Quando o assunto é prevenção de acidentes e tragédias anunciadas, um local específico de Botucatu volta a preocupar moradores e autoridades: a Rua Curuzu. É nesse trecho que a Prefeitura de Botucatu, por meio da Semutran, iniciou a implantação de um novo ponto de ônibus — justamente ao lado de um prédio antigo, visivelmente deteriorado e com sérios indícios de risco estrutural.
A solicitação para a instalação do abrigo é antiga e partiu, inclusive, de um vereador do município. No local, já é possível observar sapatas no solo, cones de sinalização e uma placa informando que a área está em obras para a construção do novo ponto. No entanto, a escolha do endereço levanta questionamentos técnicos e de segurança.
O prédio ao lado do futuro ponto apresenta diversas trincas estruturais em toda a parte externa, sinais claros de desgaste provocado pelo tempo. Trata-se de uma construção histórica, datada do ano de 1900, portanto 126 anos de existência, que está abandonada há alguns anos e aparenta estar em estado avançado de deterioração. O mais preocupante é que essas trincas estão exatamente acima do local onde os usuários do transporte público deverão aguardar os ônibus.
Especialistas e moradores questionam como um local com essas características pode ter sido aprovado por engenheiros e pelo setor de trânsito do município. A situação remete a episódios anteriores em Botucatu, como o ocorrido na região da Avenida Floriano Peixoto, há mais de um ano, onde um prédio histórico acabou desabando parcialmente, colocando em risco pessoas que utilizavam um ponto de ônibus instalado nas proximidades — por pouco, uma tragédia maior não foi registrada.
Diante do histórico e das condições visíveis do imóvel, a decisão da Prefeitura causa indignação. A avaliação é de que, antes da autorização, uma análise técnica mais criteriosa deveria ter sido realizada. Também há críticas quanto à escolha do local indicado, que claramente não oferece segurança adequada para a população.
A situação reforça o alerta: prevenir acidentes exige mais do que atender pedidos antigos — exige responsabilidade, planejamento e, acima de tudo, a preservação da vida.
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