Evento histórico reuniu 55 mil atletas de todo o mundo e celebrou um século de tradição nas ruas da capital paulista
O atleta botucatuense Mário Bruder marcou presença na 100ª edição da tradicional Corrida Internacional de São Silvestre, disputada nesta quarta-feira (31), pelas ruas de São Paulo. A prova, considerada uma das mais importantes corridas de rua do mundo, transformou a Avenida Paulista e seus arredores em um verdadeiro espetáculo esportivo, com cerca de 55 mil corredores inscritos de 44 países, um recorde de participação que incluiu percentual histórico de mulheres entre os competidores.
Mário Bruder ficou na 282ª posição na classificação geral e na 34ª posição na classificação pela categoria de 40-49 anos.
Realizada pela primeira vez em 31 de dezembro de 1925, a São Silvestre celebra neste ano um século de existência, mantendo sua tradição de 15 km pelas vias centrais de São Paulo e consolidando-se como evento emblemático no calendário esportivo mundial.
Em sua segunda participação no evento, Mário compartilhou com exclusividade ao portal Alpha Notícias suas impressões sobre a experiência:
“Hoje participei da 100ª edição da Corrida Internacional da São Silvestre, foi a minha segunda participação nesse evento. A São Silvestre é uma corrida que para a maioria dos atletas é uma forma de agradecer pelo ano que passou e também para se divertir e se descontraír — e esse foi o meu objetivo.
Estávamos em 55 mil atletas, onde o desafio foi conseguir fazer a inscrição, depois acertar o transporte, retirar o kit e encontrar o portão de acesso.
Saí no pelotão geral, setor azul, pois as largadas eram em formato de ondas, de setor em setor ia liberando e, como haviam milhares na minha frente, não dava para querer competir. Até o quilômetro 5 era impossível correr ‘pra valer’ e depois disso é que então brinquei de ultrapassar os atletas, na pura diversão.
Me surpreendi com a apuração do resultado final, pois não esperava que fosse expressivo, tanto que para os que entendem de ritmo, sabe que é um ritmo de treino.”
A centésima edição da prova teve também os destaques da elite: o etíope Muse Gizachew venceu a prova masculina em uma disputa emocionante nos metros finais, enquanto na elite feminina a tanzaniana Sisilia Panga cruzou a linha de chegada em primeiro lugar.
Com um clima que mistura paixão pelo esporte, confraternização e celebração de fim de ano, a São Silvestre continua sendo muito mais que uma corrida — é um encontro de histórias, superações e metas pessoais nas vésperas de um novo ano.

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