para os bebês nascidos nos Estados Unidos, filhos de imigrantes irregulares ou que estão no país com um visto temporário, como turistas e trabalhadores regulamentados.

Há mais de um século, a Décima Quarta Emenda da Constituição garante esse direito para qualquer pessoa que nasce no território americano. 22 estados, além de grupos de direitos civis e gestantes, entraram com seis ações judiciais contra o decreto de Trump.

Procuradores estaduais destacaram que 150 mil crianças por ano teriam a cidadania negada e, por isso, correriam o risco de ficarem sem nacionalidade e com os direitos restritos.

Decisão – A Justiça Federal dos Estados Unidos suspendeu uma ordem de Donald Trump que acabava com o direito à cidadania para filhos de imigrantes ilegais. A decisão foi publicada nesta quinta-feira (23).

Entenda:

Logo após tomar posse, na segunda (20), Trump publicou uma série de decretos para combater a imigração ilegal. A questão da nacionalidade para bebês de estrangeiros nascidos no país está entre as medidas.

A ordem de Trump determinava que as agências federais não reconheçam a cidadania americana de crianças nascidas nos Estados Unidos cujos pais estão no país ilegalmente ou temporariamente, como portadores de visto.

Com a implementação da medida, qualquer criança nascida após 19/02, cujos pais não sejam cidadãos ou residentes permanentes legais, estaria sujeita à deportação. Ela também seria impedida de receber benefícios sociais ou trabalhar legalmente quando fosse adulta.

Após o decreto, grupos civis e procuradores-gerais de 22 estados governados por democratas entraram com ações na Justiça. O argumento é que a ordem de Trump viola a 14ª Emenda da Constituição, que estabelece que qualquer pessoa nascida nos Estados Unidos é cidadã.

Nesta quinta-feira (23), o juiz questionou os representantes legais do governo que defenderam o decreto. Disse que não conseguia entender como advogados podiam afirmar que a ordem estava dentro da Constituição e que essa posição o deixa perplexo.

O juiz foi nomeado pelo ex-presidente Ronald Reagan, do partido Republicano, o mesmo de Donald Trump. O governo vai recorrer.

A suspensão da Justiça é temporária. Em duas semanas, o juiz deve reavaliar o caso. O decreto assinado por Trump começaria a valer no dia 19 de fevereiro. Agora, a disputa pode se estender até a Suprema Corte. Trump começa o novo mandato com dificuldades na Justiça, mas no Congresso já teve a primeira vitória – que também está alinhada à política de tolerância zero com a imigração ilegal.

Quase dois terços dos deputados – incluindo 46 da oposição democrata – aprovaram uma lei que amplia o papel das autoridades federais de imigração. O projeto estabelece que elas podem prender imigrantes sem documentos que sejam acusados ou suspeitos de delitos como roubo, furto e agressão contra policiais ou crimes que resultem em ferimentos ou morte. Atualmente, cabe às polícias conduzir essas prisões.

O projeto já tinha sido aprovado no Senado e agora precisa apenas da sanção presidencial. A administração Trump também cancelou as viagens de cerca de 10 mil estrangeiros que já tinham recebido autorização para entrar nos Estados Unidos como refugiados.

Enquanto isso, o México se prepara para uma possível avalanche de deportações. Cerca de cinco milhões de mexicanos vivem de forma irregular nos Estados Unidos. O governo começou a construir tendas que vão servir de abrigo para os deportados. O projeto foi batizado “México Abraça Você”.

Carlos foi deportado na terça-feira, na primeira manhã do governo Trump. Ele conta que não deu tempo de se despedir da família:

“Eles estão caçando os imigrantes até nas igrejas. Quem não tem documento está com medo de ir trabalhar. E aí, como vão fazer para sustentar a família?”

Fonte: G1

Foto:  Reprodução/TV Globo

 

Butantan começa a produzir vacina contra dengue

O Instituto Butantan deu início à produção de sua vacina contra a dengue, a Butantan-DV. Segundo a instituição, a expectativa é fabricar 1 milhão de doses em 2025 e mais 100 milhões nos próximos três anos.

A fabricação ocorre cerca de um mês após o Butantan enviar à Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) a última leva de documentos necessários para o pedido do registro do imunizante.

A avaliação ainda não foi concluída e, até o momento, a Butantan-DV não tem aval para distribuição e aplicação.

Ovos terão registros de validade na casca a partir de março

A partir de março de 2025, ovos destinados ao consumo direto deverão exibir informações como validade, classificação, nome e registro do produtor diretamente em suas cascas. A exigência, estabelecida pelo Decreto nº 1.179 de setembro de 2024, tem como objetivo fortalecer a segurança alimentar e ampliar a rastreabilidade no setor.

A regulamentação exige a impressão de informações como validade, classificação, nome e registro do produtor, especialmente para ovos vendidos sem embalagens tradicionais. A medida visa aprimorar a segurança alimentar e ampliar a rastreabilidade no setor de produção de ovos.

Ovos terão registros de validade nas cascas em 2025

Para os consumidores, a alteração traz mais transparência e confiança ao permitir a fácil identificação da origem dos produtos. Por outro lado, os produtores, principalmente os que comercializam ovos fracionados, precisarão ajustar seus processos para atender às novas exigências do Ministério da Agricultura e Pecuária.

Apesar da novidade, o assunto tem gerado polemica entre especialistas, que alertam para a necessidade de usar tinta de grau alimentício para a impressão nas cascas, garantindo que a medida não afete a segurança do produto.

 

HCFMB recebe treinamento de TeleUTI na Prática

No dia 21 de janeiro, foi realizado o treinamento de TeleUTI na Prática do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Botucatu – Unesp (HCFMB), iniciativa que visa a modernização e otimização do atendimento crítico ao paciente.

O treinamento foi realizado pelo Núcleo de Capacitação e Desenvolvimento de Pessoal (NUCADE) do Departamento de Gestão de Atividades Acadêmicas (DGAA) do HCFMB e teve o objetivo de capacitar a equipe de saúde da UTI da Clínica Médica que participa do programa.

A capacitação foi realizada no Solário Prof. Dr.Tiberê Alvez de Rezende, das 13h às 17h, e reuniu médicos, residentes e enfermeiros(as) do HCFMB, bem como docentes da Faculdade de Medicina de Botucatu (FMB|Unesp). O conteúdo foi ministrado por representantes do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (HCFMUSP).

A TeleUTI na Prática faz parte do Programa de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação em Saúde Digital, da Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo (SES) em parceria com a USP. O projeto conta com a participação de docentes e residentes da disciplina de Clínica Médica da Faculdade de Medicina de Botucatu (FMB/Unesp).

“Há projeção para que novos objetivos da telesaúde sejam ampliados pelo Estado dentro do HCFMB, o que facilitará a assistência de usuários de diversas necessidades que são atendidos na instituição”, frisa a Coordenadora do Núcleo de Telessaúde do HCFMB e docente da FMB|Unesp, Suzana Tanni.

Para a Coordenadora da UTI Clínica do HCFMB e professora da FMB/Unesp, Paula Gaiolla, a TeleUTI na Prática tem contribuído com várias frentes de trabalho. “O projeto contribui para a melhoria do processo de trabalho interprofissional, do ensino e da assistência ao paciente”, diz.

Com a implementação TeleUTI na UTI Clínica, o HCFMB reforça seu papel como um centro de referência em saúde, inovação e formação médica. Nos próximos meses, espera-se que o sistema seja expandido para outras unidades críticas do hospital, consolidando ainda mais sua liderança na integração entre tecnologia e assistência humanizada.

Números

Desde que foi implantado no HCFMB, o projeto de TeleUTI atendeu 21 pacientes da UTI de Clínica Médica. São 30 profissionais de saúde de UTI que recebem a capacitação em saúde digital. Até o momento, são 86 tele atendimentos entre HCFMB e HCFMUSP envolvendo atendimento médico, de enfermagem, fisioterápico, nutricional e farmacêutico.

Representantes do HCFMUSP que participaram da visita do dia 21 de janeiro – Kelianne Mayumi Maeda (Analista de capacitação da TeleUTI), Estela Pantarotto Pedro (Coordenadora de projetos da TeleUTI), Gabriel Afonso Dutra Kreling (Tutor da TeleUTI e médico intensivista) e Lucas Pedrucci (Tutor da TeleUTI e médico intensivista)

Cinema: ‘Ainda Estou Aqui’ recebe 3 indicações ao Oscar

O filme “Ainda Estou Aqui”, produção original do Globoplay, recebeu nesta quinta-feira (23) três indicações ao Oscar. Entre elas, a de melhor filme – um fato inédito na história do cinema brasileiro. E assim como aconteceu com a mãe, Fernanda Montenegro, há 26 anos, Fernanda Torres vai disputar o prêmio de melhor atriz.

“Ainda Estou Aqui” é o primeiro filme brasileiro a concorrer a melhor filme do ano da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas. O longa também foi indicado como melhor filme internacional.

“As pessoas entenderam que essa história primeiro não era só sobre o nosso passado, ela era sobre o nosso presente. E o nosso presente não só no Brasil, mas um presente que se torna perigosamente próximo em outros lugares do mundo”, diz o diretor do longa, Walter Salles.

Fernanda Torres concorre como melhor atriz ao lado de Demi Moore, Mikey Madison, Karla Sofía Gascón e Cynthia Erivo.

Em entrevista ao Estúdioi, da GloboNews, ela contou como soube da indicação:

“Não vou estar nem na frente. Eu estava aqui no meu quarto, Andrucha e Joaquim, meu filho, lá embaixo. E aí eles que subiram e falaram: ‘Nanda, rolou'”, conta a atriz Fernanda Torres.

Ao Jornal Nacional, ela voltou a falar sobre a emoção da indicação:

“É inacreditável, inacreditável. Estou meio nervosa ainda. É uma coisa tão grande para o cinema, pela questão com a minha mãe e pelo Walter. A generosidade do Walter comigo nesse filme, a equipe, a maneira que a gente fez esse filme ali na Urca, sabe? Em português, e a Eunice Paiva, que é a mulher que moveu isso tudo”, diz a atriz Fernanda Torres.

“É um acontecimento, é histórico, é muito importante. É para celebrar mesmo. É clima de Copa do Mundo sim. Vai ganhar, não vai ganhar, não interessa. Já ganhamos”, comemora o ator Selton Mello.

Os EUA prendem 538 imigrantes e realizam a primeira deportação

O governo de Donald Trump iniciou nesta semana a primeira leva de prisões e deportações de imigrantes ilegais. “Centenas” de pessoas foram deportadas desde que Trump iniciou sua gestão, na segunda-feira (20). Em uma série de operações na noite de quinta-feira (23), autoridades prenderam 538 pessoas, segundo relatório divulgado pela Casa Branca.

As medidas são parte do cerco a imigrantes que o novo presidente dos EUA prometeu fazer ao tomar posse, na segunda-feira (20).

As prisões foram feitas por agentes de imigração em diferentes estados. A nova porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, disse que os presos eram “imigrantes ilegais criminosos”, mas não deu detalhes sobre os deportados.

Leavitt afirmou que as deportações foram feitas com aviões militares dos EUA. Ela não especificou a nacionalidade dos deportados e nem para onde os voos se destinavam. Segundo a Fox News, um dos aviões teve como destino a Guatemala.

Já a Polícia Federal do Brasil disse que um voo com 158 deportados chegará nesta noite a Belo Horizonte vindo dos Estados Unidos. Ao g1, o Itamaraty afirmou que, desses, 88 são brasileiros — é possível que o restante sejam latino-americanos de outras nacionalidades, mas nem as autoridades norte-americanas nem as brasileiras deram detalhes sobre os passageiros.

A porta-voz da Casa Branca também não disse se os deportados já estavam presos — normalmente cidadãos estrangeiros são deportados nos EUA após cometerem algum crime e estando no país de forma irregular. Mesmo assim, as pessoas podem recorrer à Justiça do país a pedidos de deportação.

“A maior operação de deportação em massa da história está em andamento. Promessas feitas. Promessas cumpridas”.

Condenação de imigrantes não justifica deportação

A condenação de imigrantes ilegais não necessariamente justifica, pela lei, a deportação deles, apenas a detenção. A devolução de imigrantes aos países de origem depende de três aspectos:

  • gravidade do crime;
  • pedido de extradição do país de origem;
  • recusa de pedido de asilo ou refúgio pelos EUA.

Mesmo sob a gestão do ex-presidente Joe Biden, os EUA deportaram milhões de pessoas. No entanto, Trump prometeu acelerar esse processo e deportar todos os cerca de 11 milhões de imigrantes que residem nos EUA de forma ilegal.

Essa mudança significa dizer que os agentes podem devolver para o território mexicano indivíduos que acabaram de entrar nos Estados Unidos, o que é proibido por leis internacionais. O aumento de poder concedido aos agentes de imigração pode ter acelerado o processo de deportação iniciado nesta semana.

Normalmente, o processo de deportação é demorado e envolve a existência prévia de acordos bilaterais ou negociações com o país de origem dos imigrantes.

Já entre os presos, a Casa Branca afirmou que todos os imigrantes detidos também já tinham algum tipo de condenação na Justiça norte-americana. Na maioria dos casos, as condenações foram sentenciadas há poucos dias.

Também na noite de quinta-feira, agentes de imigração fizeram uma operação em Nova Jersey que prendeu tanto imigrantes quando cidadãos norte-americanos, segundo o prefeito de Newark, cidade onde ocorreu a ação.

O prefeito da cidade, Ras Baraka, disse que até um veterano de guerra foi detido pelos agentes, a quem acusou de violação dos direitos humanos. Newark é um das chamadas “cidades santuários” dos EUA, como são chamadas cidades nas quais o governo local protege imigrantes.

Eles invadiram um estabelecimento local (…) detendo moradores e cidadãos sem documentação, sem apresentar uma ordem judicial‘, disse o Baraka.

Política migratória de Trump

A Casa Branca ainda não havia se manifestado sobre a acusação até a última autalização desta reportagem.

Nos dois primeiros dias de seu mandato, Trump assinou ordens executivas — espécies de decretos sem efeito de lei, que determinam como setores do governo deve aplicar verbas — para impedir a entrada de imigrantes e prender os que estiverem em situação irregular nos Estados Unidos.

O presidente norte-americano também assinou decretos de “emergência nacional” na fronteira sul, anunciou o envio de mais tropas para a área e prometeu deportar “milhões e milhões de estrangeiros criminosos”.

No início desta semana, o Congresso, de maioria republicana, aprovou uma lei para prorrogar a prisão preventiva de estrangeiros suspeitos de crimes.

A Casa Branca publicou nesta sexta-feira (24) o primeiro relatório de prisão de imigrantes

O relatório traz o exemplo de 4 presos, todos condenados por um crime, o que vai ao encontro das falas de Trump sobre ir atrás dos imigrantes que tenham cometido crimes. Veja abaixo

Investida contra imigrantes: ponto a ponto

Em dois dias de governo, Donald Trump adotou uma série de medidas para combater a imigração ilegal nos Estados Unidos. Entre segunda-feira (20) e terça-feira (21), várias ordens executivas e diretrizes governamentais foram aplicadas com o objetivo de reforçar a fiscalização e impedir a entrada irregular de estrangeiros no país.

Trump está tirando do papel promessas que fez durante a campanha presidencial. O republicano garante que vai fazer a maior deportação em massa da história do país, com milhões de imigrantes ilegais sendo expulsos. Veja algumas medidas adotadas a seguir.

Emergência nacional: uma das primeiras medidas de Trump foi assinar uma medida para declarar emergência na fronteira entre México e Estados Unidos.

  • O presidente anunciou que tropas do Exército e da Guarda Nacional serão enviadas à região para reforçar a segurança.
  • Além disso, agentes federais de imigração receberam poderes ampliados para deter suspeitos.
  • A medida também facilita a liberação de recursos para retomar a construção do muro na fronteira.
  • Por fim, o governo também encerrou programas que permitiam a entrada de estrangeiros por motivos humanitários.

Fim da cidadania automática: Trump emitiu uma ordem executiva eliminando o direito à cidadania para filhos de imigrantes ilegais ou com vistos temporários nascidos nos EUA.

  • Antes, quando imigrantes em situação ilegal tinham um filho em solo americano, a criança ganhava cidadania americana automaticamente.
  • A mesma coisa acontecia quando a mãe viajava aos Estados Unidos com um visto temporário, como o visto de turista. Se a criança nascesse durante o período da viagem, ganhava cidadania também.
  • Celebridades brasileiras já usaram essa estratégia para obter a cidadania americana para seus filhos.
  • Juristas afirmam que a medida contradiz a 14ª Emenda da Constituição, que garante cidadania a qualquer pessoa nascida no país.
  • Estados governados por democratas entraram com ações judiciais contra a medida.
  • “Presidentes são poderosos, mas ele não é um rei. Ele não pode reescrever a Constituição com um simples golpe de caneta”, afirmou Matthew Platkin, procurador-geral de Nova Jersey.

Deportação expressa: o governo Trump ampliou o alcance da chamada deportação acelerada, que permite expulsões rápidas de imigrantes ilegais sem a necessidade de uma audiência judicial.

  • Qualquer imigrante que não comprove que reside há dois anos nos EUA pode ser alvo.
  • Sob Biden, a deportação expressa possuía algumas limitações. Por exemplo, a medida só era adotada em todo o país para quem entrasse nos Estados Unidos por via marítima e estivesse a menos de dois anos no país.
  • Ainda durante o governo Biden, quem entrava por via terrestre só poderia ser alvo da deportação expressa se fosse detido a até 160 km da fronteira e estivesse no país há menos de 14 dias.
  • Agora, todas essas restrições foram eliminadas. Segundo o governo, a medida está dentro dos limites legais estabelecidos pelo Congresso.
  • A deportação expressa já foi alvo de polêmica durante o primeiro mandato de Trump. O caso chegou a parar na Suprema Corte.

Prisões em áreas protegidas: o Departamento de Segurança Interna (DHS, na sigla em inglês) revogou uma proibição de 2021 sobre prisões de imigrantes em locais como hospitais, igrejas e escolas.

  • Antes, prisões de imigrantes não podiam ocorrer nesses locais, para garantir acesso seguro a serviços básicos.
  • O governo Biden também argumentava que operações do tipo poderia criar medo nas comunidades americanas.
  • Com a mudança, agentes podem realizar prisões de imigrantes em hospitais, igrejas e escolas.
  • Benjamine Huffman, secretário interino de Segurança Interna, afirmou que “assassinos e estupradores” não poderão mais usar esses locais como esconderijos.
  • “A Administração Trump não amarrará as mãos de nossos bravos agentes da lei e, em vez disso, confia que eles usarão o bom senso”, afirmou Huffman.

“Fique no México”: o governo Trump anunciou que está retomando um programa que foi adotado durante o primeiro mandato, mas que foi revogado por Biden.

  • A iniciativa obriga que estrangeiros que pedem asilo aos Estados Unidos, com exceção de mexicanos, aguardem a análise da solicitação no México.
  • Na segunda-feira (20), o governo tirou do ar um aplicativo usado para agendar entrevistas de asilo.
  • Todos os agendamentos para pedidos de asilo que já estavam feitos foram cancelados.
  • A medida gerou indignação e tristeza entre imigrantes que aguardavam para entrar nos Estados Unidos na fronteira com o México.

Restrição na entrada: o DHS emitiu uma diretriz para restringir o uso da chamada “parole”.

  • A ferramenta permite a entrada legal de imigrantes em situação de emergência e foi amplamente usada na gestão Biden.
  • A parole também serve para fins humanitários e beneficiou pessoas de várias nacionalidades, como ucranianos, cubanos e venezuelanos.
  • Segundo o DHS, o governo Biden permitiu que 1,5 milhão de imigrantes entrasse no país por meio do benefício de forma indiscriminada.
  • Agora, tudo será analisado caso a caso, de acordo com o departamento.

Fonte: G1

Foto: Reprodução/Casa Branca